O governo priorizará concursos neste ano para preencher vagas ocupadas por terceirizados. Segundo o secretário de Gestão do Ministério do Planejamento, Gleisson Rubin, isso faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a órgão e o Ministério Público (MP). As exceções ficarão por conta de áreas na quais sejam comprovadas necessidade imediata de contratação de pessoal.
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Rubin ressalta, em entrevista ao programa CB.Poder, uma parceira do Correio Braziliense e a Tevê Brasília, que o orçamento da União está muito restrito para se ampliar, sem necessidade, os gastos com pessoal. Ele acrescenta que, em vez de contratar mais servidores, o governo priorizará a implantação de sistemas de tecnologia que permitam o atendimento direto ao público.
Isso deverá ocorrer, por exemplo, no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A partir de 2019, um terço dos quase 30 mil servidores do órgão poderão se aposentar, conforme acordo coletivo fechado com os sindicatos que representam a carreira. Eles aceitaram estender por três anos a permanência no trabalho desde que incorporassem nas aposentadorias as gratificações.
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Sem garantia de nomeações
O secretário destaca ainda que não há garantia de nomeação, neste ano, dos aprovados em concursos que estão em andamento, como o da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). “Estamos em um ano eleitoral. Só podemos nomear servidores até 30 de junho e depois das eleições. Se houver, por exemplo, uma contestação em algum concurso, pode haver atrasos ou mesmo cancelamento”, afirma.
Ele lembra o caso do concurso para gestores do Ministério do Planejamento, que, diante das muitas suspeitas de irregularidades, acabou suspenso. “Não podemos descartar uma judicialização do concurso. Portanto, as nomeações dependem do andamento do processo. Neste ano, ainda temos as limitações da lei eleitoral”, reforça.
Na avaliação do secretário, já se percebe uma mudança no perfil de servidores que estão entrando no governo. Em vez de pessoas com perfil muito específico, o que se quer são generalistas, trabalhadores que possam executar múltiplas funções. “O concurso para a Abin já deixa isso bem claro”, diz.
Brasília, 11h59min


6 thoughts on “Concursos serão para preencher vagas de terceirizados, diz Planejamento”
O concurso para gestor foi anulado porque os corruptos do PT no MPOG colocaram suas mãos imundas no edital.
Caro Lúcio, não nos esqueçamos que a culpa nunca é só de um. Onde estiveram e estão os legisladores desse país que tem o papel de FISCALIZAR e não viram nada?! Cúmplices ou omissos? Se o executivo faz errado é porque o legislativo pactua. Isso é fato!
Deixe de baboseiras. O TCU é orgão do Legislativo, e justamento quem anulou essa arapuca do partido do condenado nove dedos.
É Lúcio. O brasileiro tem mania de tapar os olhos. Então tá!
Bom negócio esse dos servidores do INSS trabalham mais 3 anos e incorporam para a vida toda, justamente na hora que se quer acabar com isso. Ou seja se incorpora vantagem sem a devida contribuição algo tão negado pela maioria dos servidores.
Governo atual tem uma obsessão: Destruir o serviço público e atrair mão de obra barata e desqualificada.
Precarizar, desqualificar e depois privatizar.
Assim ajudam os amigos que financiaram suas campanhas e deixam a população nas mãos de funcionários mau remunerados e com sobrecarga de trabalho. Ou seja, vai piorar, e muito o que já é insatisfatório.
Terceiriza logo de vez. Assim descamba tudo de uma vez por todas.
Mas e daí? Rico e político nunca precisaram de serviço público mesmo. A população que se dane.