Barro Preto: conheça o refúgio de Alika e Niara no Brasil

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Cidade fictícia do interior do Rio Grande do Norte, Barro Preto está localizada em uma região de falésias, onde mar e sertão se encontram. É nesse lugar que a realeza de Batanga se refugia para se proteger de Jendal (Lázaro Ramos)

Isolada em meio às falésias do Rio Grande do Norte, Barro Preto é um lugar pacato e cheio de peculiaridades, construído a partir de várias referências arquitetônicas do Nordeste brasileiro, de diferentes épocas. Em A nobreza do Amor, a próxima novela das seis da TV Globo, que estreia em 16 de março, é essa cidade que abriga a trama que se desenrola no Brasil, mas em profunda conexão com os conflitos que se passam em África. Nesse lugar, onde tudo acontece em torno da praça, a princesa Alika (Duda Santos) e a rainha Niara (Erika Januza) vão encontrar refúgio após deixarem Batanga.

A chegada das duas forasteiras, que assumem as identidades de Lúcia (Duda Santos) e Vera (Erika Januza), não passa despercebida pela sociedade de Barro Preto. De início, quem mais presta atenção é Tonho (Ronald Sotto), um rapaz simples e honesto, trabalhador da maior fazenda de cana-de-açúcar da região, que sonha em conquistar um pedaço de terra para ajudar seu povo. O senso de responsabilidade com suas comunidades, tão forte em ambos, cria uma ponte entre Tonho e Alika, um sentimento que encarna, na trama, a conexão Brasil-África.

O encontro dos dois se dá na chegada à cidade, quando Tonho esbarra em Alika em uma feira próxima à estação de trem, vizinha a Barro Preto. Após o incidente, Tonho, que estava no local para buscar o automóvel novo de seu patrão – o coronel Casemiro Bonafé (Cássio Gabus Mendes) –, oferece uma carona para mãe e filha até a casa de Zambi (Bukassa Kabengele), irmão do rei Cayman II (Welket Bungué), conhecido em Barro Preto como José, engenheiro e marido da costureira Teresa (Ana Cecília Costa). “O Tonho é um cara muito sonhador. É um tipo de personagem que quer conquistar e valorizar cada pedaço de terra que sonha em ter. Acho que o que mais me impressiona nele é a sua força. A inteligência, a força de vontade, a determinação, a lealdade dele, enfim, são características que enchem meus olhos”, resume Ronald.

Pouco depois do primeiro encontro, a madrinha de Tonho, Dona Menina (Zezé Motta), uma espécie de oráculo da vila dos colonos do engenho, sente um vínculo ancestral que une Tonho e Alika. A anciã, parteira e benzedeira da comunidade, enxerga que a jovem recém-chegada é um elo de Tonho com seu passado. Enquanto Tonho tenta decifrar o que isso significa, a presença de Alika e Niara desperta a atenção de outras pessoas da cidade, como a dupla de antagonistas de Barro Preto.

Filho de Casemiro Bonafé, Mirinho (Nicolas Prattes), um bon-vivant que só quer saber do dinheiro do pai, é atraído pela beleza de Alika, a quem decide fazer investidas, rivalizando com Tonho, seu ex-amigo de infância, que agora trata como um empregado. “É um presente muito grande estar nesta novela tão revolucionária, cheia de drama, romance e reviravoltas”, destaca Nicolas Prattes, celebrando a oportunidade de experimentar algo inédito em sua trajetória profissional. “Mirinho é a inauguração de um novo jeito de atuar para mim, porque é meu primeiro personagem em novelas que não é movido por um bom sentimento. Ele vai ser uma figura muito rica, cheio de camadas, em todos os aspectos”.

A conduta de Mirinho desperta a fúria de sua namorada Virgínia (Theresa Fonseca), herdeira da família mais rica da região, com quem pretende se casar. Obcecada pelo rapaz, ela vai fazer de tudo para tirar Alika de seu caminho, ainda que a princesa não corresponda ao assédio de Mirinho. “O que mais me atraiu neste projeto foi a oportunidade de interpretar minha primeira vilã e explorar um lado divertido e autêntico, característico de um papel desse tipo. O elenco é fantástico, e trabalhar de novo com Gustavo Fernández [diretor artístico de ‘Renascer’, novela na qual a atriz interpretou Mariana] tem sido maravilhoso”, conta Theresa. “O público pode esperar uma Virgínia obstinada e ambiciosa”.

Saiba mais sobre os núcleos e personagens da cidade de Barro Preto:

Engenho Santa Fé e a vila dos colonos

Nas terras férteis do Engenho Santa Fé, maior fazenda de cana-de-açúcar de Barro Preto, se cruzam histórias de poder, ambição e afeto. À frente dos negócios está o coronel Casemiro Bonafé (Cássio Gabus Mendes), apaixonado pela terra e pelo trabalho. Respeitado pela comunidade, ele encontra em Tonho um funcionário dedicado e o afilhado por quem tem profundo carinho. A mãe de Tonho, a cozinheira Caetana (Cyria Coentro), também trabalha para Casemiro.

Dentro de casa, a história é outra. O coronel é manipulado pela esposa, Graça (Fabiana Karla), que tem mania de grandeza e vive rivalizando com Marta (Emanuelle Araújo), esposa do banqueiro Diógenes Almeida Borges (Danton Mello). Para igualar-se ao padrão de vida deles, Graça insiste no casamento de seu filho Mirinho (Nicolas Prattes) com Virgínia (Theresa Fonseca), herdeira dos Almeida Borges, acreditando que essa união finalmente elevará o sobrenome Bonafé ao patamar social que ela tanto almeja.

Mirinho, no entanto, está longe de corresponder às expectativas da mãe. Desinteressado pelo engenho, tenta convencer o pai a investir na criação de uma tecelagem no Recife. Tomado de ciúmes da relação afetuosa entre seu pai e Tonho, Mirinho trata o rapaz com desdém e disputa com ele não só espaço no coração do coronel, mas também a atenção da recém-chegada Lúcia (Duda Santos), por quem se encanta, mesmo estando comprometido com Virgínia (Theresa Fonseca).

Ana Maria (Julia Lemos), a filha mais nova dos Bonafé, completa o núcleo familiar. Tímida e insegura, é constantemente deixada de lado pela mãe, que privilegia Mirinho em tudo. Ainda assim, demonstra sensibilidade e inteligência, tendo sido responsável pela alfabetização de Mundica (Samantha Jones), jovem arrumadeira do engenho. Mundica sonha com uma vida melhor e chega a ver em Mirinho (Nicolas Prattes) a chance de escapar da pobreza.

Nas imediações do Engenho Santa Fé se encontra a vila dos colonos que trabalham na fazenda. No centro desse ambiente está Dona Menina (Zezé Motta), figura sábia e respeitada, que atua como parteira e benzedeira, além de ser considerada uma espécie de oráculo do lugar. A anciã divide seu tempo entre seu roçado, a atividade como parteira e a fabricação de santos e peças de cerâmica, vendidas na feirinha de Barro Preto. Aprendeu a técnica do barro com seu falecido marido, ofício que passa adiante para seu neto, Vitalino (Levi Asaf), cujo nome é uma homenagem ao pernambucano Mestre Vitalino, um dos maiores artistas do barro do Brasil.

Januário (Ítalo Martins), filho de Dona Menina e pai de Vitalino, é um líder na comunidade. Viúvo desde o parto do filho, assumiu a missão de criar o garoto sozinho, ao mesmo tempo em que se tornou um ponto de referência para os demais colonos. É um grande parceiro de Tonho no engenho. Ciço (Lucas Queiroga) completa a lista de personagens do núcleo. Sanfoneiro oficial das festas de Barro Preto, é um rapaz sensível e sonhador. Nutre um amor sincero por Mundica (Samantha Jones), com quem sonha um dia se casar, mas sofre ao perceber que a jovem tem olhos apenas para moços abastados.

Almeida Borges: a família mais poderosa de Barro Preto

Em Barro Preto, nenhum sobrenome pesa mais que Almeida Borges. Dono do banco local, o banqueiro Diógenes (Danton Mello), patriarca da família, dita os rumos da economia da cidade, onde quase todos os moradores têm alguma dívida com ele. Por conta disso, Diógenes é o alvo principal da bajulação do povo barro-pretense, recebendo cumprimentos e deferências exageradas.

Pai de Virgínia, a quem adora e mima, e Aurelinda (Antonella Benvenuti), Diógenes é casado com Marta (Emanuelle Araújo), mulher de hábitos cosmopolitas e sempre antenada às tendências culturais das grandes capitais brasileiras e europeias. Sua elegância natural serve de inspiração para outras mulheres da vizinhança, em especial Graça (Fabiana Karla), que tenta, mas não consegue se igualar à “amiga”.

Eleita a Mais Formosa do Rio Grande do Norte, Virgínia é a jovem mais popular de Barro Preto, admirada por sua beleza e elegância. Paparicada desde criança, carrega o título com orgulho e certa arrogância. Mesmo com uma fila de admiradores, só tem olhos para Mirinho (Nicolas Prattes), que trata com um misto de amor e devoção, sentimentos não correspondidos à altura pelo namorado. Sua obsessão é tão profunda que se impacienta com qualquer sinal de desinteresse e explode em ciúmes quando percebe a atração do rapaz por Lúcia/Alika (Duda Santos). Para tirá-la de seu caminho, usa todas as artimanhas à sua disposição.

Prefeitura: Bartô e seu busto maternal

O conservador Bartolomeu Lobo (Fábio Lago), conhecido como Bartô, é o prefeito de Barro Preto. Mas, na lista de prioridades do político, elaborar planos para melhorar a vida da cidade está bem abaixo da adoração à sua falecida mãe, Dona Veneranda, que chega a ser homenageada com a instalação de um busto na praça da cidade. E mais: a câmara da cidade aprova uma lei para obrigar todo e qualquer prefeito barro-pretense a depositar flores e acender velas no monumento todos os dias. Motivo de orgulho para Bartô, a estátua desperta constrangimento e risadas do povo. No universo fabular de Barro Preto, o busto de Dona Veneranda “reage” com “caras e bocas” às novidades da cidade.

A primeira-dama de Barro Preto é Auxiliadora (Vitória Rodrigues). Assim como o prefeito, a mulher atende pelo apelido, Dôra. Cuidadosa com as aparências, desempenha suas funções institucionais com seriedade, enquanto tenta encontrar a si mesma, pois é alheia à própria negritude e mira-se nos costumes das senhoras brancas e ricas da cidade.

O principal aliado de Bartô é o vereador Sebastião Sobrinho (João Fontenele), o “Língua de Afofô” e “Boca de Sacola”. Secretário do prefeito, é um fofoqueiro de marca maior. Venal e adulador, se considera guardião da ordem na cidade, mas vive às sombras de seu padrinho político. Seu ponto fraco é Virgínia (Theresa Fonseca), por quem nutre uma paixão intensa e não correspondida. Para tentar se aproximar da jovem, deixa-se manipular por ela e vira cúmplice das artimanhas da moça.

A administração de Bartô ainda rende outra trama na novela: a parca iluminação de Barro Preto. Apesar dos apelos dos moradores e dos argumentos técnicos, o prefeito resiste a implantar o projeto de luz elétrica do engenheiro José (Bukassa Kabengele), apoiado pelo coronel Casemiro (Cássio Gabus Mendes) e o banqueiro Diógenes (Danton Melo), com quem Bartô acaba rivalizando. A resistência do prefeito não é à toa: o querosene que abastece as lamparinas da cidade é vendido por um entreposto operado por ele e pelo delegado Fortunato (César Ferrario).

Homem rude e sempre a serviço dos poderosos da cidade, Fortunato é delegado e vereador. Maria Helena (Quitéria Kelly), sua esposa infeliz, foi obrigada a casar com ele depois de “se perder” com um namorado da juventude. Manoel, filho do casal, é um rapaz fraco, oprimido pelo pai e, na história, vai se apaixonar por Ana Maria (Julia Lemos), filha de Casemiro Bonafé (Cássio Gabus Mendes) e Graça (Fabiana Karla), o que exigirá dele coragem para assumir esse sentimento.

A pensão de Dona Geralda e a mercearia dos Curi

Barro Preto tem uma população muito presente, que faz as informações, ou melhor, as fofocas, circularem bastante. Outro destaque do município é a pensão de Dona Geralda (Carol Badra), onde moram vários personagens. Comerciante de doces, a portuguesa Geralda mantém a ordem no lugar ao mesmo tempo em que impõe um amor possessivo sobre seu filho, Adônis (Gabriel Fuentes), cabo lotado na delegacia de Fortunato.

Quem também vive na pensão é Onildo Monteiro (Paulo Lessa), médico e jornalista que faz as vezes de mestre de cerimônias oficial e acaba se encantando, aos poucos, com a beleza e a inteligência de Vera (Erika Januza). Pela falta de casa paroquial na igreja, quem também habita a pensão é Viriato (Marcelo Médici), um padre ranzinza e mal-humorado, dotado de uma notável falta de paciência com os fiéis. Vive ali com a sobrinha Belmira (Raíssa Xavier) e com a menina Ritinha (Julia Salarini), que tem como atividade favorita pregar peças no tio.

Outro ponto bastante frequentado pelos moradores de Barro Preto é a mercearia dos Curi, chefiada por Miguel (Eduardo Mossri) e Fátima (Kika Kalache), um casal de imigrantes libaneses. Os dois sonham em casar a filha Salma (Rayssa Bratillieri) com Fuad (João Fernandes), herdeiro de uma família de comerciantes de Biri-Biri, mas ela tem interesse mesmo em Tonho (Ronald Sotto).

Produzida nos Estúdios Globo, A nobreza do amor é uma novela criada e escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Júnior, com colaboração de Dora Castellar, Alessandro Marson, Duba Elia e Dione Carlos, pesquisa de Leandro Esteves e assistência de roteiro de Dimas Novais. A obra tem direção artística de Gustavo Fernandez, direção geral de Pedro Peregrino e direção de Ricardo França e Mariana Betti. A produção é de Andrea Kelly, a produção executiva, de Lucas Zardo, e a direção de gênero, de José Luiz Villamarim.

Patrick Selvatti

Sabe noveleiro de carteirinha? A paixão começou ainda na infância, quando chorou na morte de Tancredo Neves porque a cobertura comeu um capítulo de A gata comeu. Fã de Gilberto Braga, ama Quatro por quatro e assiste até as que não gosta, só para comentar.

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