Seu, sua: é proibido usar

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Os possessivos seu e sua são aparentemente inofensivos. Mas causam senhores estragos à frase. Sabe por quê? Às vezes, dão duplo sentido à declaração. Você diz uma coisa. A pessoa entende outra. Ou fica confusa. É o caso do diretor que tinha o secretário que os chefes pedem a Deus. Ele chegava antes da hora. Saía depois. Almoçava ali mesmo, ao lado do computador. De […]

Pleonasmo: todos foram unânimes

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Há pleonasmos pra lá de conhecidos. É o caso de subir pra cima, descer pra baixo, entrar pra dentro, sair pra fora, elo de ligação, habitat natural, panorama geral. Só se sobe pra cima, só se desce pra baixo, só se entra pra dentro, só se sai pra fora, todo elo é de ligação, todo habitat é natural, todo panorama é geral. Melhor mandar a […]

Já: quando usar

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Repare em títulos de jornais. Ou em discurso de político. Ou em gente que quer falar bonito. Eles têm um denominador comum. Abusam do já.  As duas letrinhas têm emprego pra lá de restrito. Indicam mudança de estado — o que era e deixou de ser: O pai já não acredita nas palavras da filha. (Ele acreditava, mas deixou de fazê-lo.) Não é o caso […]

Pisa: nota vermelha

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“Subdesenvolvimento não se improvisa. Cultiva-se.” A frase, repetida com fina ironia por Roberto Campos, se ajusta à educação brasileira. O desempenho no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) mostrou, mais uma vez, que o Brasil não conseguiu quitar a dívida referente à qualidade do ensino. No ranking com 79 países, continua na fila de trás. Aplicado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) […]

Paraisópolis: etimologia

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A moçada programou um baile funk em Paraisópolis. Amigos convidaram amigos. Havia jovens de outros bairros. A festa corria solta. De repente, a polícia apareceu. E, com ela, pancadas, gás, perseguição. Muitos correram. Não sabiam que a rua era sem saída. Nove morreram pisoteados. E daí? Fica por isso mesmo? É o que todos perguntam. Com a palavra, o governador. Paradoxo O nome da cidade […]