Conheça Claws, a série que mostra manicures no mundo do crime organizado

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As manicures hardcore da TNT chegaram para – tentar – dominar o filão dos “ex-heróis que foram para o mundo do crime”. A primeira temporada de Claws está disponível nos Estados Unidos

Minhas primeiras lembranças sobre a TNT datam de uma longínqua época áurea, em que a emissora apostou em séries como Southland (#saudades) e Dallas. Tudo bem, eu sei que a emissora não criou Southland, e nem fez um bom trabalho com Dallas, mas a intenção é o que vale. Bem, esse papo todo é só para defender que o canal pode sim se dedicar a algo bom. Será o caso de Claws?

A história (que a princípio foi pensada para o canal HBO) apresenta a saga de Desna Simms, uma manicure da Flórida que faz todo o estilo mãezona (daquelas que quebram qualquer recorde da palavra estereótipo que você consiga imaginar), e ao mesmo tempo lava dinheiro para um traficante local. Junto com ela, num salão de beleza (no melhor estilo “salão da loucura” de Sessão da tarde), estão Polly, Quiet Ann, Virginia e Jannifer. A ideia principal da trama é tentar mostrar essa mulher tomando as rédeas de sua vida, sendo forte, determinada, assumindo o controle, capaz de entrar no mundo das drogas e dominar tudo isso.

O enredo do “ex-herói, agora metido no crime, mas com muito poder” não é novidade na televisão, muito pelo contrário (vide Breaking bad), e é seguro dizer que, diferentemente de Southland (#aindacomsaudades), Claws não consegue adicionar nada novo a um contexto de histórias já batidas, mas tenta, e isso é o suficiente.

A história criada por Eliot Laurence tem esse enredo como principal ponto negativo, mas também consegue estabelecer algumas qualidades. A primeira: as coisas andam. Que prazer conseguir ver uma produção em que as coisas simplesmente acontecem (sei que isso é uma característica geral de um primeiro episódio, mas mesmo assim). Também ressalto as personagens, que mesmo sendo extremamente estereotipadas como mulheres americanas de classe média baixa que buscam a qualquer custo dinheiro, são feitas pelas atrizes Niecy Nash, Carrie Preston, Judy Reyes, Kerrueche Tran e Jenn Lyon com mais humanidade e emoção as situações, que são, essencialmente, absurdas.

Outra coisa que vale muito a pena no piloto de Claws são os últimos 10 segundos.

CALMA, TEM UM POUQINHO DE SPOILER A SEGUIR…
A briga – e a morte – de fato me surpreenderam, e já aponta que a história pode estar tentando sair das garras do clichê. Com esse final, a primeira temporada de Claws até que promete dar o seu melhor, e lembrando que a produção já foi renovada para sua segunda temporada.

Ronayre Nunes

Jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). No Correio Braziliense desde 2016. Entusiasta de entretenimento e ciências.

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