O último a sair apague a luz

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Imagens têm o poder de revelar fatos que estão além das possibilidades das próprias palavras. É justamente esse poder imagético, capaz de capturar o objeto, revelando-lhe a alma por inteiro, que melhor traduz um tempo e suas possíveis vicissitudes. Na foto recente em que aparece o ex-ministro Joaquim Levy entrando no saguão do aeroporto de Brasília, o que se vê é a imagem de um homem comum, com vestimenta informal, carregando uma pequena bagagem de mão. Nela, o sujeito parece caminhar ligeiro rumo ao portão de embarque. Na imagem despretensiosa, o personagem é fotografado de costas, mas, mesmo assim, parece demonstrar certa aflição para deixar a cidade o quanto antes.

Na verdade, todo um tratado de economia poderia ser erigido apenas tomando como ponto de partida o último ato registrado do agora ex-ministro da Fazenda. Um epitáfio ou subtítulo poderia esclarecer no rodapé da imagem: Ministro tem a barreira da paciência ultrapassada, deixa o governo, pega a mala e ruma para o aeroporto de Brasília. Ou ainda: Levy, irritado com pressão de petistas e sabotagens de toda a ordem ao seu plano de reestruturação da economia, abandona o governo às pressas. Ou quem sabe: Levy dá no pé e sai à francesa. Também poderia ser: Levy se convence de que Dilma é bipolar e se manda para o aeroporto.

A bem dos fatos, nenhuma sentença escrita poderia traduzir o verdadeiro sentimento daquele personagem, naquela hora, naquele local. Professor do ex-ministro no passado, o também economista Armínio Fraga afirmou certa ocasião, durante entrevista, que Levy era uma ilha de competência num mar de mediocridade no governo Dilma. De posse da foto e dessa derradeira informação, tem-se o último ser competente da equipe da presidente Dilma. Fez as malas e voou. Dizer mais o quê?

Herói

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Registro. Mais de 3 milhões de pessoas que dependiam do Rio Doce vão penar com a falta d’água. Se a recuperação do rio andar no mesmo passo da transposição do Rio São Francisco, o cronograma vai ultrapassar os 30 anos calculados pelo ambientalista e fotógrafo Sebastião Salgado. Aliás, a população que admira esse profissional acredita no que ele fala.

 

Protesto

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Pioneira, Maria Ines Fontenele Mourão não se conformou de ver Rodrigo Rollemberg, prata da casa, apoiar a volta da CPMF. Cidadã exemplar, pegou o telefone e registrou protocolo sobre o assunto no número do GDF 162. Parece que está dando resultado. Afinal, o governador não pode vender a população que acredita nele.

FGV

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A Fundação Getulio Vargas comemora 2015: 2.200 recrutadores e 2.400 diretores de empresas internacionais ou subsidiárias em 20 países a elegeram como uma das melhores instituições de ensino superior do mundo. O reconhecimento foi feito pelo Global Employability Ranking.

 

Delação

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Na delação premiada é assim. Caso o juiz considere que as informações foram úteis, ele concede o prêmio. Se endereços, nomes, valores, fatos foram falsos, a mentira é penalizada com um processo por delação mentirosa, além da prisão.

 

Finalizar

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O governo deveria não apenas cobrar pesadas multas das empresas, mas responsabilizá-las com o financiamento de recuperação da região pelo prazo definido pelos órgãos ambientais. Sebastião Salgado já apresentou um projeto. Pela seriedade que expressa, que seja aprovado