Lucia Helena e Teobaldo queriam vingança em A indomada
O ano de 2018 marcará a volta de Aguinaldo Silva ao realismo fantástico, gênero que o consagrou como autor de novelas, quando, em novembro, a Globo trouxer a inédita O sétimo guardião. Enquanto isso, a gente vai matando as saudades com A indomada, novela de 1997 escrita em parceria com Ricardo Linhares que começa a ser reprisada no Viva nesta segunda-feira (30/7), às 23h30 ー com reprise no dia seguinte, às 13h30.
A ação de A indomada se passa na cidadezinha nordestina Greenville. O local era estranho em todos os sentidos e um dos mais engraçados era que os costumes ingleses e nordestinos se misturavam ali, inclusive no falar das pessoas. Quem não se lembra do “oxente, my love”, que caiu na boca do brasileiro há 20 anos?
A trama tem duas fases ー moda seguida por várias novelas dos anos 1990 e início dos anos 2000 de que eu nem sempre gosto. A primeira se passa na década de 1970, quando Eulália Mendonça e Albuquerque (Adriana Esteves), moça de importante família, se apaixona pelo cortador de cana Zé Leandro (Carlos Alberto Riccelli). Ela engravida, ele é expulso da cidade pela família dela. Mas volta a Greenville e foge num navio com Eulália e a pequena Lúcia Helena (Leandra Leal). O barco naufraga e apenas Lúcia Helena é achada. Agora a menina será criada pelos tios, Pedro Afonso (Cláudio Marzo) e Altiva (Eva Wilma).
A fortuna dos Mendonça e Albuquerque começa a ruir quando a usina de açúcar da família explode. Para piorar, Pedro Afonso perde boa parte do patrimônio numa aposta para Teobaldo Faruk (José Mayer). Mas o forasteiro garante que devolverá tudo a Lúcia Helena quando a menina crescer e se casar com ele. A menina, então, espera a maioridade chegar estudando na Inglaterra.
A segunda fase de A indomada começa com a volta de Lúcia Helena a Greenville. A personagem nessa etapa da novela é vivida por Adriana Esteves. Ela e Teobaldo vivem às turras e, claro, acabam se apaixonando de verdade e planejando, juntos, vingança contra quem os atrapalhou no passado, especialmente Altiva.
Toda essa confusão era embalada por uma adorável realismo fantástico. Era isso que permitia, por exemplo, que o delegado Motinha (José de Abreu) caísse num buraco, fosse dado como morto, quando, na verdade, havia entrado num túnel com ligação direta para o Japão; ou que o filho de Teobaldo, Emanoel (Selton Mello), sofresse crises místicas e virasse anjo até se apaixonar por Grampola (Karla Muga), moça foragida do bordel de Zenilda (Renata Sorrah). Há, ainda, o mistério sobre o Cadeirudo e os uivos de Scarlet (Luiza Tomé), esposa do prefeito Ypiranga (Paulo Betti), em noites de lua cheia.
Como Adriana Esteves acabou não convencendo no papel da mocinha de A indomada, foi a vilã Altiva que roubou a cena. Ou melhor, Eva Wilma, num dos grandes papéis dela na tevê. Aguinaldo Silva é expert em criar vilãs cômicas e acertou em cheio com Altiva. Era impossível não rir quando ela soltava um “weeeeellll”, bem carregado no sotaque nordestino. O desfecho de Altiva, virando fumaça e prometendo voltar também foi muito comentado à época.
O elenco de A indomada ainda trazia Betty Faria como a delegada Miranda, Ary Fontoura como o deputado Pitágoras, Flávia Galvão como Richard e Pedro Paulo Rangel como padre Joseph, entre outros.
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