O presidente Michel Temer concordou e o governo vai anunciar hoje, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, as mudanças das metas fiscais deste ano e de 2018. O anúncio será feiro após reunião de Temer com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, e com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira. O rombo deste ano deve passar de R$ 139 bilhões para algo entre R$ 155 bilhões e R$ 159 bilhões. Para 2018, com buraco previsto de R$ 129 bilhões, fala-se em rombo em torno de R$ 170 bilhões. O anúncio da meta nesta semana foi antecipado pelo Blog e pelo Correio em edição de 2 de agosto.
É possível que o governo suspenda o pagamento dos reajustes de 2018 acertados com os servidores. A parcela só deve ser paga em 2019, gerando uma economia próxima de R$ 11 bilhões. A polêmica sobre esse ponto, porém, é grande, uma vez que todos os aumentos foram aprovados pelo Congresso e envolve categorias muito mobilizadas, como a dos auditores fiscais da Receita Federal. O governo também deve anunciar o corte de uma série de benefícios aos servidores, que custam R$ 16 bilhões por ano, e limitar o salário de entrada no setor público em R$ 5 mil, de forma que os funcionários possam progredir ao longo do tempo. Hoje, há concursos com salários iniciais de até R$ 27 mil.
O governo decidiu anunciar logo as novas metas fiscais para evitar mais desgaste sobre o assunto. O embate na equipe econômica está grande. Por Henrique Meirelles, as mudanças só sairiam no fim do mês, depois de todos os acertos com o Congresso sobre projetos que podem incrementar as receitas, como o do Refis. Mas Dyogo Oliveira e os ministros da área política brigaram para que o anúncio fosse feito logo para tirar o tema de pauta.
Se dependesse só da área política, o deficit fiscal deste ano e de 2018 seria de R$ 170 bilhões. Segundo o presidente do PMDB, senador Romero Jucá, esse seria o número ideal para acomodar todas as despesas. Mas a equipe econômica acabou batendo o martelo para que o rombo deste ano ficasse, no máximo, em R$ 139 bilhões, e o de 2018, em até R$ 129 bilhões. O problema é que o governo apostou demais em receitas extraordinárias para cobrir o aumento de gastos. A arrecadação extra não se confirmou.



7 thoughts on “Governo anuncia hoje mudança nas metas fiscais de 2017 e 2018”
são diversos ajustes a serem feitos: limitar salário de entrada, contratação por prazo determinado, FIM DE REGALIAS como “bônus de produtividade” (pago indiscriminadamente até a aposentados), “auxílio moradia” e uma série de adicionais.
Sou servidor público federal; concordo com a medida! PORÉM: Antes, deveria acabar com os famigerados auxílios moradia (mais de R$4MIL POR MÊS) os cargos comissionados (20 MIL cargos só no executivo) verbas de gabinete parlamentar (mais de R$50 mil por deputado), só em despesa com carros de autoridades (mais de R$ 1 BILHÃO ano passado) etc…
Está certo o congelamento; mas há muito gasto absurdo a ser cortado!!!
Todavia e o pessoal das empresas estatais s seus 15 salarios por ano ? Vão ter reajustes adiados tambem e cortes de mordomias ?
Para conter os gastos públicos todos poderes têm que fazerem sua parte e Acabandos com os privilégios a começarem pelos próprios deputados ministros estados cortando os carros oficiais as verbas de gabinetes outros tec etc…
Esse governo é assim. Fala grosso com os servidores e trabalhadores em geral, mas afina quando o assunto é cobrar as dívidas das grandes empresas e bancos que devem à Previdência, sonegam impostos à Receita etc.
A esses, o perdão das dívidas e a renúncia fiscal. Aos servidores, retirada de benefícios e arrocho salarial, não respeitando nem os acordos e reajustes aprovados pelo Congresso Nacional.
E para aqueles que acham que os servidores públicos são privilegiados, aqui vai uma dica: estudem bastante, deixem de lado o lazer, invistam em cursos, passem madrugadas acordados lendo livros e apostilas e quem sabe um dia vocês consigam ser aprovados em um concurso público, disputando uma vaga com centenas de concorrentes para que com seu próprio mérito tomem posse de um cargo na administração pública.
Mas andem logo porque o sonho dos atuais governantes é que não exista mais concurso algum e que o serviço público seja terceirizado, deixando finalmente o Estado de joelhos diantes dos interesses mais escusos.
Lamentável mais uma vez esse assim com outros governos corruptos quer que os sevidores publicos que trabalham honestamente paguem a conta do desgoverno e das cuecas e malas cheias de dinheiro roubadas do povo
Qierem economizar de verdade entao cortem a metade dos ministerios, metade dos parlamentares(senadoes. deputados. vereadores) e verbas de gabinetes, metade dos cargos comissionados. Devolução de todo dinheiro roubado do mensalão e petrolão e pagamento das dívidas previdenciárias dos 100 maiores devedores. Ai sim seria um bom começo!