Crédito: Reprodução/Netflix — My Life with the Walter Boys
Sob o prisma de produções como Silo, Succession e The last of us, as produções classe A da TV em 2023 apostaram alto em manter os nervos dos telespectadores à flor da pele. Entre episódios cercados de muita tensão e angústia, poucas produções puderam ser chamadas de “leves” no último ano. Não se trata de um crime, pelo contrário. É uma forma justa de prender milhares de fãs ao redor do mundo, mas vale lembrar que a outra ponta do extremo, contudo, não foi esquecida. É o que prova My life with the Walter boys.
A nova produção da Netflix — que teve estreia em meados do último mês dezembro — foi uma pedida cirúrgica para o “winter break” do hemisfério Norte, ou as férias de verão em terras tupiniquins. Com um tom interiorano nostálgico à lá One Tree Hill e Dawson’s creek, My life with the Walter boys é sossegada, com boas doses de clichê e um drama bem regulado.
A série em 10 episódios teve como showrunner Melanie Halsall (que carrega no currículo a produção de projetos pequenos e essencialmente infanto-juvenis, como Dead gorgeous e Itch) e faz a adaptação do livro de mesmo nome de Ali Novak. A história gira em torno de Jackie (Nikki Rodriguez), uma jovem de 16 anos, moradora de Nova York, que acaba de perder os pais e a irmã em um acidente de carro.
Agora completamente sozinha, a garota tem de “enfrentar” a vontade da falecida mãe de ficar sob os cuidados de Katherine (Sarah Rafferty) e morar ao lado dos novos 10 “irmãos”.
Ao longo dos anos, Katherine e marido George (Marc Blucas) criaram uma grande família, cheia de filhos. Um dos trunfos de My life with the Walter boys é saber desenvolver a história de Jackie ao redor de tanta gente. Não me entenda mal, é claro que os 10 irmãos não são igualmente coadjuvantes da série, mas sabem entrar e sair na medida do aceitável para que o enredo não se torne enfadonho.
O destaque mesmo fica com os irmãos mais velhos — mas não primogênitos — Cole (Noah LaLonde) e Alex (Ashby Gentry). Os dois se “apaixonam” (na medida da paixão que jovens de 16 anos podem ter) por Jackie, e a menina da cidade, que agora mora no interior, também passa a nutrir sentimentos por ambos.
A sinopse pode até lembrar The summer I turned pretty/O verão que mudou minha vida, mas vale pontuar que o tom da produção da Netflix desce alguns degraus no drama (e no excesso de músicas da Taylor Swift) em comparação com a aposta da Prime Video. Na prática, Jackie tem uma personalidade mais adulta e responsável, assim como Alex, o que deixa a narrativa menos procedual — ou seja, sem episódios com histórias independentes — e, em consequência, menos caótica.
Vale pontuar que a perfeição televisiva passa longe de My life with the Walter boys. As atuações, em maioria, são principiantes e os recursos técnicos são limitados. Pesa a favor da produção, contudo, uma história bem contada.
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