França é o Brasil de amanhã na alerta sobre a expansão do Estado

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A expansão do Estado, o peso dos impostos e a concentração de poder econômico nas mãos da burocracia são problemas globais. Diante desse cenário, surge o alerta de que a França é o Brasil de amanhã caso escolhas econômicas equivocadas persistam. Afinal, uma das maiores economias do planeta oferece ao nosso país uma advertência urgente. Com efeito, até nações ricas enfrentam ciclos de endividamento, crescimento medíocre e conflitos sociais quando o poder público gasta mais do que arrecada de forma sustentável.

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VISTO, LIDO E OUVIDO
Coluna criada em 1960 por Ari Cunha
(In memoriam) no Correio Braziliense

Hoje, com Circe Cunha e Mamfil – Manoel de Andrade
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Paralelos econômicos entre o modelo francês e o cenário brasileiro

Certamente, ninguém afirma que os dois países sejam idênticos ou caminhem para o mesmo resultado exato. Pelo contrário, trata-se de reconhecer que determinadas escolhas econômicas produzem consequências semelhantes, independentemente da história ou geografia. Portanto, quando governos prometem mais do que podem entregar e aumentam despesas sem prioridades, a conta recai diretamente sobre o contribuinte.

Analisando os indicadores recentes, a dimensão do problema francês fica evidente. Com efeito, projeções da Comissão Europeia indicam que a dívida pública francesa pode alcançar 118,1% em 2026 e 120,2% em 2027. Além disso, o déficit público deve permanecer em 5,1% do PIB em 2026, podendo atingir 5,7% no ano seguinte. Paralelamente, projeções de crescimento econômico de apenas 0,8% no mesmo período revelam a enorme dificuldade de conciliar um Estado gigante com uma economia estagnada.

Peso das despesas públicas na sustentabilidade financeira

Relatórios da Comissão Europeia mostram que os gastos governamentais franceses atingiram 57,2% do PIB em 2025. Esse patamar supera consideravelmente a média dos países da União Europeia. Desse modo, manter uma estrutura desse porte exige arrecadação pesada, endividamento contínuo ou uma combinação perigosa de ambos.

Serviços públicos são indispensáveis para qualquer sociedade desenvolvida. Todavia, a grande questão reside na capacidade de financiá-los sem comprometer o futuro econômico. Por conseguinte, o acúmulo de dívidas reduz a margem de manobra dos governantes e transfere o custo das decisões atuais para as próximas gerações.

Alertas internacionais sobre o avanço do endividamento público

Observando o cenário brasileiro, fica claro que não podemos nos iludir com nossa dimensão continental. Estruturas tributárias complexas, necessidades sociais imensas e baixa produtividade marcam a realidade nacional. Consequentemente, reproduzir os erros de economias maduras significa desperdiçar a oportunidade de aprender com a experiência alheia.

Diferenças institucionais e de renda por habitante entre Brasil e França existem e são expressivas. Apesar disso, a expansão permanente das despesas sem estratégia clara de crescimento gera travamentos inevitáveis. Assim, mais cedo ou mais tarde, a realidade força os governos a escolher entre cortar gastos, elevar impostos ou emitir mais dívida.

Tentação do aumento de impostos no debate fiscal

Historicamente, o debate fiscal no Brasil trata a arrecadação como se pudesse crescer indefinidamente. Diante de cada crise, surgem propostas para criar contribuições, aumentar alíquotas e expandir bases de incidência. Por outro lado, raramente a classe política demonstra a mesma coragem para cortar privilégios, avaliar programas ou eliminar despesas ineficientes.

Efeitos concretos desse desequilíbrio afetam o setor produtivo diariamente. Por exemplo, empresas adiam investimentos necessários, empreendedores lutam para sobreviver e famílias perdem poder de compra. Ademais, a tributação excessiva destrói a capacidade de poupança e limita a geração espontânea de riquezas.

Círculo vicioso do baixo crescimento econômico

Travamentos na produtividade mantêm a renda limitada e expandem as demandas sociais por socorro estatal. Como resposta, o governo eleva a pressão por mais impostos, alimentando um círculo vicioso. Portanto, superar essa armadilha exige a retirada parcial do Estado de atividades próprias da iniciativa privada e a melhoria do gasto público.

Com efeito, promessas irrealistas feitas por políticas de esquerda frequentemente comprometem a saúde das finanças públicas mundialmente. Desse modo, esse modelo gera dependência e enfraquece as bases da prosperidade sustentável.

União da Poupança e direcionamento do capital privado

Debates recentes na Europa examinam também a relação entre poupança privada e financiamento estatal. Em março de 2025, a Comissão Europeia apresentou a iniciativa União da Poupança e dos Investimentos. O objetivo oficial busca aproximar os cerca de 10 trilhões de euros parados em depósitos bancários dos mercados de capitais e das empresas.

Oferecer instrumentos para o cidadão investir voluntariamente difere radicalmente de impor direcionamentos compulsórios. A primeira opção estimula a concorrência e fortalece a formação de patrimônio. Em contrapartida, qualquer grau de coerção estatal compromete a liberdade econômica e transfere riscos indevidos ao poupador.

Fronteiras entre incentivo voluntário e coerção estatal

Propostas europeias em sua forma oficial não preveem o confisco da poupança dos cidadãos. É fundamental fazer essa distinção para manter a precisão das críticas com base em documentos públicos.

Contudo, monitorar tentativas futuras de transformar a poupança privada em instrumento obrigatório de financiamento político permanece essencial. Portanto, a linha entre incentivo econômico e imposição governamental precisa continuar claramente definida.

Avanço das moedas digitais e o projeto Drex no Brasil

Acompanhar esse cenário exige atenção redobrada do Brasil quanto ao desenvolvimento de infraestruturas financeiras digitais. O Banco Central vem testando gradualmente a adoção do Drex, moeda digital associada a plataformas de ativos financeiros. A autoridade monetária destaca a busca por eficiência, segurança e integração de serviços.

Tecnologias de digitalização podem reduzir custos operacionais e acelerar transações complexas. No entanto, os riscos principais não residem no software, mas nas regras jurídicas que disciplinarão seu uso.

Garantias fundamentais e limites ao poder de vigilância

Sistemas digitais avançados exigem proteção rigorosa da privacidade, transparência e limites legally claros à atuação do Estado. Sem essas salvaguardas, ferramentas criadas para gerar eficiência podem se transformar em mecanismos de vigilância ou restrição financeira.

Atualmente, não existem provas de que as regras do Drex autorizem confiscos automáticos ou controle arbitrário de despesas. Todavia, debater os limites da tecnologia antes de sua implementação em larga escala representa uma medida de prudência institucional.

Correção de rumos e proteção da liberdade econômica

O leitor não deve interpretar os alertas do exemplo francês como profecias de desastre inevitável, mas como um convite à responsabilidade fiscal. Dívidas fora de controle não surgem da noite para o dia; resultam de sucessivas decisões que os governantes justificam como exceções.

Defender a liberdade econômica exige mais do que discursos genéricos contra a burocracia. Requer contas públicas transparentes, avaliação rigorosa de programas, segurança jurídica e respeito à propriedade privada.

Lições urgentes para a sustentabilidade da economia brasileira

Recursos são escassos em qualquer regime político, e a prosperidade depende de produzir mais do que se consome ao longo do tempo. Consequentemente, ignorar essa realidade limita as condições materiais que sustentam até as políticas sociais mais bem intencionadas.

O momento adequado para corrigir incentivos, estabelecer limites e proteger o patrimônio dos cidadãos é agora, antes que a escassez de opções imponha escolhas dolorosas. Caso o governo nada faça para melhorar a qualidade do gasto e estimular a produtividade, o Brasil enfrentará custos cada vez mais altos pela inércia.

Discrição e soberba

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Tivoli Avenida Liberdade – Hotel eleito por Lula e Janja para se hospedar em Portugal. Foto: @tivoliavenidaliberdade/Instagram/Reprodução

 

         Discrição e recato estão – ou deveriam estar – entre as mais importantes qualidades a serem reconhecidas num chefe de Estado. Com essas virtudes, postas a serviço da nação, todo e qualquer líder servirá como um exemplo a ser seguido e admirado, sendo sua gestão fadada ao sucesso. Na cartilha escrita por Maquiavel (1469-1527), todo o Príncipe deve demonstrar, ao menos, cinco qualidades básicas, se quiser ser bem sucedido: ser fiel ao povo; ter humanidade; possuir piedade com todos; ter religiosidade e, sobretudo, apresentar grande integridade.

         De forma sucinta, todas essas virtudes possuem sua origem e são também traços do caráter de um indivíduo. Os mais renomados headhunters do mundo, ou seja, profissionais que andam à caça de pessoas altamente qualificadas e de verdadeiras lideranças, descrevem, de forma geral, a retidão de caráter como um fundamento essencial na escolha de bons gestores.

          Como repetia o filósofo de Mondubim, uma má pessoa jamais será um boa profissional. Em algum momento do percurso, ela se revelará, colocando tudo a perder. É assim nas médias e grandes empresas. É assim também na vida política. Hoje em dia, dada a grande e quase instantânea exposição midiática dos políticos, muitos desses malfeitores, que usam dessa importante posição, apenas para tirar proveito próprio, sequer conseguem andar livremente pelas ruas. Muitos são ameaçados e jamais ousam sair de casa sem escolta. Um bom governo é aquele que transita livremente entre a população e por todos é admirado e acolhido.

         Nos países nórdicos, principalmente, onde a democracia já atingiu alto grau de civilidade e progresso, é comum encontrar, dentro dos transportes urbanos, um Primeiro-Ministro, ou um alto funcionário do governo indo ao trabalho, como fazem todos os cidadãos. Mesmo ocupando altos postos no comando do Estado, esses políticos usam a discrição e o recato para não chamar a atenção sobre si. Não desfrutam de mordomias e mesmo as repudiam, sabendo que, com esses breves privilégios, a população irá olhá-los com reprovação e isso pode custar-lhes a próxima eleição. Nesses países, que hoje são modelos para o mundo, casos de corrupção são selados com o banimento perpétuo do político da vida pública.

         Estamos ainda muito longe desse alto padrão de moralidade e civilidade. Estranhamente são os países que apresentam os menores indicadores de transparência e de moralidade na vida pública, e mesmo de IDH, aqueles em que suas lideranças mais fazem questão em chamar a atenção, desfilando com entourages numerosas, frotas de carros blindados, hospedagens nos mais caros hotéis e gastos exorbitantes em suas estadias, agindo como verdadeiros marajás, enquanto governam para uma população que pena para sobreviver e custear tudo. Falta discrição e sobra soberba.

 

A frase que foi pronunciada:

“A menor minoria é o indivíduo. Aqueles que não respeitam os direitos individuais não podem pretender defender os direitos das minorias.”

Ayn Rand

Ayn Rand. Foto: wikipedia.org

 

Borracha

Em Brasília, a parte norte cresceu mais tarde. Algumas correções foram feitas depois de percebidos os detalhes. Não foi uma boa ideia construir as casas da W3 Sul na beira da pista. Por isso, o desenho foi modificado na W3 Norte.

W3 Sul. Foto: Arquivo Nacional

 

Reparo

Há tempos que um buraco enorme na 915 Norte, na saída da Basílica Santuário São Francisco de Assis, atormenta moradores e fieis. Numa curva, sempre pega os desavisados de surpresa.

Basílica Menor São Francisco, na Asa Norte

 

Consume dor

Ainda há operadora de celular que insiste no inconveniente telemarketing. Quem se sentir incomodado pode fazer uma reclamação tendo o número e o nome do atendente. Basta registrar na ouvidoria da Anatel.

Charge do Ed. Carlos

 

Atitude

Artigo interessante publicado pelo Gerente de Vendas do Aftermarket da FUCHS, Marcelo Martini: A manutenção automotiva e sua contribuição para a segurança no trânsito. Parece óbvio, mas as estatísticas apontam como uma das principais causas de acidentes.

Foto: tecnicosenai.com

História de Brasília

Os pacotes de 5 quilos de arroz a 35 cruzeiros são disputados a cotoveladas e empurrões, e cada comprador leva a quantidade que deseja. Se o saco de arroz da Novacap levasse um distintivo pelo qual cada pessoa levaria apenas um, desestimularia, certamente, os que vão ao supermercado para restabelecer seus estabelecimentos comerciais. (Publicada em 18.03.1962)

Câmara Legislativa do DF continua com as mesmas velhas práticas

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Foto: Diogo André/Divulgação (http://g1.globo.com)

 

Entra legislatura, sai legislatura e a Câmara Legislativa local insiste em continuar com as mesmas velhas práticas há muito já condenadas, não apenas pela população do Distrito Federal, mas por outras unidades da federação e que custaram o mandato de muitos políticos. Por aqui, os problemas são os mesmos: gastos sem limite, como se o dinheiro do contribuinte jorrasse de uma fonte abundante e inesgotável e como se houvessem outras necessidades infinitamente mais urgentes para a aplicação do suado e escasso dinheiro público. Os hospitais continuam os mesmos, as escolas continuam as mesmas. O luxo que sustenta os representantes do DF também.

De nada adiantaram as mobilizações organizadas pela população para abrandar os elevados custos da representação política na capital, já considerada a mais alta de todo o país. A campanha por uma Câmara + Barata, organizada pelo Observatório Social de Brasília (OSBrasília) e pelo Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), duas instituições sem fins lucrativos que promovem a transparência e o controle social das despesas públicas e que contaram com o apoio expressivo dos brasilienses, conforme requer a legislação, ficaram apenas na promessa.

Aproveitando o calendário eleitoral, a antiga mesa da Casa, remeteu a questão do corte de custos para a próxima legislatura, já sabendo que o tempo e as mudanças que ocorreriam na mesa diretora ajudariam a enterrar o pedido da população. Protocolado em outubro de 2018, o PL nº 2.151 previa uma economia de R$ 75 milhões em gastos anuais da CLDF ou R$ 300 milhões por legislatura, uma montanha de dinheiro que poderia ser empregada, como já dissemos, em diversos outros setores da capital, como escolas, postos de saúde, hospitais, segurança e outras despesas verdadeiramente necessárias e úteis para todos. Ademais a proposta foi endossada por mais de 23 mil assinaturas.

Ao engavetar a proposta sob alegação de não reconhecimento da totalidade das assinaturas, a Câmara Legislativa traiu a população, o que permitiu que o custo de cada Distrital para o contribuinte permaneça de R$ 235,8 mil ao mês, ou quase um terço a mais do que é pago a um deputado federal. Não satisfeita com esse recuo, que desde o início já indicávamos que iria acontecer, por conta do histórico dessa Casa alheia às reais necessidades do cidadão e da capital, a direção da CLDF anunciou agora a compra de cinco luxuosos carros sedãs para o uso institucional no transporte de integrantes da Mesa Diretora ao custo de R$ 90 mil a unidade, o que pode gerar uma despesa sem propósito de mais de meio milhão, se somadas todas as despesas para o desembaraço burocrático desses veículos.

Com isso, suas Excelências, que já possuem carros próprios e contam também com uma grande frota à disposição, irão desfilar pela cidade a bordo de novíssimos e dispendiosos automóveis bancados pelos mesmos contribuintes, que sacolejam nos precaríssimos transportes públicos da cidade, ou esperam horas nas paradas sem proteção nem recuo.  Trata-se, infelizmente, de uma afronta constante a um povo inerte e uma desconexão com a realidade que circunda essa Casa.

Para conferir ainda maior descaso com a opinião pública, principalmente quando se sabe que as eleições ainda estão longe de voltar a acontecer, a Câmara Legislativa do Distrito Federal anunciou a nomeação de um primo do deputado José Gomes (PSB), o mesmo acusado de ter usado a empresa Real JG Serviços Gerais, de sua propriedade, para coagir funcionários a votarem nele nas eleições de 2018 para a Comissão Permanente de Licitação (CPL).  Lembrando que essa Comissão é responsável pelas contratações de empresas, serviços, aquisições de bens e obras dessa Instituição e tem sido alvo desse mesmo parlamentar na tentativa de incluir a Real JG nas concorrências dessa Casa.

Brasília vivia bem sem a Câmara Legislativa. Essa coluna mantém a coerência já que lutou desde o início contra a criação dessa máquina de gastar dinheiro dos contribuintes.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“I am here to kill the snake and show the stick. Because with me is bread bread, cheese cheese!”

Odorico Paraguaçu, em discurso na ONU

 

 

Horror

Slime é moda entre crianças e jovens. Trata-se de uma mistura química que se transforma em um objeto gelatinoso de contato interessante, como a geleka de antigamente. Pois, bem. Nos últimos dias, infiltrados em vídeos de slime no YouTube, e entre outros de conteúdo voltado para o público infantil, um personagem chamado Momo, uma boneca assustadora, aparece ensinando as crianças a cometerem suicídio. A denúncia foi publicada na página da Internet da revista Crescer, por um depoimento de uma professora que acompanhava a receita do slime com a filha no YouTube Kids.

Leia mais em: Momo aparece em vídeos de slime do YouTube Kids e ensina as crianças a se suicidarem, diz mãe

Imagem: reprodução do Facebook

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O caso do abastecimento de Brasília é muito mais complicado do que se pensa. A Novacap arrendou as granjas, e a maioria fez delas recantos para fins de semana. (Publicado em 15.11.1961)