Compras pela internet empobrecem o DF

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Coluna Capital S/A

É incalculável o prejuízo para a arrecadação de impostos do Distrito Federal provocado pelo E-Commerce, ou seja, pelas vendas na internet. O dinheiro do consumidor brasiliense está gerando receita para outros estados. Com a pandemia e quatro meses de comércio fechado no DF, as vendas pelos sites explodiram.

A compra é fácil, prática, sem sair de casa. Mas, o efeito disso é prejudicial para a realidade social e econômica do DF. Pois o dinheiro do brasiliense está indo para outros estados, principalmente para São Paulo.

Os grandes sites de vendas estão instalados no estado. E o imposto cobrado na compra vai para os cofres de lá. Com a pandemia, o comércio eletrônico cresceu em apenas seis meses o equivalente aos últimos seis anos, em São Paulo.

Reação

Para buscar uma solução que evite esta perda de receita, representantes do comércio e da Secretaria de Economia do Distrito Federal vão unir forças. O caminho é criar uma lei que regule essa atividade. Menos arrecadação no DF significa menos dinheiro para investir na manutenção e melhorias de infraestrutura na capital.

Valorize o local

O movimento Valorize o Local foi criado por entidades como Sebrae e Fecomércio para apoiar as empresas brasilenses. No caso, sensibilizar o consumidor a comprar perto da sua casa e ajudar os pequenos comerciantes e, assim, garantir empregos.

Águas Claras em alta

Quanto à rentabilidade, Águas Claras foi, novamente, uma região de destaque no mercado imobiliário. Além de ter apresentado rentabilidade de 0,79% no segmento comercial, na categoria loja, a região registrou rentabilidade de 0,60% na categoria apartamento de um dormitório.

O Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi/DF) comemorou o resultado de setembro com amostra referente a agosto. Ele comprova a evolução no valor de financiamentos imobiliários nos sete primeiros meses de 2020. Os dados, quando comparados com o mesmo período do ano passado, demonstram um aumento de 40,5%.

Saindo da UTI

Depois do péssimo desempenho de abril, maio e junho na economia do DF por causa da pandemia, há sinais de melhora. Mais empregos foram criados na construção civil. A tendência é de aumento de postos de trabalho no setor, com mais 7 mil empregos em agosto.

“Nossa economia começou a reagir a partir de junho. A construção civil, por exemplo, está abrindo novos postos de trabalho, porque as obras públicas não pararam na pandemia e vêm aumentando. O governo do DF com as obras está ajudando a movimentar o setor”, aponta Jean Lima, presidente da Codeplan.

Câmara de Mulheres

A empresária brasiliense Beatriz Guimarães, há pouco mais de um ano, assumiu a missão de criar a Câmara de Mulheres Empreendedoras, na Federação do Comércio, Bens e Serviços do DF. Hoje, já fazem parte 64 representantes dos mais diversos sindicatos empresariais. De postos de gasolina a bares e restaurantes. O objetivo é criar melhores condições para que mais mulheres tenham apoio para empreender e fortalecer as que já estão no segmento.

“As mulheres são a capacidade criativa e motriz da economia nos novos tempos”

Beatriz Guimarães

Alívio na indústria

A Federação das Indústrias do DF (Fibra) também confirma a tendência de recuperação do setor. Após forte queda da produção causada pela pandemia, em agosto o índice de Evolução da Produção, medido na pesquisa Sondagem Industrial, marcou 56 pontos. É o segundo mês consecutivo do índice acima de 50 pontos. Em abril, tinha caído para 16,3 pontos, o pior dado da série história da pesquisa, iniciada em 2010.

A volta do Refis

A Câmara Legislativa mandou sinais aos empresários de que está disposta a socorrer o segmento. Os distritais se movimentam em aprovar o Programa de Incentivo à Regularização Fiscal do Distrito Federal — o Refis. O governador Ibaneis Rocha tinha desistido de levar adiante o projeto na Câmara. O vice-presidente da Casa, Rodrigo Delmasso (Republicanos), defendeu o regresso do projeto, mas em novo formato, para alavancar a economia, fragilizada pela crise.

samantasallum

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