DNA do crime conta história real de caso da Polícia Federal

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Nova produção de ação, DNA do crime estreia na Netflix com a pompa de série brasileira mais cara da história da plataforma

Por Pedro Ibarra

Capotamentos, explosões, tiros e muita ação. Esta é a promessa de DNA do crime, nova série e produção brasileira mais cara da história da Netflix. A série, baseada em fatos reais, acompanha uma dupla de policiais que investigam um dos maiores assaltos a um banco na fronteira entre Brasil e Paraguai.

A narrativa acompanha a descoberta de uma grande quadrilha de assaltos a bancos por meio de amostras de DNA deixadas em cenas do crime. Essa investigação foi real, ocorreu no Brasil em 2018 e é reconhecida mundialmente como uma das mais inventivas formas de desvendar uma conspiração criminosa dos últimos tempos.

O principal ponto que transforma o seriado em superprodução é o investimento em estrutura. “Eram muitas câmeras, às vezes simultâneas, ao meu redor. Tinha uma grande equipe de dublês, efeitos visuais práticos, tudo era muito grandioso”, afirma Maeve Jinkings, protagonista ao lado de Rômulo Braga. “Havia hora que o jeito era apenas parar e assistir o espetáculo acontecendo diante dos nossos olhos”, fala Braga.

Os dois atores são brasilienses. Ela interpreta Suellen, uma policial federal e mãe de primeira viagem que está de volta à ativa nas investigações na rua. Ele vive Benício, um policial federal perturbado após a morte de um ex-parceiro em uma invasão de criminosos a uma penitenciária. Ambos trabalham na Polícia Federal de Foz do Iguaçu, e precisam lidar com os problemas relacionados à fronteira do Paraguai. “É uma série de personagens complexos, cenas difíceis e com uma maravilha de efeitos, ações, carros e movimentações”, diz Rômulo. “Era divertido, emocionante e intimidador, certas vezes”, lembra Maeve.

A história real, portanto, se mistura com um drama ficcional de dois personagens densos e cheios de camadas. “Às vezes dentro dessa estrutura a única forma de não se distrair era focar no olhar e na troca dramática com pessoas como o Rômulo”, conta Maeve. “A gente fez um processo intenso tanto do lado técnico relacionado a polícia federal quanto o lado emocional de cada um colocar a própria metade como ator para tentar encontrar os tons, as relações e as nuances”, acrescenta Braga. “Foi tudo muito intenso e difícil. Talvez o processo mais difícil que já fiz em toda a minha vida. Atacou em vários elementos de dificuldade quanto ator”, completa o ator.

O Correio já viu!

A Revista recebeu os primeiros episódios da série e a impressão é positiva. Os capítulos iniciais são frenéticos com tiros e explosões. A impressão é de uma história que fará sucesso com o público brasileiro, fãs de uma boa ação e narrativa policial. As atuações são de muita qualidade, para começar com a química invejável entre Maeve Jinkings e Rômulo Braga e uma interpretação contida de toda maldade internalizada do vilão Sem-Alma do ator Thomás Aquino.

Pedro Ibarra

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