Comedy Central estreia nesta segunda-feira A culpa é da Carlota

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Programa é versão de A culpa é do Cabral com humoristas mulheres. Saiba mais sobre A culpa é da Carlota

Lançado em 2016 no Comedy Central, o programa A culpa é do Cabral ganha mais um braço na franquia. É a atração A culpa é da Carlota, que estreia na segunda-feira (3/2), a partir das 22h, no canal. “Lá atrás quando foi feito A culpa é do Cabral, não necessariamente iriam ser todos meninos. Desde então, a Marina Ragusa (diretora) e o Comedy começaram a levantar a questão da versão feminina. Isso já tinha inclusive fora. Na América Latina tem a versão feminina, que foi um sucesso”, conta Cris Wersom, roteirista, humorista e apresentadora do programa.

Com elenco 100% feminino em frente da tela e praticamente o mesmo percentual nos bastidores — há apenas um roteirista homem —, o programa seguirá a dinâmica do original, com a adição de novos quadros. “Por ter essa ideia da franquia vai seguir os mesmos preceitos com vários quadros, em que cada uma vai dar a sua visão do estado. A gente criou outros jogos, mais de improviso. A dinâmica é parecida, mas a gente está fazendo um serviço ao expor essas mulheres desse Brasil gigante e maravilhoso e trazê-las para a tela”, completa.

Além de Cris Wersom, que assume o papel de apresentadora e representa São Paulo, A culpa é da Carlota tem Arianna Nutt (AL), Bruna Louise (PR), Carol Zoccoli (MT) e Dadá Coelho (PI). Exibição toda segunda-feira, às 22h, no Comedy Central.

Entrevista // Cris Wersom, apresentadora e humorista de A culpa é da Carlota

Crédito: Viacom/Comedy Central/Divulgação. Cultura. Humorista, roteirista e apresentadora Cris Werson de A culpa é da Carlota.

Como foi o processo de escolha das humoristas?
A escolha foi baseada em ter uma (humorista) de cada estado. Não acompanhei muito a escolha de cada uma. Mas jogaram para mim para que eu fizesse de São Paulo. Eu falei: “vou amar, mas não sou conhecida”. Eu sou mais do improviso. Então, falei que, para mim, seria melhor ser apresentadora. É um elenco muito harmônico. É muito legal ver o humor de cada uma. A química ficou incrível. Foi uma aposta, que deu supercerto.

Como você vê o espaço para as mulheres dentro do humor? Ainda há preconceito?
Eu acho que tem preconceito sim, apesar da mulher fazer comédia já há mais de 150 anos. Porque somos um país absurdamente machista e faz parte colocar as mulheres em lugares específicos. A mulher ainda não é livre para existir em qualquer espaço público e de fala. A mulher precisa brigar pelos espaços. Tive que mudar para perceber que podia fazer comédia. Acho que a gente está conseguindo um feito, não só no Brasil, como no mundo inteiro dessas narrativas femininas. Só o fato de na ficção não sermos tão escritas por homens — que acaba objetificando, a mulher gostosa, mãe e feia, que nunca estão dentro da grande sociedade. Acho que isso está mudando. A mulher está dizendo que pode fazer o que quiser. A gente tem que parar de colocar na mulher o lugar onde ela pode pertencer. A culpa é da Carlota vem para provar que não só as comediantes, mas as mulheres têm espaço. Temos diretora mulher, as roteiristas são mulheres, as produtoras mulheres, é um grande coletivo feminino propondo uma nova narrativa. E não só a gente. A tendência é que a gente brigue por isso até o final das nossas existências.

Dá para dizer que existe um humor feminino, uma forma diferente de fazer comédia?
Essa ideia do humor feminino é uma ideia que eu nem gosto tanto de taxar, porque falar de um movimento é também colocar a gente numa caixa. Acho que existe só um humor. O humor é pautado em identificação e em uma capacidade cognitiva de rir de algo que você vê e se assemelha. A mulher não vai falar só sobre a mulher. Existe um olhar e um viés cômico. Pra mim é mais a questão cultural, do que ser de homem e de mulher. Também faz parte da nossa luta tirar esse sufixo “feminino”. Nosso olhar é a partir da nossa existência, ou qualquer coisa que defina uma mulher.

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