Minissérie Maniac, da Netflix, usa o absurdo para explorar a mente humana

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Netflix aposta em elenco e direção de peso na minissérie Maniac. Produção retrata a forma como a sociedade lida com problemas psicológicos

Lançada na última sexta-feira (21/9) na Netflix, a minissérie Maniac está entre as grandes apostas da plataforma de streaming e isso pode ser comprovado pela escolha do elenco e da direção. A produção é encabeçada por Emma Stone, a atual queridinha da América e que esteve no filme La La Land: Cantando estações, e tem ainda os atores Jonah Hill, Justin Theroux e Sally Fied, sob direção de Cary Fukunaga, nome por trás da elogiada primeira temporada de True detective, da HBO.

Com 10 episódios, Maniac, versão norte-americana de uma série norueguesa, se passa em um futuro não muito distante em que estudos científicos prometem curar qualquer problema psicológico, de esquizofrenia a depressão, por meio de comprimidos alucinógenos. Nesse panorama, a história gira em torno de Owen Milgrim (Jonah Hill) e Annie Landsberg (Emma Stone), dois personagens que buscam se livrar dos problemas e seguem para o tratamento. Ele, por não distinguir a realidade da ilusão, e ela por conta de um trauma familiar que causa ansiedade e a faz querer fugir da realidade.

Crédito: Michele K. Short/Divulgação

O tratamento promete curar os problemas dos pacientes com auxílio de situações de alucinação, às quais eles são submetidos com o objetivo de enfrentá-las para chegar até a cura. Dentro desse contexto, algo de muito inusitado acontece: Owen e Annie acabam vivendo as alucinações juntos, enquanto o natural é que cada paciente viva a própria alucinação. No entanto, em qualquer situação, a dupla consegue se encontrar, mesmo com as tentativas da equipe científica de sempre separá-los, já que identificam isso como uma falha do sistema.

Crítica de Maniac

Maniac marca a volta da dobradinha entre Jonah Hill e Emma Stone, que se tornou clássica no filme Superbad, comédia de 2007. Inclusive, a parceria do passado é um dos trunfos da produção, já que os personagens dos atores realmente precisam ter uma química para que a história funcione. E a dupla dá conta.

A minissérie dirigida por Cary Fukunaga causa estranhamento à primeira vista. A impressão inicial é de estar assistindo a algo totalmente desconexo. Mas, conforme a trama vai se desenvolvendo, o espectador começa a entender e a se conectar com a forma da narrativa.

Crédito: Michele K. Short/Divulgação

Todo o absurdo que pula da tela é, na verdade, uma forma diferente de trazer um tema atual e importante: os problemas psicológicos e como cada pessoa lida com eles. A minissérie faz isso misturando cenas sérias, com momentos cômicos, em um visual extremamente colorido, pitoresco, que chama a atenção.

Entre as atuações não dá para deixar de destacar a dupla Jonah Hill e Emma Stone. Mas o elenco conta ainda com Sonoya Mizuno, a Dr. Fujita, uma das cabeças por trás do tratamento; Justin Theroux, o Dr. James Mantleray, médico que criou a método da pesquisa; e Sally Fied, que interpreta a Dr. Greta Mantleray, a mãe de James e uma terapeuta conceituada.

Adriana Izel

Jornalista, mas antes de qualquer coisa viciada em séries. Ama Friends, mas se identifica mais com How I met your mother. Nunca superou o final de Lost. E tem Game of thrones como a série preferida de todos os tempos.

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