Sucesso em Cangaço novo, Thainá Duarte virá em Maria Bonita

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Atriz paulista mergulha fundo no universo nordestino e brilha em séries no estilo bang bang

Patrick Selvatti

Estrondoso sucesso no streaming, a série Cangaço novo, em cartaz na Amazon Prime Video, traz no elenco a jovem atriz Thainá Duarte, como Dilvânia, a irmã de Ubaldo (Allan Souza Lima) e Dinorah (Alice Carvalho). Produção no mais puro nordersten (a versão nordestina do western dos EUA), a paulista se destaca em um elenco majoritariamente nativo, e declara: “o contato com as pessoas da região me mostrou um tipo de convívio e lugar de olhar e escuta com o próximo que eu trouxe pra minha vida pessoal”.

E, no mesmo gênero bang bang do Nordeste, Thainá está no elenco de Maria Bonita, que também conta a história do cangaço, prevista para ir ao ar no Star+ em 2024. A atriz enxerga esse movimento no audiovisual, que vem dando destaque a esse universo nordestino tão peculiar, como um movimento natural de uma demanda reprimida na história do audiovisual. “Retrata o que é ser brasileiro, de forma mais verdadeira e plural, do que o que estamos condicionados a ver na maioria das nossas grandes produções”, afirma, destacando que a região Nordeste conta com nove estados e cada um deles abarca uma herança cultural significativa e de suma importância para a construção do país. “Contar com a visão de mundo que esses artistas e que esse universo tem a oferecer é olhar verdadeiramente para nossa potência cultural, que, na minha opinião, se dá na diversidade”, define.

Com Alice Carvalho e Allan Souza Lima, em ‘Cangaço novo’ | Divulgação

Cidadania

Aos 28 anos, Thainá também protagonizou o sucesso Aruanas, do Globoplay, ao lado de Débora Falabella, Taís Araújo, Camila Pitanga e Leandra Leal. Na série, com duas temporadas, ela dá vida a ativista ambiental Clara e admite que o contato que teve com a Amazônia (e toda sua magnitude) durante as filmagens e com todas as ONGs que endossaram a obra ficcional a transformou.

“Foi a partir da série que tive a chance de me cercar de um novo grupo de pessoas e institutos que debatem ativamente as pautas ambientais (com uma linguagem acessível) como WWF, Greenpeace, Paloma Costa, Kamila Camilo, Txai Suruí, Zé na Rede, Tukuma Pataxó, Sonia Guajajara, Ailton Krenak, Greta Thunberg, Átila Roque, Sueli Carneiro…”, enumera. “Ouvir essas pessoas transforma cotidianamente minha relação com o meio ambiente e com a minha voz de responsabilidade enquanto cidadã”.

E cidadania deu o tom a Aruanas, especialmente por meio da personagem Thainá. Clara foi vítima de abuso sexual e o tema foi tratado na série. A atriz destaca que os números de mulheres que sofrem violência doméstica e abuso no Brasil são alarmantes e é muito importante que esses temas sejam debatidos e retratados, até que esse deixe de ser um problema de saúde pública.

“Abrir para debate um relacionamento abusivo vivido por uma jovem em rede nacional foi extremamente importante e tenho certeza que ajudou muitas pessoas. A arte tem o poder de conscientizar e transformar. No caso da Clara em Aruanas, por exemplo, houve a oportunidade de mostrar a muitas meninas e mulheres que estavam vivendo relacionamentos abusivos, que o que elas estavam passando dentro de suas casas, era algo nomeável e criminoso”, defende Thainá.

Clara (Thainá Duarte ), Verônica ( Taís Araújo ), Natalie (Débora Falabela) e Luiza (Leandra Leal) | Divulgação

Cinema

Disponível para convites de atuação em novelas, a atriz está também no cinema, no filme, ainda a ser lançado, chamado Barba ensopada de sangue. Na adaptação para o cinema da obra de Daniel Galera, com direção de Aly Muritiba (o mesmo de Cangaço novo), ela vive uma caiçara e faz par com Gabriel Leone. “Estar novamente com Aly Muritiba trouxe uma nova camada para a personagem, pois já estávamos alinhados com relação a nossa linguagem no set. Além disso, a proposta do universo do Daniel Galera no livro, que transpassa muito bem para o filme, é um convite diferente ao universo das personagens que vinha fazendo. Acho que foi um processo importante de estudo a partir do livro e será interessante ver como os fãs da história e o público em geral vão receber essa adaptação”, finaliza Thainá.

Patrick Selvatti

Sabe noveleiro de carteirinha? A paixão começou ainda na infância, quando chorou na morte de Tancredo Neves porque a cobertura comeu um capítulo de A gata comeu. Fã de Gilberto Braga, ama Quatro por quatro e assiste até as que não gosta, só para comentar.

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