Crédito: CBS/Divulgação
Veredito: Excelente
A responsabilidade da série Young Sheldon era grande. Muito grande. Spin-off de The Big Bang Theory, uma das maiores produções de comédia da atualidade, o seriado tinha como objetivo mostrar a infância de um dos personagens mais queridos de TBBT, Sheldon Cooper, papel consagrado pelo Jim Parsons, que foi premiado algumas vezes pela atuação. E, mesmo sendo cedo (só o piloto foi exibido), é possível dizer que a comédia fez (muito bem) a lição de casa.
Lançada em 25 de setembro nos Estados Unidos (a série chegará ao Brasil em 8 de outubro, às 22h25, na Warner), a série se passa em 1989 quando Sheldon (Iain Armitage), com 9 anos e devido a sua mente brilhante, avança na escola para o Ensino Médio. O pequeno está animadíssimo, mas a situação logo se mostra um transtorno para a família Cooper. O irmão mais velho Georgie Jr. (Montana Jordan) precisará dividir a classe com Sheldon, o que a irmã gêmea de Sheldon, Missy (Raegan Revord) garante ser uma enrascada. E os pais Mary (Zoe Perry) e George (Lance Barber) sabem que a chegada do jovem ao Ensino Médio não será nada fácil por conta do jeito de Sheldon.
A série começa fazendo um grande agrado aos fãs de TBBT com a narração de Jim Parsons. No entanto, esse é o único momento que Young Sheldon de fato tem alguma semelhança com a produção original. Diferentemente de The Big Bang Theory, Young Sheldon não é uma produção sobre ser um nerd no mundo, mas, sim, uma história sobre uma família que tenta se adaptar a um jovem extremamente inteligente e cheio de peculiaridades tentando levar uma vida comum no Texas, nos Estados Unidos. E essa, inclusive, é a grande qualidade de Young Sheldon. Em momento algum, a série pretende ser um novo TBBT. Ela faz questão de ser original. E sua originalidade promete entregar ao espectador uma ótima história.
O ator mirim Iain Armitage já havia provado em Big little lies, minissérie aclamada da HBO, que daria conta do recado. Ele entrega um Sheldon que não perde para o de Parsons: arrogante (mesmo sem querer), irritante (até certo ponto) e falante. A novidade é que Armitage dá uma humanizada a Sheldon e até imprime um grau de fofura, que toda criança tem mesmo que involuntariamente. Ver esse outro lado de Sheldon e uma certa vulnerabilidade do personagem serve para que os fãs de The Big Bang Theory também possam entender como Sheldon se tornou o Sheldon que conhecemos.
Ao deixar de lado as figuras dos amigos da vida adulta de Sheldon, Penny (Kaley Couco) e Leonard (Johnny Galecki), a série acerta ao mostrar o ambiente familiar do personagem, principalmente, ao destacar a figura da mãe. Tentando dar uma fidelidade a uma personagem que já foi introduzida em TBBT, Young Sheldon tem Zoe Perry, no papel da mãe. Ela é filha de Laurie Metcalf, atriz que faz o papel na produção original. Personagem essencial na vida de Sheldon, é ela quem dá todo o apoio ao filho. Ela é a Cooper que melhor entende o pequeno e todos os seus métodos e manias (o uso de gravata borboleta, a dificuldade do contato físico e o incômodo com os sons).
Em certo ponto, Young Sheldon lembra Atypical, até pelo fato de mostrar, mesmo que de forma bem sutil, um pouco sobre a síndrome de asperger — problema de interação pessoal que o personagem possui ( inclusive, espero que a série aproveite a oportunidade para se aprofundar na temática) — e como a forma excêntrica de Sheldon afeta toda a família Cooper.
Vida longa a Young Sheldon!
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