Vilão de “Ainda estou aqui”, Luiz Bertazzo está em “Vale tudo”

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Ator do ganhador do Oscar 2025 foi convidado para uma participação no remake do clássico da tevê

Patrick Selvatti

Em Ainda estou aqui, o grande antagonista da história é o regime militar que destruiu a família Paiva e se apresenta na figura de Schneider, o homem que prende Rubens Paiva (Selton Mello) no aclamado longa-metragem ganhador do Oscar. Intérprete do repressor que destrói a harmonia de Eunice Paiva (Fernanda Torres), Luiz Bertazzo poderá ser visto, em breve, na novela Vale tudo. É uma participação de poucos capítulos, mas o ator de 40 anos foi convidado especialmente para o papel no remake adaptado por Manuela Dias.

No remake, Bertazzo viverá Gervásio, um detetive contratado para localizar uma mala repleta de dólares de Marco Aurélio (Alexandre Nero). O item cairá nas mãos dos protagonistas Raquel (Taís Araújo), Ivan (Renato Góes) e Maria de Fátima (Bella Campos). Essa quantia em dinheiro (roubado, diga-se de passagem) promoverá uma grande virada na trama.

Vilão sofisticado

Sobre a obra brasileira ganhadora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro — que está disponível no Globoplay —, Bertazzo reforça ter vivido “um sonho”. “Sem dúvidas, foi a realização de um sonho estar em cena com Fernanda Torres e Selton Mello, sendo dirigido pelo Walter Salles”, contou Luiz Bertazzo, que relembrou, ainda, o momento em que ouviu do diretor que sua atuação foi “capaz de mudar a temperatura do set”.  Fernanda Torres também destacou o trabalho de Luiz Bertazzo durante uma coletiva de imprensa na Mostra SP. “Os agentes da ditadura não são tratados como brutos e burros; pelo contrário, eles eram extremamente gentis na casa. E você vê no Bertazzo, da maneira como ele fez, que é um cara sofisticado. Você não está lidando com uma brutalidade burra”, declarou a veterana, que concorreu à Melhor Atriz no Oscar e ganhou o título no Globo de Ouro.

Essa não é a primeira vez que o artista sul-matogrossense participa de um festival internacional importante. Em 2020, seu primeiro longa-metragem como roteirista, Alice Júnior, foi selecionado para o Festival de Berlim. Em 2024, também teve sua imagem projetada no Festival de Cannes, no filme Baby, de Marcelo Caetano.

Patrick Selvatti

Sabe noveleiro de carteirinha? A paixão começou ainda na infância, quando chorou na morte de Tancredo Neves porque a cobertura comeu um capítulo de A gata comeu. Fã de Gilberto Braga, ama Quatro por quatro e assiste até as que não gosta, só para comentar.

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