Percy Jackson estreia como série e foca na fidelidade aos livros

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Com o autor da obra Rick Riordan assinando a criação, Percy Jackson e os Olimpianos tem o caminho livre para ser um sucesso, leia as primeiras impressões do Proximo Capítulo

Por Pedro Ibarra

Uma das séries literárias mais populares dos anos 2000, Percy Jackson e os Olimpianos ainda não teve uma adaptação de respeito. Em 2010, chegou a ganhar uma versão para os cinemas protagonizada por Logan Lerman, mas que não fez jus ao potencial da série de cinco livros. Porém, hoje esta história muda. Percy Jackson e os Olimpianos estreia como seriado na Disney+ e promete o mínimo, ser fiel a uma saga que fez uma legião de fãs.

A série é uma das principais apostas da Disney+ para fora dos personagens já conhecidos do estúdio. Por isso, a escolha foi a esperada, o criador dos livros Rick Riordan assina os roteiros, a criação e a produção executiva ao lado do experiente em televisão Jonathan E. Steinberg. Assim o que foi problema na primeira adaptação não será na nova, os fãs estarão vendo praticamente os amados personagens pularem para fora dos livros.

Para quem não conhece, a história acompanha Percy Jackson um adolescente estranho que descobre que tudo de esquisito que ocorreu na vida dele até então é devido ao fato dele ser um semi-deus. A partir deste fato ele precisa completar missões para que o mundo dos humanos e das criaturas mitológicas não colidam de forma a entrar em colapso.

A jornada foi dividida em cinco livros mais derivados. Cada temporada deve adaptar um desses livros da saga principal. Portanto, esta temporada é a versão para tevê do livro Percy Jackson e o ladrão de raios. Nesta narrativa, o protagonista deve encontrar o raio de Zeus, que foi roubado, e devolvê-lo ao Olimpo antes que tenha que lidar com a fúria dos deuses.

O Próximo Capítulo já assistiu aos dois primeiros episódios e passa as primeiras impressões que a estreia da semana passa.

Primeiras impressões

Quando foi anunciada uma nova adaptação de Percy Jackson, uma coisa era clara: não dava para errar de novo. Os livros sempre foram um sucesso, era necessário que o seriado no mínimo emulasse o que estava escrito para tentar de alguma forma chegar a popularidade da obra literária. Com isso a opção foi deixar pouco de fora e seguir a ordem que fisgou os leitores.

A primeira frase do livro é a primeira da série, personagens negligenciados no cinema ganham tempo de tela e as resoluções, mesmo que simples, das páginas são transportadas para o formato audiovisual. É uma adaptação de respeito, que aproveita que tem o tempo de oito episódios de aproximadamente 40 minutos para não deixar praticamente nenhum detalhe de fora, principalmente nos dois primeiros episódios.

A sinergia entre os jovens atores chama atenção. O Percy de Walker Scobell, a Annabeth de Leah Jeffries e o Grover de Aryan Simhadri não só são muito parecidos com os descritos nos livros no que diz respeito à personalidade como também tem uma química em cena invejável. Três atores jovens que fazem cenas pesadas e leves com a mesma maestria. Scobell talvez seja o maior destaque por ser quase a descrição de Percy feita por Riordan em carne e osso, mas os outros dois chamam muita atenção pela maturidade cênica e o carisma.

O seriado também não se poda por mirar no público infanto-juvenil, as cenas de luta e os monstros como o Minotauro são intensos. Tudo na série, por sinal, é de alta intensidade. Não há uma fuga de cenas violentas, mas saídas para que elas não sejam gráficas são encontradas e muito bem executadas. A sequência com o Minotauro é o principal destaque e é um dos mais legais cartões de visita do primeiro episódio.

Com apenas dois episódios não da para cravar que o seriado será tudo que se espera da história, mas já é possível afirmar que os primeiros episódios buscam o balde que os filmes chutaram e fazem um bom início para uma narrativa que merece ser lembrada por uma adaptação audiovisual de qualidade. Se a fidelidade a boa obra de Riordan continuar como foco, nada separará Percy Jackson e os Olimpianos do sucesso.

Pedro Ibarra

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