Paixão cearense por Brasília

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Ele chegou em 2009, vindo de Fortaleza, com a missão e o sonho de fazer a marca Coco Bambu cair no gosto dos brasilienses. E logo conquistou grande clientela, que fazia fila na porta da primeira unidade, no Setor de Clubes Sul.  Até hoje, a casa representa uma das maiores operações da rede no Brasil, pelo tamanho e pela logística especialmente criada para garantir que os frutos do mar servidos no cerrado tenham o mesmo sabor do litoral. Beto Pinheiro, 40 anos, é um dos sócios da cadeia de restaurantes e não para de pensar em novos projetos por aqui.

O Coco Bambu seduziu muitos fãs em Brasília, mas a capital arrebatou o coração de Beto. “Eu amo essa cidade, não quero mais sair daqui”, afirma. Dos 4 filhos, 3 são brasilienses. O caçula nasceu há 1 mês.  E não é só a família que cresceu. Os negócios também estão em expansão. Este ano, inaugurou mais um restaurante, o Vasto, no Brasília Shopping, e também o Coco Bambu do ParkShopping. Outro será inaugurado até abril no Iguatemi. E tem mais para 2021. A segunda unidade do Vasto e a sexta do Coco Bambu.

Marco para a expansão

A casa do Lago Sul foi a quinta da rede no Brasil e deu sorte. “Foi um marco para o grupo, a partir daí, decolamos. Hoje são 44 unidades espalhadas pelo Brasil.” No DF, são 4 e, em breve, serão 6.

Já o recém-inaugurado Vasto tem um conceito mais sofisticado. As estrelas do cardápio são cortes especiais de carne, mas há deliciosas opções de frutos do mar também, com outra apresentação e sabor. “Oferecemos algo diferente e com a qualidade mais elevada que existe no mercado de fornecedores de carne”, garante o empresário.

Beto e os sócios fizeram uma profunda pesquisa em Nova York para criar o Vasto. Importaram, nada menos, que um forno especial para o preparo de carnes. “Não existe nada igual no Brasil. E escolhemos Brasília para estrear esse novo projeto”, conta.

Os outros sócios do grupo Coco Bambu: Igor Fernandes, Eugênio Vieira, Eilson Studart, Daniell Chehab e Afrânio Barreira (fundador)

Natal e réveillon

Nem mesmo a pandemia conseguiu frear a expansão. Houve uma pausa. O serviço de delivery ajudou a enfrentar o período. “E agora estamos com uma retomada acima da média do mercado. Não está fácil para ninguém, mas estou feliz porque sobrevivemos de forma satisfatória.”  E ele anuncia que vai ter Natal e réveillon no Coco Bambu do Lago Sul.  Respeitando o limite de pessoas e o distanciamento de mesas. “Teremos música ao vivo”, adianta.

Liderança na Abrasel-DF

Beto assumiu há 1 ano responsabilidade maior ainda, a presidência da Associação de Bares e Restaurantes do DF (Abrasel-DF). Lutou para que o segmento, um dos mais atingidos pela crise econômica, durante a pandemia, buscasse formas para enfrentar a situação. O setor no DF encolheu 25%.

“Eu tenho uma preocupação com o coletivo, não só com os meus restaurantes e com o segmento que represento. Me preocupo com o bem-estar dos que moram aqui. Não defendo o empresariado a qualquer custo, e, sim, o que é melhor para a cidade. Mas o empresário se encontra em dificuldade, é quem impulsiona a economia. Precisa de apoio e estímulo.”

samantasallum

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