Autor: Circe Cunha
Imagens têm o poder de revelar fatos que estão além das possibilidades das próprias palavras. É justamente esse poder imagético, capaz de capturar o objeto, revelando-lhe a alma por inteiro, que melhor traduz um tempo e suas possíveis vicissitudes. Na foto recente em que aparece o ex-ministro Joaquim Levy entrando no saguão do aeroporto de Brasília, o que se vê é a imagem de um homem comum, com vestimenta informal, carregando uma pequena bagagem de mão. Nela, o sujeito parece caminhar ligeiro rumo ao portão de embarque. Na imagem despretensiosa, o personagem é fotografado de costas, mas, mesmo assim, parece demonstrar certa aflição para deixar a cidade o quanto antes.
Na verdade, todo um tratado de economia poderia ser erigido apenas tomando como ponto de partida o último ato registrado do agora ex-ministro da Fazenda. Um epitáfio ou subtítulo poderia esclarecer no rodapé da imagem: Ministro tem a barreira da paciência ultrapassada, deixa o governo, pega a mala e ruma para o aeroporto de Brasília. Ou ainda: Levy, irritado com pressão de petistas e sabotagens de toda a ordem ao seu plano de reestruturação da economia, abandona o governo às pressas. Ou quem sabe: Levy dá no pé e sai à francesa. Também poderia ser: Levy se convence de que Dilma é bipolar e se manda para o aeroporto.
A bem dos fatos, nenhuma sentença escrita poderia traduzir o verdadeiro sentimento daquele personagem, naquela hora, naquele local. Professor do ex-ministro no passado, o também economista Armínio Fraga afirmou certa ocasião, durante entrevista, que Levy era uma ilha de competência num mar de mediocridade no governo Dilma. De posse da foto e dessa derradeira informação, tem-se o último ser competente da equipe da presidente Dilma. Fez as malas e voou. Dizer mais o quê?
Desvio de recursos do programa Bolsa Família pode ser tipificado como crime. O projeto está pronto para ser votado na CCJ do Senado.
Pioneira, Maria Ines Fontenele Mourão não se conformou de ver Rodrigo Rollemberg, prata da casa, apoiar a volta da CPMF. Cidadã exemplar, pegou o telefone e registrou protocolo sobre o assunto no número do GDF 162. Parece que está dando resultado. Afinal, o governador não pode vender a população que acredita nele.
The Economist, revista britânica, comenta que os brasileiros deveriam estar felizes por sediar uma Olimpíada. Mas logo reconhece que o humor exuberante deu lugar ao desastre econômico e político.
Adauto Lúcio Cardoso, de quem divergimos tantas vezes, refaz-se por completo no nosso conceito (humilde, naturalmente) com uma atitude que valeu pela independência e patriotismo. (Publicado em 29/8/1961)
O governo deveria não apenas cobrar pesadas multas das empresas, mas responsabilizá-las com o financiamento de recuperação da região pelo prazo definido pelos órgãos ambientais. Sebastião Salgado já apresentou um projeto. Pela seriedade que expressa, que seja aprovado

