Extremismo e Segurança Pública: As Lições do Colapso Europeu para o Brasil

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O avanço do extremismo e a segurança pública vulnerável tornaram-se desafios globais urgentes. O termo Intifada, de origem árabe, significa “agitar” ou “sacudir”. Ele marcou os levantes palestinos entre 1987 e 2005. No entanto, o fenômeno não se limita mais a Israel. Hoje, ele se espalha pelo mundo como uma praga.

Paris e outras cidades francesas enfrentam esses levantes de forma frequente. Além disso, a Europa vê esse pesadelo se repetir em metrópoles como Milão, Bruxelas e Londres. Os principais protagonistas desses atos são, na maioria, filhos de imigrantes muçulmanos.

Por essa razão, arruaças exibem bandeiras palestinas e do Hamas. Tais grupos reúnem os autoproclamados novos revolucionários árabes do século XXI. Contudo, esses rebeldes dispõem de planejamento e dinheiro abundantes. O financiamento vem de fundações como a de Soros, da Irmandade Muçulmana e de partidos de esquerda.

VISTO, LIDO E OUVIDO Coluna criada em 1960 por Ari Cunha (In memoriam) no Correio Braziliense

Hoje, com Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade

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As Conexões Financeiras e o Alerta Histórico

A fusão entre esquerdas globais e movimentos muçulmanos promete desestabilizar o planeta. Além disso, somam-se recursos do terrorismo, do narcotráfico e do crime organizado. Essa união constrói uma superestrutura focada em aniquilar a cultura ocidental.

Portanto, toda civilização que desmorona deixa um rastro de avisos ignorados. Ninguém perde a segurança e a autoridade das leis de um dia para o outro. Pelo contrário, essa perda ocorre aos poucos. Ela avança por concessões pequenas, silêncios convenientes e autoridades covardes.

A Europa vive exatamente esse processo de erosão institucional. Enquanto isso, o Brasil observa tudo de camarote com sua insensatez habitual, como se a história fosse um espetáculo alheio.

A Crise na Europa: O Extremismo e a Segurança Pública em Risco

Precisamos olhar os fatos sem anestesia. Desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, a ameaça terrorista contra judeus cresceu. Consequentemente, relatórios do International Centre for Counter-Terrorism (ICCT) confirmam um aumento nos ataques antissemitas na Europa após o início da guerra no Irã, em fevereiro de 2026.

Por exemplo, em outubro de 2025, um agressor atropelou e esfaqueou pessoas diante de uma sinagoga em Manchester. O ataque deixou dois mortos. Da mesma forma, dois meses depois, um atentado jihadista na praia de Bondi, na Austrália, matou 15 pessoas e feriu 40 durante o Hanucá.

Esses fatos não são abstrações estatísticas. Trata-se de famílias reais que foram acender velas e voltaram em caixões. O número de crimes de ódio permanece elevado. Na Holanda, os 867 casos registrados em 2025 ficaram próximos dos recordes de 2023 e 2024. Quando o ódio vira rotina, o Estado falha e perde o monopólio da ordem.

A Falência das Autoridades na Proteção dos Cidadãos

Certamente, o problema central não é a fé religiosa. Milhões de muçulmanos vivem na Europa e no Brasil de forma honesta. Eles trabalham, criam seus filhos e respeitam as leis. Inclusive, eles costumam ser as primeiras vítimas do fanatismo.

O verdadeiro problema é a ideologia extrema. Ela transforma tragédias políticas distantes em licença para depredar e matar. Sobretudo, o problema é a omissão de governos covardes. Por medo de perder votos ou sofrer acusações de intolerância, o Estado tolerou o intolerável.

Durante anos, a Europa tratou a falha na integração sociocultural apenas como tese acadêmica. Como resultado, bairros inteiros ficaram sem emprego, escola ou presença policial. Assim, o ressentimento fermentou nesses locais.

Quando a violência explodiu, os governantes hesitaram entre a negação e o pânico. Ou seja, confundiu-se tolerância com omissão. O poder público permitiu que radicais celebrassem massacres em vias públicas sob o pretexto da liberdade de expressão. Todavia, a liberdade protege a divergência; ela jamais deve proteger a apologia ao assassinato.

“A lição é simples e brutal: o Estado que não impõe a lei com igualdade acaba substituído por quem a imponha à força.”

O Impacto no Brasil: Crime Organizado e Segurança Pública

O Brasil costuma se acomodar no mito do povo cordial. Contudo, essa ilusão nos cega para uma realidade perigosa. Nós já enfrentamos nossa própria versão do problema: o poder paralelo desafiando as instituições.

Na Europa, a ameaça surge do extremismo que importa guerras estrangeiras. No Brasil, contudo, o risco vem do crime organizado refinado. As facções brasileiras agora vestem terno, abrem fintechs e compram usinas.

A Operação Carbono Oculto revelou o tamanho desse abismo financeiro. O capital ilícito do Primeiro Comando da Capital (PCC) comprou distribuidoras, transportadoras e postos de combustível. Estima-se que o esquema sonegou R$ 7,67 bilhões em tributos.

Portanto, não estamos lidando com criminalidade comum de rua. Pelo contrário, trata-se de uma estrutura econômica que corrompe o mercado e desafia a soberania nacional.

O Confronto Direto Contra o Estado Brasileiro

A audácia dos criminosos atingiu níveis alarmantes. O assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes exemplifica essa escalada. As investigações apontam o PCC como mandante do crime em retaliação ao seu histórico de combate à facção. Esse ato demonstra que o crime organizado ensaia o confronto direto contra o Estado.

A gravidade da situação internacionalizou o debate. Em maio de 2026, a Casa Branca designou o Comando Vermelho (CV) e o PCC como organizações terroristas estrangeiras.

Especialistas e políticos discutem os riscos desta medida para a soberania nacional. O próprio chanceler honorário Celso Amorim apontou preocupações com a classificação externa. No entanto, o simples fato de a discussão atingir esse nível expõe o veredicto de décadas de omissão estatal. Deixamos o problema crescer a ponto de potências estrangeiras planejarem intervenções.

O Niilismo de Gabinete e a Omisão Estatal

Alguns analistas chamam as manifestações violentas de niilismo das ruas. Contudo, o niilismo mais perigoso nasce nos gabinetes governamentais.

É o niilismo de quem trata o combate ao crime como “criminalização da pobreza”. É a postura de quem perdoa a violência política sob o pretexto de “compreender o contexto”. Trata-se da hesitação de autoridades que renunciaram ao seu dever constitucional.

Diretrizes Fundamentais para Preservar a Segurança Pública

Se o Brasil deseja evitar o colapso de cidades como Paris, Londres e Bruxelas, precisará adotar medidas firmes:

  1. Aplicação igualitária da lei: Quem depreda, ameaça ou apoia o terrorismo deve responder por seus atos. A seletividade punitiva destrói a credibilidade da Justiça.
  2. Presença estatal em áreas vulneráveis: O Estado precisa retomar territórios dominados por facções. Isso exige policiais treinados, inteligência financeira, presídios de segurança máxima e rapidez judicial.
  3. Fiscalização do fluxo financeiro: O crime moderno atua no sistema financeiro. Fintechs de fachada e empresas-laranja funcionam como fuzis econômicos. Quem controla o dinheiro domina a guerra.
  4. Limites claros para a tolerância: Um país democrático acolhe a diversidade, mas não pode tolerar quem prega a destruição do próximo. Importar conflitos internacionais para o espaço público brasileiro é uma atitude irresponsável.

Conclusão: O Momento de Agir é Agora

A Europa não ruiu de um dia para o outro. Ela foi cedendo aos poucos. Por fim, os europeus perceberam que o preço de ceder era muito maior do que o de resistir.

Felizmente, o Brasil ainda tem tempo para agir, embora o prazo seja curto. Nosso país possui instituições fortes, uma sociedade pacífica e uma valiosa tradição de convivência inter-religiosa.

No entanto, essas qualidades não se mantêm por inércia. Elas exigem coragem, vontade política e leis aplicadas com firmeza. Entender a liberdade como licença para o caos resulta na perda da própria liberdade. O fogo que queima distante pode chegar à nossa porta. Resta saber se seremos a geração que agiu ou a que preferiu mudar de canal.

❓ Pergunta aos leitores

Você acredita que as autoridades brasileiras estão aplicando a lei de forma rigorosa contra o avanço do crime organizado e do extremismo? Deixe seu comentário abaixo!