O Itamaraty está obrigando todos os diplomatas que furarem a greve decretada a partir de hoje a assinarem um registro de frequência. Normalmente, eles não são obrigados a baterem ponto eletrônico, ao contrário dos demais profissionais do Ministério das Relações Exteriores (MRE), como oficiais e assistentes de chancelaria. “O registro da frequência estende-se aos diplomatas, com exceção das chefias das unidades, que deverão assinar e carimbar as folhas de ponto de todos os servidores”, diz comunicado liberado hoje.
O MRE informa que, “durante a paralisação, fica suspenso o uso de equipamento eletrônico ou mecânico para fins de apuração de frequência, cujo registro deverá ser feito manualmente por meio do formulário PTO-3 (Formulário de Controle Extraordinário de Ponto), disponível na Intratec. Todas as unidades, inclusive aquelas em que não houver paralisação, estão obrigadas a observar a medida”.
Os formulários dos pontos terão que ser enviados à Divisão do Pessoal a cada três dias. Terão que ser especificados os servidores que estão em férias, afastados ou em licença. No caso dos postos no exterior e dos escritórios regionais, os formulários terão que ser enviados para um e-mail eletrônico criado só para isso.
Brasília, 13h30min


2 thoughts on “Diplomatas que furarem greve terão que assinar ponto”
De acordo com o DECRETO Nº 1.867, DE 17 DE ABRIL DE 1996, todos os servidores deveriam ter o ponto controlado, com poucas exceções (como aqueles que desempenham funções de natureza especial). Portanto, os diplomatas não deveriam ser
dispensados do registro de assiduidade. Este é um claro reconhecimento por parte do MRE de que não há a prática do ponto e que os diplomatas vêm desrespeitando os dispositivos legais.
De acordo com o DECRETO Nº 1.867, DE 17 DE ABRIL DE 1996, todos os servidores deveriam ter o ponto controlado, com poucas exceções (como aqueles que desempenham funções de natureza especial). Portanto, os diplomatas não deveriam ser
dispensados do registro de assiduidade.