Ransom Canyon — Crédito: Divulgação/Netflix
Todo fã de séries busca, nos novos conteúdos, algo básico: qualidade. As histórias precisam ser bem contadas, é importante ter uma linha narrativa minimamente coerente, as atuações precisam ser afiadas, e a direção precisa amarrar diversas pontas. É, essencialmente, tudo que Ransom canyon não tem. Então por que será que é tão difícil largar os 10 episódios da temporada de estreia que chegou há pouco na Netflix?
Na teoria, a produção deveria falar de “amor, terra e legado”. Na prática, contudo, Ransom canyon é um drama à la velho-oeste que aborda as idas e voltas de diferentes relacionamentos, misturando simplórias narrativas de “bem contra o mal” e homens bonitos em cenas sem camisa (o que pode ser até uma reparação histórica, devem dar-se os créditos).
O que mais chamou a atenção na nova aposta da Netflix tem nome e sobrenome: Minka Kelly. Desde 2006 tento acompanhar os trabalhos do elenco de Friday night lights e o protagonismo da eterna cheerleader em Ransom canyon não poderia passar despercebido.
Minka agora dá vida a Quinn, uma mulher que sempre foi apaixonada por Staten (Josh Duhamel), o marido da melhor amiga. Muitos anos após a morte da tal amiga, os dois começam a se aproximar e viver o mais chato vai-e-volta da história da TV. O casal que deveria ser o protagonista, no entanto, acaba sendo soterrado pelos excessivos coadjuvantes e todos os romances envolvidos entre eles.
Aí vem a história do campo e da terra. A produção quer trazer a questão da importância do interior norte-americano, mais especificamente do Texas e ventilar a ideia de um modo de vida conservador e primordial. O problema é que essa ideia é transmitida, basicamente, por cenas de alguém andando a cavalo ao som de música country ou algum diálogo sofrido que versa sobre algo na linha do “Só um verdadeiro fazendeiro sabe a importância dessas terras”.
Se no lado criativo Ransom canyon é instável, as atuações são sustentadas por farpas. Escapam basicamente Duhamel e a Minka Kelly. Grande parte dos coadjuvantes é jovem (o que não abre tanto espaço para cobranças) e os que não são, como Jack Schumacher — que interpreta o suposto vigarista Yancy —, são reduzidos a cenas sem camisa.
Depois de terminar Ransom canyon, fiquei pensando no que me motivou a assistir aqueles 10 episódios. E a resposta é simples. As séries ruins têm importância: a de descontração. Depois de uma semana longa de trabalho eu não queria me preocupar com a sorte de Ellie em The last of us e muito menos entender a motivação de June na reta final de The handmaid ‘s tale. Uma descontração, às vezes, é a melhor pedida. E nesse sentido, não haverá nada melhor do que Ransom Canyon.
Cidade fictícia do interior do Rio Grande do Norte, Barro Preto está localizada em uma…
Astro mirim revelado em Amor perfeito será neto de Zezé Motta em A nobreza do…
Com continuação prevista para 2027, sucesso de João Emanuel Carneiro retorna à TV Globo em…
Ator carioca vive agora um bilionário paulistano na nova produção da ReelShort. Ele faz par…
Atores interpretam o par romântico central na nova novela das seis, que estreia em março…
Protagonizada por uma princesa africana e um trabalhador nordestino, a A nobreza do amor é…