Isabela Mariotto comenta sobre trajetória por diversas mídias durante a carreira

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Atriz de teatro, Isabela Mariotto fala sobre a carreira no cinema e todo o sucesso nas redes sociais com a personagem Tina, no Instagram

Por Pedro Ibarra

As alterações no consumo do audiovisual ocasionadas pela internet abriram portas para que os atores buscassem outras oportunidades. A atriz Isabela Mariotto foi uma das artista que encontrou novas formas de desenvolver o próprio trabalho a partir de esquetes para o Instagram no perfil A vida de Tina, que toca ao lado da parceira Júlia Burnier. A atriz com carreira no Teatro Oficina esteve em cartaz nos cinemas com Combinado não sai caro e tem investigado diversas áreas da atuação.

Toda essa mudança de vida começou com uma fagulha de criatividade durante a pandemia. “Estava em casa, comecei a fazer vídeos para mim mesma e mandei para a Júlia, que é minha parceira da Tina, e aí a coisa foi caminhando para uma forma de encontrar um público naquele momento em que estava todo mundo isolado”, lembra Isabela Mariotto em entrevista ao Próximo Capítulo.

A vida de Tina começou como uma forma de se conectar com as pessoas que não podiam ir ao teatro na pandemia. No entanto, tornou-se muito mais do que isso. Com uma produção grande, a atuação de Isabela e a voz de Júlia, a conta do Instagram virou uma forma de transmitirem o que pensam sobre si mesmas e sobre o mundo. “Humor é uma ferramenta muito forte, de reflexão, de crítica e de autopercepção também. Porque, principalmente na Tina, a gente está o tempo todo lidando com a autoimagem, não só nossa, mas do espectador”, explica a atriz.

Ao destrinchar a personagem criada para as redes sociais, Isabela entende que consegue fazer algo que sempre quis com a própria arte. “O trabalho parte daquele lugar que você fala: é para rir ou eu tenho que me sentir mal com isso? E eu adoro quando a gente ri, porque a gente está tendo uma percepção sobre nós mesmos e dando risada disso e, a partir dessa risada, refletindo sobre o que a gente está vendo”, pondera. “Eu gosto do humor nesse lugar, de friccionar as compreensões sobre o que é real e o que não é”, acrescenta.

Apesar de nunca ter sido a ideia principal trabalhar com internet, a atriz levou ensinamentos para o resto da vida. “É um exercício constante de você se retirar do seu ego, sair da frente daquilo que está sendo produzido, porque aquilo é mais importante. O que você quer dizer com aquilo é maior do que você. É como se o seu corpo e a sua imagem estivessem a favor de uma ideia, de uma piada. Não é sobre você”, reflete.

Graças a tudo isso que, ela chegou à produção Star que esteve em cartaz nos cinemas. Com os aprendizados, ela migrou, fez séries e se desenvolve a cada dia com as portas que se abrem. ” Gosto muito de tudo que estou fazendo”, exalta a artista.

Pedro Ibarra

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