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Em reunião com novo presidente do INSS, médicos peritos querem indicar diretores

Publicado em Economia

Nem bem se sentou na cadeira de presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Leonardo Rolim já recebeu para uma conversa Francisco Cardoso, presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), carreira com forte lobby dentro do órgão. Foi a primeira visita oficial a Rolim.

 

Dentro do INSS diz-se que a associação de peritos foi a grande responsável pelo lobby que derrubou Renato Vieira da presidência do INSS. A relação entre essa carreira e Vieira era péssima. Os peritos sempre cobraram privilégios que não foram atendidos.

 

Na conversa com Rolim, Cardoso sinalizou que a carreira quer participar das indicações de futuros diretores do INSS. Praticamente todo o corpo diretor do órgão será substituído. Os peritos dizem ter papel fundamental dentro do instituto para reduzir as enormes filas — 2 milhões estão à espera de benefícios.

 

Não custa lembrar, porém, que foi o corpo mole desses peritos que sempre prejudicou os trabalhadores. Eles se consideram acima do bem e do mal. Só começaram a trabalhar direito depois que passaram a receber extras para agilizar a análise de pedidos de aposentadorias e de auxílios doenças.

 

Desrespeito

 

Os peritos se sentem tão donos do INSS que, mesmo tendo saído da estrutura do órgão, se recusaram a deixar o sétimo andar do prédio onde funciona o instituto. Assim, acreditam que conseguem manter as pressões mais latentes, como garantir que o INSS lhe pague vantagens como diárias e passagens.

 

Apesar de alegarem eficiência, os peritos atrasam atendimentos. Até bem pouco tempo, antes de os peritos receberem adicionais para liberar processos, trabalhadores ficavam até quatro meses à espera de atendimento para terem acesso a auxílio doença.

 

Ou seja, mesmo já estando liberados pelos médicos particulares, os trabalhadores não podiam voltar às atividades, porque sequer tinham sido atendidos pelos peritos, Sem dinheiro, muitos trabalhadores tiveram que recorrer a ajuda de familiares e amigos para não passarem fome.

 

Brasília,