Crédito: Thiago Fagundes/CB/D.A Press
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Juiz diz que lei de cotas para negros em concursos públicos é inconstitucional

Publicado em Concursos Públicos, cotas raciais

A aplicação da lei de cotas raciais em concursos públicos (Lei 12.990), que reserva 20% das vagas a candidatos que se autodefinem pretos ou pardos, foi declarada inconstitucional pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Paraíba, no julgamento de um caso de nomeação postergada pelo Banco do Brasil. De acordo com a sentença do juiz Adriano Mesquita Dantas, a legislação viola três artigos da Constituição Federal (3º, IV; 5º, caput; e 37, caput e II), além de contrariar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Segundo o advogado da causa, essa é a primeira vez que um juiz declara a inconstitucionalidade da legislação, em vigor desde 2014.

De acordo com a sentença, proferida nesta segunda-feira (18/1), a cota no serviço público envolve valores e aspectos que não foram debatidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), quando tratou da constitucionalidade da reserva de vagas nas universidades públicas. Segundo Dantas, naquele caso estava em jogo o direito humano e fundamental à educação, o que não existe com relação ao emprego público.

“Não fosse assim, teria o Estado a obrigação [ou pelo menos o compromisso] de disponibilizar cargos e empregos públicos para todos os cidadãos, o que não é verdade, tanto que presenciamos nos últimos anos um verdadeiro enxugamento [e racionalização] da máquina pública. Na verdade, o provimento de cargos e empregos públicos mediante concurso não representa política pública para promoção da igualdade, inclusão social ou mesmo distribuição de renda. Além disso, a reserva de cotas para suprir eventual dificuldade dos negros na aprovação em concurso público é medida inadequada, já que a origem do problema é a educação”, analisou o magistrado da 8ª Vara do Trabalho do Paraíba, que ainda acredita que, com as cotas nas universidades e também no serviço público, os negros são duplamente beneficiados.

Dantas também defendeu o mérito do concurso e acredita que a instituição de cotas impõe um tratamento discriminatório, violando a regra da isonomia, sem falar que não suprirá o deficit de formação imputado aos negros. “É fundamental o recrutamento dos mais capacitados, independentemente de origem, raça, sexo, cor, idade, religião, orientação sexual ou política, entre outras características pessoais”, afirma.

O magistrado ainda prevê que a lei de cotas permite situações “esdrúxulas e irrazoáveis”, em razão da ausência de critérios objetivos para a identificação dos negros, assim como de critérios relacionados à ordem de classificação e, ainda, sem qualquer corte social. “Ora, o Brasil é um país multirracial, de forma que a maioria da sociedade brasileira poderia se beneficiar da reserva de cotas a partir da mera autodeclaração”.

A decisão foi tomada em julgamento referente ao concurso do Banco do Brasil (edital 2/2014). Um candidato que passou na 15ª posição (para a Microrregião 29 da Macrorreião 9) se sentiu prejudicado após ter sua nomeação preterida pela convocação de outros 14 classificados, sendo 11 de ampla concorrência e três cotistas que, segundo o juiz, teriam se valido de critério inconstitucional para tomar posse e passar na frente do candidato (eles foram aprovados nas posições 25º, 26º e 27º).

Ainda segundo o processo, durante o prazo de validade do concurso, houve nova seleção, o que gera automaticamente direito à nomeação. Por essa razão, o juiz determinou a contratação do reclamante, sob pena de multa diária de R$ 5.000. O Banco do Brasil informou ao Correio que cumpre integralmente a Lei 12.990. Em relação à decisão do TRT da Paraíba, o BB afirmou que vai analisar a sentença para adotar as medidas judiciais cabíveis.

Decisão histórica

De acordo com o advogado do caso e membro da Comissão de Fiscalização de Concursos Públicos da OAB-DF, Max Kolbe, esse é o primeiro caso onde um juiz declara a lei de cotas raciais em seleções públicas inconstitucional. “Trata-se de uma decisão histórica. Apesar de o efeito valer apenas para o caso em questão, o tema serve como reflexão para o país inteiro e o julgamento certamente deve chegar até o Supremo Tribunal Federal”, analisa. “O concurso em questão diferencia os candidatos de acordo com sua cor, como se tal diferença demonstrasse desproporção de capacidade em realização de uma prova escrita, o que certamente não ocorre. Isso porque, ao se basear na Lei nº 12.990/2014, que é inconstitucional, reserva 20% das vagas a candidatos pretos e pardos, os quais, pela definição do IBGE correspondem a quase 100% dos brasileiros, uma vez que a definição de pardos é bastante ampla (miscigenados)”, completou o advogado.

Outro lado

Segundo o professor José Jorge de Carvalho, pioneiro e criador do sistema de cotas na Universidade de Brasília (UnB), a lei é válida e sua constitucionalidade foi sim assegurada pelo julgamento do STF, com relação às cotas para universidades. “Esse julgamento não vai adiante. Trata-se é uma reação racista de uma classe média que detinha as vagas e os altos salários de concursos como um privilégio. O que o juiz acatou fere o direito à igualdade resguardado pelo artigo 5º da Constituição. As cotas no serviço público derivam da mesma luta no ensino superior”.

 Leia também: Movimento negro fará protesto em todo país contra suspeitos de fraudar cotas em concurso

Para exemplificar, Carvalho mencionou a luta de Bhimrao Ramji Ambedkar, reformador social indiano que instituiu o sistema de cotas em seu país, da escola ao serviço público, em 1948. “Antes, pessoas de camadas sociais consideradas inferiores, como os dalits, viviam excluídos de tudo. Ou seja, o pensamento é o mesmo, e o Estado tem que distribuir seus recursos para todos com igualdade. No Brasil, o serviço público é tão branco quanto as universidades. Para se ter uma idéia, cerca de 1% de juizes são negros. Na própria UnB, que instituiu as cotas para alunos há mais de dez anos, menos de 2% dos professores se autodeclaram negros também”.

Apesar disso, o professor reconhece que a lei precisa ser reformulada, já que a autodeclaração é passível de fraude. “Do jeito que está hoje, a legislação é 100% livre para fraude. O que eu propus é que seja aplicada uma autodeclaração confrontada, em que os candidatos se submetam ao julgamento de uma comissão formada majoritariamente por negros. Assim as fraudes seriam significativamente diminuídas”, concluiu.

  • Ivo Augusto

    olha o nível da magistratura brasileira, falou besteira a granel…não sabia que trt julgava constitucionalidade…..os juízes são a classe mais pérfida de autoridades, falam esse monte de sandices e nada acontece.

    • DINEIROO

      “Tá sabendo legal, hein?!”

    • Paullo Raphael

      vou facilitar pra vc. Todo e qualquer juiz do País, de qualquer ramo de especialização do Poder Judiciário (trabalhista, eleitoral, estadual, federal, etc.) detém competência para analisar a constitucionalidade de uma norma em questionamento na causa apresentada, chamada análise de constitucionalidade em concreto, com efeito entre as partes na lide. A competência para analisar a constitucionalidade em abstrato, com efeitos para todos, é exclusiva do STF, para normas questionadas em face da Constituição Federal, e do TJ do Estado ou DF, para normas contestadas em face da Constituição do estado-membro. É melhor estudar que viver à espera de cotas! Abrç!

      • Daniel Rodrigues da Silva Júni

        “É melhor estudar que viver à espera de cotas!”

        kkk

        O @ivo_augusto:disqus poderia ir dormir sem essa.

    • Thiago Urubá

      Você deve saber mais que o Juiz do TRT cara!

    • Artur Sardeiro

      “Não sabia que o TRT julgava constitucionalidade”. Como assim, meu amigo? Todos os juízes do país julgam a constitucionalidade de lei ou ato normativo. É intrínseco a qualquer órgão jurisdicional. Isso se chama controle difuso de constitucionalidade!!!

    • Artur Sardeiro

      “Os juízes são a classe mais pérfida de autoridades”. Essa foi demais. Então os juízes são os responsáveis pelos bilhões desviados nos mensalões e lava jatos da vida… Eu heinnnn!!!

    • Artur Sardeiro

      “Falam esse monte de sandices e nada acontece”. Acontece sim. A lei estabeleceu uma série de recursos que possibilitam a reforma de uma decisão judicial equivocada. Caso seja a hipótese seja mais grave, com dolo do magistrado, o CPC prevê punição pros juízes. Em todo caso, o CNJ e a Corregedoria de cada tribunal podem abrir processos disciplinares contra o magistrado, o que, nem de longe, seria cabível nesse caso. Já quanto a você, com todo respeito, tem boca e fala o que quer!

    • Antônio

      Qualquer juiz de qualquer Tribunal de qualquer justiça pode declarar uma Lei inconstitucional, desde que seja em controle difuso, incidentalmente, como motivação para sua decisão de mérito. Foi o que ocorreu no caso, o pedido de declaração de inconstitucionalidade da lei não era o pedido principal, mas a causa de pedir. Estude antes de escrever asneiras….

    • Artur Sardeiro

      “Olha o nível da da magistratura brasileira”. Os juízes do Brasil são considerados os mais produtivos do mundo na relação sentenças/ano. Sem processo eleitoral de escolha popular, adotando concursos públicos de várias fases e altíssimo nível, estão também no topo da capacitação técnica. Como sustentar um comentário tão equivocado?!?

    • Pbrasil

      “não sabia que trt julgava constitucionalidade….”

      moço, pesquisa aí sobre Controle de Constitucionalidade Difuso, que é pra não passar mais vergonha na internet…

      ainda bem que o Doutor Juiz do Trabalho estudou direito o Direito… rsrsrs

    • http://www.a-minha-pagina.pt/ Roger Silva

      Olha o seu nível. Qualquer tribunal pode julgar a constitucionalidade de uma lei em nível difuso e o STF em nível concentrado. Aprenda antes de tomar partido de coisas que não entende.O cara está correto em número, gênero e grau.Tente passar para juiz, meu irmão! Veremos se passa na primeira fase. A lei de cotas é politiqueira e não reflete a realidade. Ou você irá dizer que um negro é menos inteligente do que um dito branco, neste país tupiniquim.

    • Rodrigo Barbosa

      “não sabia que trt julgava constitucionalidade”
      Pois é. Você não sabia. Mas julga. Alias, todos os tribunais podem e DEVEM julgar a constitucionalidade, no chamado controle difuso de constitucionalidade, produzindo efeito inter partes em casos concretos.
      Já o STF é o único que pode realizar constrole concentrado de constitucionalidade, gerando efeito erga omne, tanto em casos concretos como abstratos.

      É impressionante como as pessoas que não entendem nada de um assunto, ainda assim se sente em posição de opinar.

    • Francis Costa

      Ivo, para te ajudar um pouco: Controle de constitucionalidade difuso é uma das espécies de controle de constitucionalidade realizadas pelo poder judiciário. Define-se como um poder-dever de todo e qualquer órgão do poder judiciário, a ser exercido no caso concreto em qualquer grau de jurisdição ou instância.

      • Ivo Augusto

        apenas racistas…puxam o saco do juiz porque pensam igual a ele. graças a deus isso não prospéra…

        • Hugo Farias

          Tô vendo mais críticas ao seu comentário infeliz do que puxação de saco…

        • André Tibúrcio

          A psicologia nos fala sobre o fenômeno da projeção: quando você xinga alguém de algo, na verdade, você está projetando suas qualidades no outro. Tire suas conclusões.

        • Carvalho Bruno

          Ate pensei que você fosse só um abobalhado, mas to vendo que e um canalha mesmo . Falta lhe falta capacidade cognitiva e argumentativa e dai , já parte logo pra ofensa e calunia . Muito fraca essa sua personalidade .

    • Carvalho Bruno

      Sabe tudo hein amigão ?? Pesquise sobre controle difuso de constitucionalidade . vai lhe fazer bem.

  • Daniel

    Quem apoio o Estado está apoiando as autoridades que garantem benesses sem garantir a contrapartida dos recursos. Ou seja, apoiam as autoridades irresponsáveis que são as que criam o estado de caos econômico/político/social do país. Além disso, apoia as pessoas que se omitem perante a vida, recompensando-as. Ninguém tem que se preocupar com o sucesso de ninguém, muito menos o Estado. Devemos sim, nos preocupar em não tirar nada de ninguém, essa sim é a lei de convívio social, essa é a lei que deve reger as atividades governamentais.

  • Henrique Matheus Gonzaga Mariz

    protesto dos negros tá errado, nao há definiçao precisa do que seria um pardo. problema nao é o negro mas o pardo. diz o texto que o candidato negro passou em decimo quinto (lista só dos negros, ou lista de todo mundo?) ele tem prova igual a qualquer um mas participa de duas listas tendo duas classificaçoes. nao sou negro ou pardo mas deficiente. concurso TJPA lista todo mundo dentre os 10546 sou 843. dentre os 210 deficientes sou terceiro lugar. prova igual mas duas classificaçoes. se 20% das vagas sao pra negros entao a cada 5 lista todo mundo eles de chamar um negro.
    deficiente eles colocam 5%,entao a cada 20 lista todo mundo 1 deficiente é chamado.

    como chamaram 3 negros e quantos chamaram lista todo mundo.
    como ele é o 15 e como os 3 negros eram 25,26,27?

  • Lucio

    Que essa questão chegará ao STF, não há dúvidas. Entretanto, os argumentos do juiz estão mais do que corretos. Não é obrigação do estado fornecer empregos públicos, mas sim, educação, saúde e segurança de qualidade. O pior é proposta do infame professor da Unb de criar um tribunal racial composto por negros. Aonde esse sujeito pensa que está?

    • marcos carneiro

      Constituição Federal – Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, O TRABALHO, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

      • Felipe Fabiano

        Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
        Legalmente as cotas são inconstitucionais, mas socialmente são válidas, inclusive, apoio.

        • Skull Lord

          Homicídio de bandidos é legalmente inconstitucional, mas socialmente aceitável. Pra cima deles!

      • Lucio

        Constituição Federal – Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de CRITÉRIOS DE ADMISSÃO por motivo de sexo, idade, COR ou estado civil

        • http://www.flatout.com.br/pilotos-de-teclado-como-estes-seres-azedam-o-meio-dos-entusiastas/ Fantasma do Espaço

          Boa….
          TURN DOWN FOR WHAT
          Nele
          kkkkkk

        • Skull Lord

          Boaaaaa!!!!!

        • Evandro

          Você toda razão.
          Esta lei não resiste ao confronto com o art. 7º, XXX, da Constituição, pois fez justamente o que o dispositivo proibiu: estabeleceu que para 20% das vagas um dos critérios de admissão é ser negro.
          É importante observar que esta norma da constituição não se aplica somente regime celetista, como no caso do Banco do Brasil, mas também aos servidores públicos estatutários, por força do art. 39, § 3º: Art. 39º … § 3°: Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o
          disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e
          XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do
          cargo o exigir.

          • SubZero

            Nunca ouviu falar na coisa mais elementar do Direito Constitucional que é desigualar os desiguais dentro da suas desigualdades.

            Se não ouviu, então como explica que as mulheres que trabalham têm legislação de proteção? os deficientes da mesma forma são protegidos. Acorda para o mundo atual ao invés de não falar coisa com coisa.

          • Diego Antonio

            Desigualar os desiguais na medida de sua desigualdade não significa dar vantagens à parte mais frágil ,mas ,sim, compensar a deficiências de paridade,NA MEDIDA DE SUAS NECESSIDADES,de forma a não prejudicar a parte oposta;Senão,não se resolve o problema,apenas inverte-se o ônus do prejuízo.A IGUALDADE DE CONDIÇÕES não deve ser confundida com ESPOLIAÇÃO ORDINÁRIA…!Sob pena de se provocar a desigualdade que se pretendia combater…
            Se as mulheres são protegidas em certos direitos,é por que a sua natureza genérica possui certas necessidades que não são as mesmas que a dos homens…Por exemplo,a licença maternidade,para que a mãe possa amamentar o seu filho,durante um período crucial para o desenvolvimento dele…
            De modo geral,qualquer ação governamental sobre um indivíduo que prejudique frontalmente um outro é uma injustiça em si mesma;No caso do aleitamento materno,o único prejudicado seria a criança,caso a mãe não usufruísse de seu direito para com o seu filho,mas,de qualquer forma,isto não implicaria nenhum colega de trabalho seu,do sexo masculino.Situação bem diferente seria,caso ela fosse uma cotista,fazendo jus á uma vaga de emprego…É uma questão de inteligência perceber a diferença,e de honestidade, assumir o próprio equívoco…

          • Deusão

            voce é mesmo um ZERO, 0

      • Tânia Varela

        Marcos, a discussão não é o direito ao TRABALHO, mas sim ao EMPREGO PÚBLICO. São coisas diferentes.

      • Pilar Echeverría

        Marcos, o art. 6º fala de direito ao “TRABALHO”, não ao “TRABALHO NO SERVIÇO PÚBLICO BRASILEIRO, COM TODAS AS REGALIAS E PRERROGATIVAS DO REGIME ESTATUTÁRIO FEDERAL, QUE COLOCA OS OCUPANTES DE CARGOS PÚBLICOS EM DISTINÇÃO PRIVILEGIADA AOS DEMAIS TRABALHADORES DO PAÍS”.

        • Thiago Silva Lima

          Relação de Trabalho- sendito amplo, inclui servidores públicos.
          Relação de Empregro- Sentido estrito, exclui servidores públicos.

          • Pilar Echeverría

            Sim, Thiago. Entendi o que você disse. Mas não estamos tratando de preciosimos conceituais. Isso não é uma prova de concurso público do CESPE ou da ESAF.

            Estou sendo mais simples: quando falo de trabalho, falo de “tripalium” mesmo. Do ato de sair da sua casa para vender suas horas e habilidades laborais para a iniciativa privada (ou para o setor público) em troco de determinada remuneração e após algum tipo de seleção. É disso que o art. 6º fala (em caráter amplo). Ponto.

            Se é “sentido amplo” ou “estrito”, se é “trabalho” ou “emprego”, isso são preciosismos conceituais que só importam a quem só vê no mundo o tal do “edital”, do “cursinho”, do “Hely Lopes” e “8.112”, e demais elementos “decorebísticos”.

    • wanderson

      É interessante como a polêmica em torno das cotas não muda. Quando aboliram a escravatura no USA, criaram escolas, universidades, etc para os negros. No Brasil, ganhamos mais um pé na bunda pois só houve assinatura para a fim da escravatura: “Putada vocês estão livres”. Fomos para onde? Escrava tinha casa, renda? Escravo tinha direito a ir a escola? Historiadores dizem que as grandes favelas, etc vem daí.
      Ninguém que é contra as cotas faz leitura da história para ver o buraco social causado na vida da população negra deste país.
      A tarefa do governo é árdua: Garantir educação, etc para “TODOS” e ao mesmo tempo promover ações afirmativas para corrigir o buraco social causado pela escravidão.
      É só ve as pesquisas do IBGE. À medida que o cargo sobe, a quantidade de negros diminui ou é inexistente.
      O fator econômico é limitante para ascensão social. Ter negro em curso de medicina é praticamente uma aberração. Vai um cursinho importante para concurso público e verá. Terá uma sala meio a meio? Quero dizer, brancos e (negros, pardos, etc)?
      O Brasil precisa pagar a dívida que tem conosco através de medidas afirmativas.
      A cota no serviço público ou no ingresso as faculdades não é um favor ou benefícios ao negros.

      “A ESCRAVIDÃO ACABOU HÁ MAIS DE 100 ANOS MAS SUAS CONSEQUÊNCIAS AINDA ESTÁ ENTRE NÓS”.

      • Lucio

        A tarefa do governo é cumprir a Constituição e as leis do país. Se o fator econômico é limitante para a ascensão social, que seja este o utilizado para eventuais cotas, e não tolices como “dívida histórica” e “comissões” para avaliar a aparência do cidadão. Isso sim são aberrações.

        PS: essa estória de que a sociedade tem “dívidas” com certas pessoas não passa de um delírio esquizofrênico, e tem tratamento.

        • André Diniz

          Você tava com os argumentos tão organizadinhos, Lucio… Mas aí veio colocar “dívida histórica” e “tolice” na mesma frase… Abstenha-se das redes sociais por algum tempo e estude a respeito do aspecto histórico e social que aborda a questão dos negros ao menos na sociedade brasileira. Tenho certeza de que estando mais informado você não será capaz de escrever absurdos como no texto acima.

          • Lucio

            Abstenha-se de fazer proselitismo ideológico barato e chamar isso de “informação”. É golpe rasteiro, do pior tipo.

          • André Diniz

            Golpe rasteiro? Rasteira é a filosofia de vida de pessoas que fazem vista grossa pra diferenças gritantes entre tratamento de etnias e falam com escárnio sobre elementos definidores da realidade social do país.

            Saia um pouco da tua bolha. Um pouco de oxigênio e realidade farão bem pra essa visão limitadamente catedrática do lugar onde você vive.

          • Lucio

            A realidade social do país é autoregulada e definida pelos princípios constitucionais e jurídicos vigentes, e não por palpiteiros com interesses obscuros e politiqueiros como você.

          • André Diniz

            Princípios constitucionais como acesso gratuito a moradia, educação, saúde?

            Que bonito esse Brasil em que você vive…

          • Carmelita Isaías de Macêdo

            Chega de ódio! Passado é passado. Vamos parar com esta obsessão de olhar para trás e querer vingança. Tenho certeza de que nenhum negro, como eu ou vc, precisa de migalhas.

          • André Diniz

            Ódio? Não há ódio aqui. Há justiça social. Passado é passado… Hitler é o tipo de personagem histórico que aplaudiria seu argumento.

            PS: Não sou negro. Não preciso ser pra exercer empatia e entender que há um abismo entre a história do antepassados de minha família (e falo de 3 ou 4 gerações) e a da família de pessoas negras descendentes de negros escravizados.

          • Lucio

            Querer compara alguém a Hitler por não concordar com sua opinião errática e distorcida mostra o que já se desconfiava: você não é apenas mal intencionado. É um canalha também.

          • Luciano M. Brock

            Se o seu filho branco tira a mesma nota que um garoto negro para a ingressar numa excelente faculdade, porém ele é barrado em nome da “dívida histórica” como você reagiria? A propósito voce deveria saber já que é tão informado que as politicas de inclusão adotadas pelos americanos não melhoraram em nada a vida dos negros e são mais que fracassadas.

          • Carmelita Isaías de Macêdo

            Hittler me odiaria. Sou descendentes de escravos sim. Entretanto, não precisei da esmola do governo para entrar em duas universidades públicas. O que todos os pobres, pretos, brancos, vermelhos e amarelos deste país precisam é de ensino público de qualidade ofertado igualmente a todos. É isto que faz a diferença! É o acesso igualitário à educação. Isto é justiça social. Os pobres e os negros não são preguiçosos, são inteligentes e não necessitam de esmolas. Defendo o acesso à educação pública de alta qualidade a todos. Não defendo migalhas.

        • Eferos Masopias

          Por isso que cotas sociais são as mais justas. Os negros sofreram injustiças históricas sim, e porque não tentar amenizá-las. Mas a verdade é que nas condições atuais, muitos negros estudam, se formam, ficam bem financeiramente e seus filhos nascem em berço privilegiado. Imginem, o filho do Joaquim Barbosa e eu, filho de um matuto que trabalhou com barro em olaria disputando uma vaga num concurso. Quem teve mais oportunidades na vida? QUem cursou as melhores escolas? E apesar disso, quem será beneficiado por cota? Cota Social abrange os negros pobres. Eles não serão esquecidos!

          • Ercilia Louzada

            E no caso do Joaquim Barbosa o que o diferenciou foi a família que, apesar de pobre, não era abusiva. Eu entendo a agressividade dele, imagine o que ele teve que transpor para chegar onde chegou, eu o admiro muito por isso.

          • Felipe

            ele chegou onde chegou porque estudou, é inteligente, qualquer um pode realizar seus sonhos, basta correr atrás, não esperar cair uma oportunidade do céu.

          • Wicca Witch

            A questão das cotas não é apenas condição de ter ou não oportunidades…vai além disso, vai além do meu, do seu exemplo de vida. Questão de se reconhecer como parte da sociedade, de se ver dentro das mesmas condições…de se ver projetado. Ao ver médicos, advogados, chefes, patrão, BONECA, sempre brancos …traz efeitos das duas partes.Brancos que acham que negros não podem ser imagem de uma pessoa de sucesso (Vejam os comerciais de tv, das margarinas) e os negros que muitas vezes acham que não vão conseguir, pq não foram incentivados a isso, nunca foi comum para eles. Não venha me dizer que isso não refletiu pejorativamente. Hoje todo mundo diz não ser racista, mas diz que conhece um racista. E o q vejo, muitas pessoas não se reconhecem racistas, pq ainda não se deram conta que esse efeito de anos subjugando os negros reflete em nosso cotidiano todo o tempo, seja com o negro tendo que provar ser capaz e o branco sempre achando que uma hora ele vai fazer besteira. Muitas vezes para que o negro consiga aquela oportunidade ele precisa passar pela avaliação de um branco, e se esse tiver dentro dele muitos padrões preconceituosos,a oportunidade não vai chegar e será amenizada pela linda frase ” Você não tem o perfil da vaga’

          • Carmelita Isaías de Macêdo

            Eu sou filha de um analfabeto trabalhador da construção civil e de uma negra, doméstica, que lavava e passava roupas para fora. Estudei em escola pública. Cursei duas universidades públicas porque sempre fui muito estudiosa. Passei em vários concursos públicos, sempre com ótima classificação. Se todos os pobres, sejam eles de qualquer cor, tivessem oportunidade de um ensino público de alta qualidade, concorreriam de igual pra igual com todos os concorrentes de qq cor de pele. Ninguém precisa de migalhas.

      • meow

        Pare de usar o termo “nós”, “fomos”, você não sofreu NADA do que você fala que sofreu e sim seus antepassados. Como você mesmo diz o grande problema que causou a libertação dos escravos foi: “Pessoas estão para ir onde quiserem, mas não têm moradia ou renda.” Os direitos sociais vieram justamente para garantir que todos tenham uma vida digna, mas o jeito que estão querendo empurrar essa questão histórica de um contexto de 127 anos para agora é absurdo.

        Cotas seriam ótimas se tivessem sido criadas justamente para quem sofreu tal injustiça, adoram falar sobre o passado como se todo branco fosse um Senhor do Engenho, branco, olhos azuis, que davam chibatada nos negros e tinham emprego fixo e garantido (melhor do que funcionario público hoje em dia). Desigualdade econômica existe desde aquela época, pare de ver “Sinha Moça” ou “Escrava Isaura” onde todos atores brancos são latifundiários ricos e negros são escravos.

        O grande problema sempre foi a desigualdade econômica no Brasil e a única diferença é que ao invés de combater ela, agora, só está ficando mais difícil para as gerações de quem sofreu essa desigualdade por quase um século e meio conseguir estudo de qualidade. Sim, você vai ver uma vez no Jornal Nacional uma história de um negro que passou na faculdade e sua vida mudou. Mas o que eu PRESENCIEI é um bando de pessoas de famílias que nunca foram oprimidas igual vc assume que TODO negro foi e abusam disso para ter maior vantagem no ENEM ou vestibular. Seria lindo se funcionasse no papel as cotas, mas não funcionam pois o Brasileiro em sí sempre quer dar um jeitinho brasileiro em tudo, seja pra resolver um problema histórico com a barriga ou pra estudar em escolas boas e usar seu tom de pele como fator diferencial em uma prova classificatória.

        Cotas são racistas e quem defende elas vive de vitimismo sobre o que nunca sofreu se tem uma coisa que deve ser combatida é a desigualdade econômica que afeta todas as raças (e essa sim afeitou bastante os negros)!

        • ELIZA CRISTINA DE ARAUJO

          Meow concordo plenamente com você. Não são somente negros que sofrem desigualdade social, sou branca, loira , e sempre tive vida de pobre. Estudei em escolas públicas e corri atrás do meu futuro, sem ser a vitimazinha, quando se quer ser alguém na vida, batalhe, estude, eu não tinha dinheiro para comprar livros, mas tinha amigos para me emprestá-los, e eu fiz bom uso deles.

          • André Diniz

            Eliza, por ser branca e loira, tenho certeza de que você deve ter sido revistada inúmeras vezes por grupos de operações especiais adentrando a favela onde você morava, deve ter sido abusada sexualmente ou visto parentes tomando tapa e soco na cara apenas por estarem no “lugar errado na hora errada”. Certamente também deve ter passado pela experiência de ter sua porta derrubada a pesadas no meio da madrugada e acordar sob a mira de fuzis, ter sua casa revirada do avesso e dinheiro confiscado por “não ter procedência”.
            Seu relato é deveras exemplar de força e garra e de que jovens negros só precisam parar de se fazer de vítimas do sistema e se esforçar de forma análoga a você, já que todas as instituições, empresas e a sociedade como um todo trata a etnia negra e a branca com o mesmo respeito e igualdade.

          • Daiane Moreira

            Isso que você relatou é vida de gente que mora na favela. Não é algo exclusivo de negros.

          • Wicca Witch

            Se isso que você está dizendo fosse verdade não teriam negros sendo perseguidos por seguranças dentro de Shoppings, em bairros nobres nas fachadas de suas lojas. Ou as pessoas andam com placas dizendo onde moram?.

          • Daia

            E o que isso tem a ver? Quem mora em favelas passam pelas situações citadas pelo rapaz acima. Ser morador branco não isenta de passar por isso. Ou vc acha q quando ele escreveu “operações especiais adentrando a favela”, “estarem no “lugar errado na hora errada””, ” experiência de ter sua porta derrubada a pesadas no meio da madrugada” ele estava se referindo a lugares como Shoppings de bairro nobre?

            Eu nunca disse que negros não sofrem preconceito, mas as situações citadas pelo rapaz não ilustram isso direito. Só isso.

          • Daia

            E o que isso tem a ver? O rapaz acima claramente citou situações q ocorrem na favela e afins, amor. Quem mora em favelas passam por isso e ser morador branco não isenta ninguém.

            Ou vc acha q quando ele escreveu “operações especiais adentrando a favela”, “estarem no “lugar errado na hora errada””, ” experiência de ter sua porta derrubada a pesadas no meio da madrugada” ele estava se referindo a lugares como Shoppings de bairro nobre?

            Eu nunca disse que negros não sofrem preconceito, mas as situações citadas pelo rapaz não ilustram isso direito. Só isso.

          • Fábio Lima

            Meu patrão, esse é outro problema… as cotas não vão resolver isso. Com ou sem as cotas, pessoas que se usam de fardas e fazem esse tipo de abuso não vão deixar de fazer isso pelo simples fato de haver cotas…

            Outra coisa… Porque o “branco”, que mora na favela, que não teve condição de estudar numa escola “particular”, e que está na mesma situação social que um “negro”, não tem o mesmo direito de entrar numa faculdade que o “negro”?

            Ele deve mentir e dizer que é “pardo”, já que no Brasil qualquer um pode se declarar “pardo” ou até mesmo dizer que é “negro”?

            Cotas não reparam nada do que aconteceu no passado… as politicas sociais estão aí para resolver o problema… as leis contra o racismo estão aí para colocar na cadeia que comete ato de racismo…

            Aí eu posso ouvir que “as leis no Brasil não funcionam…”

            Votem e candidatos que tenham vergonha na cara e melhorem o ensino público, para que todos os que lá estudam, ESTUDANDO, possam passar em qualquer vestibular e posteriormente possam fazer qualquer concurso público e concorrer, em pé de igualdade, com qualquer outro candidato à vaga, independente de ser “negro” ou “pardo” ou “amarelo” ou até mesmo “branco”.

            Se nos cargos públicos tem mais “branco” do que “negro”, é porque mais “branco” passou ou mais “negro” não quis participar do concurso…

            Não é obrigatório ter o mesmo número de “brancos” e “negros” num órgão público nem na faculdade…

            Melhoremos os componentes do congresso, das assembleias legislativas estaduais e das câmaras municipais e daí TODOS terão condição de igualar as “cores” das pessoas nos ambientes públicos. TODOS somos brasileiros e TODOS merecemos os mesmos direitos, pois TODOS não somos culpados pelo que os “FDP” fizeram nem pelo que os “negros” sofreram no passado.

          • Wicca Witch

            Quantos brancos mentiram e metem na pesquisa social para entrar n USP, eu empregada da chefe branca fui orientada dizer: Aqui só tem uma tv, dois banheiros…
            Se nosso país não fosse tao racista como é não precisaria de lei para impedir o livre racismo, as pessoas apenas estão intimidadas fazerem em publico, mas não deixaram de fazer em suas casas entre os seus.

          • Ercilia Louzada

            Sou branca; sou filha de um motorista semi analfabeto e uma cozinheira de creche; fui a primeira da família a ter curso superior; fui abusada sexualmente na infância; sofri bullying na escola por colegas e professores; não tinha nem roupa para vestir, só conheci tênis depois dos 15 anos,…depois fui a primeira mulher na minha área no Exército, lutava para ser tratada como os homens…sempre estudei em escola pública e nunca ganhei nada do governo, nem eu e nem meus pais. Ficaria envergonhada se tomasse a vaga de alguém que se saiu melhor que eu nas provas, independente de serem burgueses ou não.

          • SubZero

            Já cansei de falar um milhão de vezes, mas o povo não muda o disco que reproduz sempre a mesma estorinha querendo relacionar esforço em vencer na vida com questão de cota raciais.

            Cotas raciais nada têm a ver com questão econômica/social.

            Vêm sempre com essa conversa: “ai que eu era pobre e consegui, aí que eu era assim e assado e consegui me estabilizar”.

            Parabéns para você, mas é Pura conversa fiada. É notório que: mesmo se o negro conseguir abarrotar sua conta bancária de grana – real, euro – dolar – vai sofrer preconceito racial do mesmo modo (vide goleiro do são paulo chamado de macaco; Daniel Alves teve uma banana jogada pela torcida, e outro e outros casos por aí).

            Se a colega do comentário acima teve dificuldades extremas na vida e venceu, parabéns, é mesmo uma guerreira, mas te digo uma coisa, se com tudo isso você tivesse a cor da sua pele negra, pode apostar que tua batalha teria sido o mínimo 10 vezes maior, e aí é que muitos negros desistem.

            Entendam uma coisa, a única forma que se pode reduzir o racismo (que é uma das piores práticas pela humanidade, significa apartar seu semelhante da sua própria raça e compará-lo como coisa e não com gente, agravada pela fragilização resultado de anos e anos de escravidão), é a CONVIVÊNCIA FORÇADA do negro com o branco em pé de igualdade (juiz – juiz, servidor – servidor, promotor – promotor, estudante de faculdade-estudante de faculdade, etc-etc.

            Mesmo com todo esforço, o negro jamais conseguiria se igualar numericamente aos brancos (do ponto de vista da igualdade racial) em oportunidades sem intervenção do Estado, que nesse caso atua como Estado Providência para igualar essa desigualdade, provocada por séculos de escravidão, tortura, humilhação, abusos aos negros.

            Essa decisão judicial proferida e endeusada por alguns meios de comunicação, no me ponto de vista, é a tentativa de sobrevivência de um passado escravista em decadência, ou seja, uma resistência ao enfrentamento de uma Constituição que busca erradicar o preconceito racial das próximas gerações, pois infelizmente, esta geração em que vivemos é simplesmente racista, seja ela velada ou explícita.

          • Ercilia Louzada

            SubZero, eu também acho pura conversa fiada…kkkk…mas eu eu queria demonstrar que qualquer um, mesmo tendo traumas e limitações sociais, consegue mudar sua condição social e financeira se lutar, sem precisar de cotas.

          • SubZero

            Concordo que quase todos podem conseguir mudar sua situação econômica/social, com certeza, no entanto, infelizmente existem as práticas do racismo, mesmo para aqueles que conseguem superar suas limitações, pois a discriminação racial não depende da vítima e sim dos vitimadores.

            E muitos até acreditam que no Brasil isso não há. Chegam ao ponto de achar normal não encontrar uma boneca negra na prateleira da loja de brinquedo. Ahhhh, para que mesmo, se alguma jamais daria uma delas para sua filha brincar mesmo.

            Ou achar que ser princesa é ser loirinha, de olhos azuis, cabelos longos e lisos!

            Gente, não se trata de gosto e sim de racismo velado essas concepções de ideal de realeza como raça branca. Não colocam princesinha negra porque não vende, porque não vende? porque a prática racista velada é constantemente implantada para a própria humanidade assimilar tal conduta.

            Isso tem que mudar, não só do ponto de vista do crescimento do homem quanto da evolução como animais racionais que somos.

            Infelizmente tudo tem suas consequências e a mais contundente delas é a perda de espaço da classe abastada predominantemente branca.

            Não se pode agradar a todos, mas estamos em época de transição e teria que começar em alguma época e a época é agora, sacrifica-se alguns para a igualdade de condições.

            Nos EUA, século XX, a população não queria negro estudando com brancos, o Estado forçou essa convivência como fim de reduzir a discriminação.

            Recomendo assistirem ao filme: “Ruby Bridges”, tenho certeza que fará refletir melhor.

          • Ercilia Louzada

            Mas isto levará centenas de anos para melhorar, primeiro partirá da aceitação do que cada um é, para depois não haver discriminação por cor da pele. Será um processo longo e complexo.

          • Wicca Witch

            Como pode demonstrar isso? Meu esforço único não vai mudar a sociedade racista que eu vivo. Isso vai além de mim, além do meu esforço.

          • Rodrigo Cardozo

            A discriminação racial realmente é enorme, mas vivemos numa sociedade que também discrimina por inúmeros outros motivos. Aparência, classe social, comportamento, personalidade, etc. Por exemplo: um negro comunicativo, extrovertido e de boa aparência provavelmente terá mais chances de ir adiante nos estudos e conseguir um bom emprego do que um branco considerado feio e que sofre de fobia social.

            Por isso muita gente não consegue entender a lógica das cotas raciais. A cota social é mais fácil de justificar, pois serve para compensar uma desigualdade de condições que se manifesta no momento mesmo da realização do concurso.

            Eu entendo e respeito os teus argumentos sobre a necessidade de uma “convivência forçada”, mas acho que as cotas sociais por si só já dariam a muitos negros a oportunidade de ascensão econômica e social, e de quebra evitaríamos o risco de aumentar ainda mais o estigma sobre a população negra.

          • Thiago Azevedo

            SubZero,

            Cara, se o sistema de cotas for financeiro, automaticamente beneficiará pardos e negros (muitos deles tem baixa renda). E não excluirá aqueles que são pobres e brancos.
            Com o tempo, a proporção de brancos, negros e pardos será a mesma na população e no serviço público. Nós não veremos, pois os servidores que entram agora tenderão a ficar mais de 30 anos, o processo não é tão rápido. Nossos descendentes verão.

            Você acha que todos os brancos xingam os negros/pardos de macaco? Você esta falando uma baita bobagem. Esta sendo injusto e preconceituoso. De repente todos os brancos se tornam maus. Tá faltando punir exemplarmente quem comete esse tipo de crime.

            Que eu saiba, houve casos de negros que trabalhavam para os donos de engenhos e castigavam os escravos negros.

            De verdade, não estão sabendo lidar com a situação.

          • SubZero

            Thiago Azevedo,
            do mesmo jeito que refleti antes, retomo: estamos aqui discutindo a discriminação racial e se estendessem para pobres independente da sua cor de pele (ou seja, incluindo também brancos) deixaria de ser cotas raciais.

            Caro Thiago, evidente que não são todos os brancos que manifestam-se xingando os negros de macacos ou outras práticas desse tipo. Longe de mim transmitir essa ideia, essas são apenas manifestações isoladas de idiotas racistas que merecem punição criminal mais rígida possível.

            * no youtube tem uma pesquisa interessante:
            colocam crianças de 6 a 10 anos para responderem perguntas sobre duas bonecas (uma negra e uma branca).
            assistam. é de espantar o que a sinceridade das crianças mostram.

            E vou te falar uma coisa, se o critério fosse esse (ingresso de pobres ou negros considerando uma única cota) o acesso dos negros aos cargos públicos praticamente seria o mesmo de hoje, insignificante.

            Como diria a nobre frase: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

            quanto ao que disse sobre casos que negros que castigavam brancos, faziam isso de ordem do senhor que delegava ao Capitão do Mato que se cobrisse de pancada para servir de exemplo para outros, lugares chamados de pelourinhos.

            acredito que quem não está sabendo lidar com a situação não sou eu.

          • Rodrigo Cardozo

            André Diniz, realmente há uma discriminação racial enorme no Brasil, mas os concursos públicos e vestibulares existem justamente para evitar que qualquer tipo de discriminação aconteça. A desigualdade de condições na disputa pelas vagas ocorre sobretudo em decorrência de questões econômicas, por isso muitas pessoas argumentam que as cotas sociais seriam mais adequadas para resolver esse problema do que as cotas raciais. Claro que é possível defender uma compensação aos negros pelo fato de sofrerem discriminação em muitos outros contextos da vida social, e considerando também as prováveis dificuldades futuras, mas a verdade é que não se trata de uma questão simples.

            Como explicar a um aluno branco e pobre que, mesmo após ter estudado a vida toda numa péssima escola pública, ele precisará de uma nota maior do que seu colega negro para ingressar numa universidade? Precisamos também considerar toda a pressão social e familiar que existe sobre os jovens nessa fase de vida. É uma questão espinhosa, delicada, que pode trazer consequências nefastas num futuro bem próximo.

            Não houve uma discussão aprofundada com a sociedade brasileira sobre esse assunto. A classe média ficou berrando em defesa da meritocracia e os defensores das cotas raciais se aproveitaram disso para estereotipar todos aqueles que questionaram a medida, buscando obscurecer o fato de que muita gente se colocou contra as cotas raciais mas a favor das sociais. O Movimento Negro tem hoje uma força política gigantesca e conseguiu impor suas pautas sem que a população fosse devidamente esclarecida a respeito do tema.

            Agora, ao menos, o SISU também utiliza as cotas sociais. No caso dos concursos públicos, não sei se o critério social é adotado (provavelmente não). Precisamos urgentemente refletir sobre as consequências que essas medidas poderão trazer. Será que não acabarão resultando num estigma ainda maior sobre a população negra? A sociedade brasileira já é extremamente racista, isso é indiscutível, mas sempre existe a possibilidade de piorar.

            A meu ver, as cotas raciais foram implantadas exclusivamente para atender às demandas e interesses políticos do Movimento Negro. E o atual governo, que abdicou de realizar reformas sociais profundas – sem as quais é impossível promover a tal “reparação histórica” -, usou essas medidas cosméticas para fingir ser um governo progressista e preocupado com as minorias. Enquanto isso, a maioria dos negros pobres nem sequer conclui o ensino médio, o que obviamente inviabiliza qualquer chance de se beneficiarem das cotas.

          • Diego Antonio

            André,vc,provavelmente ,deve ter visto pessoas brancas e loiras,preferencialmente,as de olhos azuis,assaltando passageiros dentro dos coletivos…Ruivos,de olhos verdes,traficando drogas nas favelas,trocando tiros com a polícia…Nórdicos escandinavos,quase transparentes ,de tão brancos,matando pais e mães de família em assaltos, nos sinais de trânsito…
            Engraçado vc comentar sobre estupro…é justamente o que mais ocorre entre os mesmos nórdicos que traficam drogas nas favelas…Com exceção de um caso,com ampla repercussão nacional,de uma americana que foi estuprada enquanto visitava o rio,dentro de uma vâ,por vàrios indivíduos pardos e pretos…
            André,vc deve saber também que,nas favelas,ninguém é culpado…não existem marginais que, apesar de não traficarem drogas,as escondem em sua próprias casas…Vendem mercadorias roubadas,compradas pelo suor do trabalho alheio…Participam de festinhas promovidas por traficantes.financiada pelo espólio,conseguido pela violência praticada contra o cidadão de bem…Que não existe uma FILA,de interessados em segurar um fuzil e tomar o lugar do último canalha metralhado pela polícia…Que não há demagogos-socialistas dando guarita legal no judiciário ,e moral,nos discursos políticos,a essa estirpe…
            Realmente…Que brancalhada violenta e promíscua!!

          • Fulano Minasge

            eça polissa é abuziva mermo. Ve ci tem marginau nas favela ? 100 % é trabaiador.
            ô zé, só há pretos nas favelas ? e nas favelas de santa catarina, importou-se pretos das favelas cariocas ? pára de falar titica.

          • Nélia Regina

            Alguma vez vc foi discriminada por causa da cor dos seus olhos???? Alguém alguma vez mandou vc encaracolar seus cabelos para ficar de “boa aparência”???

          • Ercilia Louzada

            eu já fui chamada de velha e magrela horrorosa, já fui desejada também mesmo sendo velha e magrela…todo mundo tem seu ideal de beleza…a gente não pode ficar ressentido por não caber no gosto do outro.

          • Diego Antonio

            Parabéns,eliza,pelo seu depoimento.Não há nada melhor do que o testemunho de alguém que superou as dificuldades da vida,ao invés de culpar o mundo pelo próprio fracasso…Isso sem falar que tantos os italianos,quanto os alemães,foram,também,vítimas de uma nova modalidade de escravidão,que muito pouco se fala…Talvez por que seus descendentes preferem ocupar seu tempo trabalhando e vencendo na vida,ajudando a construir o brasil,ao invés de,choramingando miséria, tentar explorar privilégios sociais como forma de compensação anacrônica de injustiças do passado,às quais foram praticadas por indivíduos que compartilhavam nas veias,o MESMO sangue que o DELES!!

          • Wicca Witch

            Fiquei com tanta dó da sua vida sofrida, que nem vou te explicar o que é desigualdade social. Basta a você suas próprias dores.

        • Elizabeth Rodrigues

          Meow, tudo que vc falou foi um monte de asneira pq enquanto eu for ao mercado e for seguida pelo segurança por ser negra, for barrada na porta do banco por ser negra, ter meu currículo jogado no lixo por ser negra e ir ao um restaurante fino e ser mal atendida por ser negra continuarei dizendo “nós” e “fomos” como vc condena. Aliás, “fomos” não, no meu caso ainda sofro e muito o efeito do preconceito num paizinho de merda que é o Brasil, onde o cara tendo antepassados negros e sendo branco faz questão de se mostrar racista. Essa história de que o governo é que tem que melhorar a educação e tal eu escuto desde que tinha 10 anos de idade, hoje tenho 38 e nada mudou, sabe pq? O governo não está nem aí para os pobres, brancos ou negros. A diferença é que o branco pobre não tem suas portas fechadas por causa da sua cor, terá N vezes mais chances de ocupar um cargo maior por ser branco, nunca ouvirá como eu que ao ir ao banheiro num corredor e por descuido de um entrevistador que ao conversar com seu superior dizer que não queria que contratassem negros mesmo passando em tudo, o meu caso. Essa história de que o governo e tal é só para assegurar que a gente continue no lugar que acham que não deveríamos ter saído, da cozinha, pois me desculpem já vi muito branco burro passar na minha frente e é culpa dele? Não, e sim de uma subcultura brasileira de que o negro é menos capaz ou feio para a empresa dele. Vc pode dizer o que quiser, mas passar pelo o que passamos jamais vai passar e tudo o que disser aos ouvidos de um negro soará como desinformação pq simplesmente não se pode falar do que não se sabe.

          • Ercilia Louzada

            O problema é que o próprio negro tem muita baixa autoestima…eu conheço vários que se tivessem a primeira oportunidade de se tornarem branco se tornariam. Creio que a mudança começa com o próprio negro, mesmo diante de todos os obstáculos de preconceito, ele tem reagir com muita força e mostrar que não precisa de tomar lugar de ninguém que tirou nota maior que a dele…que ele consegue tirar nota superior também sem essa “ajudinha”. O governo é populista, quer arrecadar mais gados para o seu curral e fica com as políticas públicas fajutas, tem que melhorar a educação de base e oferecer bolsas integrais em cursos de elite( como medicina, direito e odontologia) para a população que não pode pagar, tanto para a classe baixa quanto a média.

          • Diego Antonio

            Falou bem! Alguns tem baixa auto-estima mesmo!Qualquer um,medianamente bem informado percebe isto…O pior é atribuir ao racismo todo o fracasso pessoal,como se ele,isoladamente,explicasse tudo…E se expressado pela parte que se diz injustiçada,toma contornos de denominações distorcidas como”autoafirmação”,”orgulho racial”…Como que se pode combater o racismo exaltando o conceito de raça…?É necessário muita estupidez,e uma boa dose de cinismo,em alguns casos,para se deixar influenciar por toda essa asneira demagógica!

        • Wicca Witch

          Cotas não é exclusivamente para diminuir diferenças sociais e sim, aumentar a imagem do negro na sociedade. É confortável e comum para muitos verem os negros, na guarita, nos banheiros dos shoppings, na cozinha da empresa, servindo pratos e quando vocês encontram UM exemplo como do Joaquim Barbosa, vocês já acham que podem dizer o que é certo ou errado ,que todos vão ou tem que conseguir. Quando não nos reconhecemos na sociedade sentimos que não fazemos parte daquilo. E isso acontece com vcs também, por isso tanto medo de que ocupemos um espaço que vocês acham que é direito garantido. Antes dos concursos acreditam que as vagas eram preenchidas com igualdade? “Ah , mas o concurso veio para isso, dar igualdade de concorrência”. Não se tem igualdade quando não saímos do mesmo ponto de partida.

        • Wicca Witch

          “Sim, você vai ver uma vez no Jornal Nacional uma história de um negro que passou na faculdade e sua vida mudou.” Tá pouco, somos 53% d população para nos destacarmos UMA vez no jornal nacional, com uma história de superação. Queremos atender vocês nos hospitais como médicos.

      • Helen Ramos

        Quem tem que pagar se todos os brasileiros de uma forma ou de outra foram vítimas no processo de colonização deste país?

      • TelesValéria Araújo Pezzin

        Não critico sua opinião, pois tem que haver outros meios para tapar o buraco social o qual tu se referiu. Mas onde fica o mérito? Concurso é mérito o mais bem preparado fica com a vaga. Já se referindo as cotas na universidades não, lá o candidato é preparado para o futuro, neste ponto eu concordo, nos concursos para entrar tem que já estar preparado… Opinião

        • Willian

          Eu discordo de você. Apesar de a universidade ser o preparo para o exercício de uma futura profissão, o ingresso também se dá através de um concurso onde se avalia o preparo da pessoa para compreender os conteúdos da universidade. Passa quem esta mais preparado para absorver o conteúdo das disciplinas. O que precisamos é melhorar a educação de base, para que TODOS tenham chances de ingresso, independentemente de cor, renda ou qualquer outro critério que inventem. Para aqueles que já saíram do sistema de ensino, sou favorável a cursinho gratuito (se quiser chamar isto de ação afirmativa, chame). Finalmente, cotas acaba sendo um mecanismo de discriminação, visto que você está separando a população usando um critério arbitrário (cor e/ou renda) e dando benefícios a uma destas parcelas em detrimento de outra. É jogar pólvora no fogo. E os primeiros resultados já estamos vendo com posts raivosos nas redes sociais aqui e acolá. E isto, infelizmente, é semente para coisas piores ainda piores acontecer.

          • TelesValéria Araújo Pezzin

            Concordo contigo, mas as cotas para universidades é menos impactante, pois lá o aluno terá de 4 anos ou mais para o preparo de sua futura profissão…

      • Carmelita Isaías de Macêdo

        Não sou a favor de cotas nenhuma! Nem para educação muito menos para emprego público. O Brasil é país multirracial. Todos somos pardos. Até quem se vê ou se acha branco não o é. É pardo! Somos todos mestiços, misturados geneticamente. Sou a favor de um ensino público de excelência e alta qualidade para TODOS – branco, preto, amarelo, índio, gays, homossexuais, LGBT, pobre, rico, etc. As oportunidades precisam ser iguais para todos. E que vença o melhor…

      • Deusão

        esquece-se de um ponto importante: os negroas americanops representam menos de 10 % +- da população. Os pardos representam 65 % ou mais no Brasil. 65 % é minoria ?

      • Deusão

        em qual fazenda VOCE é escravo ? ou apenas quer gozar com o pau dos outros ? por que VOCE especificamente tem direito às cotas ? eu sou mais-branco-que-preto mas afirmo que meu bisavo foi o ultimo escravo a ser liberto e o seu, foi um dos primeiros.
        todo mundo quer moleza. aqui , se são tantos assim por que não exigem 80 % das vagas ? há muitos negros desamparados, não ? aliás, nesses dias só temos pretos sofrendo, não é mesmo ?

      • Fulano Minasge

        em qual fazenda você é está escravizado ? Diga-nos para que possamos alforriá-lo o mais urgentemente possível !!! Ou será que você quer só levar uma vantagem por ter tido um parente próximo preto? responda-nos ,hipócrita.

    • Mauro Santos

      Lúcio, sua observação é uma das mais lúcidas e pertinentes! Você está de parabéns!
      Como pode uma pessoa que vive num país que tem na sua essência uma matriz de miscigenação de raça se valer de uma lei para se alcançar um resultado favorável? Para onde vai o significado “CONCURSO”?
      O cérebro não tem cor!
      Este juiz foi muito feliz em reabrir essa discussão.
      Dentre as cláusulas pétreas, aquelas do artigo 5º, se faz bem textual que não haverá distinção de “raça”… dentre outros.
      Imaginem cotas para religião, sexo, credo etc…
      Outra coisa, mais de 90% da população brasileira não é raça puramente branca, além desta lei dar azo às falcatruas que já estão impregnadas na nossa natureza brasileira de ser. Vamos todos estudar! É o mínimo!
      Viva os negros, os brancos, os amarelos, os rosas, os azuis etc etc…
      Somos todos iguais perante a nossa Carta Maior!

      • wilma aki

        Concordo com vc…Se fosse assim como a Lei diz…Os amarelos (orientais ) tb teria direito às cotas, concorda? Sou oriental, fui discriminada até a adolescencia…Hoje somos discriminados por sermos a maioria a conseguir passar em concursos públicos, vestibulares, etc…Certa vez, um professor de cursinho disse prá turma/classe assim: Se tirarem os orientais, com certeza vai sobrar muito mais vagas aos demais…(a minha filha achou aquilo o cúmulo, pois cérebro não tem cor nem raça)….

        Vamos pedir cotas para incluir a raça amarela nas cotas….

        • RODRIGO NORONHA

          Burguesia medíocre e egoísta! Sou servidor público do Judiciário Federal, aprovado por ampla concorrência em vários concursos, com ensino superior feito através de bolsa do Prouni, e pardo. O vestibular é um concurso, assim como os concursos públicos para acesso ao serviço público. O que vocês querem (mesmo que inconscientes) é preservar as vagas deixadas por seus pais brancos no serviço público, privando o acesso ao pobre. Na verdade, as cotas tentam corrigir não um problema de raça, mas de classe social e a pobreza, na sua grande maioria, é preta e parda, com muito orgulho. Passei anos estudando depois do ensino fundamental e médio, feito todo em escola pública, para tentar me igualar em conhecimento para só então poder começar a concorrer em pé de igualdade com os filhinhos de papai que terminam o ensino médio em uma escola particular ou mesmo em uma escola pública de qualidade, pois até nisso há diferença. Escolas públicas nos centros têm qualidade e escolar públicas nas periferias, não. Longe de mim querer criticar quem tem condições de dar uma boa qualidade de ensino e vida aos seus filhos, até porque eu faria o mesmo. Mas ao mesmo tempo, faço a crítica quanto à negativa de acesso dos pobres (pretos e pardos) aos concursos públicos. Deve-se sim melhorar a educação na periferia, mas enquanto isso não é feito tratemos os iguais de forma igual, e os desiguais de forma desiguais na medida das suas desigualdades. O tempo que vocês perdem criticando o fomento paliativo que o governo concede aos menos favorecidos poderia servir para estudar mais para a ampla concorrência. Ao invés de criticar o direito de quem ganhou, lute mais para conseguir o seu. Parece até inveja.

          • Pedro

            Parabéns, acho o acesso a universidade para todos louvável. Mas e ai, se um pardo de familia rica se declara negro para conseguir uma vaga mais fácil? Para mim, você deveria comprovar baixa renda da familia, e não cor da pele. A idéia do Professor da UnB foi uma das mais lamentáveis que eu já vi, já imaginou, uma comissão de juízes negros, especializada em julgar se você é negro ou não? que história é essa. Vou criticar sim, e acho sim que essa lei está errada, e também vou estudar para a ampla concorrência. Eu sou pardo e não me inscrevo na lei de cotas por simples consciência, mas sei que algum pardo da minha classe social (média alta) pode se inscrever na lei de cotas e levar vantagem…
            Deveriam fazer uma cota pra brancos na maratona de são paulo já que só negros ganham… ou uma cota pra brancos pros melhores jogadores da NBA ja q só negros ganham, uma cota para negros nos premios Nobel já que só brancos ganham…
            Na boa, o governo da educação de graça, da isenção de taxa do concurso, já deixa a pessoa socialmente desfavorecida em condições iguais de competir com qualquer outro, independente de cor, raça, classe social… Lamentável, Lamentável.

          • João Batista Dutra Camargo

            Então que o critério da cota seja socio-econômico. Se os negros, historicamente, são os mais prejudicados socio-economicamente, eles serão os maiores beneficiados por uma cota dessas, que é objetiva e plausivel, ao contrário de uma cota por cor de pele.

          • Mauricio Bento

            Negros merecem mais vagas do que os deficientes, que é mais desigual??

          • Diego Antonio

            Egoísta é o cotista,que escamoteia a vaga conquistada pelo mérito de quem é melhor do que ele,usando a sua cor de pele como substituta da competência que ele não tem,pois ISTO SIM é egoísmo:substituir o talento alheio como forma de promover a mediocridade..

            Ao invés de perder tempo em fomentar o discurso de quem culpa os outros pelo próprio fracasso,por que não os estimula em tentar superar as próprias incapacidades,em vez de acomodá-los num oportunismo que privilegia os incompetentes?Ou será que a capacidade intelectual é uma questão de cor de pele?

            Se deu certo para você – ao menos,é o que diz -,por que não daria certo para os demais?

            Engraçado,como que você critica o que faz a “burguesia”,num determinado momento, para num outro afrmar que faria o mesmo que ela se tivesse a oportunidade…Isto não é o que os invejosos dizem…?

            A inveja não é uma questão de oportunidade? Pois,os vencedores não sentem necessidade de desmerecer a derrota alheia,já os perdedores…

        • Omar Rodrigues da Silva

          verdade e burrice e desculpa são hereditarias .

    • Leo Leoberto Guimaraes Patrici

      Sem escolher lados, vamos ver se existe a tal injustiça
      histórica?

      Alguém sabe responder como vivem ATUALMENTE os descendentes
      daqueles negros que tiveram a sorte de não ser escravizados, lá em seus países
      (África)? Será que eles estão em melhor situação (econômica, cultural, etc.) do
      que seus parentes daqui?

      E os seus países, como estão enquanto nação? São desenvolvidos?
      Possuem índices de desenvolvimento melhores que o Brasil?

      A resposta a essas perguntas, pode significar o entendimento
      de até onde e/ou quanto, ocorreu essa INJUSTIÇA histórica tão falada.

    • Marcio da Silva

      Você tem razão. Tribunal racial é o que havia na época nazista, ter isso hoje em dia é o fim!

  • Felipe

    “O que o juiz acatou fere o direito à igualdade resguardado pelo artigo 5º da Constituição.” Mas pera ai, o direito é de igualdade então porque tratar os negros de forma desigual, com benefícios?

    • marcos carneiro

      A inclusão é justamente uma forma de equalizar os anos de descaso do governo com a raça negra no país.

      • Thiago Silva Lima

        Que eu saiba o descaso do governo não é com negros e sim com probres.

        • Lázaro Gregorio

          Não é do governo, é do Estado. A grande maioria dos negros são pobres. Uma coisa acaba atingindo a outra.

          • Thiago Silva Lima

            Eu conheço juiz negro com filhos negros que sempre estudaram em escolas particulares que não precisariam dessas cotas. Negro não é sinônimo de pobreza.

          • Orem B. Hartuing

            Você deve conhecer um juiz negro, no máximo dois. Você acha que são uma porcentagem significativa entre a população de magistrados?

          • Fábio Lima

            Então melhoremos os políticos no congresso para que melhorem o ensino público e, assim, melhorar os índices dos negros e brancos que não tem condição de um estudo de qualidade nesse país.
            Tudo isso não passa de política fajuta para conseguir voto, pois o primeiro que disser que vai lutar pra acabar com as cotas, não ganhará nenhum voto dos que se beneficiam.

      • Felipe

        inclusão de 20%, significa que o governo quer somente 20% dos seus servidores públicos e universitários, somente 20%, isso é preconceito, imagine você chegar numa faculdade e ter 50 alunos, desses 50, só 10 são negros, imagine você chegar no seu trabalho, você trabalha com mais 4 pessoas = 5 pessoas, e dessas 5 somente 1 é negro.
        Sistema de cotas raciais = limitação do negro no mercado de trabalho e universidades.
        chance do negro entrar na faculdade = 20%
        chance do negro conseguir um emprego público = 20%
        Isso existe?
        Existe num país preconceituoso e ex-escravista.

    • Lázaro Gregorio

      Porque foram tratados de forma desigual, com prejuízo e descaso desde o fim da escravidão. O sistema de cotas é uma forma de reparar ou, no mínimo, reduzir essa desigualdade.

      • Thiago Silva Lima

        Ué Judeus foram perseguidos e mortos no nazismo a menos de 100 anos atrás, isso seria motivo de provê cotas para eles?

      • Joao Concurseiro

        Nem todos os negros foram tratados de forma desigual, imagine um negro que estudou a vida inteira em escola particular…

        • Orem B. Hartuing

          Estudei a vida inteira em escola particular e quase não vi negros estudando. Em compensação, trabalhando na faxina eram quase todos negros.

          • Diego Antonio

            O problema não é o de ter negros na faxina…É achar que é uma função tão desprezível que deve ser tratada como um refugo a ser preenchido,segundo os critérios dos que se acham donos da verdade e paladinos da bondade,que,com o intuito de demonstrar,pretensamente, compaixão com aqueles que consideram injustiçados,revelam o desprezo por quem não preenche os seu requisitos de nobreza!!
            Típico discurso de bonachão preconceituoso que,com uma estupidez cíclica,age preconceituosamente com bondade,tornando-se aquilo o que ele mesmo condena… (Mas será que,contrariando todas as expectativas,ele seria capaz de condenar aquilo o que se tornou?)
            Pense nisso,quando passar ao lado de um LIXEIRO pela rua…

          • Orem B. Hartuing

            A gente vê de tudo nessa internet, mas isso aqui foi novidade. Deixa eu ver se entendi: você defende que um cidadão ser contra o preconceito significa que ele é preconceituoso e usa isso como desculpa moral para sua própria índole preconceituosa? Discurso fraudulento e de má fé. Vai assistir umas aulas de psicologia e saia da internet, rapaz. Combater o preconceito não é ter bondade, compaixão ou mesmo desprezar alguém, mas sim garantir que ninguém carregue um fardo social só porque nasceu com determinada aparência.

          • Diego Antonio

            Não.Você não entendeu(ou fingiu não ter entendido..)

            O que EU DISSE é que a intenção de um indivíduo em combater um certo preconceito não o torna imune a agir de maneira preconceituosa,como foi o SEU CASO,ao mensurar a prosperidade social de pessoas negras pelo número dos que estão trabalhando na faxina,em comparação ao número de brancos que se encontram desempenhando a mesma função…(Viveríamos em um país melhor se mais brancos do que negros estivessem esfregando o chão…?Por que…?)

            Não há NADA DE ERRADO em trabalhar na faxina…Ela pode ser o ponto de partida para algo ainda maior,ou não ser menos do que aquilo o que alguém deseje.Isto depende das necessidades de cada um e de sua ambição individual…Afinal,é um trabalho como qualquer outro,que não merece menos respeito do que aquele que o exerce como profissão.

            O que não se deve fazer,é usá-la como patamar de medição de,nas sua própria palavras,”fardo social”…Desde quando zelar pela limpeza de um ambiente é um ‘fardo social’?Só se for na cabeça daqueles que vivem no meio da imundice;Que têm a mentalidade tão poluída de ignorância,que não percebem a sujeira na qual estão
            chafurdando,ambiente propício para a propagação da discriminação…

            E,para terminar,por partes:

            Nas SUAS palavras: “…Combater o preconceito não é ter bondade, compaixão ou mesmo desprezar alguém”…

            Como assim?Combater o preconceito não é um gesto de bondade e compaixão?O que é,então?
            Fomentá-lo,como gesto de humanidade?!!

            …”ou mesmo desprezar alguém”…

            Não é desprezar alguém?!! Claro que é:O PRECONCEITUOSO.Foi o que EU FIZ.
            Se você não o despreza, ou torna-se omisso ou conivente;
            No primeiro caso,a indiferença apenas demonstra o caráter despreocupado com o bem;No segundo,comprometido com o mal.

            Por isso,eu não sou como você…

            Aconselho a estudar mais a língua portuguesa,
            e também um pouco de lógica,na esperança de que consiga raciocinar melhor sobre a sua maneira de se expressar pela escrita,pois ela é um indicativo da forma da nossa capacidade de pensar…

          • Orem B. Hartuing

            Você fala em estudo da lingua e em lógica, mas escreve, escreve e não sai do mesmo lugar. Ignora conceitos demográficos que relacionam trabalho, renda e cor da pele e interpreta ao contrário, querendo dizer que não há nada de errado no fato de existir mais negros em profissões de baixo rendimento e quase nenhum nas carreiras bem-pagas. A má distribuição racial do trabalho é uma análise técnica, amparada por inúmeros estudos que atribuem isso ao preconceito existente nas sociedades. Não é uma opinião, você leu direito, é um parecer técnico.

            Com todo o respeito, você não está tendo uma crise paranóica, uma vez que esta tem geralmente alguma relação com a realidade. Seu diagnóstico é delírio esquisofrênico, pois não se baseiam em fatos reais e são extremamente incoerentes. Vá se medicar, rapaz. Quem sabe, pelo menos, você PARA com essa MANIA de querer dar ÊNFASE em CAIXA ALTA.

          • Orem B. Hartuing

            Você fala em lógica, mas dá tantas voltas em suas ideias que mal dá pra entender o que quer dizer. Ninguém aqui diminuiu uma raça ou uma profissão, apenas se quis dizer que é emblemático que certas classes ocupam uma proporção muito maior ou muito menor da ocupação de certas profissões quando comparada com sua participação na demografia do país. Estou falando de dados técnicos, não de opiniões. Observações empíricas, como a que citei, também servem como fonte de importância científica porque quase sempre comprovam os dados demográficos. Você está paranóico, meu caro, e não me sinto nem um pouco à vontade de conversar nesse tom acusatório que você adota, além do uso de linguagem tão deselegante. Passar bem!

          • Orem B. Hartuing

            Vish que preguiça de ler seu textão, my friend. Tudo de bão procê

      • Amadeus Rêgo

        Sr. Lázaro;
        Boa observação da sua parte.
        Inclusive em se tratando do direito à Igualdade, e respeito o princípio da igualdade, vimos que no que tange ao mesmo existem duas formas: A Igualdade NA LEI e a Igualdade PERANTE a Lei, esta última que chamada de forma MATERIAL, no qual “determina que seja dado tratamento igual aos que se encontram em situações equivalente, e os desiguais na medida de suas desigualdades”, agora quando HÁ RAZOABILIDADE p/ a discriminação. Esta foi a observação do senhor.
        Hoje existe a política de AÇÕES AFIRMATIVAS, que são política em prol de grupos discriminados e vítimas da exclusão socieconômica, de modo a garantir igualdade de oportunidade e tratamento, em decorrência de preconceitos raciais, éticos, religiosos, de gênero ou de origem nacional. O negro sim tem preferência em contratos públicos, de acordo com essa política.

        “O que não pode deixar de acontecer é pessoas viverem sem a cidadania plena.”

      • Skull Lord

        E aqueles brancos (lá por volta de 50AC) que foram tratados de forma desigual desde o fim de sua escravidão, também receberão cotas para reparar ou reduzir esse dano histórico?

        • Diego Antonio

          Nem precisa ir tão longe no tempo…Os italianos mesmo,que imigraram para cá,não foram,muitos deles,presos em fazendas e forçados a trabalhar?Vê,hoje em dia,algum ítalo-descendente mendigando cota em algum lugar?

      • Douglas

        Lázaro. Se vamos reparar o erro cometido com um sistema preconceituoso e não igualitário, que nos coloquem grilhões e nos mandem para a senzala por 388 anos. A desigualdade se extingue dando condições iguais a todos. Se todos tiverem acesso a educação de qualidade, as chances de passar no concurso serão as mesmas. Essa é só mais uma manobra desse governo sujo para não investir nas escolas. Ou seja, por que eu vou melhorar a escola pública se o negro pobre hoje tem acesso a universidade?

  • Ian Amerco

    O STF já tem posicionamento quanto a lei de cotas. O q vai acontecer é o mesmo q aconteceu qdo diversos juizes se recusaram a reconhecer a uniao civil entre pessoas do mesmo após o STF ja ter dado parecer favoravel: circo midiatico, mais nada. A banda continua tocando a mesma musica. O maximo q podera acontecer é o STF exigir uma norma para se definir de forma objetiva as caracteristicas fisicas para alguem se enquadrar como cotista, o q já é um pleito da propria comunidade negra frente as constatnes tentativas de pessoas brancas fraudarem a lei e entrar como cotistas em seleçoes.

    • Maysa

      exatamente!

    • Marcelo Rodrigues

      Tem um posicionamento quanto a cotas não é um posicionamento amplo e irrestrito.

      • Ian Amerco

        Nao é questao de ser favoravel ou nao. A lei tramitou no Congresso com apoio da ampla maioria das 2 casas, incluindo oposiçao. Foi sancionada pela presidente da repuplica, STF e CNJ tem poscionamento favoravel…alias TODOS os ministros do STF se posiionaram a favor.. Acha realmente q tem alguma chance da lei ser derrubada pq um juiz la nos cafundos de nao sei onde é contrario? Nao adianta chorar agora, as reclamaçoes deveriam ter sido quando a lei tramitava no Congresso. Quem é contra deveria ter pressionado os deputados e senadores q elegeram a votar contra. Agora nao adianta ficar de mimimi. É estudar ciente q por 10 anos 20% das vagas serao destinadas a cotas. Como ja disse, o maximo q acontecerá é uma norma objetiva p determinar quem se enquadra como cotista. Isso aí é só perda de tempo e gasto de dinhero publico.

  • Vorcaos Terra

    O professor racista acha que o Brasil é Uganda e pensa que é o Idi Amin. Sugiro um exame mental pra esse sujeito e talvez uns anos de cadeia por racismo.

    • ju

      Não entendo, tirar direito do CIDADÃO BRASILEIRO concorrer por 100 por cento da vagas por estar em um grupo especifico de cor de pele pode?Não é racismo? . O fato em presente está a discriminar sim, brancos, Indiretamente desmerece o potencial de quem ela favorece , além do mais causa discórdia entres os envolvidos. Não pensem que a cota vai parar na raça, usando os mesmos argumentos de que são vitimas da sociedade é provável que mais adiante tenha cota por gênero, e assim vai…. pobre x rico, negro x branco, homem x mulher, homo x hetero, pai x filho e etc…

  • Diego Alves Lima

    “Trata-se é uma reação racista de uma classe média que detinha as vagas e os altos salários de concursos como um privilégio”.
    O juiz Adriano tem argumentos e bases para tal decisão e só porque não atende às ideias do professor, é chamado de racista.
    Ok.

    • Marcelo Rodrigues

      Parei de ler nesse argumento. O cara é juiz e vem com esse argumento ad-hominem. Lamentável.

      • Hugo Farias

        Não entendi seu comentário. O argumento que o Diego citou foi usado pelo professor, e não pelo juiz.

        • Skull Lord

          Ele criticou o argumento do professor, Hugo.

      • Diego Antonio

        Pare de parafrasear o linguajar de olavo de carvalho; Vc não conhece o significado desta expressão,pois o seu discurso mesmo é um exemplo dela…

  • Eduardo Murad Chiaratti

    Eu apoio a decisão judicial. Essa lei já nasceu inconstitucional. A Constituição assegura a educação como direito findamental. Não assegura o emprego público como obrigação do Estado. As cotas para universidades já tem o objetivo de promover uma igualdade de oportunidades. Depois de formados, espera-se que todos estejam em pé de igualdade. Dai porque não ser justo também assegurar cotas nos concursos. Negros não são incapazes para serem tutelados eternamente. A Constituição garante a igualdade de oportunidades e a igualdade social. Reservar porcentagem de vagas que exigem nível superior estaria beneficiando os candidatos negros, pois se eles tiveram a oportunidade de estudar em nível superior (tendo entrado por cotas ou não) passaram a estar aptos para disputar as vagas no serviço público como qualquer outro candidato. Finalmente sou também contra o sistema de cotas em universidades em função da cor da pele. Se se quer promover a igualdade de oportunidades (e nesse ponto a Constituição confirma que se deve tratar de forma desigual os desiguais) dever-se-ia fazê-lo em função da desigualdade econômica (pessoas com renda até X) e jamais da cor da pele.

    • Wesley Rodrigues

      Concordo também que o critério nas universidades deveria ser o econômico e não racial. E essa lei desprestigia o pobre branco que estudou na universidade privada, por exemplo, como bolsista em pró do negro que estudou na UnB. Aí até no concurso criam cotas…é demais!

      • ju

        Acho que não deveria existir cotas, nenhuma. Não devemos deixar o estado decidir quem ele beneficia, onde e quando! Esquecemos que se o Estado cumprisse sua função em Educação de qualidade e apoio a família neste processo, não estaríamos discutindo este assunto.”Quanto mais o estado se envolver , menos liberdade teremos.” Dennis Prager

        • Diego Antonio

          Ótimo comentário…O mais lúcido que li sobre o tema…

    • Odra Ude

      Eduardo, parabéns pelo discernimento do comentário. Difícil um Min. STF posicionar-se em oposição de forma técnica. Fiquemos atentos ao processo, pois a decisão NÃO pode ser política.

    • RODRIGO NORONHA

      Burguesia medíocre e egoísta! Sou servidor público do Judiciário Federal, aprovado por ampla concorrência em vários concursos, com ensino superior feito através de bolsa do Prouni, e pardo. O vestibular é um concurso, assim como os concursos públicos para acesso ao serviço público. O que vocês querem (mesmo que inconscientes) é preservar as vagas deixadas por seus pais brancos no serviço público, privando o acesso ao pobre, sem oportunidade. Na verdade, as cotas tentam corrigir não um problema de raça, mas de classe social e a pobreza, na sua grande maioria, é preta e parda, com muito orgulho. Passei anos estudando depois do ensino fundamental e médio, feito todo em escola pública, para tentar me igualar em conhecimento para só então poder começar a concorrer em pé de igualdade com os filhinhos de papai que terminam o ensino médio em uma escola particular ou mesmo em uma escola pública de qualidade, pois até nisso há diferença. Escolas públicas nos centros têm qualidade e escolar públicas nas periferias, não. Longe de mim querer criticar quem tem condições de dar uma boa qualidade de ensino e vida aos seus filhos, até porque eu faria o mesmo. Mas ao mesmo tempo, faço a crítica quanto à negativa de acesso dos pobres (pretos e pardos) aos concursos públicos. Deve-se sim melhorar a educação na periferia, mas enquanto isso não é feito tratemos os iguais de forma igual, e os desiguais de forma desiguais na medida das suas desigualdades. O tempo que vocês perdem criticando o fomento paliativo que o governo concede aos menos favorecidos poderia servir para estudar mais para a ampla concorrência. Ao invés de criticar o direito de quem ganhou, lute mais para conseguir o seu. Parece até inveja.

      • Diego Antonio

        MIMIMI,MIMIMI,MIMIMI…Já parou de chorar…?Ótimo,agora,crie vergonha na cara,vá à luta,e pare de culpar os brancos pelo seu fracasso!!

      • Ana Luluzis

        Mas, se voce for concorrer em concurso pra nivel superior, nao ser todo mundo, meio que igual?
        Assim, beleza, voce é pardo e foi na escola publico, logico que a menos que voce tenha estudado tipo no colegio federal, na escola militar ou em um lugar desses, voce nao pode competir em pe de igualdade com um moleque que pagou tipo 9 contos de mensalidade de colegio por mes. So, que, tipo, se voce se formou medico, nao vai ser medico de qualquer jeito?
        Sei la mano, se eu for no medico, eunao me interesso muito pela historia de vida dele, eu quero que ele faca eu parar de sentir dor. E outra, se voce se forma no superior, nao recebe bem igual todos que se formaram e exercem?
        Sei la, se voce é engenheiro e seu piso é tipo 6 contos por mes, nunca vai ter jeito de voce receber menos de 6 contos, mesmo que outro cara receba 45. Então, tipo, acho que nao da pra mandar a desculpa que voce estava ajudando seus pais com as despesas da casa e muitas coisas e nao pode estudar pra um cp. Acho que isso so e valido se for pra um cp do ensino medio.
        Pq tipo, sei la, o cara fala: ahhh, vamos fazer um concurso pra juiz federal. Tipo, nao tem que todo mundo ser bacharel em direito? e nao tem que ter todos o exame da oab? e nao tem que ter todos conhecimento nas especificas da prova? Sei la, mas que advogada exercendo ja tudo bonitinho fala que teve que parar de atender seus clientes pra ir vender coxinha pra completar a renda da mae dela? …

    • Diego Antonio

      Você se esquece que,no caso do ingresso na universidade,há uma disputa pelas vagas,que,por qualquer outro critério que não seja o do mérito,torna-se privilégio de classe…A constituição garante a educação básica,não a de nível superior;Por isto mesmo,é que há um concurso para se disputar as vagas…

  • http://www.a-minha-pagina.pt/ Roger Silva

    Até que em fim alguém com a plena faculdades mentais se atentou para esse fato. Só no Brasil pode acontecer essas asneiras. Concordo com as quotas na iniciativa privada,mas em concursos é politicagem da grossa.

    • Rubens Reis

      Só no Brasil nada. Nos Estados Unidos isso já existe faz tempo.

      • filomena seiffert

        Nos estados unidos o negro continua sendo a classe mais pobre. O Brasil, desde o dia da abolicao da escravatura, deu amplo direito aos negros de frequentar as mesmas escolas, competir pelos mesmos emoregos, frequentar os mesmos restaos”aurantes e todo local permitido aos “brancos”. Nos estados unidos, os negros nao tinham o direito de frequentar as mesmas escolas, restaurantes e etc, ate mesmo nos onibus tinham que dar o lugar para os brancos, viajavam no fundo fos onibus. Isso nao faz muito tempo que acabou, mesmo assim, os negros continuam discriminados, basta ler oos jornais para saber que a policia persegue os negros.

        • Orem B. Hartuing

          “O Brasil, desde o dia da abolicao da escravatura, deu amplo direito aos negros de frequentar as mesmas escolas, competir pelos mesmos empregos, frequentar os mesmos restaurantes e todo local permitido aos “brancos” “. É por isso que as seções de comentários são a escória do mundo.

          • Elizabeth Rodrigues

            Ela faltou as aulas de história. Realmente brasileiro é o cara que gosta de debater sem conhecer nada.

      • http://www.a-minha-pagina.pt/ Roger Silva

        Mas pelo menos lá, há uma diferença bem nítida entre raças a muito tempo. Ou não ouviu falar de Rosa Parks ou a marcha de Selma? Já ouviu falar em ações afirmativas? Desde 2007, a suprema corte norte americana decidiu que a raça de uma criança não seria mais fator preponderante para dizer onde iria estudar. Mas olhando a sua cara, você é branco? Qual sua ancestralidade?Alemã? Faça-me o favor !
        Só gente inepta ou do PT, que talvez seja a mesma coisa, acredita nessa politicagem incauta e populista.

        • Rubens Reis

          Relaxa, criança. Só fiz um comentário. Eu nem disse ser contra ou a favor. Apenas disse que nos EUA tem isso. Você anda muito estressado , heim.

  • Maysa

    Esse vai e volta é bem inútil e pior , oneroso. STF já decidiu, para de mimimi e vai estudar!

    • Marcelo Rodrigues

      STF decidiu sobre cotas na educação, não no serviço público. Por favor, volte duas casas.

      • marcos carneiro

        O STF decidiu sobre contas no Executivo também, volte você duas casas.

      • Maysa

        Bom,dá uma olhada na resolução 548 do STF, que fala sobre cotas nos concursos públicos. O ministro Lewandowisky disse que seria estendido para td o Judiciário em breve. É só vc dar um google, mas se ainda acha que o STF será favorável ao fim das cotas, paciência!

        • http://tecnowin.com.br/ Richard Quencer

          Na verdade, já foi expandido o sistema de cotas para o judiciário na esfera federal. Fiz ano passado o concurso do TRE-PB e já tinha as cotas para negros/pardos.

        • Thiago Silva Lima

          Na verdade não existe uma decisão do STF com relação as cotas nos serviços públicos, o que houve foi um ato administrativo(e não judicial) do ministro Lewandowisky, que no caso é presidente da corte, ampliando tmb de forma ilegal(esse ministro petista quebrou o princípio da reserva legal) essas cotas para o judiciário via CNJ (orgão sem jurisdição judicial, apenas administrativo).E devido ao princípio constitucional da inafastabilidade da jurisdição, até os atos administrativos do CNJ podem ser questionado judicialmente. Apesar de flagrante inconstitucionalidade nessa lei, tmb acho que o STF vai tomar uma decição política e não declarar essa lei inconstitucional.

          • Maysa

            Mesma dica anterior: resolução 548 do STF. Só colocar no google.

        • __claus__casto

          O judiciário já vem aplicando cotas para negros em seus concursos. Basta olhar, como exemplo, o edital do TRT 8, que está com inscrições abertas.

    • Fábio

      Calma aí existe uma distorção de raciocínio. Quantos negros existem no Brasil segundo IBGE? 8%! Isso apenas 8%. São minoria e por isso são minoria em concursos. 60% do País é pardo e no alto escalão tá cheio de pardos. Ministros, Ex-presidente e professores universitários nem se fala. Existe uma distorção tremenda quando se fala que apenas 1% são negros e no estão alto escalão e diz que são maioria da sociedade. Longe disso são apenas 8% da população e compõe 1% do alto escalão. Os pardos que são a maioria tem a maioria do alto escalão.
      É certo que os brancos apresentam uma maior proporção, mas essa distorção não é tão significativa assim!
      Parem de criar argumentos que não existem. As cotas teoricamente são para negros e pardos. Mas porque se juntarmos negros e pardos nos concursos públicos são maioria com certeza. E se vermos os critérios para entrar nas cotas excluem os pardos e deixam somente os negros.

      • Maysa

        Resolução 548 do STF .se quer acreditar q um juiz do trt fará o stf pensar diferente e acabar com as cotas para tds os concursos,boa sorte! Pra mim,uma discussão inútil!

        • http://www.a-minha-pagina.pt/ Roger Silva

          Mas começa com um juiz. Embora o STF seja um órgão político, pois todos os seus membros são indicações do presidente, eles estão sempre mudando de opiniões, querida! Basta olhar, como você disse, a jurisprudência.

          • Maysa

            OK

          • Odra Ude

            E, para decidirem, DEVEM embasar pela Constituição Federal que, a meu ver, conflita com esta lei, conforme sentenciou primorosamente o Juiz Adriano Dantas e alguns participantes que aqui comentaram.

      • Daiane Moreira

        As vagas são destinadas para pretos e pardos (ambos considerados negros). Eles só incluiram os pardos para aumentar a porcentagem de negros no país, justificando assim a implementação do sistema de cotas baseado na cor. Esses 8% são de pretos, mas juntando com os pardos: mais de 50% da população são de negros! Sim, eles se utilizaram desse truque desonesto. Mas a realidade é que pessoas pardas são excluídas das cotas pelas comissões julgadoras, que só admitem a entrada de pretos. Eles basicamente dividiram o país em negros e brancos, ignorando totalmente a existencia dos mestiços, que são usados para justificar as cotas, mas são impedidos de usufruir das mesmas. Fora que ninguém sabe que tipos de critérios as comissões se utilizam para julgar a cor do indivíduo.

    • Fábio

      Estudar o que ?
      Tenho emprego. Já estudei, me formei, fiz minha pós-graduação. Passei no meu concurso e tenho emprego excelente sem desejo de mudar. Tudo sem cota minha filha!
      Então você que devia sentar a bunda na cadeira!

      • Maysa

        É cada doido! Nem te conheço. Sua vida não me interessa,como tb não deve te interessar a minha. Sou concursada, “meu filho” . E sem cotas,as quais nem tenho direito,mas não me vejo mais capaz do que os que passam por cota. Se vc acha q é,parabéns e siga com seu preconceito. Fui!!

  • Luciano M. Brock

    Cérebro nao tem cor. Minha mae é praticamente negra mas meu pai é holandês. Sou branco mas poderia me definir como negro se assim o quisesse pois meu cabelinho é bem enroladinho kkkk nao nega a raça. Mas acho que essas diferenças de tratamento só acirram o preconceito. Democracia não é conceder privilégios em nome de uma suposta “dívida histórica” ou outros argumentos imbecis que existem por aí. Democracia é dar a todos as mesmas condiçoes de chegar lá dando um ensino público de qualidade a todos sem nenhum tipo de distinção.

    • Amanda Deltone

      Meus primos são como você.. filhos de pai branco e mãe negra, resultado: um é negro e outro é branco. Irmãos, tiveram exatamente o mesmo estudo e as mesmas condições de vida.. Um entra na cota e o outro não, isso é justo?! Se quiser mudar alguma coisa nesse país deve-se mudar o ensino básico e dar condições para que as pessoa cresçam com seu próprio mérito!

      • Ana Luluzis

        eu concordo com a cota racial ate certo ponto e quando argumento assim, as pessoas fazem questao de nao entender. Meus avos sao negros, meus tios sao negros e se eu quiser ficar negra, eu so preciso tomar sol, porque eu nao vou ficar, tipo, branca queimada, eu vou ficar negra mesmo, porque a minha pele é assim. Dai eu falo isso e as pessoas dizem: Aiin, mas voce nao e negra, voce nao pode. So que tipo, nao existe conferencia em nada. Se eu disser que sou negra e chegar la negra pra fazer a prova, quem vai dizer que nao? Eisso rola a com a parte das pessoas.

  • Paulo Ricardo

    É inconstitucional e pronto,sem mimimimi.

  • Rodrigo Perinasso Decares

    O juiz está correto. Quem presta um concurso deve fazê-lo em igualdade de condições com os outros candidatos.

  • Andre Oliveira

    Eu queria mesmo é saber que raça temos além da Humana???? Bom, no mais concordo com o Juiz, e tb sou contra cotas raciais na educação, deveria ser cota por renda ou algo do gênero.

  • Rubens Reis

    Concordem ou não, as cotas vão continuar. Foi a mesma discussão de antes. O próprio CNJ já se mostrou favorável às cotas nos concursos públicos. Acham mesmo que o Supremo vai votar contra?

  • Luciano

    Sou contra cotas raciais. Logo, esse pseudoprofessor me acusa de ser racista. Ele afirma: “é uma reação racista de uma classe média”. Cotas raciais são medida eleitoreira e populista, a qual é parte da estratégia marxista-gramscista de instituir divisões na sociedade e, assim, angariar clientes. No Brasil, vige a igualdade formal garantida na Constituição (não importa o que digam os tresloucados reformadores da natureza, a igualdade material só é possível nos cemitérios). Portanto, pretender invocar a situação dos dalits é pura desonestidade intelectual. O que esse sujeito pretende é destruir a única instituição republicana que o Brasil foi capaz de construir: o concurso público. O certame é aberto a todos e qualquer um que tenha um cérebro e se disponha a estudar, é capaz de obter bons resultados. Se todos os concorrentes têm o mesmo nível de escolaridade, então não faz sentido alegar haver uma desigualdade tão desproporcional que pudesse merecer intervenção do Estado. Deve prevalecer o mérito. Ninguém é aprovado em concurso público por ser branco. E esse professor da UnB não passa de um idiota que pensa ter o direito de acusar de serem racistas os que dele discordam.

  • vao77

    A capacidade humana de raciocínio não muda conforme a cor da pele. Porém, há os que possuem maior ou menor capacidade, dependendo da qualificação técnica a ser apurada em prova objetiva, discursiva, oral e de títulos. Além do que, existe após a nomeação, o estágio probatório, onde se auferi na prática a capacidade, o dinamismo, a produção. Sendo assim, diria ser uma afronta ao princípio da eficiencia na administração pública a utilização de cotas raciais em concurso público. Tal pensamento não se coaduna com a questão do ensino, que deve ser universal e gratuíto, principalmente aos que estão em desvantagem, inclua-se negros e pobres.

  • Wesley Rodrigues

    Não tenho dúvidas quanta a sua inconstitucionalidade. Todavia, a presidente Dilma fez tal escolha para elevar o seus ganhos políticos, isso é fato. Na minha família somos descendentes de negro, índio e branco e daí?! O que deve preponderar é a meritocracia e não as cotas pelo menos no que se refere a concurso público.

  • __claus__casto

    Duvido muito que o STF mude o seu posicionamento sobre cotas. Outro dia ele julgou as cotas na universidade pública constitucionais. Vai dar o mesmo resultado agora.

  • Joao Concurseiro

    Cota é o pior tipo de racismo que existe, faz parecer que os negros não tem condições de competir em igualdades com os brancos, faz parecer que uma raça é superior a outra, o que sabemos que não é verdade. Só gera mais preconceito, e ódio de uma raça para com a outra.

  • Juliano Canedo Dias

    Não entendo o porquê do questionamento sendo que independente da COR, para entrar no concurso público terá que ser aprovado com uma média já estabelecida no Edital do certame. A meritocracia estará presente tanto na cota quanto na ampla concorrência.

    • Thiago Silva Lima

      Meritocracia não é apenas ser aprovado, ele só mostrou capacidade com a aprovação. Meritocracia é ser o melhor, pois pressupõem que esse se esforçou mais para passar do que aquele q tmb foi aprovado mas em uma classificação mais ao fundo.

  • Celso

    Ninguém se preocupa com o direito do cidadão, usuário dos serviços públicos??
    Contratar o menos competente, seja por qual for o motivo, fere o direito dos cidadãos, de receberem serviços de qualidade, prestados pelos mais aptos.

    • Elizabeth Rodrigues

      Fala sério Celso, tem gente que compra vaga. Isso é utopia no pais da corrupção. E o que falar então do nepotismo, tudo gente incompetente colocada em cargo público só para garantir salário.

      • Celso

        A minha opinião é a mesma, incluindo todos os casos em que o menos competente é contratado. Leia de novo.

  • Thiago Silva Lima

    Descisão totalmente técnica do juiz. As cotas raciais nos serviços públicos é uma flagrante inconstitucionalidade sem dúvidas, contudo acho que o STF irá tomar uma decisão política declarando constitucional essa lei.

  • Juan Hernandes Lins da Costa

    “O que eu propus é que seja aplicada uma autodeclaração confrontada, em
    que os candidatos se submetam ao julgamento de uma comissão formada
    majoritariamente por negros.”,
    E quem garante que os Negros vão ser mesmo negros ou auto-declarados por sua vez, ninguém garante, que absurdo.E os pardos irá ter uma comissão para avaliar, Juiz Adriano Mesquita Dantas Parabéns.Vitimismo miserável

  • Thiago Azevedo

    Conheço um caso, o de uma família de amigos, que evidencia o equívoco na lei de cotas em relação à cor.
    O pai é polaco, loiro de olhos azuis. A mãe é mulata. Eles possuem 3 filhos, dois mulatos e 1 loiro como o pai.
    São de família humilde, o pai é pedreiro e a mãe doméstica. Os filhos seguiram os passos do pai na profissão.

    Por
    terem pouca renda, as oportunidades dos filhos não são as que eles
    consideram ideais: eles têm uma profissão que não
    almejam.

    No caso dessa família, o que é determinante para o
    futuro deles é a renda. Por conta da baixa renda eles não puderam estudar mais e tentar um emprego que realmente gostam.
    Percebam que a lei de cotas, nesse caso, causará
    uma injustiça em relação ao filho que é loiro. Que culpa o cara tem de
    ser loiro? Porque, num eventual concurso ou até mesmo para cursar uma
    faculdade, ele não pode ter as mesmas oportunidades que seus irmãos
    mulatos?

    O problema é a renda. A cota deve existir, mas para aqueles de baixa renda.

    A maior parte do povo brasileiro é de baixa renda. Realmente, a maior parte dos negros do Brasil são de baixa renda. Automaticamente os
    negros serão beneficiados se a lei de cotas for para aqueles de baixa renda. E não existirá a injustiça em relação àqueles
    que são brancos e de baixa renda. E nem privilégio para os negros que
    tiveram oportunidade de estudar em uma boa escola.

    A minha sugestão é ampliar a cota para 50% das vagas. Mas a cota deveria ser para os de baixa renda.

    Claro, os deficientes sempre deverão ter direito a cotas, assim como os índios.

    * Antes que alguém diga qualquer coisa: não sou rico, mas não poderia concorrer nesse critério de cotas para os de baixa renda.

  • Odra Ude

    Finalmente, alguém aciona contra este absurdo legis criado pelo governo Dilma Roussef.

  • Fábio

    Calma aí existe uma distorção de raciocínio. Quantos negros existem no Brasil segundo IBGE? 8%! Isso apenas 8%. São minoria e por isso são minoria em concursos. 60% do País é pardo e no alto escalão tá cheio de pardos. Ministros, Ex-presidente e professores universitários nem se fala. Existe uma distorção tremenda quando se fala que apenas 1% são negros e no estão alto escalão e diz que são maioria da sociedade. Longe disso são apenas 8% da população e compõe 1% do alto escalão. Os pardos que são a maioria tem a maioria do alto escalão.
    É certo que os brancos apresentam uma maior proporção, mas essa distorção não é tão significativa assim!
    Parem de criar argumentos que não existem. As cotas teoricamente são para negros e pardos. Mas porque se juntarmos negros e pardos nos concursos públicos são maioria com certeza. E se vermos os critérios para entrar nas cotas excluem os pardos e deixam somente os negros..

  • Carlos Fabiano

    Quota, na minha opinião, independentemente se é negro, índio, branco ou pardo, tinha de ser:
    1 – na educação, para quem é pobre; e
    2 – na educação e no trabalho, para quem é portador de necessidades especiais.

    Concordo com o juiz, pois a Administração Pública precisa escolher quem mais está capacitado para lidar com a coisa pública independentemente de credo, sexo, idade, cor ou estado civil.

    • Odra Ude

      Perfeito, Carlos.

  • Marilene

    Concordo com o juiz. Vejamos o caso de albinos: como sofrem e nenhum privilégios tem amparados em lei específica. Como descendente de negro, sinto-me machucada, pois acho que a inteligência não tem ração, cor, religião, sexo etcetcetc. Sendo eu beneficiada por cotas assim, sentirei rejeitada *Está lá por causa da cota*. Meus filhos são brancos, logo, não têm direitos, precisam ralar mais que todos, morrerem de tanto estudar por causa de uma lei esdrúxula sim. Não concordo mesmo e há abuso em muitas coisas. Os negros são sim mui capazes e inteligentes. Conheço uma enorme família negra, todos são estudados e não precisaram de cotas. Filhos de pobres, dedicaram-se à sabedoria que os pais lhes ensinou: estudem, estudem e estudem. Sim, nossos sentimentos são iguais. Fingimos que não entendemos muitas coisas como por exemplo as prioridades das filas. Ex.: a) um deficiente novo, sorridente sem dor; b) Um idoso saudável, falante, alegre; c) Uma gestante inicial, novinha, sem nenhuma aparência de problemas, pois sua gravidez não lhe tira os sentidos; d) Uma senhora de 50 anos doente, rachando de dor e não poder gozar de nenhuma prioridade. O BOM SENSO CABE EM TODAS AS SITUAÇÕES INCLUSIVE SOBRE AS COTAS. NEGROS, NÃO SE DEIXEM ENGANAR. ISTO É PRECONCEITO CONTRA VOCÊS E NÓS DESCENDENTES!

  • ju

    concordo com o juiz

  • Luiz Carlos G. Filho

    Argumentos e mais argumentos, sendo a maioria validos, seja apoiando ou contra, mas o que a cota diz a todos e devemos concordar é que o negro não é capaz de concorrer diretamente com um branco. Simples assim e triste assim.

  • Cássio Dias

    Já que existe cota, esta deveria ser para pobre. Ou o branco pobre vizinho do negro pobre tbm não deve ter esse mesmo direito ? Deveria haver uma “luta” para escolas com ensino de qualidade, assim não precisaria de medidas desiguais para igualar pessoas de camadas sociais consideradas inferiores.

  • overvamp

    tragam um oscar para esse juiz, um não, dois. para o caso de 1 se perder

  • Thales Oak Carvalho

    O juiz está certíssimo. Infelizmente será derrubado no STF, que resolveu USURPAR as funções do Legislativo com esse ativismo judicial absurdo.

  • Iniciante Das Mocas

    Essa elite branca que está reclamando kkkk. Tenham medo mesmo branquelos , tomaremos primeiro seu emprego depois suas mulheres que adoram um bbc.

    • Carvalho Bruno

      Com essa linha de raciocínio estupida , o máximo que alcançaras e uma vaga na papuda….

  • Douglas

    Se todos tivessem acesso a uma escola de qualidade, as chances de passar num concurso público ou ingressar numa universidade seriam as mesmas. Nesse caso as cotas raciais seriam dispensáveis. Cotas são só mais uma desculpa para o governo não investir na educação de base. Enquanto negros (e por tabela muitos deles pobres) conseguirem entrar nas universidades e tomar posse de cargos públicos pelo regime de cotas o governo pode encher a boca para dizer que deu oportunidade aos menos afortunados e assim nossas escolas continuarão um lixo.

  • ELIZA CRISTINA DE ARAUJO

    Até que enfim alguém para defender o correto. Porque criar predileção em favor de alguns por causa da cor da pele não irá solucionar em nada os erros do passado.

  • Joao Paulo

    A sociedade pensa que o racismo de respeito acabou kkk, só quem é negro sabe o que se passa no nosso dia dia

  • alexander

    Engraçado nisso tudo é que acabar com o privilégio dos juízes de aposentadoria em caso de crime, planos de saúde de graça,mordomias de gratificações e adicionais ou atrelar o aumento deles que também são servidores públicos aos outros funcionários , ai não é inconstitucional, pimenta no c.. dos outros é refresco… Deveriam ter cotas mesmo, e as faculdades federais deveriam entrar apenas quem cursou escola pública , os ricos que paguem a faculdade, mas aqui no Brasil todos os direitos são invertidos mesmo.

  • Leonardo Da Silva Galvão

    Imaginem o seguinte caso: Um homem negro se casa com uma mulher clara e, desse casamento, surgem 2 filhos um negro e um clara. Nesse caso, ambos são descendentes de negros e com mesma renda, porém, o filho negro será privilegiado pelo sistema de cotas e emprego publico ao passo que o irmão claro terá que lutar contra a maré das dividas históricas que os Europeus(sim, escravos vieram dos navios negreiros Europeus) impôs a este país. Agora me digam, onde esta a justiça do sistema de cotas?
    Obs: Sim, eu sou afrodescendente. Filho de negra, neto de negro, bisneto de negros, tataraneto e assim por diante.

    • Hugo Farias

      Esse caso tem solução no art. 28 do Tratado Internacional sobre Direitos Raciais da Cidade do Cabo (África do Sul):

      Art. 28. Menor de 18 (dezoito) anos de idade cujo parente em linha colateral, até o 2º (segundo) grau, faça jus a benefício decorrente de política de ações afirmativas fará jus a idêntico benefício até que complete 70 (setenta) ou 75 (setenta e cinco) anos de idade, conforme disponha a legislação interna do Estado a cuja jurisdição esteja submetido.
      Parágrafo Único. Caso um dos ascendentes não ostente os caracteres biofisiológicos que o fariam estar contemplado pela mesma política pública, o benefício fica reduzido à metade do tempo.

      • Diego Antonio

        Ou seja:O direito fica condicionado às aparências,e aquele branco que perderia uma vaga na universidade teria novas esperanças,caso o parente do participante das ações afirmativas não parecesse tão negro o quanto deveria ser,ao olhos de um avaliador…Seja onde for,toda “política de ação afirmativa” é ridícula por si mesma,não importando a cultura de onde ela é estabelecida!!

  • Renata

    O que me deixa frustada com a cota dos negros é que gera desigualdade com brancos de baixa renda e sem condições de uma boa educação. Veja bem, concordo que os negros tiveram um grande desfavorecimento social pós escravatura. Concordo também que a grande maioria da população de alta e média renda e que tem condições de dar uma boa educação aos filhos em escolas particulares, são brancos. Mas nas escolas públicas que os negros de baixa renda estudam, também estudam brancos, não são escolas de exclusividade negra, como aconteceu por exemplo nos EUA pós escravidão. O que me deixa frustada é que o negro sem condições a uma boa educação tem o protecionismo do estado no sistema de cotas, mas seu colega de sala branco e que mora na mesma favela que ele, não tem. O que deveria classificar a desigualdade protegida pelas cotas na educação deveria ser a condição financeira e o tipo de escola que o cidadão teve acesso e não a cor da pele, pois não é pela pessoa ser negra que tem menos capacidade, é por ela não ter tido acesso a uma boa educação. E neste contexto, o cidadão branco, de baixa renda que estudou na mesma escola pública e sem qualidade que o negro e cresceu morando na mesma favela, está sendo tratado de forma discriminatória, à partir que a cor da sua pele perde seu direito de pedir proteção do estado e ajuda a alcançar um curso superior. Por sua vez, o negro vindo de uma família estável e que estudou em escolas particulares alcança esse protecionismo (concordo que estes são minoria, mas existem sim). O governo do Brasil não dá escolas de qualidade a brancos nem a negros de baixa renda em mesma medida, e não deveria tentar compensar somente um grupo em detrimento do outro. As cotas poderiam até existir para a educação sim, mas serem direcionadas para nível de acesso social, como renda familiar e tipo de escolas que teve acesso, não para a cor da pele. Se o desfavorecimento do negro é real, a maioria dessas vagas a desfavorecidos sociais acabariam automaticamente indo a negros, mas não excluiriam os brancos em mesma condições de vida, como se estes tivessem que ser punidos pelos escravocratas do passado. Aí sim seria aplicado o princípio da equidade sem discriminação racial, pois o negro não tem incapacidade pela cor de sua pele como a atual lei de cotas sugere, ele sofre de um desfavorecimento social, e é este desfavorecimento social que deveria ser o agente incapacitador protegido pela lei.

  • Ricardo

    A justiça é um atributo da ação humana. A idéia de justiça requer capacidade de ação, que, por sua vez, exige a unidade de consciência que a determina. A rigor, apenas seres humanos são justos ou injustos, mas organizações humanas coesas como partidos políticos, empresas e associações também podem sê-lo até certo ponto, pois possuem unidade orgânica e, portanto, fins próprios. A sociedade é por demais heterogênea para ter unidade e não pratica qualquer ação. Falar em dívida de forma tão diluída e imprecisa é, portanto, uma aberração. Se o Poder Judiciário vai passar a tratar não mais de justiça propriamente dita, mas sim de efeitos sociais em larga escala que não podem ser rastreados de volta até ações individuais ou de pessoas jurídicas, buscando “consertar” a sociedade e para isso tratando as pessoas como pecinhas de um tabuleiro que podem ser rearranjadas para refletir as fantasias de algum burocrata pseudo-iluminado, é mais adequado que passe a se chamar Ministério da Engenharia Social.

  • Eduardo Garib

    Brancos pobres também precisam de oportunidade. Tá certo que são minoria, mas existem.
    Uma política afirmativa deve incluir uns sem excluir outros que também precisam. Cotas só deveriam existir sob o critério econômico-social, abarcando todos que realmente precisam, seja preto, branco, amarelo, azul, vermelho…
    O colega João Paulo comentou que “só quem é negro sabe o que se passa no nosso dia dia”. Sou negro e acho esse argumento vitimista para obter vantagem nojento, um oportunismo disfarçado. Quem defende cotas sob o critério racial não passa de oportunista.
    Quem deve ser considerado é aquele que possui menos recursos, independentemente da cor. Eu, negro, acho que defender cotas sob o critério vigente é algo miseravelmente egoísta.

  • Daniela Alves

    Sou negra, morei a maior parte da minha vida em um bairro pobre, eu e meu vizinho, loiro. Ambos estudamos nos mesmos colégios, obviamente ele não sofreu as mesmas discriminações que eu, mas as coisas não foram fáceis para ele também. Hoje sou concurseira, ainda no caminho rumo à vaga que almejo, mas tive a experiência de ser aprovada em alguns concursozinhos, dentre os quais, dois vestibulares federais. Já meu vizinho não optou por estudar, apesar de nossas famílias possuírem situação financeira equivalentes. Não sei, talvez por ele ser homem tenha se sentido na obrigação de apresentar logo algo concreto à família dele. O fato é que ele nem mesmo chegou a prestar vestibular e muito menos se aventurar em concursos.

    Saliento também que quando analiso os caminhos dos meus colegas de escola, vejo que muitos brancos obtiveram melhorem resultados, mas apenas aqueles cujas famílias apresentavam situação financeira favorável. Ou seja, parece que o real problema é o círculo vicioso da pobreza e não a cor da pele. Verdade que na maioria dos casos, pobreza e pele escura coincidem, por nosso processo histórico de desigualdade…Mas a cor não é a condição sine qua non, e sim a pobreza!

    Observo, ainda, que quando se trata de emprego no setor privado, a discriminação é uma realidade. Sei que perdi oportunidades por ser negra, mas também consegui outras tantas. Creio que seja papel do Estado e da Justiça do Trabalho garantir que as empresas contratem profissionais sem análise racial dos candidatos.

    Por outro lado, concurso público já é [ou era] um processo isonômico para escolha de servidores. A pergunta que faço é: por que eu mereceria uma cota no concurso e meu vizinho não? Informo que sou a favor de cotas [para alunos de escolas públicas] nas universidades públicas, apesar de nunca ter usufruído delas; pois a porta da qualificação é a grande divisória entre ricos e pobres [cuja maioria é negra]. Obviamente, o melhor investimento é igualar as escolas públicas às particulares e garantir aos estudantes condições de competição iguais diante dos testes das melhores universidades. Mas, enquanto ninguém soluciona essa equação de forças, as cotas surgem como um paliativo. E, uma vez dentro das universidades, os alunos frutos das cotas tem mostrado igualdade de êxito. Mas cotas para empregos e cargos públicos…

    Digo sem pestanejar, USO DE COTAS EM CONCURSO PÚBLICO É PRECONCEITO, HIPOCRISIA, ABSURDO E VERGONHA BRASILEIRA!

  • Daniela Alves

    Sou negra, morei a maior parte da minha vida em um bairro pobre, eu e meu vizinho, loiro. Ambos estudamos nos mesmos colégios, obviamente ele não sofreu as mesmas discriminações que eu, mas as coisas não foram fáceis para ele também. Hoje sou concurseira, ainda no caminho rumo à vaga que almejo, mas tive a experiência de ser aprovada em alguns concursozinhos, dentre os quais, dois vestibulares federais. Já meu vizinho não optou por estudar, apesar de nossas famílias possuírem situação financeira equivalentes. Não sei, talvez por ele ser homem tenha se sentido na obrigação de apresentar logo algo concreto à família dele. O fato é que ele nem mesmo chegou a prestar vestibular e muito menos se aventurar em concursos.

    Saliento também que quando analiso os caminhos dos meus colegas de escola, vejo que muitos brancos obtiveram melhorem resultados, mas apenas aqueles cujas famílias apresentavam situação financeira favorável. Ou seja, parece que o real problema é o círculo vicioso da pobreza e não a cor da pele. Verdade que na maioria dos casos, pobreza e pele escura coincidem, por nosso processo histórico de desigualdade…Mas a cor não é a condição sine qua non, e sim a pobreza!

    Observo, ainda, que quando se trata de emprego no setor privado, a discriminação é uma realidade. Sei que perdi oportunidades por ser negra, mas também consegui outras tantas. Creio que seja papel do Estado e da Justiça do Trabalho garantir que as empresas contratem profissionais sem análise racial dos candidatos.

    Por outro lado, concurso público já é [ou era] um processo isonômico para escolha de servidores. A pergunta que faço é: por que eu mereceria uma cota no concurso e meu vizinho não? Informo que sou a favor de cotas [para alunos de escolas públicas] nas universidades públicas, apesar de nunca ter usufruído delas; pois a porta da qualificação é a grande divisória entre ricos e pobres [cuja maioria é negra]. Obviamente, o melhor investimento é igualar as escolas públicas às particulares e garantir aos estudantes condições de competição iguais diante dos testes das melhores universidades. Mas, enquanto ninguém soluciona essa equação de forças, as cotas surgem como um paliativo. E, uma vez dentro das universidades, os alunos frutos das cotas tem mostrado igualdade de êxito. Mas cotas para empregos e cargos públicos…

    Digo sem pestanejar, USO DE COTAS EM CONCURSO PÚBLICO É PRECONCEITO, HIPOCRISIA, ABSURDO E VERGONHA BRASILEIRA!

  • Rocco Sousa Moura

    A maioria desses negros que estão na unb, só tão lá por causa das cotas

  • Agnaldo Bastos

    Discordo!!! Faltou para esse juiz estudar um pouco mais de Sociologia, História e até dados de Estatística da realidade brasileira, além do principal instrumento jurídico que fundamenta a Lei de Cotas Raciais para Concurso, o Estatuto da Igualdade Racial.

    O Estado não tem apenas o dever de promover o acesso a Educação para negros como informado pelo juiz, mas também tem o dever de promover ações que assegurem a igualdade de oportunidade no mercado de trabalho, inclusive no setor público.

    O Estatuto da Igualdade Racial dispõe:
    Art. 39. O poder público promoverá ações que assegurem a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho para a população negra, inclusive mediante a implementação de medidas visando à promoção da igualdade nas contratações do setor público e o inventivo à adoção de medidas similares nas empresas e organizações privadas.
    § 1º A igualdade de oportunidades será lograda mediante a adoção de políticas e programas de formação profissional, de emprego e de geração de renda voltados para a população negra.
    § 2º As ações visando a promover a igualdade de oportunidades na esfera da administração pública far-se-ão por meio de normas estabelecidas ou a serem estabelecidas em legislação específica e em seus regulamentos.
    § 3º O poder público estimulará, por meio de incentivos, a adoção de iguais medidas pelo setor privado.
    § 4º As ações de que trata o caput deste artigo assegurarão o princípio da proporcionalidade de gênero entre os beneficiários.
    § 5º Será assegurado o acesso ao crédito para a pequena produção, nos meios rural e urbano, com ações afirmativas para mulheres negras.
    § 6º O poder público promoverá campanhas de sensibilização contra a marginalização da mulher negra no trabalho artístico e cultural.
    § 7º O poder público promoverá ações com o objetivo de elevar a escolaridade e a qualificação profissional nos setores da economia que contem com alto índice de ocupação por trabalhadores negros de baixa escolarização.

    Antes de ler qualquer noticiário é importante analisar a questão tratada de forma mais pormenorizada, e não simplesmente reproduzir discursos superficiais que fundamenta-se em um mero positivismo jurídico. As leis devem ser interpretada transdisciplinarmente, levando-se em consideração outras disciplinas não-jurídicas. Assim, as leis e a sua aplicação se tornam mais humanas.

    • Carvalho Bruno

      legislação infraconstitucional não pode afrontar o texto constitucional amigo , leia a redação da Constituição Federal
      Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de CRITÉRIOS DE ADMISSÃO por motivo de sexo, idade, COR ou estado civil

  • Carlos

    Sou contra qualquer tipo de cota. Neste Pais quem precisa de benefício, se é que precisa, é o branco de classe média.

  • Júnior Cabral

    Esse “professor” da UNB é um completo imbecil. Nunca li tanta besteira em poucas linhas!

  • claudia marques

    Não sou a favor de cotas raciais e sim sociais, acho que as cotas raciais aumentam a discriminação, existe em nosso país pessoas de pele clara e a margem da sociedade sem acesso a muitas coisas. O professor da UnB utiliza como exemplo o caso da das cotas na Índia, porém ele mesmo diz q lá as cotas foram utilizadas para dá oportunidades aos “dalites” que são um grupo dentro do sistema de castas na Índia, ou seja, lá as cotas surgiram para resolver problemas sociais e não raciais.
    OBS.: eu sou afrodescendente, apesar de que neste País quem não é?

    • Elismael Do Nascimento

      O racismo Brasileiro é assim,o mais hipócrita do mundo,bem falastes,a maioria dos Brasileiros são mestiços,mas os “afrodescendentes” que nascem com a pele escura,não tem o mesmo tratamento na sociedade que os “afrodescendentes” de pele clara,entendeu?…ou esta virando as costas para a realidade?….rsrsrs

  • Elismael Do Nascimento

    O juiz ai é apenas uma pessoa que é contra as cotas,o STF ja as declarou constitucionais,apenas esta fazendo isso para ganhar holofote ou tentar dificultar a vida dos outros pois so é o candidato recorrer no pleno do TRT que eles utilizarão a jurisprudência do STF…tanta perda de tempo….rsrsrs

    • Maysa

      Pois é

  • David

    Constituição Federal – Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

    XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de CRITÉRIOS DE ADMISSÃO por motivo de sexo, idade, COR ou estado civil.

    Para mim é inconstitucional, mas o STF politicamente correto e a pressão dos militantes da esquerda dará um jeito de aprovar. Estou aguardando os argumentos esfarrapados do STF.

    • Elismael Do Nascimento

      O critério de admissão em um concurso publico são provas e ou titulos, e não critérios feitos pelo dono da empresa no qual ele que escolherá e admitirá o candidato,cotistas também fazem as provas,que inclusive tem o mesmo conteúdo….simples a diferênça né?….rsrsrs

  • TelesValéria Araújo Pezzin

    Onde fica o mérito? Concurso é mérito o mais bem preparado fica com a vaga. Já as cotas na universidades não, lá o candidato é preparado para o futuro, já no concurso para entrar tem que já estar preparado… Opinião

  • Roger Konnan Gomes Jardim

    O mais racional para um sistema de cotas fazer jus à necessidade de tratar os desiguais na medida de suas desigualdades seria apenas a existência de cotas sociais (a qual verificaria as condições econômicas e sociais dos indivíduos), de modo que os desfavorecidos socialmente e economicamente (tanto negros como brancos) pudessem ser beneficiados. O fato crucial para esta medida ser adotada é o atual contexto do Brasil, no qual impera a desigualdade social (e nela estão incluídas todas as etnias e raças – existem pobres brancos, pobres negros, pobres pardos, etc). Na atual conjuntura, o estado não cumpre o seu papel de fornecer educação básica de qualidade para todos, de modo que tanto brancos como negros terminam (quando terminam) o ensino público e ingressam desfavorecidos na sociedade (educação) e com uma baixa perspectiva de evolução social e econômica. O Estado, então, para tentar resolver o problema ” em curto prazo”, porque jamais teve interesse em programas e políticas de longo prazo para dar uma educação básica de qualidade para todos, cria políticas e programas de cotas, as quais apenas amenizam os efeitos da doença (falta de educação básica de qualidade e igualitária para todos), mas não a curam definitivamente. O Estado, neste processo, vem trabalhando num sistema que se pode chamar de “tapa-buracos”, os quais, mais cedo ou mais tarde, voltaram a existir, mas com dimensões maiores. O mesmo raciocínio pode se aplicar para a Saúde e para a Segurança Pública. O que o Brasil precisa é políticas e programas de grande impacto e tratem o problema na sua causa e não nos seus efeitos: decisões que tragam reais benefícios sociais e diminuam a desigualdade sócio-econômica. Para que isso ocorra é necessário um longo prazo. Investir em educação e diminuir as desigualdades não é apenas criar cotas, mas sim criar educação básica de qualidade (escolas bem estruturadas, professores bem remunerados, professores capacitados, turno integral, etc), de modo que todos saim da escola pública com condições iguais de acesso a uma universidade ou escola técnica ou mercado de trabalho.

    As cotas apenas estão aliviando os sintomas mais evidentes desta doença que são a tamanha precariedade do sistema de educação e tamanha desigualdade sócio-econômica. As vezes, ao invés de aliviar os sintomas, este remédio acaba piorando esta doença, pois agrava ainda mais a desigualdade social. A prova disto é que existem pessoas se beneficiando deste sistema de cotas, pois são pessoas que tem alto poder aquisitivo e e gozam de boa condição sócio-econômica, mas que se utilizam da cota racial e tomam o lugar de quem realmente precisa dela. Existem negros que estão desfavorecidos na sociedade, e eles são muitos, mas existem brancos que estão na mesma situação e, por isso, não sou contra as cotas, mas sou contra o sistema de implantação, o qual, na minha opinião, deveria ser por critério social (renda) e não pela cor. Existem brancos e negros pobres, nesta perspectiva eu me pergunto: onde está a justiça em favorecer um negro pobre e não favorecer um branco pobre? os dois são iguais (seres humanos) e para a justiça não existe cor, certo? é neste ponto que o sistema de cotas raciais, na minha opinião, peca, pois favorece um ser humano e não favorece ou outro que está na mesma situação de pobreza (desigualdade social). Num sistema de cotas sociais (renda), os dois seriam favorecidos, pois não existe cor para a justiça social e sim o fato de estes seres humanos estarem em desfavor na sociedade (pobreza).

    Mas os defensores das cotas raciais podem contra-argumentarem: é necessário esta diferenciação racial pois os efeitos da escravidão ainda estão prejudicando os negros nos dias de hoje. Eu concordo! Mas ao implementar esta perspectiva dos efeitos negativos da escravidão que se propagaram ao dias atuais, estamos criando uma outra forma de discriminação, chamada discriminação social (renda), a qual joga para a margem da sociedade tanto negros como brancos (os pobres), ou seja, seres humanos (independente da raça) que são desfavorecidos e realmente precisariam de uma cota, mas que não a tem pois outro ser humano (exatamente igual a eles) está sendo favorecido por uma cota racial de que não necessita. Ou seja, a cota racial não só pode favorecer um negro com boas condições sócio- econômicas, (ser humano favorecido socialmente), mas como pode desfavorecer um outro negro ou branco (seres humanos desfavorecidos socialmente) que realmente necessitassem ocupar esta cota racial por sua condição de pobreza: onde está a justiça social neste sistema de cotas racial? Pelo exemplo dado pode-se concluir que as cotas raciais podem resolver o problema, desde que coincidam com sua finalidade social (cota social – pela renda), caso contrário um negro rico (ser humano favorecido socialmente) pode ocupar uma cota que deveria ser ocupada por um negro pobre ou um branco pobre (desfavorecidos socialmente), configurando, de fato, uma grande injustiça social (na qual um ser humano favorecido socialmente se beneficia ainda mais e desfavorece ainda mais os demais seres humanos que já eram desfavorecidos). O pecado das cotas raciais e não tratar os seres humanos pela sua real condição social (renda, pobreza, riqueza), mas sim pela cor da pele, a qual não torne ninguém melhor do ninguém. As cotas mais justas seriam aquelas que não enxergam a cor da pele dos seres humanos, mas enxergam as reais necessidades e desigualdades sociais (renda, pobreza, riqueza) que assolam os seres humanos, independente de sua raça. Na minha opinião as cotas raciais não tratam os desiguais na proporção de suas desigualdades, pois, na medida em que podem favorecer um ser humano que já goza de boa condição social, desfavorecendo ainda mais o seu semelhante que está na pobreza, elas estão contribuindo para aumentar ainda mais a desigualdade social. As cotas são necessariamente benéficas quando atingem sua finalidade social e não racial, pois elas são cegas para a cor de pele, mas não o são para a condição social dos seres humanos mais desfavorecidos pela pobreza e falta de oportunidade. Os seres humanos desfavorecidos socialmente (tanto brancos como negros) necessitam ser tratados de maneira desigual na proporção de suas desigualdades diante daqueles ser humanos favorecidos socialmente num sistema de cotas sociais (que vise as desigualdades sociais – renda, pobreza, riqueza, oportunidades). Na atual conjuntura do Brasil, e em virtude dos efeitos da escravidão, é nítido que os seres humanos mais desfavorecidos da sociedade são, em sua maioria da raça negra, o que mostra que as cotas sociais devem atingir em maior número esta raça, mas devem também atingir os brancos que estão em situação de pobreza e desfavorecidos, ou seja, devem atingir os seres humanos necessitados independente de sua cor: isto seria o ideal e mais justo, na minha opinião. A pergunta que fica é se a cota racial consegue atingir os seres humanos que realmente precisam (em pobreza, baixa renda, etc), sem favorecer quem já está em boas condição sócio-econômicas? se a resposta for sim ela está sendo justa, mas se a resposta for não ela está sendo injusta e, sendo injusta, qual o sentido em tratar uma injustiça social através de outra injustiça social? Qual o sentido em tentar amenizar os efeitos da escravidão, que perduram até hoje, criando mais injustiça? Se este sistema de cotas raciais pode gerar 100% de justiça (quando favorece o ser humano desfavorecido), mas abre margem para para gerar 5% ou 10% ou 20% de injustiça, quando favorece quem já está favorecido social e economicamente. Na medida em que pode gerar esta injustiça, qual o mérito em tratar a injustiça dos efeitos da escravidão com mais injustiça baseada na cota racial? Por isso as cotas devem ser sociais (renda, pobreza, riqueza), pois visam as desigualdades sociais dos seres humanos, independente de raça, não deixando margem para criar injustiça, visto que favorecerá os desfavorecidos (baixa renda, pobreza, falta de oportunidades, etc), e consequentemente, tratará a injustiça social da escravidão com justiça plena (100%), pois as cotas sociais (por renda, pobreza, riqueza) visam compensar as desigualdades reais entre os seres humanos, fazendo jus ao princípio da igualdade que versa: é necessário tratar os iguais na medida de suas igualdades, e os desiguais na proporção de suas desigualdades. O foco é o ser humano e suas reais necessidades, e não sua raça!

  • Juliane Bayer

    Sou a favor de cotas para negros apenas para que possam ingressar em uma Universidade. A partir daí todos devem concorrer com igualdade de direitos lembrando ainda da aplicabilidade do princípio da razoabilidade.Não há motivo para que negros sejam duplamente beneficiados. Concordo plenamente com a sentença do juíz Adriano Mesquita Dantas.

  • Welington Miranda França

    A histórica dívida social que temos com os negros não deve ser resgatada, ou paga, ou compensada, com essa aberração das cotas sociais. As cotas raciais misturam negros ricos com negros pobres, para serem beneficiados em concursos públicos e universidade. A cota racial é, obviamente, um golpe eleitoreiro desse governo, para criar um IMENSO curral eleitoral. Afinal quem não é afrodescendente nesse país? Põe imenso nisso….de bobo esses corruptos do governo não têm nada.
    As cotas raciais devem, o mais rápido possível, serem substituídas para cotas sociais.
    Mas esse governo oportunista e eleitoreiro pensou muito mais no CURRAL ELEITORAL PARA AS “PRÓXIMAS” eleições, ao ter que escolher entre cotas raciais ou cotas sociais, do que no problema social e histórico de resgate da dívid com os afrodescendentes.
    Alguém acha justo um afrodescendente Rico, ou de classe média, recebendo benefício (financeiro, ou vantagem em pontuação) para ingressar numa universidade ou num cargo público? Nem os afrodescendentes acham isso justo.

  • Aloisio

    Parabéns para o juiz, pela nobreza de sua sentença… Carecemos de profissionais desse nível. Outros surgirão… ONGs e comunistas estão defendendo cotas para juízes, promotores e defensores públicos; reservas de 30% vagas para as mulheres em cargos políticos. Muitas candidatas não precisarão fazer campanha; basta pagar cabos eleitorais… Vão tirar a vez do candidato que gastou a sola do sapato, e obteve mais votos…

  • Alan Leite Nascimento

    Decisão mais que acertada, espero que a discussão chegue ao STF e eles acabem com essa aberração. Estabelecer cotas é empurrar a sujeira para debaixo do tapete, é tentar remediar um problema apenas de forma paliativa. O Estado tem que enfrentar o problema de forma estruturante garantindo acesso à educação de qualidade para todos. Que se crie o “vale-cursinho”, “vale-livro”, “bolsa-concurseiro” e, de forma efetiva, forneça igualdade de condições para as pessoas (“menos favorecidas, ou vítimas históricas do Estado”) disputarem a vaga no serviço público, fortalecendo a meritocracia e não criando e reforçando a cultura de atalhos e do velho “jeitinho brasileiro”.

  • Natan

    O judiciário brasileiro é composto por elitistas, senhores de engenho que ainda não aceitaram o que Isabel fez.

  • Leo Leoberto Guimaraes Patrici

    Sem escolher lados, vamos ver se existe a tal injustiça
    histórica?

    Alguém sabe responder como vivem ATUALMENTE os descendentes
    daqueles negros que tiveram a sorte de não ser escravizados, lá em seus países
    (África)? Será que eles estão em melhor situação (econômica, cultural, etc.) do
    que seus parentes daqui?

    E os seus países, como estão enquanto nação? São desenvolvidos?
    Possuem índices de desenvolvimento melhores que o Brasil?

    A resposta a essas perguntas, pode significar o entendimento
    de até onde e/ou quanto, ocorreu essa INJUSTIÇA histórica tão falada.

  • Daniela

    Se for ter cotas p negros, tem q ter p indios e mulheres. Mulheres ganham menos d q os homens. Sou contra cotas. Sou a favor d passar em um concurso publico quem estudou mais e merece.

  • DIONISIO

    Gente,
    Acho bacana a galera discutir o assunto, pois isso nos leva a questão ver asob vários ângulos. Aproveito e exponho a minha opinião também. Bom, para mim ao criar cotas nas universidades o Estado está dizendo: “olha há poucos negros nas faculdades, esta lei aqui serve para garantir o mínimo a eles”. Ok, eu sei que vão dizer que isso devia valer para outros casos. Entretanto, estatisticamente e historicamente sabemos que as pessoas de pele escura (como é o meu caso) sofrem discriminação de toda espécie, geralmete por três razões: por ser pobre, semianalfabeto e negro. Tá, mas ser discriminado por isso não prova nada, né? Então vejamos as ESTATÍSTICAS nos presídos, nas favelas e em algumas carreiras como da magistratura, medicina etc. Qual a conclusão lógica? Tá, mas e o que isso quer dizer? Ao meu ver, se o Estado não tivesse feito nada até agora esse “status quo” iria se perpetuar indefinidamente. E digo mais, as coisas estão mudando, minha gente, justamente porque se está fazendo algo nesse sentido. Aliás, tudo começou assim, por meio de debates e reflexões. A literatura, por exemplo, tem vários exemplos ao longo da nossa história.

    Com relação a cota em concursos penso que segue o mesmo raciocínio, porém, acredito que neste caso é uma medida menos eficaz, tendo em vista que não adianta nada garantir vagas no serviço público se as pessoas a quem se quer dar a oportunidade não estiverem bem preparadas. Ou seja, sem educação boa para todos, nada feito. Porém, me alegra saber que alunos de baixa renda (dentre eles tem negros com certeza) beneficiados com bolsas do PROUNI tem tido desempenho muito bom. Olha gente, nasci na década de 80, sou de origem pobre, fui favelado, estudei com muita dificuldade, sempre em escola pública, aliás; fui bolsista do PROUNI, e digo-lhes uma coisa: o Brasil avançou muito. Mas, sejamos francos, ainda estamos longe de fazer a justiça social, justamente com os mais pobres. Justamente com aqueles que em razão de suas origens herdaram condições menos favoráveis a sua existência. É como penso…

  • Los Santos Breaking News

    Pior foi o TCU que, na calada da noite, alterou a validade original do concurso pra auditor do ano passado, depois de divulgar o resultado das notas provas e classificação. STF tem jurisprudência falando que qualquer tipo de alteração no edital, com o concurso em andamento, é ilegal (salvo força de lei ou para eliminar ambiguidades textuais). TCU alega que com o prazo original não conseguirá chamar o Cadastro de Reserva de um PL que ainda não foi aprovado no Congresso. Já nomeou todo mundo das vagas previstas. Já pensou se a moda pega? Vários órgãos já passaram pelo mesmo problema e nunca conseguiram essa proeza. Impessoalidade zero.

  • Deusão

    As cotas são justas sim ! Eu quero, não, eu exijo que na Corrida de São Silvestre sejam estabelecidas cotas para brancos – 20 % da premiação e a garantia de no mínimo um segundo lugar; no boxe também; nos filmes pornô com atores bem dotados tem que haver no m[ínimo 20 % de atores brancos- mesmo estes que não atinjam o mínimo de 18; nas escolas de samba: por que a ala das mulatas não pode ter 20 % de mulheres brancas ?. Exijo também 20 % do total dos jogadores dos time da primeira e da segunda divisão ( a terceira não interessa, pelo menos por enquanto) sejam destinados a jogadores brancos – podem até ser pernas de pau. O mérito não é importante, Assim como acontece no governo.
    É de fundamental importância – até mesmo para a garantia da qualidade e da honestidade – que todos os cargos públicos somente sejam preenchidos por concursos de forma que os funcionários públicos sejam os mais bem capacitados dentre os brasileiros aptos à função. Sem privilégios de nenhum tipo; a meritocracia é a forma mais adequada de seleção. Quem ganha com quadros qualificados é a sociedade como um todo, e não apenas os eleitos de rei( rainha) de ocasião.

  • Ercilia Louzada

    Isto está virando luta de classes, assim como existiu a luta entre burgueses e o proletariado, estaremos tendo daqui a pouco a luta entre brancos e negros. É isto que vai acontecer…e aí veremos se o preconceito irá acabar.

  • leandro b

    deixa eu adivinhar a cor do juiz…

  • cassiano silva

    Parabenizo !!! O Sr. Meritíssimo Juiz Adriano Mesquita Dantas, por sua:

    > Inteligência

    > Sensatez

    > Honestidade

    > Justiça

    Precisamos de juízes competentes como o Sr. Meritíssimo Juiz Adriano Mesquita Dantas para se fazer justiça!

    “Chega de Cotas Raciais,
    Queremos Direitos Iguais”

  • cassiano silva

    Atenção:

    “Chega de Cotas Raciais,
    Somos todos iguais”

    Precisamos divulgar esta notícia!!!

    Conclamo todos os nobres colegas que compartilham desta visão e, assim como eu, não se sentem representados pelo nosso Conselho Federal da OAB na recente ação declaratória de constitucionalidade, que pede justamente para que o STF chancele essa absurda, injusta e inconstitucional norma, que compartilhem esse artigo, divulguem e comentem a insatisfação no Facebook e demais redes sociais, mandem e.mails a ouvidoria do CFOAB. Enfim, façamos com que o Conselho Federal da OAB nos ouça e não preste, em nosso nome, este boçal desserviço à sociedade. SOU CONTRA COTAS RACIAIS EM CONCURSOS PÚBLICOS.

  • Felipe

    O sistema de cotas raciais além de ser inconstitucional é um sistema racista e discriminante, porque induz que o negro ou pardo não têm capacidade de atingir a nota suficiente para passar no concurso ou universidade e precisa de um empurrãozinho para poder entrar. interessante que o negro não vê este lado, pensa que está sendo valorizado com o sistema de cotas raciais, isso fere o princípio da isonomia, da igualdade de direitos.
    Só acho que o negro ou pardo tem que ser tratado igual a todos, mesmos direitos e deveres. O fato do negro ser privilegiado, isso é racismo, preconceito, está induzindo que o negro é ignorante (no sentido que não tem capacidade intelectual para passar numa faculdade ou passar num concurso público).

  • Felipe

    Isso significa que 20% dos efetivos e universitários são negros e pardos, porque o sistema de cotas raciais veio para limitar o número de negros no mercado de trabalho e universidades “públicas”. Isso é um absurdo!

  • Didacus Hff

    Totalmente inconstitucional. STF está errado nisso. Acredito q irá mudar essa posição com o tempo, pois é absurda.

  • Israel

    As cota raciais sem dúvida é uma justiça social a população marginalizada desse país. Pelo nível de criticas a ela mostra que o racismo continua forte nesse país. Acredito que deve doer muito no ego dos contrários a cota ver negros e negras ocupando cargos importantes no Brasil e tendo iguais condições financeiras.
    Nas escolas públicas e particulares de renome nacional a participação de negros é insignificante.
    Desemprego,má distribuição de renda, sub empregos, nível educacional sofrível, alimentação de qualidade duvidosa ficaram para os descendentes afro.
    Portanto, 80% de vagas a serem disputadas por não afrodescendentes que tiveram uma vida contrária a dos negros está bom, ao longo dos anos quando o negro também tiver iguais condições financeira se extinguira as cotas.
    Vamos dar a todos os brasileiros independente de etnia(negro,branco,amarelo) condições de viver bem nesse país, pois dinheiro e recursos o Brasil tem. A classe média brasileira gasta bilhões de dólares em países cuja a classe politica desses países nos considera um lixo. Só interessa o dinheiro.Somos Brasileiros

  • Fernando Pessoa

    RIDÍCULO essas COTAS para negros em CONCURSO PUBLICO, professor que não tem o que fazer e quer se APARECER!
    E PARABÉNS ao JUIZ que, com a ação foi declarada inconstitucional a ESSA COTA pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Paraíba!!!
    Eu concordo em cotas para EDUCAÇÃO, agora pra ingresso em concurso publico? afff esse professor só deve ter merda na cabeça só pode, onde já se viu ingresso EM CONCURSO PÚBLICOS de pardos ou negros por cotas? Sendo que o ingresso É POR MÉRITO E NÃO POR COR, meu camarada (negro ou pardo) que leu esse comentário E TA SE DOENDO faça o seguinte, É MELHOR VOCÊ ESTUDAR E INGRESSAR POR MÉRITO DO QUE FICAR NESSA AI DE “COTAZINHA DE NEGROS” PREJUDICANDO MILHARES DE PESSOAS (BRANCAS) QUE PASSARAM POR SEUS MÉRITOS!!! SÓ NO BRASIL PRA EXISTIR ESSES TIPOS DE COISA, NÃO SEI ONDE ESTAVAM COM A CABEÇA AO APROVAREM ESSA LEI LIXO!!!!

  • Adriana Alves

    Segundo a minha crtidão de nascimento, sou parda. Fiz concurso público federal (vagas pra ampla concorrência) onde fiquei na posição 37. Depois vi no edital que as pessoas que se inscreveram pelo sistema de cotas poderiam, após o resultado do concurso, migrar para a cota de ampla concorrência. Se todos os autodeclarados negros fizerem isso, minha posição cairá para 50. É justo isso? Dupla vantagem?

  • Carlos Rubens

    O Juiz deu argumentos ótimos e muito bem fundamentados, dai eu estava ansioso para ouvir o que o ”outro lado” tem a dizer, mas é sempre o mesmo discurso: xinga de racista quem discorda dele e cita um caso de desigualdade social que não possui nenhuma relação com as condições dos negros no Brasil, afinal esse preconceito na India é causado pela religião e cultura, um problema muito mais intrínseco do que mera desigualdade, já que este pode ser reparado com educação. Já no caso da India, não adiantaria dar só educação de qualidade para essas ”castas inferiores”, se ninguém os contratasse, portanto, lá é realmente necessário que o Estado os ajude a arrumar empregos. Tentar traçar uma paralelo entre aqui e lá, é oportunismo.

  • Mauricio Bento

    Esta lei para negros é uma vergonha, deficientes tem 5% de vagas e negros 20%, quem é mais desigual, negros ou deficientes?? Os deficientes deveriam fazer uma revolução, passeata de cadeirantes, sei lá o que, por serem mais uma vez preterizados. Me sinto muito injustiçado já que fiz 88 pontos no INSS e não entrei, já uma pessoa negra também fez 88 e entrou , em que ela é melhor que eu, também estudei em escola publica e nasci em família muito carente.