Por Samanta Sallum
Cerca de 200 empresários se reuniram ontem para um almoço de trabalho. O objetivo foi ouvir as principais demandas do setor produtivo do Distrito Federal, especialmente do comércio varejista.
O evento foi uma iniciativa do presidente do Sindivarejista e 1º vice-presidente da Fecomércio, Sebastião Abritta. O movimento também contou com a participação do ex-presidente do sindicato e fundador do grupo Empresários em Ação, Edson de Castro.
O encontro, no Versá Restaurante (Núcleo Bandeirante), foi bastante prestigiado. Representantes dos mais variados segmentos estiveram presentes, como Paulo Octavio (Lide/DF), Álvaro Silveira (SindiAtacadista), Fernando Cézar Ribeiro (Federação da Agricultura), Leonardo Ávila (Codese), Wagner da Silveira (CDL), Antônio Matias (Rede Cascol), entre outros.
União
“O encontro mostrou a união do grupo Empresários em Ação, e teve o objetivo de levantar os interesses e pleitos dos empresários passíveis de atendimento neste ano. Vamos elencar as demandas e encaminhá-las ao governo local”, destacou Abritta.
Importantes empresárias do DF participaram do encontro. Entre elas, Janine Brito (Sindivarejista e Lide Mulher), Sandra Costa (grupo Sabin) e Laura Oliveira (Grupo Levvo). A deputada distrital Paula Belmonte e a superintendente regional do Sebrae /DF, Rose Rainha, também marcaram presença.
Manifesto contra juros altos
O presidente do Sindivarejista fez um manifesto contra a atual política monetária do Banco Central. “O Brasil hoje, o empresariado, não aguenta mais juros além de 6%. E também não aguenta essa inconstância. Por exemplo, os juros chegaram a 6%, a 4,5%, e de uma hora para outra a taxa foi para um crescimento absurdo e a Selic alcançou 13,75%. Então, como o empresário faz um planejamento? Isso trava o crescimento do país. Além de prejudicar o setor produtivo, penaliza o consumidor, que perde poder de compra”, apontou Sebastião Abritta.
Segundo ele, há uma preocupação com o aumento do desemprego no DF e que a manutenção de vagas no varejo está sob risco. “Os pequenos empresários do varejo são os que mais empregam. E, com esses juros altos, não aguentarão sobreviver”, alerta.
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