Crítica: Elseworlds acerta em apostar em referências do universo DC

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Crossover Elseworlds será exibido na televisão brasileira no domingo (16/12), às 22h50, na Warner

A CW, responsável pela maioria das séries da DC na televisão, encontrou sua galinha de ouro anos atrás quando fez seu primeiro crossover envolvendo Arrow e The Flash. A partir daí, a emissora passou a apostar a cada temporada em um novo e tem se superado todas as vezes.

Depois de Crise na Terra-X, agora foi a vez de Elseworlds (Outros mundos, em tradução livre) invadir o universo dos heróis. A história, como as próprias séries brincaram, começa sendo um grande “Sexta-feira muito louca” — aquele filme da Sessão da tarde em que mãe e filha trocam de corpo — em que Oliver Queen (Stephen Amell) acorda em seu próprio corpo, porém, com todas as habilidades e a vida de Barry Allen (Grant Gustin).

The Flash “Elseworlds, Parte 1” Crédito: Katie Yu/The CW

Confuso, o personagem tentar entender o que está acontecendo, já que nem Iris (Candice Patton) e nem o restante da equipe team Flash conseguem perceber a mudança. Enquanto isso, em Star City, Barry está “preso” na vida de Oliver em um treinamento com Diggle (David Ramsey). Barry e Oliver, então, se encontram para tentar resolver o troca-troca.

Crítica de Elseworlds

O CONTEÚDO ABAIXO CONTÉM SPOILERS

Esses início de Elseworlds é bem bacana, já que os atores precisam abraçar as características dos personagens do outro, o que rende cenas engraçadas. Quem se dá melhor é Stephen Amell que, finalmente, tem a chance de fazer um pouco de humor e largar o ar sombrio do Arqueiro Verde.

A Parte 1 do Elseworlds, exibida em The Flash, como deveria ser, tem um ar mais cômico. Também é ainda na Parte 1 que Kara Danvers (Melissa Benoist) aparece ao lado do primo Superman (Tyler Hoechlin) e da jornalista Lois Lane (Elizabeth Tulloch), quando Barry e Oliver buscam ajuda da Supergirl na Terra 38, para tentar consertar o que eles ainda não sabem que aconteceu graças ao Livro do Destino dado a John Deegan (Jeremy Daves) por Monitor (LaMonica Garrett).

Crédito Shane Harvey/The CW

E é a partir daí que Elseworlds começa a sua série de referências ao universo da DC, que é, na minha opinião, o maior acerto desse crossover. Assim que Flash e Arqueiro Verde desembarcam em Smallville toca a clássica música da série protagonizado por Tom Welling nos anos 2000: Save me, de Remy Zero. Do mundo de Superman, o espectador verá ainda uma versão do “Bizarro”, além de referências a Argo City.

Crédito: Jack Rowand/The CW

Ao longo das três partes, ainda tem mais easter eggs de Legend’s of tomorrow (que ficou de fora do crossover), ao clássico Flash de Teddy Sears e a todo o universo de Batman, com Bruce Wayne sendo citado, o Arkham Asylum sendo mostrado, Batwoman (vivida por Ruby Rose) sendo inserida — a personagem deve ganhar uma série solo em breve — e Gotham City sendo um dos cenários.

Em relação a história, os vilões Monitor e Deegan tem uma certa dificuldade de convencer e a trama é, de certa forma, um tanto fraca. Mas o especial que, mais de uma vez, tem mudanças de identidade dos personagens proporciona diversão e expectativas interessante para os espectadores, já que, ao final das três partes, é anunciado o nome do próximo crossover: Crise nas terras infinitas.

Crédito: Katie Yu/The CW

Além disso, Elseworlds deixa alguns ganchos para as séries desenvolverem em seus episódios das respectivas temporadas. Por exemplo, o relacionamento de Oliver e Felicity (Emily Bett Rickards), o acordo que Oliver faz com Monitor, a informação de que Lois Lane está grávida e que Superman voltará para Argo City fazendo com que a Supergirl fique sozinha na Terra 38, e o aparecimento do Barry Allen da Terra 90.

Adriana Izel

Jornalista, mas antes de qualquer coisa viciada em séries. Ama Friends, mas se identifica mais com How I met your mother. Nunca superou o final de Lost. E tem Game of thrones como a série preferida de todos os tempos.

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