Fernando Fernandes comanda o No limite Amazônia | Crédito: Mauricio Fidalgo/TV Globo
Por Patrick Selvatti
Em um cenário selvagem, com comida escassa, exposição severa às intempéries climáticas e zero conforto, são realizadas provas complexas, que exigem resistência física e psicológica, em meio à convivência extrema com pessoas de diferentes personalidades e temperamentos. O programa No Limite está de volta, em uma nova tentativa de êxito, nesta retomada iniciada há dois anos pela Globo. Desta vez, entretanto, o reality show sai de uma praia deserta no Nordeste brasileiro para assumir uma ambientação ainda mais desafiadora: a Amazônia. De acordo com o apresentador Fernando Fernandes, o objetivo desta temporada é instigar os participantes a se juntarem à floresta. “É muito lindo e muito difícil. O que encanta também amedronta. É tudo, literalmente, no limite”, define.
A temporada de 2023 estreia, nesta terça-feira, com outras novidades. Serão 15 participantes e, pela primeira vez, ocorre a mistura entre desconhecidos e celebridades no elenco. Onze anônimos e quatro famosos vão se aventurar em situações limítrofes na Floresta Amazônica. O “camarote” na selva é composto pelos atores Paulo Vilhena, Carol Nakamura, Cláudio Heinrich e Mônica Carvalho. Mas, segundo o diretor de conteúdo da emissora, Gabriel Jácome, a fama não vale de nada na competição.
“O colírio da Capricho (referindo-se ao ator e apresentador Cláudio Heinrich) vai ter que dar o melhor de si, sem vantagens”, explica. O representante no Brasil da Endemol — idealizadora do formato Survivor, que inspirou o reality tupiniquim —, Allan Lico, reforça que a produção se preocupou em escalar artistas com garra, que querem verdadeiramente ser campeões. “Não tem roteiro. Eles logo compreenderam que, desligando a câmera, as limitações seguem e os privilégios não vêm”, acrescenta.
Pelo segundo ano consecutivo, Fernando Fernandes apresenta o programa e ele destaca que, desta vez, a zona de conforto da última edição, ambientada no “quintal de casa”, não existe. “Ano passado, o programa foi gravado no Ceará, que é onde eu moro. O quadriciclo que eu usava para me locomover nas dunas era meu, por exemplo. Porém, agora na selva, eu encaro desafios. Nos rios, eu até me sinto mais em casa, porque o caiaque e a canoa são minhas ferramentas no esporte, mas, de cadeira de rodas, tenho que criar caminhos no meio da mata”, comenta o para-atleta.
O diretor do programa, Rodrigo Giannetto, destaca que Fernando não é apenas um apresentador. “Ele faz parte do reality, sendo quem ele é. A figura do Fernando é de um amigo do público, que convive e caminha ao lado dele. Temos, aqui, um participante que narra, com tesão, energia e a coragem para também enfrentar os obstáculos”, pontua.
Giannetto talvez simbolize o grande trunfo desta temporada. Ele entra no reality para ocupar o posto de Boninho no comando da atração e traz uma mudança monumental ao programa: o No Limite Amazônia não terá um campeão definido por quem está no aconchego do sofá. Em vez de a vitória ser entregue ao participante mais popular, a final terá outro formato: a decisão ao vivo, com votação do público, não existirá; agora, uma prova coroará quem leva para casa o prêmio de R$ 500 mil. Assim, a estratégia dos competidores é o que terá peso na decisão — como foi na primeira edição, o que aproxima mais a versão brasileira da original, o grande sucesso mundial produzido pelos Estados Unidos.
Na web, os fãs do formato comemoraram, ainda que torcessem para que fosse implantado, na final da versão brasileira, o tribunal implacável formado por participantes eliminados, como é de praxe no Survivor. De toda forma, a Globo promete resgatar, ao máximo, a essência do reality show de sobrevivência. Garantido mesmo é que haverá a prova da comida repugnante. Essa, não pode faltar.
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Acabou o mistério. A novela Dona Beija vai mesmo sair do papel, com Grazi Massafera confirmadíssima no papel-título. O anúncio foi feito pela HBO Max, que será responsável pela produção, em parceria com a Floresta. A ex-BBB, indicada ao Emmy, está mais que consolidada como uma potência cênica e é uma escolha certeira para reviver a personagem defendida por Maitê Proença nos anos 1980.
Por falar em escalação acertada, não parece ser o caso da possível escolha de Marcos Palmeira para protagonizar o remake de Renascer. O ator foi bem como José Leôncio, em Pantanal (2022), mas a repetição — insistência de Bruno Luperi, responsável pela adaptação dos clássicos do avô, Benedito Ruy Barbosa — não tem agradado o público. Murilo Benício é o nome mais pedido na web.
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