Perda Total

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VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil

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Foto: bbc.com

 

Apostar nos resultados futuros das urnas é sempre um palpite arriscado e tem desmerecido a credibilidade de muitos indivíduos, sejam eles analistas políticos, institutos de pesquisa ou mesmo videntes e outros iniciados nas artes da adivinhação. As decepções experimentadas pela população com a representação política, com os partidos e principalmente com o baixo nível da classe atual, preocupada apenas em tirar proveito próprio do mandato, têm sido expressas nas urnas de forma surpreendente.

O povo, de uma forma geral, tem votado contra o que acredita ser a tendência apontada pelos especialistas, mesmo os mais experientes. Vive-se uma tal decepção com a representação política, não só no Brasil, mas em boa parte do mundo Ocidental, que não seria exagero afirmar que o atual modelo de democracia, principalmente onde os políticos possuem blindagem contra erros e falcatruas, que um novo figurino de representação passou a ser exigido para se moldar a um novo século.

Não se sabe ainda o que poderá emergir de reformas do tipo política, mas seguramente, não será do agrado popular, caso essas mudanças venham a partir de um projeto confeccionado pelos atuais políticos. As mudanças exigidas pelo avanço natural da sociedade, suas necessidades, reforçadas ainda com advento das redes sociais e outras evoluções, não combinam mais com a velha política, com os currais eleitorais, com a corrupção e outras mazelas e subprodutos desse tipo representação do passado.

Apenas à guisa de exemplo, tomando os atuais partidos políticos nacionais como anti modelo de um novo tempo que anseia por se instalar na vida do País, é preciso colocar a questão da seguinte forma: Como desligar os atuais partidos de um passado nebuloso, sem afastar dessas siglas as atuais lideranças e todos aqueles que ostentam uma longa ficha de cometimento de crimes de toda a ordem? Outra questão é: Como compatibilizar uma representação moderna e enxuta com as dezenas de legendas atuais, todas direcionadas apenas para as benesses do sistema político? Digam o que quiser, mas é preciso reconhecer, logo de saída, que com o atual modelo, não iremos longe. De fato, seguiremos às voltas com um passado que queremos distância.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Uma mentira pode viajar pela metade do mundo enquanto a verdade coloca seus sapatos.”

Mark Twain, escritor e humorista norte-americano

Foto: cmgww.com

 

 

Muda já

Chegou o momento de os pais se reunirem para compartilhar informações sobre a compra de material escolar. Facebook, Instagram, Pinterest ou qualquer aplicativo que possa baratear a aquisição dos produtos.

 

 

Mudou

Desde o início de janeiro que a compra em Freeshop é de mil dólares.

Foto: Michel Filho / Agência O Globo

 

 

Urbanidade

Aconteceu no Bradesco da 504 Sul, perto do Cartório do 2º Ofício de Registro Civil. Uma Fiorino, guiada por um jovem, foi estacionada displicentemente ocupando duas vagas. Nossos leitores estão atentos. Veja a imagem a seguir.

 

 

 

 

Inexplicável

Pode ser picuinha. Mas a verdade é que quem gerar o boleto de pagamento do Nubank e tentar pagar antes do vencimento pelo BB, o calendário do Banco do Brasil é irredutível. Não aceita o pagamento antecipado da fatura.

Imagem: seucreditodigital.com

 

 

Negócios

Diplomacia e Agronegócio estão mais juntos do que nunca.  Time de adidos agrícolas foi formado pela Escola Superior de Guerra. A área de promoção comercial é fundamental para a extensão dos negócios brasileiros. O setor agropecuário do Brasil exportou aproximadamente U$97 bilhões.

Foto: revistadeagronegocios.com

 

 

Retorno

Quando há vontade política e o dinheiro do cidadão cobrado em impostos volta em serviço, é possível ter uma piscina olímpica oceânica como a de Bondi Beach, na Austrália. Veja o filmete a seguir.

 

 

Enquanto isso…

Parece inacreditável o depoimento da professora da Ceilândia, Maria de Lourdes Dannetti, rememorando a imagem de um adolescente arrancando a folha de caderno para fazer um cone e encher de comida oferecida na hora do lanche para levar para os irmãos em casa.

Charge do Kayser

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Lamentável, a omissão da prefeitura, na decoração da cidade para a temporada do Natal. (Publicado em 14/12/1961)

O dilema das urnas eletrônicas persiste e aumenta a cada dia

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Foto: blogdoeliomar.com.br

 

Em onze meses os moradores de 5.570 municípios, onde muitos acreditam estar a sede do Brasil real, irão voltar às urnas para escolher prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Serão milhares de candidatos, com os partidos podendo lançar até 150% do número de vagas existentes nas Câmaras Municipais.

Legendas prometem fazer chover candidatos, mesmo com o estabelecimento do fim das coligações. Com um pleito dessa magnitude, talvez um dos maiores do mundo, é claro que as atenções de todos se voltam, mais uma vez, para a questão central, e ainda não estabelecida, de modo definitivo, pelo Supremo Tribunal Federal, do uso do voto impresso pelas urnas eletrônicas. Convenhamos que a lei sobre o assunto já existe, mas não é obedecida.

Trata-se de uma questão que ainda divide os brasileiros, principalmente pela falta de informação e pelos argumentos delicados como falta de verba e sigilo do voto. Não falta verba e o sigilo do voto será mantido, já que não terá identificação e será depositado na urna para posterior contagem.

Em votação ocorrida em 6 de junho de 2018, o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu, por oito votos a dois, acabar com o voto impresso, sob o argumento de esse modelo implicaria em invasão indevida do sigilo.

“Poderíamos estar permitindo acordos espúrios para a votação, aonde a pessoa exigiria que determinados mesários conferissem ou tivessem a prova do voto escrito. Uma potencialidade, um risco muito grande ao sigilo e à liberdade do voto”, disse o ministro Alexandre de Moraes e o argumento do ministro Barroso foi “evidência de fraude ou risco à lisura das eleições, que justifiquem o risco da adoção desse voto impresso”. “É questão de razoabilidade”. Ninguém além do eleitor segurará o voto impresso, que deverá ser depositado na urna. Se há possibilidade de haver divergência entre o voto e a impressão, é a prova de que o sistema é frágil. Além disso o voto impresso é parte da contagem dos votos, já que se trata de um ato administrativo, um ato público e não pode ser feito sem a publicidade necessária, dando apenas ao Boletim Único, um artifício eletrônico, o poder de divulgar os vencedores.

Já a ministra Cármen Lúcia afirmou que “Seria um retrocesso e não um avanço. A democracia deve propiciar o progresso das instituições e não o retrocesso”. Se fosse mesmo um avanço, o sistema eleitoral brasileiro chamaria a atenção do mundo para adotá-lo. Mas com pareceres de universidades e especialistas em auditoria, quem tem poderes com discernimento logo torceu o nariz para o “avanço”, para manter intocável o exercício da cidadania de seus eleitores. Sentencia ainda a ministra Cármen Lúcia: “Não é livre para votar quem pode ser chamado a prestar contas do seu voto, e o cidadão não deve nada a ninguém, a não ser a sua própria consciência”. Fala como se os auditores fossem em busca do eleitor, como se o voto impresso tivesse o nome e o número do título do cidadão, como se o eleitor fosse se apoderar do seu voto impresso, guardando-o na carteira. Nada disso está previsto na legislação. O voto impresso permanece secreto e é depositado na urna.

Já o ministro Gilmar Mendes fundamentou seu voto com base na verificação dos partidos. Na verdade, o que os partidos aguardam ao final das eleições é justamente a impressão do Boletim Único, da maneira que sai da urna. Sem a menor possibilidade de auditoria ou de contagem. Em manobra vernacular conhecida, mais um argumento: “a impressão aprovada pelo Congresso não contraria nenhum dispositivo da Constituição, mas deve ser implantada gradualmente, à medida em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) instalar as impressoras. ” Atrela a vontade do povo, à iniciativa do TSE em fazer valer essa vontade através da impressora acoplada nas urnas. Como se cumprir a lei fosse um pagamento em prestações.

Na verdade, a intenção é sempre desviar a ordem da Constituição sobre vários princípios, como bem lembrado pelo procurador Felipe Gimenez. As eleições são um serviço público. Nossos ministros do TSE se despem da toga para se transformar em administradores públicos ao dedicar tempo às eleições. Daí a importância de fazerem valer a Lei. Os princípios Constitucionais precisam ser protegidos, como a cidadania, legalidade, publicidade e a moralidade.

Assim, a maioria dos ministros vetaram o artigo 2º contido na minirreforma eleitoral de 2015 (Lei 13.165) que exigia, no processo de votação eletrônica, a impressão do registro de cada um dos votos que foram depositados nas urnas. Os legisladores entenderam e consignaram isso em lei, que era necessário que todo e qualquer voto fosse impresso, de forma automática e sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado. O Supremo entendeu que a mídia, embora não contrariasse nenhuma norma constitucional, implicaria em fraude ou à lisura das eleições, além de se constituir num gasto extra e, portanto, deveria ser implantada de forma gradual e à longo prazo.

Dessa forma uma lei constitucional, julgada por um tribunal que deveria cuidar exclusivamente de questões dessa ordem, resolveu, na opinião de muitos parlamentares, decidir em conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de forma “juristocrática” impedindo que o eleitor, ainda dentro da cabine de votação, pudesse ver e conferir o conteúdo da sua escolha, num documento físico durável, imutável e inalterável onde estaria registrado seu voto, para uma futura conferência. Ocorre que desde decisão tomada pelo STF até hoje, só tem aumentado o número de pessoas que passaram a desconfiar do modelo eleitoral feito exclusivamente pelas urnas eletrônicas, sem impressão de voto físico e sem possibilidade de eventual averiguação posterior, ainda mais em se tratando de eleições realizadas num país continental e onde, historicamente tem havido eventos de fraudes e outras violações eleitorais, muitas delas registradas nos locais das eleições e divulgadas na Internet.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Se a votação mudasse alguma coisa, eles a tornariam ilegal.”

Emma Goldman, filósofa lituana

Foto: britannica.com

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

E há mais, no IAPFESP: custa um dinheirão a manutenção e abastecimento do gerador da 304, apenas para fornecer luz à residência do Delegado e dos engenheiros das empresas contratantes. (Publicado em 04.11.1961)

Descrédito além das urnas

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ARI CUNHA

Visto, lido e ouvido

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Charge: nanihumor.com
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          Faltando pouco mais de 90 dias para as eleições, um fato vem preocupando não só os experts no assunto, mas sobretudo os principais caciques e expoentes políticos das legendas em disputa. Pesquisa elaborada agora pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) mostra que, às vésperas do mais decisivo pleito dos últimos anos, a avaliação de confiança nos partidos é o mais baixo de toda a história republicana.

          Aproximadamente 78% dos brasileiros confessam não possuir nenhuma confiança nas atuais legendas. Ou seja, a pesquisa deixa patente que oito em cada dez eleitores simplesmente repudiam os partidos que aí estão. Sintomático é verificar que, de 2014 para cá, esse índice quase duplicou. O motivo para tamanho desencanto dos brasileiros é justamente a avalanche de denúncias de corrupção, que praticamente vem atingindo todas as siglas.

         Não bastasse esse motivo, que por si só já é bastante grave, para afastar os cidadãos dos partidos, a pesquisa mostrou ainda que, para a maioria dos eleitores, existe uma total falta de capacidade dessas siglas e de seus filiados para representar os reais interesses da sociedade. Motivo não falta para decepcionar os eleitores. Na atual pesquisa do INCT ficou evidente, também para os pesquisados, que os partidos políticos que estão nessa disputa por votos não possuem um programa político claro e consistente, capaz de informar adequadamente aos eleitores.

         Além dessas razões, mais do que suficientes para induzir a desconfiança dos cidadãos, os pesquisados ainda reclamaram do pouco espaço para a participação da sociedade. Engana-se quem acredita que, nessa altura dos acontecimentos, não haja um enorme acompanhamento da cena política pelo grosso da população, curiosa com os desdobramentos dos acontecimentos, que tem levado muitos graúdos à prisão.

         As movimentações no mundo da política, principalmente os desdobramentos de investigações como a Lava Jato, têm despertado a atenção dos brasileiros, que acompanham cada lance como um verdadeiro interesse de folhetim. Nunca os partidos estiveram tão em baixa na consideração dos brasileiros e nunca também estiveram tão na mira de todos, como agora. Nessa pesquisa, que contou com a participação de diversas instituições acadêmicas, inclusive da Universidade de Brasília, ficou evidente que à semelhança do que vem ocorrendo em outras partes do mundo, a crise de representação é um fenômeno geral que define esse começo de século e põe em xeque o sistema de democracia representativa.

           No Brasil, o fenômeno da queda de confiança nos partidos e nos políticos em geral é ainda mais preocupante para nossa jovem democracia, já que pode abrir espaço para a chegada ao Poder de indivíduos radicais e sem preparo para a função. Se a confiança anda numa baixa nunca vista, no quesito simpatia a situação mostrada pela pesquisa é ainda pior.

          Nada menos do que 83,2% dos eleitores afirmam não possuir simpatias com nenhuma das atuais legendas. Para uma sociedade como a atual, plugada na rede e com grande dinamismo, os atuais partidos, controlados com mão de ferro por uma oligarquia longeva e comprometida com questões básicas de falta de ética, já não conseguem representar com a contento os anseios da sociedade. Para muitos brasileiros os partidos políticos nacionais envelheceram precocemente e hoje representam apenas um passado que todos querem distância.

A frase que foi pronunciada:

“Dê-me uma eleição com a contagem física dos votos e eu direi se o povo é conivente ou vítima.”

― Walmont Di Castro

Charge: esmaelmorais.com.br
Charge: Jorge Braga (esmaelmorais.com.br)

Fim de semana

Muito agradável o café da manhã no Jardim Botânico. Tudo organizado, marcado previamente, serviço bem feito. Vale conhecer.

Foto: cantinhodena.com.br
Foto: cantinhodena.com.br

Gratuito

Por falar nisso, Floresta Nacional de Brasília é novidade que agrada. Pela Estrutural, no sentido Plano Piloto, Taguatinga, BR 070, seguir a sinalização para a Flona. Abre às 7h e só fecha às 17h. Excelente local para meditar, passear ou fazer exercícios. Paulo Henrique Marostegan e Carneiro, ICMBio Instituto Chico Mendes, Ministério do Meio Ambiente

Foto: descobertasbarbaras.com.br
Foto: descobertasbarbaras.com.br

Ilha da fantasia

Fundação Carlos Chagas será a responsável pelo concurso da Câmara Legislativa. Para o cargo de técnico legislativo, nível médio, a remuneração inicial é de R$ 10.650,18.

Release

Evento de importância começa no Mané Garrincha. De quarta-feira (27) a domingo (1º de julho), Brasília recebe a Campus Party. Os cinco dias abrigarão mais de 300 horas de conteúdo, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Em vistoria ao local neste domingo (24), o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, destacou o interesse do público pelo evento. “É para conhecer e produzir inovações tecnológicas, participar de hackathon [maratona de programação], entre outras atividades”, afirmou.

Imagem: brasil.campus-party.org
Imagem: brasil.campus-party.org

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Ninguém nega a necessidade de que os pilotis fiquem livres de carros, dando o aspecto de ordem que tem a superquadra, já toda ajardinada, mantida durante a seca, embelezada pelo bom gosto do IAPB. (Publicado em 24.10.1961)

Urnas eletrônicas versus aplicativos de celulares

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ARI CUNHA

Visto, lido e ouvido

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Charge: ver-o-fato.com.br
Charge: ver-o-fato.com.br

   Com a adição das potencialidades dos computadores aos telefones celulares e destes as redes de internet, conectando-os instantaneamente a todo o planeta, o que os indivíduos possuem hoje em mãos são aparelhos sofisticados capazes de alçar os seres humanos as mais altas torres de vigilância, de onde passam a observar o mundo como sentinelas atentos.

        É justamente esse grande olho onipresente, reunindo milhões de brasileiros, que estará concentrado em acompanhar, pari passo, cada lance das próximas eleições. Para isso, basta apenas que os cidadãos demonstrem interesse cívico em fiscalizar não apenas essas que serão as eleições mais imprevisíveis de todos os tempos, mas sobretudo os candidatos que irão disputar o pleito de 2018.

        Com a decisão agora do Supremo Tribunal Federal de que não haverá voto impresso nas eleições de outubro, num veredito para lá de discutível, dado as severas desconfianças que pesam sobre as urnas eletrônicas, todo o cuidado é pouco, principalmente quando já se conhece o potencial de nossos políticos para contornar as barreiras da lei para impor seus próprios desígnios.

          Diversas iniciativas visando aumentar a transparência de todo o pleito já estão disponíveis para serem baixados nos celulares dos eleitores. O mais atual, chamado de Detector da Corrupção, é capaz de fornecer, por enquanto, informações sobre eventuais processos na justiça de mais de 850 políticos. Trata-se de uma ferramenta preciosíssima para peneirar aqueles candidatos enrolados com a lei. Esse mesmo aplicativo será capaz, em breve, de fornecer informações completas sobre a folha corrida de mais de sete mil candidatos que estarão disputando as próximas eleições. Ou seja, toda a vida pregressa dos postulantes estará disponível à um toque do celular, possibilitando ao eleitor possuir, em tempo real, o dossiê de seus candidatos, enquanto aguarda na fila de votação.

           Existe ainda, à disposição do eleitor, o aplicativo Ranking dos Políticos, que acompanha a performance de cada um dos 513 deputados e dos 81 senadores e que já conta com mais de um milhão de seguidores nas redes sociais. Cientistas políticos concordam que o surgimento dessas ferramentas irá contribuir de forma muito positiva nas próximas eleições, municiando os cidadãos com perfil fiel dos postulantes, melhorando, significativamente, a transparência das eleições.

     Com isso, acreditam os especialistas, haverá um aumento de consciência dos eleitores, que passarão a acompanhar de perto seus candidatos, afastando, inclusive, as tão temidas fake news sobre cada político em disputa. É aparentemente a tecnologia à serviço da democracia. De nada vale votar em candidato limpo quando se pode haver sujeira nas urnas.

A frase que não foi pronunciada:

“Eu quero representar o seu sonho e seu desejo de um Brasil melhor. É preciso coragem para mudar.”

Eduardo Campos, 10 de agosto de 1965 – 13 de agosto de 2014.

Charge: fabianocartunista.com
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Pré-candidato

Geraldo Alckmin abre o caminho para fechar a estatal EPL, criada por dona Dilma Rousseff. Se foi criada como Empresa de Planejamento e Logística para executar o projeto do Trem Bala e ainda não cumpriu, dando prejuízo de milhões aos cofres públicos, para quê mantê-la?

Novamente

A Vivo continua abusando sem medo de ser penalizada. Dessa vez o cliente recebeu a mensagem: “Parabéns, você ativou o pacote DDD 200 por R$39,99 em 20/06/2018. Mais informações consulte o nosso site.” Acontece que não houve autorização prévia para essa operação. E assim continuam as operadoras de telefonia a usarem e abusarem dos consumidores por não haver eficiência da agência reguladora, que foi criada para defender o consumidor.

Espaço

Veja no blog do Ari Cunha como está a revitalização do espaço Renato Russo.

Abuso

De R$30 para R$60. Esse é o aumento definido para o despacho de bagagens. A única instituição que se colocou ao lado do consumidor foi a Ordem dos Advogados do Brasil. Cláudio Lamachia anuncia mais uma tentativa, dessa vez um pedido de decisão liminar – provisória, com o objetivo de interromper a cobrança em taxa extra das companhias aéreas pelas bagagens.

Charge: marcoeusebio.com.br
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Revisão

Interessante notar que em voos internacionais ou para escolher lugares melhores, os assentos também são cobrados à parte do valor das passagens. Curioso é que se um médico escolheu um bom lugar no avião e precisar atender qualquer emergência a pedido dos tripulantes, não recebe nenhuma vantagem da empresa aérea. Como dizia o filósofo de Mondubim, são uns harpistas. Puxam todas as vantagens para si.

Release

Já começou o prazo para receber os créditos do programa Nota Legal em abatimentos para o IPVA e IPTU. O prazo para informar os dados bancários é 20 de julho. A conta precisa estar em nome do titular do participante cadastrado e o processo ocorre apenas pelo site do Nota Legal.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Seria melhor que se estimulasse a construção de garagens, ao invés das discussões e dos propósitos de desautorarem a administração da quadra. (Publicado em 24.10.1961)