Servidor federal aposentado custa 13 vezes um beneficiário do INSS, mostra Tesouro Nacional

Publicado em Economia

MARLLA SABINO

 

Dados divulgados pelo Tesouro Nacional mostram que o Regime Próprio dos Servidores Federais (RPPS) registrou, em 2016, deficit de R$ 71,8 bilhões. Esse rombo garantiu aposentadorias e pensões de 973.707 pessoas. Em média, cada um dos aposentados e pensionistas do serviço público federal custou R$ 73,7 mil por ano.

 

O mesmo Tesouro mostra que, no caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que banca aposentadorias e pensões de trabalhadores da iniciativa privada, o deficit ficou em R$ 152,7 bilhões. Cada um dos 26.808.834 beneficiários custou, em média, R$ 5,7 mil por ano.

 

Os números levantados pelo Tesouro explicitam, portanto, que um aposentado do serviço público custa, em média, 13 vezes (12,9 vezes, para ser mais exato) um beneficiário do INSS, os que mais serão afetados pela reforma da Previdência Social proposta pelo governo.

 

Brasília, 15h05min

20 thoughts on “Servidor federal aposentado custa 13 vezes um beneficiário do INSS, mostra Tesouro Nacional

  1. Para comparar corretamente teria que ver quantas vezes mais um servidor federal contribuiu durante sua vida comparado ao beneficiário do INSS.

    1. A muito tempo a contribuição do servidor tem que ser de no mínimo 25 anos para se aposentar enquanto do RGPS é de 15 anos, ou seja tem muita informação faltando em todas notícias.

  2. Mais um dado de que nosso Estado é pouco produtivo, oneroso e só há benesses para os amigos do Rei.
    Temos que enxugar esta máquina improdutiva!

  3. Notícia mentirosa. No déficit de 71,8 bilhões não estão computadas as contribuições da União. Na iniciativa privada, a contribuição do trabalhador é de 11% e a do empregador de 22%. O déficit leva em conta apenas as contribuições dos servidores, que é de 11%, e desconsidera as do Governo, que deveria ser de 22%.

  4. E penso que outra a coisa a se considerar é que, no caso do servidor público, o Estado é empregador e portanto DEVE sua parte na contribuição da previdência do empregado, assim como as empresas recolhem mensalmente ao INSS.

  5. Notícia mentirosa 2, além do já informado, ressalto que o servidor que custa 13 vezes mais, contribuiu durante toda a sua vida com 13 vezes mais, e ainda continua contribuindo com 11% do que ultrapassa o teto da previdência. Então, se quisessem que ele recebesse menos, que descontasse menos de PSSS durante sua vida funcional.

    1. Os funcionários públicos entraram para o sistema de previdência sem acrescentar um tostão para o fundo (pois não contribuíam com nada) mas… passaram a se aposentar e serem atendidos pelo fundo dos trabalhadores da iniciativa privada… com salários até mais de dez vezes o teto destes. Uma absurda sangria.

  6. Precisa analisar melhor essa informação, um servidor do INSS custa, em média, R$ 5,7 mil por ano, dividido por 13 dá uns R$ 440,00 reais por mês, que eu saiba, ninguém ganha menos que um salário mínimo, que em 2016 era R$ 880,00, será que estou errado?

  7. Tem algo errado nessa notícia. É importante lembrar que o servidor público federal, se é deste que estão tratando, contribui para a previdência desde o seu ingresso e continua contribuindo após a aposentador. Chamo atenção para um fato pouco lembrado: diferente dos trabalhadores do Regime Geral da Previdência Social o servidor público não tem direito ao FGTS, e, portanto, sem qualquer possibilidade de que o servidor possa se beneficiar ou mesmo para aquisição de imóvel e em situações de dificuldade em caso de algumas doenças graves.

    1. Pois o problema parece que começou justamente aí. Os funcionários públicos entraram para o sistema de previdência sem acrescentar um tostão para o fundo (pois não contribuíam com nada) mas… passaram a se aposentar e serem atendidos pelo fundo dos trabalhadores da iniciativa privada… com salários até mais de dez vezes o teto destes. Uma absurda sangria.

  8. Seria REALMENTE INTERESSANTE a equanimidade entre os valores
    mesmo.
    Eu gostaria muito de ver todo mundo do Judiciário vivendo com o
    teto da previdência!
    E 73.000 POR ANO dá menos de 6.500 reais POR MÊS!
    Simples. O governo está fazendo o papel dele e não é enxugando a máquina
    de SERVIDORES que resolve o problema. Tem que ACABAR O APADRINHAMENTO.

  9. Para oferecer aos servidores públicos tratamento igual ao oferecido aos empregados da iniciativa privada é preciso também reduzir a contribuição previdenciária dos servidores públicos (de 11% para no máximo 8%), extinguir a contribuição previdência (11%) que os servidores pagam depois de aposentados e conceder aos servidores públicos direito ao FGTS.

    1. Parabéns! Aliás, a reportagem não fala nada das entradas, do dinheiro que é pago. São 11% sobre o bruto, NÃO HÁ TETO PARA O PAGAMENTO! É muito dinheiro que entra e continua entrando mesmo depois de aposentado. O servidor continua pagando 11% sobre o bruto depois de aposentado! Servidor público (exceto alguns casos especiais) geralmente se aposenta a partir de 60 anos de idade. A “notícia” é uma informação truncada, que não mostra o conjunto e procura colocar as pessoas contra o servidor.

      Detalhe, há diferença para quem já pagou a mais tempo e para quem entrou depois ainda (chegando ao teto da previdência + fundo, tal como ocorre em algumas estatais). Em suma, já houve reforma e ainda pagamos 11% depois de aposentados. Então o discurso de desequilíbrio entre ativos e aposentados acaba se esvaindo.

      No regime geral de previdência e assistência social, até quem não contribuiu recebe. Não devendo ser esquecido que a assistência social está incluída. Discrepâncias também ocorreram no regime do serviço público, como o caso de servidores que eram CLT e passaram para estatutário.

      Além disso, o serviço público federal já passou por reforma da previdência recente, não recebe anuênio (salário para depois que chega ao final de carreira), Os Estados e Municípios, que mantem ainda uma série de vantagens a muito tempo saídas do serviço público federal, tais como Licença Prêmio em dinheiro, anuênio (que é mantido no Estatuto da Magistratura, dentre outras coisas), etc, ficam de fora!?

      1. Vamos facilitar, todos com previdência privada então. Está achando ruim? Contribuo com previdencia privada 15% do bruto para ganhar menos da metade do salário de hoje! Tenta sorte então, falar é fácil!

      2. Olhe… seria bom se você colocasse todos os números relativos a esse seu argumento. Números falam… Argumentos de convencimento podem ser nocivos.

        1. Olha, Antônio o trabalhador da iniciativa privada que por exemplo ganha 10.000,00 contribui com 8% do seu salário sobre o teto de 5 salários mínimos isso é igual a 374,00 por mensal, multiplicando por 12 meses é igual a 4488,00 por ano vezes 35 anos 157.080,00. Servidor público que ganha os mesmos 10.000, 00 mensal contribui com 11% do vencimento bruto, ou seja, contribui com 1.100,00 multiplica por 12 meses é igual a 13.200,00 vezes 35 anos de contribuição, isso equivale a 462.000,00. Considerações finais: Mesmo o servidor publico recebendo os vencimentos integrais ela ainda vai continuar contribuindo com a previdência para bancar o setor privado até após a sua morte, tendo em vista que dificilmente ele vais sobreviver 35 anos depois de aposentado.

      3. Tirou as palavras da minha boca!
        Não sou servidor ainda, mas estudo para ser.
        É sabido que o servidor contribui com todo o salário se ele quiser e vai receber a mais por isso!
        O problema da grande mídia é que querem nivelar todos por baixo ao invés de liberarem o teto para todos.
        O problema da imprensa é esse, jornalistas que se acham entendedores de tudo, e defecam pelos artigos!

  10. Então porque essa reforma precisa sacrificar ainda mais os futuros aposentados e as futuras viúvas de aposentados do INSS?. No caso das futuras viúvas, a crueldade é ainda maior, porque deverão, mesmo com mais de 60 anos e sem condições de conseguir um trabalho para aumentar sua renda, receber apenas 60 por cento do que recebe hoje o seu marido e ainda renunciar à sua própria aposentadoria.

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