Policiais e professores terão aposentadoria diferenciada com a reforma

Publicado em Economia

Segundo documento do governo federal, a idade mínima para a aposentadoria não vai valer para professores, que poderão receber o benefício aos 60 anos, e policiais e pessoas submetidas a trabalhos prejudiciais à saúde, que terão direito de deixar o mercado de trabalho aos 55 anos. Isso para homens e mulheres.

 

A medida vale se os trabalhadores tiverem, pelo menos, 15 anos de contribuição na Previdência Social, com exceção dos servidores públicos, que permanecem com o mínimo de 25 anos de trabalho. Fora esses grupos, homens só poderão se aposentar com 65 anos e mulheres, com 62 anos.

 

Além disso, a aposentadoria rural foi deixada de lado na reforma da Previdência, que será divulgada, nos novos moldes, na noite desta quarta, 22. Com isso, os trabalhadores do campo podem continuar se aposentando aos 60 anos, se forem homens, e aos 55 anos, se forem mulheres. O tempo mínimo de contribuição também se mantém em 15 anos.

 

Foi retirado do texto original da reforma, ainda, o benefício de prestação continuada (BPC), que é a garantia de um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência ou idoso com mais de 65 anos sem condições manter a própria manutenção financeira. Não é necessário ter contribuído para o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) para ter o acesso ao BPC.

 

Inicialmente, o governo tinha a intenção de alterar as regras da aposentadoria rural e extinguir o benefício de prestação continuada, mas precisou fazer ajustes no texto para tentar aprovar a reforma com 308 votos na Câmara dos Deputados. A mudança na proposta vai comprometer em 40% os ganhos iniciais do Executivo, de R$ 800 bilhões por 10 anos..

 

Brasília, 18h03min

6 thoughts on “Policiais e professores terão aposentadoria diferenciada com a reforma

  1. Quem votar a favor desse monstro alienígena que detona a todos e privilegia os poderosos como os banqueiros por exemplo com previdência privada, certamente não será eleito/a em 2018. Não será não!

  2. Boa sorte ao tentar encontrar algum professor fora do ensino superior que decida esperar até os 60 anos para se aposentar. Se hoje não encontra-se um, imagina depois dessa reforma maluca.

    1. Quero ver esses engravatados passarem 40 anos em sala de aula nessa realidade de salas superlotadas e total falta de estrutura nas escolas. Fora o tempo gasto pra elaborar o planejamento em casa. Professor raramente consegue se desligar do trabalho,mesmo quando não está no trabalho. Vão massacrar ainda mais a classe. Vai chover licenças por problemas físicos e psicológicos (hoje já está assim). De fato, professor da rede básica, nessas condições, vai virar espécie em extinção…

  3. Essa reforma só serve para tirar os direitos adquiridos dos pobres e da baixa classe média brasileira. A reforma não atinge quem realmente é responsável pelo déficit da Previdência: a classe política e a classe dos altos cargos do governo federal e demais. Esse pessoal ganha 20 mil, 50 mil, 100 mil por mês e tem direito a aposentadoria integral (até o limite do salário de um pseudo teto, que é constantemente ultrapassado com artimanhas jurídicas). Um político brasileiro consegue se aposentar com apenas 1 ano de trabalho (trazendo o tempo de outros serviços anteriores mas no salário da função atual). Isso fica escondido da propaganda da reforma e não é mencionada na mídia televisiva, radiofônica e escrita, que recebe altas verbas publicitárias de Brasília. Outra coisa, se massacra o funcionário público nessa reforma da Previdência mas não mencionam que eles não tem direito ao Fundo de Garantia por tempo de serviço. Querem obrigar o professor a trabalhar a mais, mas não dizem que ele trabalha dobrado, pois a maioria acumula dois empregos, devido aos baixos salários. Querem proibir o acúmulo de pensão com aposentadoria, prejudicando órfãos e viúvas, limitando a um valor miserável, não mencionando o fato de que a pessoa que deixou a pensão para a viúva foi um trabalhador que pagou a previdência por mais de 30 anos e morreu sem poder usufruir dela.

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