Brasil dividido

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VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade

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Foto: Amanda Perobelli/Reuters

 

De todas as inúmeras tarefas que cabem a um governo administrar, nenhuma outra é tão importante para a integridade de uma nação como a capacidade de se antecipar aos acontecimentos e aos fatos. Somente através de estudos e análises sérias, feitas previamente, contendo todas as variáveis possíveis, é que se prepara o país para a iminência de adventos extraordinários.

Essa é, pelo menos, dentro da concepção militar, uma das maiores estratégias a garantir e dar vantagens em caso de uma guerra. No livro básico de todos os estrategistas, num livro de bambu, por Sun Tzu, no século IV A.C., está escrito: “aquele que se empenha a resolver as dificuldades, resolve-as antes que elas surjam, vencendo antes que suas ameaças se concretizem.” Com isso, ensina, Sun Tzu, é preciso ver o que não está visível.

Nas escolas superiores de guerra, os oficiais se dedicam, quase que integralmente, a estudar e a planejar estratégias e cenários futuros dentro do seu país e com relação as demais nações, para melhor antecipar medidas. Também no antigo ministério do planejamento, quando essa pasta era também ocupada por economistas de renome e de expertise comprovada, essa era a tarefa primordial a ser desempenhada no dia a dia. Planejamento, estratégias e táticas de prevenção funcionam tanto em ambientes de conflito armado, quanto na paz, e são fundamentais para todos aqueles que se propõem governar sem maiores tropeços.

Tomando a pandemia do Covid-19, como inimigo que tomou de assalto o mundo inteiro, o que se pode comprovar, depois de um ano de batalhas intensas contra essa doença, é que os países que vão se saindo melhor dessa guerra são justamente aqueles que adotaram estratégias corretas, tanto de defesa, como de ataque à propagação da virose.

O caso simbólico dessa pandemia pode ser conferido na obtenção, em tempo recorde, de uma vacina ou mais vacinas, que apontam na direção certa de contenção dessa doença. Esse empenho diuturno dos cientistas e pesquisadores, dos diversos laboratórios espalhados pelo mundo, tornou possível antecipar o surgimento desse medicamento em pelo menos quatro anos, que é o tempo mínimo para o lançamento de uma vacina eficaz. Esse é também um exemplo de estratégia e planejamento prévios que vão possibilitar salvar milhões de vidas.

Estamos, segundo a imprensa, nesse momento, ostentando recordes mundiais em mortes diárias. A falta de liderança no trato com essa doença tem deixado a população perdida. Para o Brasil, que já foi exemplo para o mundo em eficácia de vacinações em larga escala e em tempo recorde, essa crise mostra o tanto que recuamos no tempo. De fato, voltamos a ser o país que, por sua sequência catastrófica e infinita de governantes, ineptos e sem planos de voo, permanece na rabeira do mundo, como um exemplo a não ser seguido.

 

A frase que não foi pronunciada:

Democracia é imposição para todos os lados. Imposto de Renda e Lockdown imposto.”

Dona Dita pensando enquanto espera a banda que nunca mais vai passar pela janela

Manifestação em frente à casa do governador. Foto: Carlos Vieira/CB/DAPress

Descomplicar

No sai não sai da CPI da Covid-19, o senador Eduardo Girão deixou claro que os estados e municípios também serão investigados sobre os recursos que receberam e onde foram aplicados. Em plena era digital, seria o mínimo de transparência divulgar todas essas informações para acesso dos contribuintes, que são os que enchem o cofre. Recebeu quanto da União e gastou como. Duas colunas numa tabela.

Charge do Cazo

Espaço

Leitor do Lago Norte sugere o aproveitamento das dependências do Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek, naquela região, para o atendimento emergencial aos pacientes que contraíram o vírus Covid-19.

Foto: nelsonkon.com

Ideal vs Real

Pela Amazon, gratuitamente, é possível baixar o livro do indígena de Ailton Krenak. As palavras são de alguém conectado com a natureza. Trata do cuidado com o ecossistema, da vida, da coragem, dos valores humanos. Chega a ser uma utopia, até ingênuo, em um mundo dominado atualmente por um país tão distante e tão poderoso. O amanhã já está comprado.

Foto: amazon.com

Cuidado

Telefones clonados geram aborrecimentos enormes. Jornalistas da cidade amargam a experiência.

Charge do Fernandes

 

Obesidade

Ontem a noite, as mulheres da EBC organizaram uma live no YouTube sobre gordofobia. O assunto que parece interessante é sério e preocupante. Veja a seguir.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Arreou o asfalto no caminho do Iate Clube. Há mais de um ano vimos chamando a atenção pelo fato de desembocar no Lago, diretamente, sem tratamento, o esgoto da Asa Norte. (Publicado em 27/01/1962)

Planos de saúde, deixam idosos sem planos para sobrevivência

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Charge do Jarbas

 

        Tal qual os bancos, cujo o fundamento e razão estão fincados nos lucros contínuos, os planos de saúde, por sua constituição, também têm como base o rendimento do capital investido numa espécie de mercado, em que a demanda e a oferta são substituídas pelo binômio doença/saúde.

        A bem da verdade, os planos de saúde têm sua existência explicada, em parte, pela insuficiência na prestação dos serviços públicos de saúde. A priori e num mundo ideal, por uma questão até de dignidade humana, o atendimento às necessidades de saúde deveriam ser ofertados inteiramente grátis, como rege a Carta Magna. Mas essa é uma questão que nem mesmo as populações submetidas aos regimes socialistas lograram alcançar com êxito.

        Quem teve a oportunidade de conhecer de perto quaisquer desses hospitais dos países socialistas, espantou-se com a precariedade nos serviços e a pouca tecnologia dos equipamentos médicos ali presentes, e o esforço heroico dos profissionais naqueles ambientes. Obviamente que, para a nomenclatura, ou seja, para os graúdos e dirigentes do partido único, os hospitais e os médicos eram outros, assim como os medicamentos e as terapias empregadas.

        Nada é de graça nesse mundo movido a interesses econômicos, nem mesmo a saúde. A Agência Nacional de Saúde Suplementar, a quem, por lei, cabe regulamentar, controlar e fiscalizar o funcionamento dos planos de saúde e todo o imenso mercado nacional, explorado a anos por essas empresas, não tem, até hoje, conseguido chegar a um denominador comum e satisfatório que contemple, ao mesmo tempo, consumidores e prestadoras desses serviços.

        As reclamações partem de ambas as partes, com a diferença de que os consumidores não possuem, nem de longe, o potencial de pressão e lobby que essas empresas exercem sobre o governo e legislativo, de modo geral, e sobre os políticos, de modo particular. Não surpreende que, em qualquer cenário que esteja a economia do país e de seus cidadãos, os planos de saúde logram manter os aumentos e as restrições, cada vez maiores, sobre os assegurados.

        Mesmo agora, completados mais de um ano de um cenário extraordinário, que impôs um regime de quarentena draconiano sobre todos e sobre a economia, essas empresas conseguiram o que outras nem sonham. Por meio de operações matemáticas exóticas, conseguiram extrair um aumento que dobrará os valores já pagos hoje. Por meio de mecanismos como reajustes retroativos, somados à variação de preços por causa da mudança de faixa etária e outros adendos obtidos sem contestação pela ANS, os segurados terão que arcar com preços nas mensalidades que muitos já declaram ser impossíveis de honrar.

        Em alguns casos, como para os aposentados, os valores passam a ser mais do que o dobro, chegando a patamares de 110% de reajuste. Numa inversão do que seria minimamente racional e ético, para essas empresas, quanto mais idade tiver o segurado, mais ele paga, o que transforma esse sistema numa espécie de agiotas da saúde.

        É preciso destacar que o mercado dos planos de saúde no Brasil atende a uma população formada por, aproximadamente, 50 milhões de segurados. Por outro lado, é preciso destacar que apenas os quatro maiores planos de saúde juntos lucraram, no 2º trimestre de 2020, R$ 1,3 bilhão, mesmo sob uma pandemia que quebrou a economia do país. Somados todos os lucros das operadoras de saúde, os números mostram que elas registraram resultados recordes no ano de 2020, chegando a faturamento próximo de 70%.

        Para a população idosa do país, que aumenta a cada ano, a situação vai se aproximando do limite e se for bem equalizada pelo governo, juntamente com essas empresas, corre-se o risco ou de um de colapso nesse sistema desigual, ou de uma avalanche de inadimplência generalizada, com prejuízos para a saúde de milhões de cidadãos idosos.

                           

A frase que foi pronunciada:

Só tem o direito de criticar aquele que pretende ajudar.”

Abraham Lincoln

Abraham Lincoln. Foto: wikipedia.org

 

Pandemia eletrônica

Leia, no link “Uma catástrofe digital se aproxima. E nem as empresas e as pessoas se ligaram”, o artigo, na íntegra, sobre o que disse Marco DeMello, fundador e CEO da PSafe. “Temos duas pandemias hoje. Há uma pandemia biológica de Covid-19 e uma pandemia digital de ataques de inteligência artificial. A pandemia digital, especificamente falando, não tem sido levada a sério no Brasil.”

Marco DeMello, fundador e CEO da PSafe. Foto: neofeed.com

Portas fechadas

Na mídia social, as reclamações sobre serviços públicos com horário limitado são frequentes. Em tempos de vacinação, nada mais natural que uma escala para aumentar o tempo de prestação de serviços. Outra coisa: esclareceram, no posto de Saúde do Paranoá, que as vacinas bem-acondicionadas e refrigeradas não perdem a validade.

 

Cuidado

Quanto maior a crise, maior a criatividade para tomar dinheiro. Principalmente dos cidadãos preocupados em pagar impostos. O novo golpe é colocar um papel de cobrança do IPVA na caixa de correspondência. Melhor mesmo é conferir no portal do Detran.

Foto: Divulgação/Fazenda DF

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Na solenidade de ontem os soldados ficaram embaixo da marquise. Se houvesse sol, e eles estivessem na calçada a solenidade poderia ter se desenvolvido sem afetar em nada o funcionamento do Palácio (Publicado em 25/01/1962)

Quo vadis Brasil?

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Foto: Andre Penner / AP

 

Um olhar, mesmo que superficial, sobre as manchetes que estampam os principais jornais do país e mesmo aqueles disponíveis em português, pode fornecer uma dimensão ampla e resumida dos problemas atuais vividos pela população brasileira e a visão que o mundo exterior vai fazendo de nós, e da nossa capacidade de resiliência, diante de uma pandemia que parece recrudescer através de uma variante ainda mais mortífera.

Obviamente que o que ocorre conosco, é fruto de um conjunto formado por ações e inércias tanto do governo quanto por parte da sociedade. O pouco empenho das autoridades, desmotivadas pelo insistente negacionismo das ciências médicas, feitas pelo próprio chefe do Executivo e por tabela da população, que parece ter relaxado demasiadamente nas medidas protetivas e nos protocolos que orientam o distanciamento físico entre as pessoas, vão mostrando seus resultados macabros de curto prazo.

Ainda assim, em meio ao pânico instalado há mais de um ano, e que já ceifou mais de 200 mil cidadãos internamente e 10 vezes mais em todo o mundo, o que se vê, por parte das principais lideranças do país, é uma total e cínica indiferença com as agruras experimentadas pelos brasileiros. O que se vê, lê e é ouvido, na maioria das reportagens publicadas nesses dias recentes, mostra nossos homens públicos imersos e devotados, exclusivamente, aos assuntos que lhes dizem respeito direto e que podem render dividendos imediatos.

Discutem, suas excelências, em debates acalorados e com mútuas acusações e impropérios diversos, assuntos “urgentes” como as próximas eleições para a Mesa das duas Casas Legislativas e outros temas correlatos e distantes da dura realidade enfrentada pela nação.

O presidente da República, que em momento algum se mostrou presente fisicamente nos hospitais do país,  como recomenda o cargo e a ética pública, para oferecer seu apoio moral aos combalidos pela Covid, resume e gasta seu curto expediente diário com discussões vazias, com  temas impróprios, como é caso de sua rusga pessoal contra adversários políticos e a imprensa em geral.

Só para colocar em termos comparativos, o que trouxe grande prestígio junto aos britânicos, e que perdura até hoje, foi a demonstração de coragem da realeza ao permanecer numa Londres, assolada por um intenso bombardeio e consumida pelas chamas. Pessoalmente, a própria rainha Elizabeth II conduzia uma ambulância do Exército no socorro às vítimas, numa demonstração de desprendimento, patriotismo e coragem, mostrando-se sempre atuante durante o sofrimento de seus súditos. Igual denoto jamais foi visto por essas bandas. Ao invés disso, o que se observa por essas bandas são as férias fora de contexto, desfrutadas em praias badaladas e outras atividades lúdicas, e mesmo afrontosas, diante do morticínio de muitos compatriotas, esquecidos em hospitais mal equipados e enterrados em covas rasas às centenas, diariamente.

 

 

 

A frase que não foi pronunciada:
“A boa escrita imita a arte das lavadeiras de roupa acocoradas à beira dos rios e açudes de Alagoas. Carece de bater na pedra e enxugar o pano, uma, duas, três vezes, até levá-lo ao varal quase sem água. Escrever é secar ao sol.”
Graciliano Ramos

Foto: Kurt Klagsbrunn/Acervo Projeto Portinari

 

Muito nojento
Apesar de preços acima do justo, os produtos oferecidos em supermercados continuam abaixo da qualidade. Como ocorreu no Big Box do Lago Norte. Um salmão que se desmanchava ao toque! Não se vê mais a fiscalização de agentes sanitários. Principalmente depois da pandemia.

 

CIVEBRA
No Paraná, foram mais de 2 mil alunos inscritos na Oficina de Música, que reuniu 10 países e um público de 60 mil pessoas. Neste ano, 80 concertos e 73 cursos estão no programa em ambiente virtual. Já sobre a Escola de Música de Brasília e sobre o Curso Internacional de Verão, não há notícias.

Foto: Andre Borges/Agência Brasília

 

Transparência
Todos os comprovantes de pagamentos emitidos pelo governo federal ou distrital aos contribuintes deveriam ter a descrição da referência. Que taxa ou imposto está sendo recebido, referente a que mês, e detalhes de identificação, normais em notas fiscais.

 

Caesb
Com escritórios abertos, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal, Caesb, voltou ao atendimento público. Mas é preciso agendar.

Foto: revistaaguasclaras.com

 

Seu voto
A última ata de sessão plenária da Câmara Legislativa é de novembro de 2020. Com a pandemia e a transparência da Casa, é possível acompanhar o vazio.

 

História de Brasília
Novas adesões à campanha de apadrinhamentos das árvores. O dr. Araújo Cavalcante, diretor do Senam, em telegrama declara que cuidará de todas as árvores em frente à Casa do Município. (Publicado em 24/01/1962)

Plano pela saúde financeira das operadoras

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Charge: tribunadainternet.com.br

 

Os abusos no aumento das mensalidades têm feito com que mais de 2,5 milhões de pessoas abandonem os planos de saúde. O orçamento já ultrapassou os R$ 130 bilhões, a saúde pública, por uma infinidade de fatores estruturais que não cabem nesse espaço, não consegue dar conta do atendimento dos brasileiros.

A questão aqui fica em aumentar os impostos, com a criação de contribuições provisórias tipo CPMF ou se sujeitar aos aumentos abusivos nos planos particulares de saúde. O problema é que, quando a doença ameaça a existência de um indivíduo, dinheiro é última coisa a se pensar. Nessa encruzilhada entre o público e o privado, o cidadão se depara ainda com desvios de toda ordem, quer na forma de malversação dos recursos públicos com corrupção, sobrepreços e outras ilegalidades, quer nas manipulações feitas pelos planos privados, encarecendo a toda hora a prestação desses serviços.

A tudo, a ANS, tolhida em suas funções originais pela pressão de políticos ou de operadoras dos planos, observa distraída, com cara de paisagem. Nesse comportamento esquizofrênico que obriga a Agência Nacional de Saúde a caminhar no limbo entre o que querem as operadoras e o que determinam a legislação, o Código de Defesa do Consumidor e as milhares de ações na justiça, resta aos brasileiros a certeza de que os reajustes solicitados pela agência nas mensalidades dos planos, de 13,5% , diante de uma inflação no período de 2,9%, deixou de ser um problema apenas das esferas administrativa e política e já adentrou para a esfera da investigação policial.

Nesse sentido, a questão, por suas dimensões escandalosas, nos faz voltar a 2018, quando chegou ao Congresso que, em épocas de eleições, fica mais sensível, aos reclames populares, requerimento para a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito a fim de investigar os reajustes abusivos dos planos de saúde. Pouco teve efeito. Mesmo com as assinaturas necessárias asseguradas, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), idealizadora da CPI, esperou esclarecer que mecanismos a ANS vinha se utilizando para permitir os reajustes dos planos de saúde bem acima dos índices de inflação, fugindo de sua obrigação básica que é a proteção dos consumidores. “Os usuários dos planos de saúde, disse a senadora à época, têm sido surpreendidos por reajustes acima dos índices de inflação. Em 2016, a inflação medida pelo IPCA foi de 6,28%. Entretanto, a ANS autorizou um aumento de 13,57%. E em 2017, para uma inflação de 2,9% pelo IPCA, a ANS autorizou um aumento de 13,55%.” A distância entre um índice e outro chamou também a atenção da Justiça.

Para o juiz José Henrique Prescendo, da 22ª Vara Cível Federal de São Paulo, a ANS, que é o órgão responsável por fiscalizar operadoras de saúde, não pode autorizar reajustes excessivos que inviabilizem o custeio de planos individuais e familiares, cujas  despesas são assumidas integralmente pelos conveniados. Nesse sentido, o magistrado havia determinado, em caráter liminar, válida para todo o país, que a ANS aplicasse a inflação setorial da saúde (5,72%, como teto para a correção dos planos de saúde individuais e familiares). No entendimento do juiz, de 2015 a 2017, esses reajustes superaram o índice de 13%, embora a inflação no mesmo período tenha caído de 8,17% para 4,08%.

Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), que propôs a ação civil pública, em 2018 eram 9,1 milhões de pessoas incluídas nos planos individuais para um universo de 47,4 milhões de pessoas com assistência médica privada no Brasil, ou 19,1% do total. Hoje, em tempos de pandemia a cobrança amenizou, mas no futuro será cobrada em parcelas. ANS avisa pelo portal que a recomposição do reajuste suspenso em 2020 será parcelada em 12 meses.

Naquela época, o Tribunal de Contas da União (TCU) entrou na briga, ao considerar que os reajustes nessas mensalidades eram elaborados com dados feitos pelas próprias operadoras, sem que a ANS, sequer, avaliasse, na ponta do lápis, essas informações. A ANS, defendeu que, em todos esses anos de existência, houve alguns progressos dignos de nota como o fato de que, antes de sua criação, o mercado de planos de saúde não possuía regulação específica, o que foi feito pela Agência, que impôs também diretrizes para o setor. “A regulação setorial passou por vários ciclos, ora com ênfase na regulação assistencial e de acesso, ora com foco na regulação econômica, mas sempre buscando o equilíbrio e a sustentabilidade, visando garantir que o consumidor seja atendido com cada vez mais qualidade”, defendeu-se a ANS.

Na realidade, o que se tem de concreto, tanto do lado da saúde pública quanto dos planos privados, é que ambas são alvos de milhares de processos na Justiça. Internações, consultas, coberturas, exames e uma infinidade de procedimentos médicos e de atendimento só são cumpridos mediante ações judiciais, liminares e habeas corpus, provando que nossos serviços de saúde, mesmo no que pese ao envelhecimento da população, ainda está muito distante do ideal e do que estabelece, de forma tímida, a própria Constituição.

 

 

 

A frase que não foi pronunciada:

“Parece que os burocratas de Brasília estão desconectados do Brasil real”

Rosana Chiavassa, advogada especializada em saúde

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O governo dispõe, atualmente, de 700 apartamentos para transferência de novos funcionários para Brasília. Ontem realizou-se a concorrência para o transporte das bagagens desses funcionários. Tudo indica que novos escalões de funcionários chegarão proximamente a Brasília.

Estamos sós

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Charge do Fred

 

Lições vindas de todo o tempo e lugar na história humana demonstram que, em tempos de guerra contra um inimigo comum, como é o caso da atual pandemia, foi contando com a união comandada de esforços que nações, das mais diversas culturas, lograram sair-se vencedoras. É em períodos assim que despontam aqueles que possuem liderança capaz de reunir, em torno de si, populações ordeiramente encorajadas para enfrentar momentos de grande agonia.
Não há outro caminho possível, exceto a rendição. No caso específico do Brasil, esses exemplos e ensinamentos de nada serviram, uma vez que nossas lideranças, momentâneas, todas elas, mostraram, na prática, o quão incapazes são para, ao menos, coordenar um esforço conjunto em defesa da nação. Falharam as lideranças e falhou, também, boa parte da população, ao se mostrar arredia às mínimas recomendações de saúde pública.
Temos um longo caminho pela frente para preparar os indivíduos, transformando-os em cidadãos cônscios de seus direitos e deveres e, dessa massa formada, retirar verdadeiras lideranças, capazes de se mostrarem eficazes e éticas na paz e na guerra. O que temos visto até aqui, em torno dessa virose até então desconhecida e traiçoeira, que oscila em ondas cada vez mais mortais, é um suceder de disputas e rinhas políticas, mesquinhas e pessoais, que nada trazem de benefício à população.
Mesmo aqueles que se mostram insistentes para que a população seja o mais rapidamente possível vacinada, o fazem para forçar o retorno a uma normalidade utópica, de modo a facilitar a retomada de seus intentos pessoais. Uma leitura atenta ao que ocorre neste momento em todos os noticiários do país, e mesmo do exterior, mostra que o Brasil está sem lideranças à altura dos acontecimentos atuais.
A população, que a tudo assiste espantada e perplexa, não sabe como proceder, encontrando-se entre a clausura extrema e o relaxamento total das medidas de segurança. Ruas comerciais, shoppings, aeroportos e feiras lotados dão uma mostra de quanto estamos perdidos em meio ao tiroteio geral.
Incrivelmente, temos, à frente do Ministério da Saúde, um general intendente, mas que, por ordens superiores, não pode exercer e pôr em prática seus conhecimentos de logística. A essa altura da batalha, todos os hospitais do país, inclusive os particulares e especializados que, em tese, não cuidam desse tipo de enfermidade, estão todos reunidos no combate à pandemia.
Não vale aqui citar esses centros de excelência médica que, nessas horas, fingem-se de mortos para não participarem do esforço coletivo. Na ausência de lideranças com voz e razão, seguimos na base do improviso, entregando todo o grosso do problema nas mãos de médicos e enfermeiros já sobrecarregados, exaustos e sem recursos.
Os planos de saúde que, neste momento extraordinário, deveriam relevar questões de lucros, só estão agindo por força de medidas judiciais, por meio de processos de Ação Civil Pública (ACP) que obrigam os planos a prestarem atendimento de emergência e urgência a todos os filiados, mesmo fora do período de carência contratual.
A logística de guerra que outros países puseram em prática para fazer a máquina do Estado dar uma resposta forte à pandemia, por aqui, não foi sequer ensaiada. A coordenação desse gigantesco esforço de guerra, que deveria vir de cima, das altas esferas, não veio.
Em lugar algum se viu, até aqui, qualquer desses políticos e outras falsas lideranças em visita aos hospitais, à frente dos pelotões, comandando o esforço de guerra pessoalmente. Estamos sós, entregues ao acaso, ao sabor das correntes e à deriva, em meio à tempestade em alto mar.

 

Imperdível

Quem não foi ainda há tempo. A partir das 19h30, na Torre de TV, um espetáculo de luz, imagem e som.

 

Ao contribuinte

Cada recibo impresso de impostos e taxas pagos à Secretaria da Fazenda do DF não há discriminado a que imposto ou taxa se refere: IPTU, IPVA, ITCD, ou qualquer outra taxa. A única relação com a cobrança é o código de barras. Seria pensar na segurança e organização do contribuinte detalhar no recibo pago a referência completa.

 

Online

Uma das melhores páginas do Governo Federal para se navegar é a do Ministério da Infraestrutura. Simples e amigável, além do conteúdo que aponta uma excelente gestão, a forma facilita o acesso às informações. Ministro Tarcísio Gomes e equipe acertaram.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Tente

Por falar em gestão, seria uma surpresa, no comércio, que os donos da loja aparecessem para verificar o atendimento. Ou nas grandes empresas, que os donos telefonem para pedir informações. Veriam com os próprios olhos e ouviriam com os próprios ouvidos o que passam os contribuintes.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Quando falo em política, não cito nenhum dos nomes acima. Cito Carvalho Pinto, como exemplo de equilíbrio, de hombridade e de decência. (Publicado em 21/01/1962)

Sob a lupa

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Charge do Galhardo

Passados os momentos mais urgentes da pandemia, depois que forem restabelecidas algumas normalidades, inclusive as normalidades da razão, por certo, haverá espaços de sobra para que sejam encaixadas todas as pedras soltas, ou melhor, todas as ampolas usadas, e, finalmente, possam ser esclarecidos todos os pontos envolvendo o negócio bilionário e açodado das compras e vendas das vacinas.

Vivêssemos nos tempos da civilização mesopotâmica, onde vigorava a Lei de Talião, inscrita no Código de Hamurabi (1770 a.C.), talhado em rocha de diorito com 2,25 metros de altura e que decretava penas duríssimas para infrações de toda a natureza, haveria um responsável que o mundo todo fosse capaz de confirmar. Precisamente, a burocracia, que comanda o país com mão de ferro, seria diretamente responsabilizada pelo alastramento da Covid-19, pagando conforme era dito: “olho por olho, dente por dente”.

Dessa forma, surpreende que seja esse mesmo governo ditatorial a lucrar, não só com a venda de equipamentos médicos de toda espécie, mas também, agora, de insumos para as vacinas salvadoras da peste. Primeiro quebram-nos as pernas, depois vendem-nos as muletas a preços de ouro. O dinheiro tem comprado até consciências.

Nessa confusão mundial, em que a pandemia e a morte de mais de 1,5 milhão de habitantes em todo o planeta misturaram vidas humanas com os lucros exorbitantes nas vendas e aquisições de medicamentos e vacinas, questão que certamente envolve outros laboratórios internacionais, é preciso muita cautela neste momento. Sobretudo, com relação à qualidade e à eficiência desses remédios e seus efeitos colaterais de longo prazo.

Passado o momento de pânico generalizado, será necessária uma séria investigação, não só interna, mas em âmbito mundial, para se apurar esse verdadeiro “negócio da China” que foi criado com a pandemia e que rendeu lucros vergonhosos para alguns laboratórios mudo afora. O certo e justo, dentro da Lei de Talião, seria obrigar o Partido Comunista Chinês a fornecer, gratuitamente, todo o material necessário para deter a pandemia. O mesmo deveria ser feito com os diversos laboratórios envolvidos nesse caso.

Trata-se aqui de uma questão humanitária e que aflige todo o planeta. Assim sendo, não é possível, sob nenhuma hipótese, que lucros exorbitantes sejam obtidos com negociações envolvendo a salvação de vidas humanas, apanhadas de surpresa por uma pandemia, que muitos ainda desconfiam ter sua origem em descuidos de procedimentos em um dos vários laboratórios secretos da ditadura chinesa.

As cortes internacionais, bem como as cortes aqui no Brasil, fazem cara de paisagem para um assunto sério como esse. Talvez reste ao parlamento, quando esse acordar de seu sono egocêntrico, instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI) para esclarecer o que existe pode detrás dessa que, à primeira vista, parece uma tentativa de genocídio, conforme detalhado no Estatuto de Roma de 1998, em seu art. 7ª: “O Estatuto de Roma, de 1998, definiu em seu art. 7º como aqueles cometidos num quadro de ataque, generalizado ou sistemático, contra qualquer população civil, havendo conhecimento desse ataque. Ou seja, crimes desumanos de caráter semelhante, que causem intencionalmente grande sofrimento, ou afetem gravemente a integridade física ou mental.”

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Alguns estrangeiros com a barriga cheia e nada melhor para fazer apontam o dedo para nós. Primeiro, a China não exporta revolução; segundo, não exporta fome e pobreza; e terceiro, não bagunça com você. Então, o que mais há para dizer? ”

Xi Jinping, presidente da China

Foto: Wu Hong/Pool/Agência Lusa

 

Circuito 2

Começam hoje os jogos com atletas cadeirantes de tênis em Brasília. O evento será na Associação Médica de Brasília, com entrada franca.

Foto: lexandre Schneider/Exemplus/CPB/Direitos Reservados

 

Ligue 100

Segundo a Polícia Civil do DF, já foram 576 pessoas idosas vítimas de violência. Até agora, 13 agressores estão presos. Mais de 520 denúncias foram apuradas nos locais indicados pelos telefonemas feitos ao disque-denúncia.

Autor — Foto: Marcelo Camargo/ABr (valor.globo.com)

 

Oportunidade

Ministra Damares, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), conseguiu R$ 2 milhões a serem aplicados em capacitação de pessoas com deficiência. A ação foi anunciada pelo Governo Federal.

Foto: istoe.com.br
Fraterno

O chefe da missão Permanente da Liga dos Estados Árabes, Embaixador Qaís M Shqair, reuniu os poucos funcionários da embaixada numa grande mesa onde todos compartilharam o alimento e as histórias de vida.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Os diretores da DASP que resolveram suas divergências através de sopapos e murros foram os senhores Valdir Lopes e Lúcio Leite. Não se sabe até agora, qual foi a punição para ambos. (Publicado em 19/01/1962)

Pandemia é assunto para médicos sanitaristas

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Foto: Wolfgang Rattay/Reuters

 

Um dos muitos males trazidos ao país pelo modelo de reeleição para os diversos cargos, tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo, pode ser conferido, mais uma vez, agora, com a denúncia publicada em vários jornais, dando conta de que nada menos do que 7 milhões de testes para o diagnóstico do coronavírus, adquiridos ao preço de R$ 290 milhões, estão mofando há meses nos galpões do governo em Guarulhos, São Paulo, onde correm o risco de perderem a validade e se tornarem inócuos.

A relação perversa entre esses dois fatos está em que, por motivos puramente políticos, nessa pendenga envolvendo governadores e o presidente Bolsonaro, que cuida de sua reeleição desde o primeiro dia do primeiro mandato, fez com que o governo federal não repassasse, aos estados da União, os lotes para os testes. Esse jogo político mesquinho, em que o chefe do Executivo tenta desestabilizar todos aqueles governantes que não se alinham prontamente com ele, pode custar mais alguns milhares de vidas.

A tentativa de empurrar a culpa para os governadores não colou, já que cabe ao Ministério da Saúde cuidar para que esses milhões de kits, considerados como de alto padrão de eficácia, sejam distribuídos para cada membro da federação. Com essa atitude irresponsável, e que pode custar ao presidente acusações de crime de responsabilidade, fica novamente demonstrado o altíssimo grau de danos que o instituto da reeleição tem causado aos brasileiros, colocados nessas disputas como meros chanceladores de um tipo de jogo que só beneficia os próprios jogadores. Nesse tabuleiro sinistro, a população é sempre colocada como o peão a ser sacrificado para a vitória daqueles que se lixam para os altos custos de suas ambições políticas.

O Ministério da Saúde, que numa situação dessa gravidade poderia ser confiado, mesmo que extraordinariamente, a um sanitarista de renome, com experiência em casos de epidemia, foi empurrado, literalmente, para um general, especialista, segundo dizem, em logística e cuja a vivência no setor de saúde é absolutamente nenhuma. Mesmo assim, nessa questão de distribuição de kits de testes, o que se requeria, primeiramente, era o trabalho de um entendido em problemas de logística. Era preciso fazer chegar, onde seriam necessários, esses exames precisos, para que, ao menos, as autoridades tivessem um quadro mais exato do tamanho do estrago que essa pandemia vem causando aos cidadãos.

Nessa missão, também o general falhou e foi derrotado por forças que, talvez, nem suspeitasse que existissem, mas que estão acima de seu poder de mando, já por demais desgastado pelo próprio presidente, seu comandante. Mais uma vez, a questão da pandemia é colocada sob a redoma das disputas políticas, mesmo com um placar de 170 mil mortes, apenas decorrentes da primeira onda da doença.

Depois das disputas políticas em torno das vacinas, o que se espera é que as autoridades federais deixem de lado a questão da pandemia, que é um assunto sério demais para políticos.

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A guerra vai continuar até que a natureza nos chame e torne inevitável a nossa civilização.”

Pepe Mujica, ex-presidente e senador uruguaio.

Foto: oglobo.globo.com

 

Registro

Não é propaganda, é um fato que precisa ficar registrado na história desta cidade. O restaurante Dom Filé, além da comida maravilhosa, na entrega em casa, deixa um bilhetinho assinado pelo dono dizendo que é bom ter você como cliente. Criticamos quando precisamos criticar. Mas, por favor, deem licença para o elogio!

Print: domfile.com

 

Insegurança

Volta às aulas. A criançada volta para a escola usando máscara durante 4h seguidas ou mais, com 3 pausas para a troca do aparato. Se os casos de Covid aumentam, se há uma segunda onda, ou não há mais tanto perigo de contaminação ou não há como compreender os movimentos de volta ao normal. Verdade é que a negação do presidente Bolsonaro à gravidade da doença parece fazer sentido agora, já que as informações são desencontradas e a causadora de tudo permanece intocável.

Charge do Cazo

 

Pesquisa

DataSenado ouve brasileiros sobre o 14º salário emergencial para aposentados. O advogado Sandro Gonçalves entregou, nas mãos do senador Paulo Paim, a Sugestão Legislativa. 87% dos entrevistados foram favoráveis. Vejam a pesquisa no link Enquete DataSenado.

 

Coragem

Ninguém pode negar que o ministro das comunicações, Fábio Faria, tem coragem. Não deve ser fácil ver o país comprado e afirmar que um dos produtos impostos tenha a característica de tocar na soberania nacional. Vamos acompanhar esse importante passo do governo federal. O relator do edital do 5G na Anatel é o conselheiro Carlos Baigorri.

Fábio Faria. Foto: economia.ig.com

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Novas unidades escolares estarão funcionando. São escolas com 10 salas, com a diferença de que a administração não é separada como a superquadras. As primeiras oito serão iniciadas nestes próximos dias, e se cabe reivindicar alguma para alguém, que vá uma para a Coréia e outra para os JK. (Publicado em 19/01/1962)

Ministério da Saúde assiste atônito a privatização das UBS

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Charge do Nando Motta

 

Nesta altura dos acontecimentos, passadas quase três décadas do retorno da democracia ao país, boa parte da população já se deu conta das diferenças conceituais existentes entre privatizações de setores deficitários e com pouco ou nenhum benefício público e outras privatizações, propostas à toque de caixa, em áreas ligadas diretamente ao atendimento do cidadão.

Em ambos os casos, as privatizações ou aberturas desses setores à iniciativa privada são movidas por questões econômicas ligadas ao equacionamento das contas públicas. Ocorre que, em setores básicos como a educação, saúde e segurança, direitos garantidos claramente na Carta Constitucional de 1988, a entrada ou a participação da iniciativa privada, feita sob qualquer argumento por parte do governo, acende imediatamente, no seio da sociedade, o sinal vermelho de alerta, mesmo quando essas intenções surgem revestidas das mais singelas e puras justificativas.

Não há contas, feitas na ponta do lápis por especialistas, mesmo os mais renomados, que consigam explicar, para a opinião pública, principalmente à parcela mais esclarecida, as razões que têm levado o governo a baixar o decreto 10.530, assinado diretamente pelo presidente da República e sem o aval do Ministério da Saúde, permitindo, entre outras possibilidades, a realização de estudos para uma possível inclusão das mais de 42 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), espalhadas por todo o país, no Programa de Parceria de Investimentos da Presidência da República (PPI).

Essas PPIs, uma revisão mal maquiada das antigas Parcerias Públicos Privadas (PPP), nada mais são do que um programa de governo voltado para a privatização de setores públicos, como aeroportos, portos, ferrovias e outros. As UBSs representam postos avançados do Sistema Único de Saúde (SUS) que têm, como função preliminar e essencial, o cuidado com a saúde preventiva e primária da população, filtrando, na ponta, os casos de saúde mais recorrentes e simples e que podem receber um tratamento emergencial e satisfatório, sem a necessidade de superlotar os hospitais, que assim ficam resguardados para casos mais complexos.

Para especialistas nesse setor, as UBSs são como o coração do SUS, prestando um atendimento estratégico que permite o funcionamento adequado de todo esse imenso mecanismo. A simples argumentação do governo de que as UBSs estariam “qualificadas” para participar das PPIs, dentro do que a presidência entende como programa de privatização, imediatamente levantou uma saraivada de críticas vindas de toda a parte, não apenas da oposição vacilante, mas, sobretudo, de setores que conhecem a importância vital das UBSs para a população brasileira, principalmente a de baixa e média rendas.

Os cidadãos bem conhecem os interesses que movem a iniciativa privada, em sua busca natural por lucros, e o quão distante esses interesses, em conluio com o governo, estão das necessidades básicas da população. De tão absurdo, esse decreto foi incluindo dentre as chamadas propostas natimortas e que, por sua afoiteza marota, sequer merece um naco de reflexão, daí a sua revogação antes que causasse algum estrago maior. De outra forma, o decreto 10.530 seria revelador da falta de projetos consistentes e do quão perdidos ainda estão o atual governo e sua equipe de trapalhões.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância.”

Andy McIntyre, ex-jogador da união australiana de rugby.

Foto: thefreepress.ca

 

Trabalho

Esse é o momento para as Administrações pontuarem, no mapa da cidade, as áreas onde há necessidade da escoação de água. Caso contrário, as notícias de todos os anos se repetirão.

Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

 

Inacreditável

Por falar em notícias que se repetem todos os anos, veja, na História de Brasília de hoje, que o problema de falta de paradas de ônibus já existia. Passados 58 anos, ainda persiste em vários locais da cidade.

Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

 

Do verbo

Professor Edmilson carrega a cruz no nome, sofre perseguição cultural como cristão e resolve desabafar. Veja a seguir.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Já que o assunto é esperar ônibus, o único abrigo ainda não foi entregue à cidade. E os outros? (Publicado em 19/01/1962)

Bem vindos à selva

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Foto: lanyy.jusbrasil.com (getty images)

 

Se formos tomar, como pilar do desenvolvimento humano, a relação que uma sociedade mantém com suas crianças e seus idosos, especificamente, estamos bem mal na fotografia, aquém, inclusive, do que seria o mínimo possível para sermos classificados como uma civilização moderna. E não se trata aqui de uma constatação retórica, sem embasamento. As estatísticas e todos os dados disponíveis no momento presente apontam, afirmativamente, para uma situação absolutamente caótica e, pior, sem perspectiva à vista. Nesse caso, infelizmente, o futuro, tão almejado por muitos, é, tanto para crianças quanto, e principalmente, para os idosos nesse país, uma expectativa, para dizer o mínimo, sombria e cheia de maus presságios.

Diariamente, uma média de seis internações emergenciais para abortos legais são feitas, apenas para o atendimento de meninas, numa faixa etária entre 10 e 14 anos. Em outras faixas de idade, até inferiores, esses casos se repetem a cada dia. Pelos registros do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, ou seja, dados apenas oficiais, a cada hora, quatro meninas de até 13 anos são estupradas ou violentadas em nosso país.

As autoridades chegam a falar numa espécie de “naturalização” desse tipo de crime. Nossa sociedade, principalmente em lugares perdidos nesse imenso território, como é o caso do Amazonas, Pará, Acre e de outras regiões tradicionalmente esquecidas no tempo e na distância, a população já nem presta muita atenção em meninas, na faixa de 14 anos, com a barriga de gravidez. Nesse ano, somente de janeiro para cá, mais de 640 internações para aborto foram feitas para acudir meninas recém-entradas na adolescência, interrompendo qualquer possibilidade de um futuro minimamente digno para essas pequenas brasileiras.

Trata-se de uma calamidade que nem mesmo o tão comemorado Estatuto da Criança e do Adolescente tem conseguido minorar. Além dessas interrupções abruptas de gestações, o nosso país registra ainda, a cada ano, mais de 26 mil partos de mães com idade oscilando entre 10 e 14 anos.

Bem-vindos à selva, dirá o resto do mundo civilizado sobre nós. No ano de 2018, nada menos do que 32 mil abortos foram realizados em meninas nessa mesma faixa etária. O mais triste é que essa realidade cruel no trato humano começa em tenra idade, prolonga-se ao longo da vida adulta e culmina na velhice, de forma também absolutamente trágica.

Para um Estado que não consegue, minimamente, cuidar de sua população infantil e adolescente, não chega a ser surpresa o que também acontece com seus cidadãos idosos. No Brasil, onde aproximadamente 15% da população já é composta por pessoas idosas, o problema que nos lança à barbárie é outro, mas igualmente brutal. Nossos idosos são maltratados, espoliados e, em muitos casos, simplesmente abandonados à própria sorte, mesmo aqueles que possuem algum tipo de renda.

Pensar que em 2030, segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil terá a quinta população mais idosa do planeta, assusta. Essa mudança no perfil demográfico, a exemplo do que ocorre no ECA, com relação às nossas crianças, também não é abrandado pelo Estatuto do Idoso. Tanto um documento quanto o outro, fundamentais para um mínimo de garantias à dignidade humana, são, em parte, letra morta, pela incapacidade e mesmo vontade do Estado e das autoridades em lidar com problemas sociais dessa magnitude.

Em 2019, o número de emergência Disque 100, que é o canal de denúncias do governo federal específico também para maus tratos aos idosos, registrou o alarmante número de 37.500 denúncias de violações contra pessoas idosas em todo o país. Esses números vêm crescendo a cada ano, seguindo a tendência do próprio envelhecimento rápido da população.

Em média, isso representou mais de cem casos de violência contra nossos idosos a cada dia. É também um dado alarmante que nos remete ao fim da fila quando o assunto é cuidado com nossos pequenos e nossos cidadãos mais vividos e experientes. Não adianta, nesses dois extremos da faixa etária dos brasileiros, lançar números e estatísticas vergonhosas. Carecemos de políticas públicas. Os números depõem contra nós mesmos. Somos o que somos, quer por nossas atitudes ou por conta de nossa passividade, o que vem a dar no mesmo.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A vida humana é uma trama tecida de bons e maus fios.”

Shakespeare, poeta, dramaturgo e ator inglês.

Imagem: reprodução da internet

 

Saga 1

Até o fim de dezembro, pode chegar a mil o total de lojas fechadas no Plano Piloto em razão da pandemia. Hoje, há 540 empresas sem funcionar na Asa Sul e perto de 360 na Asa Norte, avalia o Sindicato do Comércio Varejista. O presidente do Sindivarejista, Edson de Castro, diz que os lojistas enfrentam excessiva burocracia na hora de buscar crédito em bancos oficiais e desistem. Há mais de 4 mil desempregados no comércio do DF.

Sebastião Abritta, vice-presidente do Sindivarejista, foi o entrevistado do CB Poder – (Foto: Credito: Ana Rayssa/CB/D.A. Press.)

 

Primeira pista

Ari Cunha nunca explicou como previa a chuva depois de longa estiagem em Brasília. Impressionava os amigos quando afirmava que ia chover. Só ele acertava. Nenhum instituto de meteorologia anunciava a previsão que ele garantia. O que registro aqui é que o sabiá cantou pela primeira vez no dia 17 de agosto.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Já que o assunto é jardim, um dos grandes entusiastas é o almirante Ângelo Nolasco, ministro da Marinha. Mandou fazer em sua casa, à beira do lago, um dos mais belos jardins do Distrito Federal. (Publicado em 14/01/1962)

Povo solitário

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Foto: Andre Penner/ap

 

Ao longo do período de quarentena, que tudo indica que será esticado sine die, por conta do aumento significativo no número de mortes nesses últimos dias, tempo haverá para que os analistas sérios, que existem em grande quantidade nesse país, principalmente fora do governo, possam extrair desses acontecimentos um grande e precioso número de lições que serão de grande valia para o futuro dos brasileiros e, quiçá, dos próximos governos.

A lição fundamental e que, à primeira vista, parece até uma questão primária é que, independentemente da situação de bonança nas finanças públicas e de estabilidade econômica interna e externamente, o Brasil tem que estar equipado e pronto para quaisquer eventualidades, seja ela uma guerra, um cataclisma ou o que for. A afirmação mal agourenta de um famoso jogador, de que copas do mundo não se fazem com hospitais, deve ser, doravante, tomada como uma lição básica às avessas, de forma que todos entendam que a salvação de uma nação passa bem longe da construção desses estádios de futebol.

Seria um exercício deveras complexo contabilizar todo o dinheiro público que, apenas nas últimas duas décadas, escoou pelo ralo da corrupção e da malversação de recursos. Por certo, seriam na ordem de centenas de bilhões de reais. Mas raciocínios dessa natureza não contam na contabilidade fria de mais de cinco mil mortos, até esse instante.

O destino, esse ser excêntrico, prega suas peças de modo sinistro. Estádios milionários e vazios ou transformados em hospitais de campanha, miram hospitais à míngua de recursos e superlotados de moribundos. É dessa contradição cruel que vamos retirando os tijolos para construção de nosso dia a dia improvisado. Não é dos ricos a culpa da miséria. Mas dos governos que, com a corrupção e o desdém aos que empreendem, viram as costas aos que vivem à mingua.

Uma outra lição valiosa que pode ser aprendida com a atual crise e, quem sabe, deverá ser usada apenas num futuro próximo, quando os governantes encararem as adversidades com o olhar de estadistas, dotados apenas de humanismo e sinceridade, é que mais do que gestores do dinheiro dos contribuintes, o país e sua gente necessitam de gestores de vidas.

Com o alcance avassalador e ainda desconhecido do vírus, as vítimas vão sendo transformadas em números estatísticos que crescem sem piedade, obrigando brasileiros a serem enterrados, lado a lado, em valas comuns, sem ao menos as condolências familiares e os rituais cristãos, transformando celebrações fúnebres e solenes num semear de mortos em terra árida.

E daí, se nenhuma colheita resultar dessa faina macabra? Importa, como se prega hoje, a pátria acima de todos, como terra que vai cobrindo a sete palmos os soldados desconhecidos dessa batalha inglória. Essa talvez seja a maior e mais preciosa de todas as lições extraídas dessa pandemia: estamos sós, irremediavelmente sós.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Nós os pobres, somos como o algarismo zero, que por si só nada vale e faz valer a cifra que a ele se junta – tanto mais quanto mais zeros lhe forem acrescentados.”

Mateo Alemán (1547-1614), escritor espanhol

Mateo Alemán (Imagem: reprodução da internet)

 

Sine

Parte da população que estava desempregada antes da chegada do coronavírus, está em situação delicada. O Sine que estava sempre cheio de esperança com a carteira de trabalho na mão, agora de portas fechadas, empurra uma classe, que prefere o trabalho a mesadas do governo, para a informalidade. Única forma de sobreviver, por enquanto.

Print: sine.com.br

 

Diga que fico

Ron DeSantis está de olho na população brasileira que mora em Miami. Com o descompasso do coronavírus lá e cá e a evolução do contágio, o conselho do governador é que quem não voltar agora fique pelo Brasil até a pandemia passar. Se for necessário, os voos do Brasil serão cancelados.

Ron DeSantis (Foto: clickorlando.com)

 

Fantoches

Mais uma da Organização Mundial da Saúde. Segundo a instituição, a imunidade conferida pela infecção ainda é questionável. Colocam dúvida até nos testes que estão sendo feitos. Aqui no Brasil, a bióloga da USP Natália Pasternak diz que o teste dar negativo não quer dizer nada. Fica difícil acreditar numa pandemia com tanta desinformação junta.

Foto: Christian Mang/Reuters

 

Fato grave

Muita calma nessa hora. Há algo de podre no reino da Dinamarca. A tentativa de assassinato ao presidente da República, Jair Bolsonaro, foi toda filmada. Movimentação em torno do alvo, depoimentos suspeitos anteriores ao fato, fuga para fora do Brasil de agentes suspeitos. A cortina do cenário está prestes a abrir depois do intervalo.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Antes mesmo de funcionar, a Creche Ana Paula já está sofrendo reformas. Eu bem que disse que aquele barraco não servia. (Publicado em 06/01/1962)