Há um movimento crescente dentro do Ministério da Fazenda para barrar a nomeação de Joaquim Mendanha de Ataídes, tesoureiro do partido Solidariedade (SD) de Goiás e presidente do sindicato goiano dos Corretores e das Empresas Corretoras de Seguros (Sincor-GO), para o comando da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Segundo auxiliares do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o ideal é que uma pessoa com maior expressão no mercado seja indicada para substituir o atual xerife da Susep, Roberto Westenberger. Mas, por pressão do Palácio do Planalto, que precisa de votos para aprovar o impeachment definitivo de Dilma Rousseff, pode prevalecer a indicação política.
Ataídes é indicação do deputado federal Lucas Vergílio (SD-GO), filho do ex-deputado Armando Vergílio (SD-GO), que foi superintendente da Susep de 2007 a 2010, indicado pelo líder do PTB, Joavir Arantes (GO). Armando foi investigado pela Procuradoria Geral da República por um reajuste que teria beneficiado corretores e seguradoras em detrimento dos consumidores.
Brasília, 23h15min


One thought on “Resistência a goianos no comando da Susep”
Pois é, entrou já botando prá quebrar o Seu Mendanha!
Cheio de razão, e sem “segundas intenções”, além daquela de proteger os consumidores de seguro em geral, com um poderoso canetaço, decretou o fim de uma seguradora que assumia riscos “enjoados” e pagava de forma correta os sinistros. Sim, por por uma “questão fiscal”, e não financeira, segundo apontam todos os fatos, o “Seu Mendanha” (mais um tesoureiro de partido), trouxe para 70% dos consumidores brasileiros de seguros RCO e para 90% da frota fluminense de táxis, e estima-se uns 15% da frota brasileira, um belíssimo vendaval! Fez um imenso favor ao mercado, aos consumidores, e aos corretores (por sinal colegas seus!) em geral, cujas atividades dependiam desta nobre seguradora, chamada Nobre Seguradora do Brasil. Isto sem falar no transtorno profissional, emocional e financeiro imediato, trazido para todos os funcionários, fornecedores e diretores daquela seguradora, os quais segundo me consta, eram cidadãos trabalhadores honrados, comprometidos com suas atividades profissionais, e cuja sobrevivência sua e de suas famílias dependia única e exclusivamente do fruto do seu trabalho diário, e não de ideologias, alianças ou conchavos políticos… Ao que se saiba, nenhuma destas pessoas foi “indicada” para trabalhar lá, ou mesmo para consumir os produtos vendidos por aquela empresa… Os que lá trabalhavam, o faziam pelas suas reais competências, e os que compravam seus seguros, o faziam pelas suas escolhas. Mas a vida é assim, está sempre nos ensinando, não é “Seu Mendanha”? Um dia se pula a fogo, no outro se cai na banha… Ih, rimou!