RODOLFO COSTA E HAMILTON FERRARI
Representantes do governo federal e dos caminhoneiros estão reunidos na tarde desta quarta-feira (23) para tentar chegar a um acordo para o fim da paralisação iniciada na segunda. A categoria dos trabalhadores cobra do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, três pontos cruciais: mudanças na política de reajuste do preço do óleo diesel, com congelamento mínimo de três meses; redução do PIS/Cofins sobre o combustível; e o fim da cobrança de pedágio dos caminhões que trafegam sem mercadoria e com os eixos suspensos em rodovias federais sob concessão.
Os caminhoneiros não estão dispostos a abrir mão das reivindicações. Mas há uma divisão na categoria em relação a algumas delas. Há quem defenda que é importante apresentar as demandas, mas ser flexível em relação a uma delas. Para alguns caminhoneiros, a eliminação da cobrança de pedágio dos caminhões sem mercadoria é a mais passível de ser abdicada. O entendimento dessa parcela de profissionais é que, se demandar demais, pode acabar não conseguindo nada.
A pauta da redução do PIS/Cofins é polêmica, uma vez traria impactos as receitas num momento de grande escassez. O governo, por ora, não dá sinais de atender a esta demanda. Mas tudo ainda está sendo negociado. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer incluir no projeto de reoneração da folha de pagamento a inclusão de um corte temporário dos impostos que incidem sobre o diesel. Maia, por sinal se tornou um problema para o governo.
O governo trata o assunto com prioridade. Comércios estão enfrentando problemas de desabastecimento. O próprio Aeroporto de Brasília corre o risco de ficar sem combustível na tarde de hoje. A Padilha, os caminhoneiros apresentarão um balanço da manifestação até o momento. O protesto soma mais de 300 pontos de paralisação espalhados entre os 26 estados, e o Distrito Federal.
Brasília, 15h01min


6 thoughts on “Caminhoneiros querem que governo congele preços dos combustíveis”
O dono desse país é o povo caramba!
É isso aí caminhoneiros. Mostre para o MBL e vem pra rua que esse governo tem que ser combatido.
Parem e tranquem tudo, querem que o trabalhador pague pela roubalheira da PETROBRÁS e que garanta polpudos dividendos a estrangeiros.
Não podem parar,essas taxas estão muito altas, eles tem que melhorar essa inflação de demanda muito vergonhoso nossa situação.
Congelar os preços?? Assim como a Dilma fez com o preço da conta de luz? Sabemos bem o resultado dessa operação. Os juros não são controlados pela vontade de uma pessoa, é a economia que dita. Aprendam, não existe almoço de graça, se congelar agora lá na frente a gente vai pagar o preço do mesmo jeito. Tem que ir aos poucos diminuindo a incidência de determinado grupo de tributos, fornecer isenção para alguns e diversas outras medidas que farão com que o preço caia gradativamente, dando tempo da economia se manter. Não podemos esquecer também de um dos principais motivos do preço do combustível ser tão alto, o fato da Petrobras ser a única empresa que explora petróleo em solo nacional, mesmo a concorrência sendo aberta para outras empresas, mas quem seria louco de competir com uma empresa do governo Brasileiro, em solo Brasileiro? Ainda tem o fator de sermos fornecedores de matéria-prima, mas mandamos para outros países que refinam o produto e devolvem para a gente como importação. Ou seja, tem diversos motivos que levam os preços altos nas bombas, mas do jeito que está não pode continuar.
Ué, não queriam a privatização da Petrobrás? Ora, esse é o preço que o pessoal que defende a Petrobrás tem que pagar. Afinal, os acionistas da Petrobrás privatizada só querem saber de seus lucros e pagamentos dos dividendos com o preço da gasolina lá nas alturas e o povo que se estrepe. Simples assim!