Manifesto pró-passaporte da vacina divide signatários e entidades patronais

Compartilhe

Coluna Capital S/A, por Jéssica Eufrásio (interina)

O pedido de adoção do passaporte da vacina para estabelecimentos comerciais provocou uma queda de braço entre empreendedores e produtores culturais contra entidades patronais que representam bares, restaurantes e hotéis.
A carta a favor da exigência do documento para a entrada de clientes nesses locais reuniu mais de 100 signatários
em dois dias. O abaixo-assinado será entregue ao governador Ibaneis Rocha (MDB) na próxima semana.

Assinatura virtual
O prazo visa dar mais tempo para que outros empreendedores e líderes de coletivos culturais assinem o documento. Ontem, o Manifesto pelo Passaporte da Vacina chegou à internet. Pelo site do deputado distrital Fábio Felix (Psol), presidente da comissão especial da Câmara Legislativa que trata da imunização contra a covid-19, os interessados podem aderir à campanha. Às 20h de ontem, o total de subscritos estava em 106.

Proximidade com o setor
Em mais uma ocasião, Ibaneis se mostrou resistente à proposta. A nota da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no DF e do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares em Brasília (Sindhobar) divulgada ontem confirmou a relação estreita que o setor mantém com o Palácio do Buriti. O texto destacava que, até então, não existia qualquer indício por parte do GDF de adotar a exigência.

Sem novos decretos
Em novembro, porém, antes da proibição de pistas de dança e dos eventos com cobrança de ingresso, uma norma do Executivo local sujeitava o acesso a competições esportivas, shows e festivais à apresentação do passaporte. Agora, apesar de se dispor a ouvir os signatários do manifesto, o governador deu a entender que não pretende publicar novos decretos neste momento de queda da taxa de transmissão da covid-19.

Medidas adotadas
Presidente da Abrasel no DF, Beto Pinheiro (E) afirma: “Mesmo pessoas vacinadas, como a maioria da população brasileira, podem contrair e disseminar o vírus. Incentivamos a testagem e a campanha de vacinação, além do cumprimento dos protocolos de segurança, como o uso de máscara e o distanciamento”. E Jael Silva (D), presidente do Sindhobar, comenta: “Quem vai pagar um funcionário extra para fiscalizar a apresentação do passaporte e ainda lidar com conflitos? Defendemos o fiel cumprimento dos protocolos e das medidas de segurança em nossos estabelecimentos, pois é isso que tem se mostrado mais efetivo ao enfrentamento da covid-19, e não podemos afrouxar”.

O poder das plantas medicinais em livro

Com vasto conhecimento sobre plantas e as propriedades medicinais delas, passados de geração em geração pelas matriarcas da família, Josefa Francisco Gomes Ataídes, 60 anos, lança o livro Farmácia caseira, pela editora IFB. Moradora de São Sebastião e egressa do curso de viveiricultura do Instituto Federal de Brasília, a agricultora e erveira sempre compartilhou um histórico de aprendizados sobre o tema, acumulados ao longo da vida. Agora, parte dessas vivências fica disponível para todos, em versão digital. Acesse: bit.ly/3ok3Jup.

Renda média no DF ficou entre as três melhores das metrópoles
Publicada nesta semana, a sexta edição do Boletim Desigualdade nas Metrópoles mostra que, entre as 22 regiões analisadas, o Distrito Federal teve o segundo maior rendimento médio por domicílio no terceiro trimestre do ano passado: R$ 1.994,15, atrás apenas de Florianópolis (R$ 2.077,43). No caso da renda média por pessoa, o DF ficou em terceiro lugar (R$ 299), atrás da capital catarinense (R$ 398) e de Curitiba (R$ 323). O levantamento conta com o trabalho de pesquisadores das universidades de Brasília (UnB) e Católica de Brasília (UCB), bem como do Centro Universitário Unieuro e da Codeplan.

Indicadores menores
O boletim também revela que, no período considerado, o rendimento dos 10% mais ricos do Brasil foi 33 vezes maior que o dos 40% mais pobres — acima do observado no primeiro trimestre de 2020, antes da pandemia (27 vezes). Na análise da população que mora em lares com renda per capita de até 25% do salário-mínimo, o DF teve a terceira menor taxa das 22 metrópoles brasileiras listadas: 19,3%. Quanto ao ganho médio das famílias chefiadas por homens ou por mulheres, Brasília registrou o segundo menor indicador de desigualdade entre os sexos, com razão de 1,41 entre os proventos recebidos por eles e por elas.

samantasallum

Posts recentes

  • Coluna Capital S/A

“Diretor da Anvisa que cuida de suspensão foi indicado pelo governo Bolsonaro”, diz Padilha sobre caso Ypê

Decisão de suspender venda de produtos da Ypê trouxe à tona acirrada disputa política e comercial no…

1 dia atrás
  • Coluna Capital S/A

STF derruba lei do DF que restringia portarias virtuais em condomínios

Cerca de 800 condomínios já utilizam o sistema na capital  Por SAMANTA SALLUM  O plenário…

2 dias atrás
  • Coluna Capital S/A

Reforma Tributária: os novos prazos para optar pelo Simples Nacional

Coluna Capital S/A de 07 de maio  Por SAMANTA SALLUM  Uma resolução antecipou para setembro…

6 dias atrás
  • Coluna Capital S/A

Dia das Mães sofre efeitos da guerra, do crédito caro e do endividamento das famílias

Projeção de faturamento do comércio é de R$ 14,47  bilhões. Mas setor avalia que diversos…

1 semana atrás
  • Coluna Capital S/A

“Continuaremos apoiando o BRB, mantendo o pagamento dos salários do Sesc e Senac no banco”, afirma Fecomércio

Por SAMANTA SALLUM  As folhas salariais do sistema S, vinculado à Federação do Comércio de…

1 semana atrás
  • Coluna Capital S/A

“Quem tem de resolver o problema do BRB é o GDF”, sentencia ministro da Fazenda

O chefe da área econômica do governo Lula afirmou que a conta dos prejuízos do…

1 semana atrás