Com direito a carimbo na abertura e tudo, a última temporada do Tá no ar: A TV na TV estreou nesta terça-feira (15/1) reafirmando a excelente fase da carreira de Marcelo Adnet. O humorístico deitou e rolou criticando a televisão e esbanjou ousadia com a Vila Militar do Chaves, de longe o melhor momento do programa.
Logo na primeira cena, o Tá no ar mostrou que não está para brincadeira. Ou melhor, que está para muita brincadeira. De dentro da casa do BBB, cuja 19ª edição havia acabado de estrear, Marcelo Adnet e Marcius Melhem começaram um bate-papo, questionando o valor dos ex-BBBs, muitos dos quais a gente nem se lembra mais.
Na sequência, anunciaram um clipe. Confesso que pensei que Sabrina Sato, atual apresentadora da Record, fosse ser ignorada. Ainda bem que me enganei. Ela foi a segunda a ser citada, atrás apenas de Grazi Massafera. Depois vieram Anamara, Jean Willys, Kleber Bambam e outros dos quais não me lembro mais ー Adnet e Melhem tinham razão.
Mas a família foi o grande tema das piadas da estreia do Tá no ar. A nova família de comercial de margarina foi apresentada na propaganda da marca Itambém, cujo slogan é quem define a sua família é você. Com sutileza, o “comercial” ia mostrando várias configurações familiares: inter-raciais, homoafetivas, tradicionais, com diferença de idade.
O ambiente familiar ainda apareceu no Casos (modernos) de família, com o tema “pegou Uber na conta da irmã e desceu a nota nela”; no Cidade inversa, com um roubo entre parentes, “prática milenar”; e na rede de posto de gasolina DR, “o melhor combustível para a sua relação”.
Mas o grande momento do Tá no ar: A TV na TV estava por vir. Caracterizados como personagens do seriado mexicano Chaves, Adnet e sua turma apresentaram a Vila Militar do Chaves.
Sem fazer o menor esforço de esconder a quem se referiam, os personagens receberam a visita do Capitão Jair, clara citação ao presidente Jair Bolsonaro. O militar da ficção nem parecia tão irreal assim: reclamou das minorias dizendo para Dona Florinda que Quico seria um menino afeminado por não ter pai e por estar chorando e que ainda aprenderia ideologia de gênero na escola, onde teria acesso ao kit gay; reclamou da cor azul do avental de Dona Florinda; ameaçou Seu Madruga ao avisar que era bom ele “já ir se acostumando a pagar o aluguel”; criticou a geração “pi pi pi dos vermelhos”; e se despediu dizendo que ia à vila do Paulo Gustavo acabar com “essa ditadura gayzista”.
Ainda bem que a Vila Militar do Chaves foi uma das últimas atrações do Tá no ar. Deixou a certeza de que a temporada não perderá o vigor e que o humor, ali, tem a esquecida função de, sem perder a piada, se mostrar antenado à realidade do país. Acho bom a gente já ir se acostumando sem o humor ácido do Tá no ar. Vamos sentir saudades.
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