Categoria: ÍNTEGRA
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Mercado e política
Para a infelicidade dos ideólogos de qualquer matiz, principalmente da esquerda, o fato de os mercados reagirem com oscilações bipolares às manobras dos governos na economia, não significa que eles possuam uma identificação de propósitos com qualquer aspecto político. Para o mercado, a bandeira que importa é o lucro. O lucro sem expiações e sem remorsos é o combustível que aciona o mercado, o restante é especulação. Dessa forma , culpar o mercado pela má fase atravessada pela maior empresa estatal do país, apenas reforça o modus operandi do partido no poder de sempre terceirizar a culpa pelos próprios malfeitos . O rebaixamento dos ratings globais da Petrobrás pelas agências de avaliação de risco, colocando-a no último degrau antes de atingir o grau especulativo, espécie de purgatório, nada tem haver com os olhos vermelhos desse governo. No mesmo sentido, de nada adianta culpar a mídia por uma pretensa campanha diária de difamação contra a Petrobrás. A mídia, na sua grande maioria, está atrás dos fatos e não à caça de militantes. Para azedar o ambiente, o grande irmão do Norte entrou como coadjuvante na ópera dos escândalos da Petrobrás e, ao tomar a defesa de seus compatriotas que também investiram na empresa. Nesse caso, o imbróglio pode resultar na suspenção do direito da empresa de negociar suas ações na Bolsa de Nova York . A tempestade perfeita para empresa resultaria então da junção de fatos reais como a prisão de alguns de seus diretores; o rebaixamento à condição de empresa com grau especulativo e a vedação da empresa de transacionar na mais importante Bolsa de Valores do planeta . Soma-se à este dilúvio eminente o fato, também real, da queda brusca no valor do barril de petróleo em todo mundo, inviabilizando economicamente a extração de petróleo nas camadas profundas do pré-sal . Para piorar um pouco mais as coisas o banco inglês HSBC foi apanhado de calças curtas pelas autoridades suíças, acusado de lavar dinheiro de figurões encrencados com a justiça pelo mundo afora. Nada menos do que 8,7 mil contas são de brasileiros, inclusive de pessoas envolvidas no atual caso do Petrolão. Se mercado e política são dissociados, o mesmo não se pode dizer de especulação e ideologias que agem em consonância apenas para tumultuar o ambiente de negócios.
A frase que foi pronunciada: “Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.” (Cardeal de Retz)
Alegria
Criatividade sempre foi aliada de perseguições políticas ou falta de verba. Por isso os blocos de quadras (e não ruas) de Brasília fizeram tanto sucesso. Bonecos enormes lembram o boneco do governador ainda candidato, Rollemberg. É a alegria antes que 2005 comece de verdade. Nota
Nas regras do Bolsa Família constam contrapartidas, também chamadas de condicionalidades. Acompanhamento de saúde da criançada até os sete anos e grávidas que precisam fazer o pré-natal. Na Educação, infelizmente a única exigência é a presença na sala de aula, e nao as notas.
Início
Capivaras enormes sobem e descem nas residências com gramado na beira do lago. Assim como os jacarés trazidos do pantanal, as capivaras foram soltas quando pequenas por moradores da cidade.
EnfimJustiça seja feita. Tantas reclamações funcionaram. Os aviões da GOL trazem mais espaço aos passageiros. E mais. O atendimento nos balcões está mais humanizado.
Muda já Obesidade e pressão alta- Falta uma regulação mais rígida no controle da quantidade de sódio e açúcar nos alimentos. As crianças são as que mais sofrem.
Não científica Mais uma vez o teste para avaliar a capacidade de discernimento da população. Começa o marketing com estímulo à compra de ações da Petrobras. Interessante que a carteira de investimentos é a Empírica.
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Prato cheio e a vontade de comer Ninguém duvida das imensas barreiras que tiveram de ser vencidas pelo atual presidente da Câmara dos Deputados para chegar aonde chegou. Furar a cortina de ferro cerrada pelo PT e se eleger para o terceiro cargo em importância na República representou uma façanha e tanto. No entanto a que diferenciar o esforço para a chegada ao cume do poder, das ações que serão efetivamente realizadas lá e que comprovarão que valeu a pena a escalada . Talvez a mais significativa vitória esteja apenas no resgate do Legislativo, submetido por longos anos ao jugo do Palácio do Planalto em troca de benesses fugazes que rebaixavam a função de parlamentar. Essa subserviência institucional, propiciada pela noção errônea de um presidencialismo de coalizão, tem feito do exercício do legislador, principalmente para aqueles políticos sérios, uma tarefa inglória e desgastante. Nos últimos anos a função de deputado chegou à um ponto tão desgastante, que tornou comum o ato de retirar da lapela do paletó o distintivo da Câmara para passar desapercebido e livre de vaias nas ruas. Dessa forma o ato de retirar a espada engastada por anos na rocha, equivaleria libertar o Legislativo do feitiço lançado do outro lado da Praça dos três Poderes. Mas , mesmo as vitórias suadas, podem se transformar em derrotas vexatórias num passe de mágica. A aprovação do Orçamento Impositivo, promessa adocicada da campanha, é uma dessas apostas no confronto direto entre Parlamento e Planalto que podem vir a custar muito mais do que apenas dinheiro de emendas. E experiência secular tem demonstrado que dinheiro e políticos profissionais não resultam numa boa mistura para a democracia. Obrigar o Orçamento público a cumprir com os gastos propostos pelos deputados , equivaleria entregar diretamente nas mãos de cada parlamentar enormes somas de dinheiro do contribuinte para que eles cuidem pessoalmente do repasse aos seus redutos. Esse poder extra pode, numa primeira leitura, aumentar o prestígio do deputado em suas bases , mas sem dúvida, num futuro breve, se transformará em mais um motivo para a população execrar seus representantes. O perigo está em transformar esse regalo num modelo parecido com o bolsa família, onde cada Prefeito cuida de administrar os repasses do programa de acordo com suas preferências eleitoreiras. A frase que foi pronunciada: “Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias.” Lao-Tsé E os Direitos Humanos? Cada vez mais grave a situação do Hospital da Ceilândia e Gama. A superlotação compromete 100% na qualidade do atendimento. Na parada da Rodoviária duas mulheres contavam um caso onde uma grávida chegou pronta para o parto e foi orientada a voltar para casa. Depois de 9 meses de expectativa, por causa dessa orientação, a criança morreu no ventre da mãe. O mais impressionante foi que a história contada puxou vários casos semelhantes. Ooops Outra conversa que marcou o início de semana. Dessa vez no cafezinho da Câmara. No caso de erro de julgamento das turmas do STF caberia a quem responder pelo desfalque à nação se for liberado um suspeito que foge da operação Lava Jato e deixa o Brasil? Experiência própria Está a maior celeuma a falta de Habite-se para o funcionamento da sede do GDF. Interessante é que o Sindicato os Trabalhadores do Poder Judiciário e o Ministério Público da União tentaram impedir as atividades funcionais na sede do Palácio da Justiça por falta de segurança. Isso aconteceu há décadas. Depois Se a história serve de exemplo para que não se repitam erros, tudo vai acabar bem. Pelo menos no caso do TJDFT, dez anos depois de o caso do Habite-se ser arquivado surge o Fórum Desembargador Joaquim de Sousa Neto. Final Feliz Como primeiro prédio sustentável do Judiciário, o Fórum Desembargador Joaquim de Sousa Neto gasta 30% menos de energia porque aproveita a iluminação natural e evita ar condicionado valorizando a ventilação cruzada. Mantém a vegetação nativa e uma rede de captação de água da chuva.
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Faz-de-conta na Petrobrás
Aldemir Bendine, deslocado da presidência do Banco do Brasil para acudir a Petrobras, é homem de confiança do Partido. Sua locação na estatal num momento em que a empresa está à deriva, ameaçando adernar , tem uma missão clara: buscar, por todos os meios, estancar o vazamento crescente de denúncias de malfeitorias vindas de todas as principais diretorias da Petrobrás. Mais do que salvar a empresa, sua orientação é livrar ao máximo o partido, lançando boias de sobrevivência aos políticos da legenda que se afogam no imenso mar de óleo que se formou. O mercado que não é bobo, percebeu de imediato a movimentação das peças do tabuleiro feita pelo Planalto, e puxou para as profundezas as ações e o que ainda resta de credibilidade da estatal. A esta altura do campeonato, talvez fosse a única solução para preservar os dedos, no caso, o próprio governo. Pior para o país e para os acionistas daqui e do exterior. Num primeiro momento a movimentação pode esfriar a gritaria interna, mas adia e avoluma , ainda mais, os problemas que já são muitos. A palavra da moda agora é governança, sacada rapidamente para dar um ar de seriedade nas mudanças cosméticas postas em prática. Com o neologismo foi lançada também uma cartilha de conduta ética, que entre outras pérolas infantis recomenda que os funcionários da estatal não aceitem favorecimentos (propinas) de qualquer espécie. Faltou dizer: daqui para frente quem for apanhado recebendo “por fora”, fica sem recreio e sem merenda. Provas ou detalhes de que a coisa vai mudar para ficar do jeito que sempre foi é a manutenção do ex-presidente do PT , José Eduardo Dutra na diretoria corporativa e de serviços da estatal. Quem chama a atenção para o assunto é o jornalista Claudio Humberto. Dutra já foi presidente da empresa entre 2003 e 2005, época em que explodiu o escândalo do mensalão. Mais recentemente Dutra foi o homem encarregado pelo Planalto de preparar as “colas”, antecipando os questionários que seriam feitos aos depoentes na CPI da Petrobrás. É o que se costuma chamar em linguagem militar, o homem estratégico nas linhas de frente. Curioso é observar também que os mesmos advogados de defesa que apareciam durante o julgamento do mensalão , voltam a dar as caras no caso atual envolvendo a Petrobrás. Para o telespectador desavisado , parece estar havendo uma continuidade de um escândalo com outro mais recente. De toda a forma, o faz de conta na Petrobrás é hoje a principal estratégia política a movimentar todo o Executivo, numa prova da falência do governo, perdido em meio a tantos fatos negativos.
A frase que foi pronuncia: “Até nisso o partido que deveria estar a favor dos trabalhadores ferrou a gente!” Denilson, na rodoviária de madrugada, furioso com a prorrogação do horário de verão.
Prá quê?Por falar prorrogação, a economia com a extensão do horário de verão será insignificante. Quem acorda no escuro acende a luz da mesma forma. Tanto é que se houver mesmo mais um mês, a conta de luz será alta do mesmo jeito. Perde quem acorda cedo, perde quem paga para ter luz.
InformatizarNada boa a situação dos cartórios eleitorais. Apesar da dinâmica das eleições, quando passa a festa da cidadania a realidade volta à estaca zero. Se um mesário precisar da segunda via do certificado de comparecimento é um Deus nos acuda. Não há dado registrado no sistema. É preciso localizar a pastinha com a segunda via assinada.
Acredite se quiserPara se ter uma ideia, o cartório do Paranoá atende as regiões do Varjão Lago Norte, Paranoá, Granja do Torto, Taquari e área dos condomínios. Os funcionários cedidos foram devolvidos e agora são apenas três que precisam dar conta do recado.
Só rindo Muita gente boa nas embaixadas do Brasil pelo primeiro mundo. Mas há uma rapaziada arrogante e intragável ocupando espaço. Os mais experientes respondem: “Trabalho na Emboscada Brasileira”.
Outro lado Dedicados mesmo são os funcionários na embaixada do Brasil no Quênia que amargam a falta de atenção do governo brasileiro com a segurança e integridade física dos trabalhadores. Razão: a empresa que faz a segurança não recebeu pagamento no mês de janeiro e abandonou o posto.
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Governo anuncia recorde em eficiência nos serviços prestados. #Sóquenão
Já faz parte do ritual: todos os anos o Governo Federal , por meio da Receita, anuncia com estardalhaço, mais uma quebra de recorde no volume de imposto arrecadado da nação. O que o governo enxerga como vitória da eficiência da máquina arrecadadora do Estado, e que deve ser cantada aos quatro ventos, os contribuintes entendem como o crescimento sem fim de uma carga tributária que hoje é uma das maiores do mundo e sem retorno em serviços. Com uma cangalha de impostos que hoje gira em torno de 35% do Produto Interno Bruto, os brasileiros , quando o assunto é impostos, de forma parecida aos habitantes da Europa durante a chamada Idade Média. Substitua-se o Senhor Feudal por Governo Central e impostos como a Talha, Corveia, Banalidades, Mão-morta e outros pelos atuais PIS/Pasep, Cofins, Imposto de Renda, IOF, IPI, ISS, Cide e muitos outros. Está formada a sopa de letrinhas que a cada ano vai afogando cidadãos e empresas num mar sem fundo de obrigações tributárias. Funcionasse o restante da máquina pública com a mesma eficiência azeitada da Secretaria da Receita, e todos os problemas do país estariam solucionados há muitos anos. Trabalhando mais de cinco meses apenas para pagar os impostos, o cidadão, aqui muito propriamente chamado de contribuinte, entrega também de forma quase imperceptível , 40% do ganha em média, somente na compra daqueles produtos que necessita para viver . Nos últimos dez anos o aumento da arrecadação tirou dos brasileiros R$ 1,85 trilhão. O relógio que indica em tempo real quando cada cidadão paga de impostos e justamente chamado de Impostômetro. Neste exato momento marca que os brasileiros já desembolsaram em forma de tributos , desde primeiro de janeiro deste ano , R$ 232 bilhões. As outras casas decimais são atualizadas com tanta velocidade que não dá para registrar. Esse que é também conhecido como o relógio da infâmia e que deveria estar a vista em todas as esquinas do país, muito mais do que registrar o que é tirado dos brasileiros, registra quanto a nação irá desperdiçar este ano também com a incompetência , a corrupção e a máquina pública inchada e obsoleta.
A frase que foi pronunciada: ‘O momento é sempre adequado para fazer o certo!” Martin Luther King
Juntos Esperar que o governo resolva tudo pode desgastar pais e alunos. Daí surgiu a iniciativa da comunidade de Sobradinho 2 arregaçar as mangas e dar uma retocada na tinta da escola CE 8. A Administração da cidade participou e prometeu continuar presente durante os trabalhos durante o carnaval. Menos da metade das escolas do DF precisam de reformas estruturais.
Inseguro Mais um rombo nos cofres do governo. Quadrilha especializada em fraudar o seguro desemprego com documentos falsos. Até agora foram registrados os dados de 3 mil pessoas usados no golpe. Esse e mais casos estão sendo monitorados depois que o governo fechou o cerco exigindo mais rigor ao acesso ao sistema.
Vans Com a deficiência no transporte público as vans avançam com o aval e alívio da população. Apesar do perigo, o transporte pirata chega antes. Como o patrão quer saber do horário cumprido, a população arrisca. Em Planaltina um motorista de van foi abordado pelo Batalhão de Trânsito, tentou fugir de ré mas motorista e trocador tiveram que dar explicações na delegacia.
Preto no branco Elton Faria e outros taxistas atendem o chamado da população pelo aplicativo Wase. Os passageiros cadastrados têm pelo celular, acesso ao mapa que mostra quem está mais perto. Rapidez e economia de combustível. Para quem está acostumado a pegar taxi, uma diferença a mais no aplicativo. Acabou aquela mentirinha irritante da atendente dizendo que o carro está quase chegando.
Manicures Estão atirando por perto. A Vigilância Sanitária exige um responsável pela esterilização dos materiais de serviço em salões de beleza. Isso é seguro. Falta o Ministério do Trabalho dar uma olhadinha na carteira de trabalho das manicures. Vai ser uma surpresa.
Hábitos Em plena era da internet e celular as pessoas continuam conversando nos metrôs, com uma diferença. Antigamente conversavam com quem estava ao lado. Agora conversam com quem conhecem e está longe.
Bravíssimo Uma beleza aquela flauta no Pontão. Por do sol e boa música. As pessoas pararam para apreciar as modinhas. Crianças dançavam. Tomara que o lado poeta do governador Rollemberg estimule a arte pela cidade.
Santa Lúcia Hospital Santa Lúcia de Brasília passa a fazer parte do grupo da Associação Nacional de Hospitais Privados. A instituição representa 69 instituições de saúde espalhadas por diversos estados brasileiros e DF. Para chegar à categoria Associado Titular, é preciso ser reconhecido internacionalmente pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).

