KarenBallard/Netflix
A história é baseada em fatos reais relatados no livro homônimo, que conta a criação da Nasty Gal, uma empresa online que vende roupas vintage. O seriado começa na época em que a protagonista está enfrentando dificuldades financeiras, e mostra como surgiu a ideia de vender roupas dos anos 80 pela internet. Daí pra frente, o negócio vira um sucesso e a narrativa acompanha o crescimento da marca e as dificuldades de Sophia para administrar um negócio sem nenhuma experiência.
O maior problema de Girlboss, é justamente o personagem principal. A jovem é arrogante, egoísta, irresponsável, imatura e quer tudo de mão beijada. Todos os defeitos que as outras gerações apontam nos millenials estão lá: uma pessoa que acha que merece todas as recompensas, sem nenhum esforço. Sophia está sempre irritada, embora nunca saiba explicar com o quê. Mas a série também mostra o lado inventivo dessa juventude, que está chegando agora a idade adulta, com ideias completamente diferentes sobre negócios, carreiras e trabalho. Ela torna uma paixão pessoal em uma “profissão”, e da sua maneira desorganizada e mimada, usa a tecnologia a seu favor.
A protagonista é irritante, na maior parte do tempo, mas depois que você aceita seus defeitos e reconhece suas habilidades, fica mais fácil acompanhar a evolução da personagem e a história. É preciso um pouco de reflexão e um exercício de empatia para compreender a jornada da garota e suas limitações.
Com uma personagem tão difícil de simpatizar, os coadjuvantes acabam tomando seu lugar. São tantas personalidades incríveis que aparecem na tela, que é difícil manter a atenção voltada para Sophia. Não apenas sua melhor amiga, o pai, o chefe, o estudante de arte e sua mãe divertidíssima… Também temos a brilhante aparição de Ru Paul, que interpreta um vizinho hilário. Eles fazem toda a série valer a pena.
O que torna a série atrativa para o público jovem são as diversas referências aos anos 90 e 2000. Elas estão por toda parte: nas músicas, nas redes sociais, nas séries de TV, no estilo vintage. Quem foi adolescente durante essa época vai se divertir com as dinâmicas das amizades, o sofrimento das protagonistas assistindo a morte de Marisa, em The OC, e a devoção à Britney Spears.
No geral, a série agrada, e muito. Ela é leve, tem episódios curtos, pitadas de humor, uma história de superação e personagens cativantes que dão suporte a uma protagonista de personalidade forte: todos os ingredientes que uma série de sucesso precisa.
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