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Com nova taxa Selic, Brasil mantém a liderança do ranking global de juros reais

Publicado em Economia

ROSANA HESSEL

 

Com a alta de 0,50 ponto percentual na taxa básica da economia (Selic) determinada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta quarta-feira (03/08), o Brasil mantém a liderança do ranking global dos maiores juros reais (descontada a inflação).

 

A partir de amanhã, a taxa Selic passa de 13,25% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e o colegiado sinalizou que “avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião”

 

De acordo com levantamento feito por Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset Management, o Brasil se consolida na 1ª colocação do ranking mundial dos juros reais, com taxa de juro real de 8,52% ao ano — acima de países vizinhos como México, Colômbia, Chile e Indonésia. O índice é calculado com uma combinação da inflação projetada para os próximos 12 meses, com base nos dados do boletim Focus do Banco Central, de 4,81% e a taxa de juros DI a mercado dos próximos 12 meses com vencimento mais líquido de agosto de 2023.

 

Em termos nominais, o país continua na 3ª colocação, abaixo de Argentina e da Turquia e acima de Hungria, Chile e Colômbia. “Os programas de aperto quantitativo continuam lentos e o movimento global de políticas de aperto monetário continuou a ganhar força, com o aumento expressivo no número de BCs sinalizando preocupação com a inflação, mesmo com a queda do preço de commodities”, destacou Vieira no relatório enviado aos clientes. Ele considerava uma probabilidade de 55% de alta de 0,50 ponto percentual.

 

No computo geral, considerando uma listagem de 167 países, 45,51% mantiveram os juros, 50,90% elevaram e 3,59% cortaram. No ranking da Infinity, de 40 países, 15% mantiveram, enquanto 82,50% elevaram as taxas e 2,50% cortaram