Deputados distritais desapareceram durante a crise

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ARI CUNHA

Visto, lido e ouvido

Desde 1960

com Circe Cunha e Mamfil

colunadoaricunha@gmail.com;

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Charge: Ivan Cabral

          Pelo quadro surrealista que vai se desenhando para as próximas eleições, com candidatos postulando vagas no Executivo e Legislativo até de dentro do cárcere, onde cumprem pena, não surpreende que o próximo pleito de 2018 será um dos mais insólitos de todos os tempos.

          Mesmo aqui, na capital, o cenário não é diferente. Por aqui, menos de dez partidos já anunciaram a intenção de alcançar o Buriti. Outros aguardam a formalização de blocos para se tornar viáveis. O atual governador, graças ao cumprimento severo da Lei de Responsabilidade Fiscal, possui hoje o controle de uma máquina azeitada e com bom dinheiro em caixa e, portanto, pode se dar ao luxo de pensar em futuros projetos de investimentos e até em aumento para algumas classes de servidores.

          Ainda assim, em decorrência do mal momento que coloca no mesmo baú todos os políticos do país, Rollemberg sofre sério desgaste de imagem, por conta de suas limitações de comunicação. Mais insólita ainda é a situação dos atuais distritais. Nessa turma, mais de dois terços são alvos de inquéritos policiais e ações judiciais por crimes como corrupção, improbidade e outros crimes de malversação de recursos públicos. Dos 24 deputados distritais, nada menos do que 18 têm explicações a prestar para a justiça. Desses, alguns, mesmo já condenados, prosseguem em campanha velada, apostando na lentidão da justiça e na pouca memória do eleitor. É nesse cenário, em que investigações como Panatenaico, Drácon e outras puseram a nu o que ocorre nos bastidores da política local, que os eleitores irão escolher seus possíveis candidatos.

Charge: Ivan Cabral
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      Fosse esse o problema central, seria até fácil contornar o quadro, exigindo da justiça pronta decisão sobre candidatos com pendências legais. Só que examinando de perto cada um desses postulantes, absolutamente nenhum possui, sequer, a mínima ideia ou um mínimo projeto para solucionar os graves problemas da capital e mesmo do país. Aliás, no quesito apresentação de propostas viáveis para a crise atual, a falta não só é de ideias, mas de atitudes afirmativas.

     Pela última crise, desencadeada pela greve dos caminhoneiros, o que a população pode observar foi o desaparecimento total de seus representantes. Na verdade, essa tem sido uma constante sempre que uma crise surge: em todas, o que se nota é um vazio de lideranças, principalmente daquelas que teriam como obrigação moral ficar junto com a população na busca de soluções rápidas. Mesmo naqueles episódios em que os oportunistas de sempre, nos postos de combustível, nas revendedoras de gás, nos supermercados e em outros estabelecimentos, majoraram indecentemente os preços dos produtos, em nenhum momento se viu a pronta defesa da população por parte dos atuais políticos.

       Em política, como na vida moderna, imagem é tudo. E é isso que o cidadão brasiliense enxerga de longe no monumental Estádio Mané Garrincha, fechado, sem serventia e dando prejuízos aos contribuintes. Aliás, virou estacionamento para o protesto dos caminhoneiros. Para o eleitor, esse é de fato a herança maldita deixada pelos políticos locais, num tempo em que até a seleção foi mundialmente humilhada em campo para sempre.

A frase que não foi pronunciada:

“A Constituição de 1988 começa errada. O poder não emana de nossos representantes. Emana do povo. Nós, o povo brasileiro começamos a perceber que temos o verdadeiro poder. No voto, mas se as urnas forem auditadas internacionalmente.”

Dona Dita preocupada com o futuro

Charge: humorpolitico.com.br
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UniCEUB

UniCEUB e o Instituto Soluções realizam o Fórum de Soluções para Brasília – Desenvolvimento Urbano, nos dias 04 a 07 de junho. O evento acontecerá no campus Asa Norte do UniCEUB e reunirá grandes nomes da academia, do setor produtivo e do governo. Veja os detalhes no blog do Ari Cunha.

 

UniCEUB sedia Fórum de Soluções de Desenvolvimento Urbano para Brasília

Iniciativa debate alternativas sustentáveis para impulsionar a economia no Distrito Federal

          O UniCEUB e o Instituto Soluções realizam o Fórum de Soluções para Brasília – Desenvolvimento Urbano, nos dias 04 a 07 de junho. A iniciativa visa explorar a sustentabilidade para dinamizar a economia do Distrito Federal. O evento acontecerá no campus Asa Norte do UniCEUB e reunirá grandes nomes da academia, do setor produtivo e do governo.

         Por meio de mesas de debate serão tratados temas relacionados a meio ambiente e desenvolvimento urbano, como licenciamento ambiental, sustentabilidade em edificações, uso e ocupação do solo, gestão de resíduos sólidos, zoneamento ecológico econômico e questões fundiárias. O Fórum faz parte da agenda de comemorações de 50 anos do UniCEUB.

         Entre as autoridades confirmadas estão: o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Joe Valle; o empresário Paulo Octávio; o presidente da Terracap, Julio César Reis; o presidente da CODHAB, Gilson Paranhos, entre outros.

Credenciamento: Favor enviar nome do veículo e do jornalista que irá cobrir o evento até às 17h de segunda-feira (4) para uniceub@maquinacohnwolfe.com

Serviço: Fórum de Soluções para Brasília – Desenvolvimento Urbano

Quando: 04 a 07 de junho

Onde: auditório do Bloco 3 do Campus Asa Norte

Inscrições: até 03 de junho neste link

–> Confira a programação completa abaixo:

Dia 4 de Junho, 19h (segunda-feira)

Mesa de Abertura

Joe Valle Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Luiz Carlos Botelho Presidente do Sinduscon/DF
Paulo Octávio PaulOOctavio
Tiago de Andrade Secretário de Gestão do Território e Habitação do DF
Antônio Carlos Navarro Representante do Sistema FIBRA
Felipe Ferreira* Secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal
Juliano Costa Couto* Presidente da OAB/DF
Alexandre Guerra* Instituto Atlântico
Carolina Cesetti* Representante do GERN/UnB (Grupo de Estudos de Direito dos Recursos Naturais e Sustentabilidade)
Márcia Leuzinger* Líder do Grupo de Pesquisa Direito e Desenvolvimento Sustentável do UniCEUB
Rafael Calixto Presidente do DCE do UniCEUB

 

Dia 5 de Junho, 19h (terça-feira)

Mesa 1 – Habitação e Sustentabilidade (19h)

Julio César Reis Presidente da Terracap Questão fundiária, sustentabilidade e desenvolvimento econômico
Gilson Paranhos Presidente da CODHAB Regularização fundiária, moradia e sustentabilidade
Victor Carvalho Pinto Consultor do Senado e Advogado especialista em direito urbanístico Sustentabilidade e políticas de habitação

Mesa 2 – Licenciamento Ambiental (20h40)

Igor Tokarski Advogado e Ex-Secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal Licenciamento ambiental no Distrito Federal
Nicolao Dino Subprocurador-geral da República e Professor da UnB Licenciamento ambiental e atuação do Ministério Público
Tereza Cristina Deputada Federal e Presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Projetos de lei sobre licenciamento ambiental em tramitação no Congresso Nacional

 

Dia 6 de Junho, 19h (quarta-feira)

Mesa 3 – Zoneamento Ecológico Econômico (19h)

Maria Silvia Rossi Subsecretária de Planejamento Ambiental do DF O Zoneamento Ecológico Econômico do Distrito Federal
Antônio Carlos Navarro Representante do Sistema FIBRA O Zoneamento Ecológico Econômico do Distrito Federal na Perspectiva do Setor Produtivo
Professor Israel Deputado Distrital e relator do projeto de lei do Zoneamento Ecológico Econômico na CLDF O Debate sobre o Zoneamento Ecológico Econômico na Câmara Legislativa do Distrito Federal

 

Mesa 4 – Sustentabilidade em Edificações (20h40)

Darja Kos Braga Arquiteta Especialista em Sustentabilidade em Edificações e Sócia do escritório Ambiente Eficiente Viabilidade Econômica de Edificações Sustentáveis
Abiezer Amarília Professor da Engenharia Elétrica do UniCEUB Iniciativas relacionadas à sustentabilidade na administração do UniCEUB
Françoise Méteyer-Zeldine Conselheira de Desenvolvimento Sustentável na Embaixada da França no Brasil Edificações Sustentáveis em Paris: Case de Sucesso

 

Dia 7 de Junho, 19h (quinta-feira)

Mesa 5 – Uso e Ocupação do Solo (19h)

Claudia Varizo Subsecretária de Gestão Urbana do DF O Projeto de Lei de Uso e Ocupação do Solo do Distrito Federal
João Accioly Vice-presidente do Sinduscon/DF e Arquiteto na Accioly Catelli Arquitetos Associados O Projeto de Lei de Uso e Ocupação do Solo do Distrito Federal na Perspectiva do Setor Produtivo
Pedro Saad Advogado e Presidente Institucional do Instituto Soluções Direito Adquirido em Face das Mudanças no Zoneamento Urbano
Gabriela Canielas Diretora de Empreendimentos Residenciais na PaulOOctavio O Projeto de Lei de Uso e Ocupação do Solo do Distrito Federal e seus impactos em Águas Claras

 

Mesa 6 – Resíduos Sólidos (20h40)

Elisa Meirelles Subsecretária de Educação e Resíduos Sólidos Resíduos Sólidos do DF Desafios na Gestão de Resíduos Sólidos no Distrito Federal
Tsyuoshi Kitamoto Segundo Secretário da Embaixada do Japão no Brasil Cases de Sucesso na Gestão de Resíduos Sólidos no Japão
Alana Mioranza Projeto Compostar Cases de Sucesso na Destinação de Resíduos Sólidos de Restaurantes no Projeto Compostar

Subgrafiteiros

O nome vem do subsolo do teatro Dulcina, que expõe a arte dos grafiteiros da cidade. Depois da reforma, o Sub Dulcina acomoda trabalhos de profissionais da Ceilândia, Asa Sul, Planaltina, Santa Maria e Guará. Daniel Toys, Brixx Furtado, Onio, Juba, Gurulino, Carli Ayo, Flávio Soneka e os coletivos Cavalo do Cão e Amorço pintaram telas, painéis, tonéis. Vale a visita.

Foto: correiobraziliense.com.br
Foto: correiobraziliense.com.br

Inútil

Mobilização dos caminhoneiros no Estádio não deveria ser para “colocar fogo e mostrar para esses bandidos quem somos nós”. A verdadeira campanha deveria ser no estado deles, escolhendo melhor seus representantes e lutando pelo voto impresso.

Foto: amazonasnoticias.com.br
Foto: amazonasnoticias.com.br

Transpoéticas

De 8 a 10 de junho, uma programação bem candanga no Museu da República. Ótima oportunidade para alunos do ensino médio e superior do DF. Concurso “Cassiano Nunes”. As inscrições são gratuitas e os prêmios são de R$ 2.000, para o primeiro lugar, R$ 1.500, segundo, e R$ 1.000 para o terceiro colocado. A partir das 14h. A premiação será no domingo. Shows e oficinas animam o evento.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

As comemorações da Semana da Asa, em Brasília, estão sendo realizadas com efetiva participação do Skall Clube, que, com o Ministério da Aeronáutica, está executando um excelente programa.

O país fora dos trilhos

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ARI CUNHA

Visto, lido e ouvido

Desde 1960

com Circe Cunha e Mamfil

colunadoaricunha@gmail.com;

Foto: Posto de gasolina em Brasília comunica falta de etanol em comunicado nesta quinta-feira, 24 de maio. Combustíveis não estão chegando às distribuidoras devido ao protesto dos caminhoneiros contra a alta do preço do diesel. brasil.elpais.com (Joédson Alves - EFE)
Foto: Posto de gasolina em Brasília, nesta quinta-feira, 24 de maio. (brasil.elpais.com – Joédson Alves/ EFE).

         Colonizado pelos europeus ao mesmo tempo, Brasil e Estados Unidos, mantiveram por décadas o mesmo padrão de desenvolvimento. Enquanto nosso país era submetido à uma exploração colonial que os historiadores classificaram como de exploração e extração de riquezas, o irmão do Norte, por outras condicionantes, foi submetido à uma colonização mais voltada para a fixação do imigrante em suas terras. Essa caraterística, por si só, já seria capaz de explicar a brutal diferenciação econômica que viria a se estabelecer nos índices de desenvolvimento de um e de outro em pouco mais de um século.

        Todavia, essa não seria a razão precisa que levou os Estados Unidos a tomarem a dianteira econômica em relação ao Brasil. No centro dessa questão, e que ainda hoje tem repercussões graves para um país continental como o nosso, é que, tão logo iniciou-se a revolução industrial, os EUA cuidaram de implantar extensas linhas férreas cortando todo o país, integrando todas as regiões, facilitando, com isso, um intenso e contínuo fluxo de pessoas e riquezas por toda a parte.

         Por aqui, esse eficiente modal de transporte, até os dias de hoje, simplesmente não existe. Aliás, o DNIT, a ANTT e o Ministério Público Federal devem ao povo brasileiro a fiscalização e punição das empresas que se habilitaram a criar e conservar as ferrovias do país, receberam verba para tanto e deixaram para trás os trilhos abandonados ligando o nada a coisa alguma.

       É por isso que pagamos caro. Pelo desmazelo estratégico e histórico. Sem ferrovias, andamos as voltas com problemas econômicos cíclicos e que se agravam, ainda mais, cada vez que se assiste à uma variação nos preços dos combustíveis.

         Com aproximadamente 1,7 milhão de quilômetros de estradas e rodovias, a quarta maior do mundo, por onde circulam mais de 60% de toda a produção nacional, o Brasil continua, literalmente, amarrado e refém dessa malha que é pequena para as necessidades continentais onde apenas 13% são devidamente pavimentadas e em boas condições. Para se ter uma ideia, para cada 1000 Km² de rodovias, apenas 25 está coberta com asfalto e assim mesmo de qualidade duvidosa. Nos Estados Unidos, os dados da Confederação Nacional do Transporte dizem que, para cada 1000 Km², 440 possuem pavimentação de alta qualidade.

Charge: jornalnh.com.br
Charge: jornalnh.com.br

       No Brasil, com uma frota de mais de dois milhões de caminhões circulando dia e noite por estradas nessas condições, não causa surpresa que a maioria dos produtos, comercializados longe de suas áreas de produção, alcancem preços surpreendentes para os padrões nacionais de renda. Agrava ainda essa situação, o fato de que o crescimento da malha rodoviária não acompanha, nem de longe, o crescimento da frota. Nos últimos dez anos essa defasagem aumentou. Para um crescimento da frota de caminhões da ordem de 110% a malha aumentou apenas 11,7%.

         Com o poderio fulminante demonstrado agora pela greve dos caminhoneiros em todo o país, com bloqueio de rodovias importantes, contra uma carga tributária que é uma das maiores do planeta, problemas ao qual se pode acrescer um monopólio do tipo selvagem dos combustíveis praticado por uma estatal fetiche dos nacionalistas, a nossa crise cíclica parece ter alcançado seu ponto máximo.

         Infelizmente, aqueles que poderiam, lá atrás, ter cumprido seu papel quanto a questão da reforma tributária, foram os principais responsáveis por levar o país a essa situação.

          Dessa forma, fica complicado acreditar que serão, eles mesmos, aqueles que poderão remendar o estrago feito, ainda mais quando se sabe hoje, que graças a rapinagem praticada no seio da Petrobras, chegamos ao fim dessa estrada, não só sem pavimento, mas sem saída.

A frase que foi pronunciada:

“Nem panelas, nem piadas. A reação ao desgoverno chega efetivamente sobre rodas.”

Dona Dita

Critérios de preservação

Documento do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios será encaminhado ao governador Rollemberg com várias recomendações sobre a restauração do viaduto da Galeria dos estados. Já chegou ao Iphan. Veja no blog do Ari Cunha a correspondência, na íntegra, assinada pelo presidente do Icomos/Brasil, Leonardo Bastri Castriota, e Emilia Stenzil, Conselheira do Icomos para a Região Centro-Oeste.

1.1 1.2 1.3

Shoyo

Terras embargadas por irregularidade ambiental não impediram as gigantes Bunge e Cargill de plantar soja. Só que a Operação Shoyo interrompeu o descumprimento da Justiça sobre as áreas desmatadas ilegalmente. Resultado: multa milionária. As empresas recorreram.

Internet

Corre pelo WhatsApp uma mensagem mais ou menos assim: “Se eu for de ônibus, pago R$5; de carro, R$10 pelo litro da gasolina e R$100 por alguma multa. Se for a pé, fico sem celular; de bicicleta, sem bicicleta. Se ficar em casa, gasto água e energia e a conta vem alta. Qualquer movimento, um assalto!”

Charge: ivancabral.com
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HISTÓRIA DE BRASÍLIA

É uma oportunidade que em cento e tantos anos o DCT nunca teve, e não deve perder, agora. (Publicado em 20.10.1961)