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IFI revisa de 6,5% para 5% previsão de queda do PIB em 2020

Publicado em Economia

ROSANA HESSEL

A Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, acaba de divulgar as novas previsões para as contas públicas, melhorando estimativas para o cenário base para o Produto Interno Bruto (PIB),  rombo das contas públicas e para a dívida pública, que poderá chegar a 100% do PIB em 2022 no cenário pessimista.

 

A queda do PIB de 2020, passando de 6,5% para 5% considerando o cenário base, com a taxa básica de juros (Selic) mantendo-se em 2% ao ano, a inflação em 3% no acumulado do ano e desemprego chegando a 13,5%. A entidade também elevou de 2,46% para 2,8% a estimativa de crescimento do PIB em 2021, na mesma base de comparação, e prevê crescimento em torno de 2,3% anual médio até 2030.

 

Os novos dados estão mais pessimistas do que o mercado que, de acordo com a mediana das estimativas do boletim Focus, do Banco Central,  que passou de 4,8%, na semana passada, para 4,66%, nesta semana. Para 2021, a estimativa de crescimento foi mantida em 3,31%.

 

Rombo e dívida menores 

 

Pelas novas previsões da IFI, no cenário base, o deficit primário das contas do governo central deverá ficar em R$ 779,8 bilhões, dado abaixo do rombo projetado em junho, de R$ 877,8 bilhões devido à melhora na arrecadação, especialmente, com o aumento da previsão de recolhimento dos impostos diferidos entre abril e junho.

 

A previsão para a dívida pública bruta em relação ao PIB no fim do ano passou de 96,1% do PIB, em junho, para 93,1%, em novembro. Contudo, a entidade manteve a estimativa de que os deficits primários deverão persistir até 2030, com a dívida bruta alcançando 100% do PIB, em 2024, e a 112,4% do PIB em 2030. Contudo, considerando um cenário pessimista, com o PIB encolhendo 5,5%, neste ano, e o governo não conseguindo reequilibrar as contas públicas e adotando ajustes reais do salário mínimo frequentes, é possível, pelas estimativas da entidade, que a dívida pública poderia ultrapassar 100% do PIB, em 2022, chegando a 156% do PIB até 2030.

 

“O risco de descumprimento do teto em 2021 continua alto, mas cenário melhorou em relação à revisão de junho. Para cumprir o teto de gastos em 2021, as despesas discricionárias do Executivo deverão ir a R$ 112,7 bilhões ou 1,5% do PIB, patamar historicamente baixo para esse conjunto de gastos. Nesse contexto, há muito pouco espaço para novas despesas primárias em 2021, especialmente um novo programa de transferência de renda ou de investimento em infraestrutura”, destacou o documento divulgado pela IFI nesta segunda-feira (16/11).