Funcionários da Geap são cooptados e manipulados, diz diretor

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Em nota enviada ao Blog, por meio de sua assessoria de imprensa, o diretor executivo da Geap Saúde, Roberto Sérgio Fontenele Candido, diz que sua fala em evento com gerentes da empresa teve como objetivo sensibilizar a todos sobre o atual momento do plano de saúde que atende, prioritariamente, servidores públicos. O Blog teve acesso ao áudio da conversa.

Ele diz, na nota, que profissionais da Geap vêm sendo cooptados e manipulados por agentes externos. A empresa, como outros convênios médicos, tem sido vítima de superfaturamento e de cobrança ilegal de serviços. Com isso, o rombo da Geap só aumenta. No áudio, Fontenele afirma que a empresa precisa de R$ 130 milhões até o fim de junho para não quebrar.

Veja a íntegra da nota enviada pela Geap:

O diretor executivo da Geap Autogestão em Saúde, Roberto Sérgio Fontenele Candido, empossado há três semanas, ao manifestar suas opiniões no ambiente corporativo da empresa, teve conhecimento de que o áudio dessa fala interna foi veiculado na imprensa. Nesse sentido, vimos esclarecer:

1) Quando se disse, genericamente, que os hospitais e médicos “roubam” os planos de saúde, quis tão somente, evidenciar o que a imprensa tem veiculado, frequente e nacionalmente, como, por exemplo, a Operação Mister Hyde (conduzida pelo MPDFT e PCDF), a qual flagrou profissionais e prestadores praticando superfaturamento nos preços de procedimentos, materiais e medicamentos, além de órteses e próteses.

2) A fala, ilegalmente gravada e divulgada, tinha a intenção de sensibilizar os colaboradores nas mais diversas áreas da corporação, distribuídos em todo o Brasil. O propósito era envolvê-los no processo de gestão, necessário ao atendimento dos dispositivos legais, quanto às reservas financeiras junto à Agência Reguladora, pois é nítido o abrangente processo de cooptação e manipulação de profissionais de seu corpo funcional, praticado por agentes externos. Por ora, cabe esclarecer que o recurso (no valor de 130 milhões) para compor a reserva técnica, determinada pela atual legislação, está apropriado e contabilizado para o cumprimento de tal finalidade.

A Geap possui uma carteira de beneficiários bem diversificada e complexa. Esse cenário amplia a responsabilidade dos atuais gestores que têm indicadores de gestão que podem ser melhorados significativamente. E caso sejam identificadas fraudes e outras atividades nocivas ao bom funcionamento institucional, os atuais gestores não medirão esforços para eliminar esse modelo predatório de práticas.

A Geap Saúde estima que essa fala mereça ser compreendida como um indicador positivo para todos os fornecedores – incluindo hospitais, clínicas, laboratórios, indústria farmacêutica, OPME, dentre outros -, ao reconhecerem que essa atitude do Diretor Executivo foi de uma postura sincera e de maturidade gerencial junto aos funcionários, mas também com o mercado e o governo, para que os serviços de saúde sejam mais qualificados e, merecidamente, geridos de maneira profissional. Queremos um Brasil com mais qualidade de vida e isso é possível se cada um dos entes reconhecer a sua corresponsabilidade.

Estimamos que a imprensa seja uma parceira nessa pauta, de modo a compartilhar aos beneficiários, governo e mercado, uma agenda positiva, informações qualificadas e esclarecimentos que favoreçam a toda sociedade.

Brasília, 12h12min

Vicente Nunes