“Somos conhecidos por nossas novelas, agora seremos também pelas webséries”, decreta a atriz Ariane Rocha

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A atriz Ariane Rocha foi a única brasileira indicada individualmente ao prêmio Miami Web Fest. Ela concorre na categoria de melhor atriz de comédia

Desde 2013, a atriz Ariane Rocha levou a paixão pelos palcos para a internet. Isso aconteceu com a criação do canal Aturando, no YouTube, que produz webséries que fazem sátiras dos bastidores da tevê e do cinema.

O canal fez sucesso e garantiu diversos prêmios dedicados à web, inclusive, a atriz está indicada a categoria de melhor atriz de comédia do Miami Web Fest. A premiação está em sua quarta edição e anuncia os vencedores neste domingo (29/4). Essa é a segunda vez que Ariane Rocha é nomeada numa categoria individual por sua atuação no Aturando.

Além do Aturando, Ariane tem no currículo projetos na televisão, como no Sítio do Picapau Amarelo e nas novelas Aquele beijo, Vitória e a mais recente O Rico e o Lázaro. No cinema atuou em produções como Meu nome não é Johnny e Se eu fosse você 2. Ao Próximo Capítulo, ela falou do prêmio, do mercado de webséries e dos projetos futuros. Confira!

Entrevista // Ariane Rocha

Você foi a única brasileira a ser indicada individualmente ao Miami Web Fest. Como recebeu essa indicação e como está a sua expectativa para o prêmio?
Ser indicada em um festival internacional é emocionante. E ser a única representante do Brasil em uma categoria individual torna tudo ainda mais especial. Eu já havia sido indicada individualmente uma vez. Mas uma segunda indicação reforça a sensação de que estou mesmo no caminho certo e que meu trabalho pode ser visto por pessoas de diferentes culturas. Já ganhamos quatro prêmios como o Aturando, incluindo melhor série brasileira e melhor elenco de comédia, no Rio Web Fest 2015. No ano seguinte, ganhamos em outras quatro categorias. Em 2017, foram oito prêmios nesse festival. Em Miami, no Miami Web Fest, vencemos em 2016 na categoria melhor roteiro de comédia. A expectativa é a melhor!!

Outras produções brasileiras também estão indicadas ao Miami Web Fest. Como você vê esse reconhecimento nacional das webséries brasileiras?
É um prazer enorme saber que seu trabalho foi reconhecido por profissionais de diferentes nacionalidades. Nesse festival, são três webséries brasileiras, entre mais de 1000 inscritas. Já é muito bom, um sinal de que fazemos um trabalho de qualidade. Somos conhecidos por nossas novelas, agora seremos também pelas webséries. Jurados de várias partes do mundo estão lá julgando e avaliando a nossa série, além de termos uma plateia completamente diferente da que estamos acostumados. Esses festivais internacionais abrem várias portas para negócios e parcerias, não tenho dúvida.

Como você vê o mercado de séries no Brasil?
No exterior, a aposta nesse mercado é gigantesca. Perto dos Estados Unidos e da Europa, por exemplo, o Brasil ainda está engatinhando, mas a cada ano nossa produção aumenta. Fundei, com meus sócios, o Canal Aturando em 2013. Produzimos, atuamos, dirigimos, criamos as temporadas e sabemos que a tendência é que o canal cresça, já que mais gente tem acesso à internet e mais gente está interessada nessa plataforma. Além disso, no mundo todo, cada vez mais emissoras de tevê estão de olho nas webséries. E tem as que já começaram a criar suas próprias webséries. Acredito ser um caminho sem volta. Principalmente aqui no Brasil, onde a televisão é muito presente ainda na vida das pessoas, essas duas plataformas vão ter que conversar e se agregar.

Você tem experiência na tevê e também na internet. Para você, quais são as maiores diferenças e quais são as similaridades?
Gosto muito das duas mídias e acho que elas são complementares. Me formei no Tablado, no Rio, onde também já dei aula. Ao longo dos anos, participei de peças, e programas de tevê e de novelas em emissoras como Globo, Multishow e Record. Adoro fazer televisão e não vejo diferença na atuação. Me preparo para o estudo da personagem da mesma forma. A maior diferença é que, na internet, se o ator tem um projeto bacana, ele pode produzir e colocar no ar, não precisa ficar esperando que uma emissora tenha orçamento ou uma oportunidade.

Quais são seus projetos atuais?
Recebemos um convite para fecharmos uma parceria com o Canal, no exterior, e estamos estreitando essa conversa. Além disso, estamos acabando de gravar mais uma temporada, que será completamente diferente, dessa vez apostando no drama em vez de comédia. É uma aposta para mostrar a versatilidade de cada envolvido, passando pelo roteirista, o diretor e os atores. Vem coisa boa por aí!

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