Por Samanta Sallum
A temperatura está ficando cada vez mais alta no tensionamento entre os delegados da Polícia Federal e o governo. A associação que representa a categoria veio mais uma vez a público para cobrar a reestruturação da carreira, prometida pelo presidente Jair Bolsonaro. Desta vez, o alvo da reação foi o ministro da Economia, Paulo Guedes.
“Um ministro não pode estar acima do compromisso público firmado por um presidente. Desvalorizar os policiais federais é desvalorizar a Segurança Pública”, destacou a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF).
A entidade divulgou nota, no início da noite, em que “repudia com veemência a entrevista concedida pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, em que, equivocadamente, afirma que a reestruturação das carreiras policiais da União não seria permitida pela Lei Eleitoral. A fala do ministro não corresponde à verdade”.
Segundo os delegados, o pleito das forças de segurança federais não se trata de mero reajuste, mas de uma reestruturação das carreiras. “A previsão no orçamento foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República, destinando R$ 1,7 bi para a medida”, aponta a associação.
A legalidade da reestruturação foi atestada em parecer da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, solicitado pelo próprio Ministério da Economia.
Em assembleia, na terça-feira, os delegados já tinham aprovado indicativo de paralisação. A medida foi mais uma reação à não assinatura de Bolsonaro ao plano de reestruturação da carreira.
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