Redes sociais mudaram consumo de roupas femininas

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Por Samanta Sallum

Em julho, a marca brasiliense de moda feminina Visage celebra 26 anos, e no mesmo ponto comercial, a 309 Sul. Ao longo dessa trajetória, ganhou sócias novas e passou por muitas transformações. É case de remodelagem de negócios, quando resolveu apostar em preços mais acessíveis. A revolução de comportamento causada pelas redes sociais foi a propulsora dessa guinada.

Look para postar

Desde 2017, com a crise econômica que o Brasil atravessava, as sócias, Cristiane Oliveira e Luciana Alencar, ficaram sensíveis às mudanças. Perceberam que o comportamento de compra da mulher seria outro.
“Elas não queriam mais comprar uma blusa de seda pura de R$ 800, que era uma peça que duraria para sempre, porque, com a internet e o Instagram, as pessoas querem comprar uma roupa para postar e não querem repetir mais”, conta Cristiane.

Diversidade de estilos
Quando veio a pandemia, a marca já tinha forte presença no meio digital. “Começamos a contratar modelos, inclusive respeitando a questão da diversidade, valorizando todos os tipos de pele e corpos. E somos muito elogiadas por isso”, conta a empresária. Os vestidos, as saias e as calças da Visage são sucesso entre as brasilienses e vestem, também, muitas executivas e esposas de autoridades. As promoções pontuais de R$ 199 e R$ 59,90 causam frisson e fila na porta.

Delivery
Nas primeiras semanas de pandemia, as empresárias contrataram uma empresa de entrega e passaram a fazer tudo. “O WhatsApp hoje é a consequência do Instagram. Foi possível manter as vendas graças a isso, neste período, até podermos realmente abrir as portas de novo”, diz Cristiane.

Conselho de empreendedora
“Não desista se sua ideia faz sentido dentro do mercado em que você atua. Trabalhe, entre erros e acertos. Em algum momento, você vai acertar. Mas nem sempre acertamos na primeira, então, não desista nunca.”

“Inúmeras famílias dependem do nosso trabalho. Eu sou brasiliense, e investir na cidade em que nasci é muito importante para mim.”

samantasallum

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