Crédito: HBO/Divulgação. Cultura. Cena da série nacional Pico da Neblina, de Quico Meirelles.
Um Brasil em que a maconha foi legalizada. Esse é o contexto que dá início à história de Pico da neblina, criada e dirigida por Quico Meirelles. Apesar desse aspecto quase de uma realidade alternativa, a produção está longe de ser uma distopia, como se pensava. A trama se passa na atualidade apenas com essa questão sendo imaginada.
“O que a gente propôs é um Brasil de 2019, com tudo igual no mundo, mas tem essa pequena diferença que a maconha foi legalizada no Brasil. Com isso, a gente vê o que acontece com todos os personagens que tinham algum envolvimento com a droga. É menos uma realidade alternativa, mas o mundo como ele é com essa pequena mudança”, revela o diretor ao Próximo Capítulo.
Para pensar nesse novo contexto, o time de roteiristas foi atrás da realidade de países em que a maconha, de fato, é legal. “Os roteiristas ficaram um ano quase desenvolvendo uma bíblia e o roteiro do primeiro episódio antes de apresentar a série para a HBO. Ao longo do processo inteiro, a gente pesquisou muito os modelos de legalização. Nos EUA é mais voltado para o livre comercial, deixando a concorrência solta e legalizado de uma forma mais ampla. No Uruguai é mais focada no estado: toda maconha é comprada e vendida pelo estado. Na Europa, cada lugar tem um jeito, Espanha, Portugal, Holanda… A gente achou que para a nossa história o que mais nos ajudaria do que deveria acontecer no Brasil seria o modelo americano baseado no livre comércio”, revela Quico Meirelles.
A narrativa tem Biriba, vivido por Luis Navarro, como o protagonista da história. Pico da neblina gira em torno do personagem, um ex-traficante que decide investir no comércio da maconha agora de forma legalizada. Para isso, ele conta com ajuda de um sócio investidor Vini (Daniel Furlan). Em contraponto, Salim (Henrique Santana), melhor amigo de Biriba, prefere seguir na ilegalidade. “(Com esse personagem) Quero quebrar esse estereótipo do traficante. Trazer essa humanidade. Criei uma expectativa de uma maneira positiva”, conta Luis Navarro.
“O Biriba é o nosso ponto central da história. A partir dele se desenrolam outros conflitos, como do Salim, que está entrando cada vez mais firme no tráfico. Tem o Vini, que é um ex-cliente do Biriba, interpretado brilhantemente pelo Daniel Furlan, que mostra a alta sociedade de São Paulo. Também contamos a história da família do Biriba, que tem a Dona Irene, muito apegada ao passado e a imagem latente do marido, um traficante famoso e chefe do crime do bairro em que eles moram na periferia. Tem a irmã do Biriba, que é mãe de duas meninas”, adianta o diretor.
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