Por Samanta Sallum
Seguindo a alta acumulada da inflação no último ano, o segmento pode sofrer reajuste numa média de até 12%. O anúncio vai ocorrer no final de março. E os novos preços dos remédios passarão a valer a partir de 1 de abril. Essa definição é de responsabilidade da Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED), órgão interministerial que tem participação da Anvisa. Se confirmado, será o maior reajuste da década no país.
Aumentos diferenciados
Cerca de 10 mil medicamentos estão na lista oficial. E a atualização dos valores é feita anualmente. No ano passado, ficou, em média, de 9%. Mas o aumento não é linear. Ele poderá variar de um item para o outro. Os de baixa concorrência tendem a ter menor reajuste, pois a CMED atua para coibir abuso de preço. E os de alta concorrência, como os genéricos, podem sofrer maior alteração, por terem mais liberdade de regulação no mercado. Então, de maneira geral, a variação poderá ser de 2% a 20%.
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