The wilds surpreende ao misturar trama de sobrevivência e conspiração com dramas adolescentes

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Série da Amazon Prime Vídeo, The wilds acompanha um grupo de meninas numa ilha após um acidente de avião. Confira a crítica!

Uma mistura de Lost e Maze runner com dramas típicos da vida adolescente. Essa é uma forma simples de explicar a série The wilds, lançada no fim do ano passado na Amazon Prime Vídeo. A primeira temporada é composta por 10 episódios e tem produção executiva de Sarah Streicher, Amy B. Harris, Jamie Tarses e Dylan Clark. Uma sequência foi confirmada pelo streaming.

A produção acompanha um grupo de meninas, sendo nove ao todo, que, após um acidente de avião, tenta sobreviver numa ilha. Todas tiveram problemas em suas vidas que a fizeram estarem juntas na mesma aeronave em direção a uma espécie de programa de desenvolvimento pessoal, o “Amanhecer de Eva”.

A cada episódio, a trama se destrincha sobre o passado de uma das jovens unido flashbacks com os acontecimentos na ilha e também no presente, quando as meninas estão dando depoimentos após o resgate. Assim, o espectador conhece Leah (Sarah Pidgeon), que acaba sendo um pouco mais protagonista e fio condutor da narrativa; Toni (Erana James); Nora (Helena Howard); Rachel (Reign Edwards); Shelby (Mia Healey); Dot (Shannon Berry); Martha (Jenna Clause); Fatin (Sophia Ali); e Jeanette (Chi Nguyen). Por meio do passado das personagens, a trama aborda distúrbios alimentares, sexualidade, suicídio, abuso sexual, entre outros assuntos de forma aprofundada.

Crédito: Amazon Prime Vídeo/Divulgação

Durante o período na ilha, esses temas também estão presentes, mas os focos são a sobrevivência do grupo no local e os mistérios que envolvem o acidente e a ilha em si. Diferentemente de Lost, a série não demora para explicar ao espectador o que está por trás da narrativa. Pelo contrário, a reviravolta é logo entregue e, ao longo dos episódios, ela vai se desenvolvendo fazendo com que a narrativa seja instigante para quem assiste.

É o tipo de série que dá para teorizar ao mesmo em que é possível se envolver com a figura de cada uma das personagens, todas muito carismáticas e diferentes a ponto de serem empáticas ao maior número de pessoas. De forma inteligente, apesar de nem tanto surpreendente, o seriado deixa um gancho ótimo para a segunda temporada, já confirmada pelo estúdio, quando poderá responder as perguntas deixadas no primeiro ano.

Adriana Izel

Jornalista, mas antes de qualquer coisa viciada em séries. Ama Friends, mas se identifica mais com How I met your mother. Nunca superou o final de Lost. E tem Game of thrones como a série preferida de todos os tempos.

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