Preparo físico requer tempo e planejamento dos candidatos

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Caio (E) e Tiago (D) tentam manter o físico aliado ao lado intelectual

Rafael Miller – Do CorreioWeb   Na maioria dos concursos públicos, o intelecto é o único atributo avaliado pelas bancas, mas existem algumas seleções que exigem um pouco mais dos candidatos. Nestes, o preparo vai além de uma rigorosa rotina de estudos. Os concursos como os de adesão às Forças Armadas ou os de provimento de cargos policiais contam também com avaliação física, feita por meio do exame de aptidão (EAF), que derruba grande parte dos concorrentes.   Temendo a prova objetiva, alguns concurseiros decidem se dedicar ao máximo aos estudos, passando horas a fio em cima de livros e se isolando de qualquer tipo de atividade extracurricular. O que esses candidatos tendem a esquecer é que a mente não é a única coisa que precisa ser exercitada, especialmente se o concurso de interesse cobra desempenho do corpo.   O estudante Caio Vinícius Lima, 18 anos, entende bem sobre esse tipo de treinamento. O jovem foi classificado na primeira etapa do último concurso da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) e agora se prepara para enfrentar o temido EAF. “Esta é a terceira vez que faço a prova, mas é a primeira vez que me classifico para fazer o teste”, conta.   Caio começou a se preparar no início deste ano, focando primeiramente nas matérias cobradas pela banca. Mas nunca deixou a parte física de lado. “Sempre tentava me exercitar, mesmo que fosse só uma corrida rápida. Mas só comecei a me dedicar mais ao físico há dois meses. Agora treino todos os dias”, afirma.   Já para o estudante Tiago Velloso, 22 anos – que aguarda a anulação de uma questão para se classificar no concurso da Escola de Sargentos do Exército (ESE) -, o treinamento começou há mais tempo. O concurseiro iniciou os exercícios em março de 2011, e desde então, tenta manter o físico equilibrado com o intelectual. “Corro, faço barra e flexão. É importante se preparar com antecedência”, comenta.   A avaliação física dos concursos para carreira militar são as etapas mais rigorosas dentre as demais. O processo seletivo da EsPCEx, por exemplo, cobra de seus candidatos exercícios abdominais, flexão de braços em solo e em barra e ainda uma corrida de 12 minutos. Testes esses praticamente impossíveis de concluir sem um mínimo preparo físico. Para o professor Glauco Leyser, é importante lembrar que o teste é uma etapa como outra qualquer do concurso, e que deve ser levada tão a sério quanto as outras.   “Vejo muitos estudantes focarem na prova intelectual e esquecerem que a realização do EAF é tão importante quanto essa fase e elimina grande parte dos candidatos. Eles pensam que podem começar a treinar dois meses antes do exame. Mas uma pessoa que tem hábitos sedentários não consegue ficar pronto em tão pouco tempo”, afirma Leyser.   A prática de qualquer atividade física pode ajudar até mesmo os concurseiros que não passarão pelo EAF. De acordo com Keila Fontana, doutora em fisiologia da UnB, o exercício pode auxiliar os estudos e garantir uma boa prova. “O combustível básico do cérebro é o oxigênio, por isso as atividades físicas são importantes, pois ajudam na oxigenação do corpo como todo e aumenta as conexões cerebrais”, afirma. De acordo com a especialista, se exercitar depois de um longo dia de estudos também ajuda no alívio da tensão, relaxa o candidato, melhora a qualidade do sono e ainda aprimora a memória.   O bom preparo físico também ajuda na melhor compreensão do funcionamento do próprio corpo, o que aumenta a autoconfiança do candidato e ajuda na hora da prova. Porém, a profissional alerta a respeito do excesso: “Todo exagero é ruim, por isso o estudante deve conhecer seus limites. O ideal é manter o equilíbrio entre a mente e o corpo, que casados com uma boa alimentação trazem muitos benefícios para qualquer pessoa”, afirma.

Projeto cria 660 cargos de procurador do Ministério Público

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  Da Agência Câmara   Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2202/11, do Ministério Público Federal, que cria uma série de cargos no órgão, tanto para funcionários de carreira, quanto para cargos de comissão.   Pela proposta, serão criados 12 cargos de subprocuradores-gerais da República, 15 cargos de procuradores regionais da República, 660 cargos de procuradores da República, seis cargos em comissão CC-06, 44 cargos em comissão CC-05, 40 cargos em comissão CC-04 e 660 cargos em comissão CC-02.   Os cargos serão providos, obedecendo-se a um escalonamento, previsto para durar até 2020. Os postos de procurador Regional da República, por exemplo, deverão ser preenchidos em duas etapas: seis em 2012; e nove, em 2013. Já o preenchimento dos cargos de procurador da República deverá obedecer ao seguinte cronograma: 60, em 2014; 60, em 2015; 108, em 2016; 108 em 2017; 108, em 2018; 108, em 2019; e 108, em 2020.   Na justificativa, o Ministério Público ressalta que a criação dos cargos busca fortalecer a gestão administrativa e melhor estruturar o órgão em todos os estados. “Somente com a criação dos cargos pretendidos, poderá o Ministério Público Federal consolidar um modelo organizacional bem planejado e definido, que permita a disponibilização de serviços de coordenação e assessoria aos seus integrantes, os quais, em sua maioria, não contam com o apoio administrativo imprescindível ao desenvolvimento de suas funções institucionais”, explicou órgão na exposição de motivos do projeto.   Tramitação A proposta será examinada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir ao Plenário.

Alagoas autoriza concurso para área de Segurança Pública

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  Do CorreioWeb   O governo do estado de Alagoas autorizou a realização de concurso público para reforçar o quadro de pessoal das polícias Militar, Civil e Perícia Oficial. A autorização foi assinada pelo governador Teotonio Vilela Filho em despacho publicado no Diário Oficial desta quarta-feira.   Com a autorização, o processo segue agora para a Secretaria de Gestão Pública, que irá contratar por meio de licitação a empresa responsável pela elaboração do edital e aplicação das provas. O quantitativo de vagas para cada cargo ainda está sendo definido pela Defesa Social junto ao Gabinete Civil.   Para a Polícia Militar, o concurso abrirá vagas para oficiais e praças; Polícia Civil, agentes, escrivães e delegados; e para a Perícia Oficial, médicos legistas, odonto-legistas, papiloscopista, perito de local de crime e auxiliares de perícia.

Secretaria da Educação da BA vai abrir mais de 3 mil vagas

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  Do CorreioWeb   A partir desta sexta-feira (30/12) estará disponível no Diário Oficial da Bahia o edital que visa selecionar 3.302 vagas para a Secretaria da Educação do estado. Do total de oportunidades, 2.209 serão para assistente de atividade administrativa e 1.093 para professor.   Entre as áreas de atuação dos novos professores, estarão as disciplinas de matemática, física e química. Os profissionais trabalharão em localidades que não contabilizaram aprovados do último concurso – realizado ainda este ano com um total de 2.361 convocados.   Além de candidatos de nível superior, com formação em licenciatura ou bacharelado, também serão permitidas inscrições de estudantes de licenciatura a partir do sexto semestre do curso superior. Já para a ocupação de assistente de atividade administrativa é necessário ter nível médio completo.   O edital também estará disponível no site do Portal da Educação e no site da Consultoria em Projetos Educacionais e Concursos LTDA., banca organizadora do certame. A prova está prevista para acontecer no dia 30 de janeiro. Os aprovados serão convocados para trabalhar já no início do ano letivo de 2012.   Os salários para o cargo de professor vão variar de R$ 779,20 a R$ 976,78. Já para a função de assistente administrativo a remuneração será no valor de um salário mínimo.

Edital de concurso para consultor do Senado vai ser corrigido

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  Guilherme de Almeida – Do CorreioWeb   Os concurseiros já não aguentavam mais. Depois de uma longa e ansiosa espera, o edital que oferece 246 vagas para o concurso Senado Federal foi finalmente publicado na última segunda-feira (26/12). No entanto, logo de cara, candidatos e professores foram unânimes ao apontar falhas no conteúdo programático das provas para o cargo de consultor legislativo: o documento cobra leis já revogadas. Além disso, os itens das matérias de Direito Administrativo e Raciocínio Lógico são idênticos ao do edital da prova de 2001.   A comissão responsável pelo concurso público já reconheceu as falhas e pediu que a Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca contratada para organizar a seleção, republique o documento com as devidas correções até a semana que vem. A grande discussão agora é se a organizadora vai ou não abrir um novo prazo de inscrição e zerar todo o cronograma do certame.   Os especialistas afirmam que o correto seria que a FGV traçasse um novo cronograma já que os candidatos foram prejudicados com a alteração do conteúdo em cima da hora. “Não existe uma lei para reger este assunto, mas o bom senso da Administração Pública, norteada pelo princípio da razoabilidade, aconselha a adiar o prazo de inscrição e de realização de prova”, defende o professor de Direito Administrativo Gustavo Scatolino.   Para os concurseiros, este tipo de erro gera desconfiança e instabilidade em relação à seleção. “Só na semana que vem que vou saber o que vai ser cobrado no novo edital de abertura. Até lá vou ter que estudar no escuro”, lamenta o estudante Thiago Camargo, 28 anos, que se candidatou a uma vaga de consultor legislativo.   Até o momento as inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 5 de fevereiro, com taxas que variam entre R$ 180 e R$ 200. Ao todo, são 246 oportunidades, divididas entre 104 para nível médio e 142 para nível superior. Do total de chances, nove são para o cargo de consultor legislativo, que oferece salário inicial de R$ 23,8 mil.

Projeto da Câmara cria cargos de biólogo e auditor na Funasa

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  Da Agência Câmara de Notícias   A Câmara dos Deputados atualmente analisa o Projeto de Lei 2013/11, do Executivo, que transforma 16 cargos vagos do quadro de pessoal da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em 13 cargos de auditor e 3 cargos de biólogo. Os cargos vagos pertencem às carreiras de contador e de enfermeiro.   De acordo com o Executivo, no caso dos biólogos, a transformação dos postos vai servir para fortalecer as equipes que atuam na implementação do Programa de Controle da Qualidade da Água (PCQA). Essas equipes são responsáveis pelo controle da qualidade da água para consumo humano por meio de análises laboratoriais e controle da qualidade físico-química e microbiológica.   No caso da transformação das funções vagas de contador em cargos de auditor, o objetivo é melhorar a gestão institucional e fortalecer as atividades de auditoria na fundação.   Tramitação O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Apoio de amigos pode auxiliar concurseiros rumo ao sucesso

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  Isabella Corrêa – Do CorreioWeb

  Márcio reconhece que a ajuda dos amigos é essencial para a aprovação: “Isso sempre me ajudou e me incentivou a estudar ainda mais”

Quem nunca deixou de ir ao barzinho, cinema ou teatro com os amigos para não perder o pique nos estudos do concurso almejado? Muitos concurseiros sabem que, várias vezes, essa é uma atitude comum. No entanto, investir na vida social e cultivar a amizade também é uma grande fonte de estímulo para continuar estudando.   Segundo a psicóloga especialista em terapia analítico comportamental, Paula Pessoa Carvalho, para qualquer movimento ou comportamento humano, é preciso uma motivação, incentivo, ânimo ou coragem. “Estas palavras são sinônimos de ‘estimular’ e se potencializam em ação quando vinda de amigos, família ou pessoas que são importantes em nosso meio social”, defende.   Márcio Luís Ferreira foi propagandista da indústria farmacêutica durante 12 anos. Queria mudar de vida, já que atuava em um mercado muito instável. Mas não sabia como. Um de seus amigos próximos, que sempre comentava sobre uma escola para concursos, acabou o convencendo a seguir o caminho da carreira pública. A primeira opção era o concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que, na época, o aproximava mais de sua condição financeira.   Já nas salas de aula, conheceu outro amigo. Rodrigo Nunes foi um grande pontapé para a aprovação. Os dois estudavam e discutiam matérias, além de sempre ficarem entre os três primeiros colocados nos mais de 30 simulados realizados pelo cursinho preparatório. “Ele me estimulava muito, a gente competia um com o outro e debatíamos pontos divergentes”, lembra. “Isso sempre me ajudou e me incentivou muito a estudar ainda mais”.   A psicóloga reforça que a amizade pode impulsionar quem deseja estudar sério e não significa que o estudante precise se trancar em casa. “Com o esforço pessoal para o alcance de metas conciliadas a estímulos externos de pessoas queridas, o resultado poderá ser atingido ou melhorado com maior probabilidade, seja para estudar ou para trabalhar”, observa.   O concurseiro não ficou parado nas carteiras dos cursinhos. Até nas pistas os dois competiam entre si. “A gente começou a fazer exercício físico para treinar para os testes físicos”, recorda. “Nos encontrávamos duas ou três vezes por semana para correr”.   Foi com a ajuda de amigos que Márcio conseguiu atingir metas. “Graças ao empurrão dado por um amigo e ao estímulo de outro, fui aprovado em bons concursos”, revela. “Ter essa ajuda incentiva muito, vai te puxando pra estudar mais, pra se esforçar mais”, garante.   Ao todo, foram quase dois anos em frente aos livros. Márcio passou por cinco turmas de cursinhos e conseguiu aprovação em quatro certames. Atualmente, trabalha no Ministério Público da União, em que alcançou a 5ª colocação. Ele interrompeu os treinos para a PRF porque foi nomeado no MPU. Mas, até hoje, nunca deixou de manter contato com Rodrigo, que atualmente trabalha no Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro.   Outros cuidados Paula Pessoa destaca a atenção que se deve ter com a agenda diária para não deixar a vida social de lado. “A dica é saber administrar o tempo”, diz. “Nos dias atuais, tudo fica muito atribulado pelo trabalho e outras atividades”, justifica. Segundo ela, além da importância nas horas de estudo e nas noites bem dormidas – que aumentarão as chances de assimilar os conteúdos estudados –, a família e os amigos ajudam com incentivo, mas também com respeito aos momentos de estudo do concurseiro.   Ela ainda aponta para o estímulo que aflora internamente. “O estímulo externo da família e amigos potencializa nosso comportamento de atingirmos metas. Porém, também temos estímulos internos, algo que não podemos ver, mas que nos motivam a continuar”, observa a psicóloga. “Para não perdermos esse estímulo também é importante obtermos sucesso em algumas de nossas metas”, acrescenta. Essas funcionam como metas específicas que levam ao sonho de ser nomeado no serviço público. Dentre as pequenas vitórias diárias estão a correta administração do tempo, aumento da compreensão de temas antes complicados, perceber maior autonomia para o aprendizado, entre outras.

ALE aprova projeto que cria cargos no MP do Amazonas

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  Do CorreioWeb – Com informações do MP/AM   A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE/AM) aprovou projeto de lei encaminhado pelo Procurador-Geral de Justiça do Amazonas, Francisco Cruz, que prevê a criação de 35 cargos efetivos de agente técnico jurídico. Os novos profissionais vão prestar assessoramento especializado às promotorias de justiça da capital amazonense, sem exceção, e concretizar parte do projeto de implementação da excelência nas atividades ministeriais.   Para o procurador-geral, Francisco Cruz, o provimento desses cargos vai saldar uma dívida antiga do Ministério Público com a classe ministerial. “É satisfatório ver a nossa instituição crescer. No final, quem ganha é a sociedade”, declarou. Nessa mesma ocasião foi aprovada também a alteração do § 2º do art. 338-A da Lei Complementar nº. 11/93, que limita a ocupação do cargo de ouvidor-geral do Ministério Público aos membros ativos.

Aprovada exigência de curso superior para turismólogo

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  Do CorreioWeb – Com informações da Agência Senado   O Plenário do Senado Federal aprovou as emendas da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei (PLS) 290/01, de autoria do ex-senador e hoje deputado federal Moreira Mendes, que exige curso superior para o exercício da profissão de turismólogo, entre outras normas que estabelece critérios para exercer a profissão. Parecer da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) sobre as emendas, elaborado pelo também ex-senador Geraldo Mesquita Júnior (AC), foi favorável à sua aprovação. A proposição segue agora para a sanção presidencial.   O projeto estabelece que a profissão de turismólogo será exercida por pessoas diplomadas em curso superior de Turismo ou Hotelaria, no Brasil, ou em cursos superiores equivalentes frequentados no exterior. Permite, porém, que pessoas que exerceram a profissão ininterruptamente nos últimos cinco anos possam continuar a nela trabalhar. Determina ainda que o exercício da profissão de turismólogo requer registro em órgão federal competente.   A principal alteração feita pela Câmara dos Deputados retira a exigência de contrato de trabalho para o exercício da profissão. Para o relator, essa exigência “é desnecessária, a rigor, disposição legal que unicamente se limite à maneira pela qual o profissional poderá trabalhar”.   Outra emenda deixa de caracterizar como “específicas” do turismólogo as atividades arroladas na proposição. Para o relator, o fato é positivo, pois algumas delas “podem ser exercidas por profissionais com outras qualificações”, tais como: “desenvolver e comercializar novos produtos turísticos”; “planejar, organizar, controlar, implantar, gerir e operacionalizar empresas turísticas de todas as esferas”; e “lecionar em estabelecimento de ensino técnico ou superior”.

Confira dicas de aprovados e especialistas para estudar em casa

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  Guilherme de Almeida – Do CorreioWeb

 

A especialista Andréa Ribas dá dicas para auxiliar o candidato a decidir se ele está ou não no momento certo de sair da sala de aula

Uma coisa que todo candidato de concurso público sabe é que assistir aula no cursinho e sentar para estudar são atividades totalmente diferentes. No entanto, não há como negar que ambas são práticas extremamente importantes para alcançar a aprovação. Sendo assim, uma dúvida muito comum entre os concurseiros é saber qual é o momento certo de sair da sala de aula para estudar em casa ou encarar as bibliotecas.   O especialista em preparação pra concursos Alessandro Marques acredita que a sala de aula funciona muito bem como um pontapé inicial para ajudar o candidato a se ambientar com o mundo dos concursos. “Muitas vezes, o estudante inexperiente começa a se preparar agora, mas nunca viu uma matéria de Direito na vida. Nesse sentido, o cursinho é introdutório e bastante didático”, afirma.   No entanto, para os candidatos mais experientes com anos de estudo, a orientação do professor é outra. “No caso de quem se prepara para concursos há bastante tempo, assistir aula pode ser muito útil apenas para uma matéria específica ou para aquela disciplina na qual o candidato apresenta dificuldades de aprendizado”, recomenda.   Faça uma auto-avaliação A especialista em Gestão de Pessoas Andréa Ribas dá cinco dicas para auxiliar o candidato a decidir se ele está ou não no momento certo de abandonar a sala de aula. De acordo com a profissional, é necessário que todas sejam simultaneamente atendidas:   1 – O aluno percebe que o conteúdo passado em sala já foi assimilado e sedimentado e por isso as aulas se tornaram repetitivas e já não são mais atrativas; 2 – O aluno apresenta capacidade de falar ou escrever e exemplificar sobre o conteúdo sem dificuldades; 3 – O aluno já está buscando conhecimentos sobre as disciplinas além do trabalhado em sala; 4 – O aluno é autodisciplinado, tem um planejamento de estudo, tem acesso a um ambiente adequado, seja em casa, numa biblioteca ou um espaço para estudo em grupo; e 5 – O aluno apresenta facilidade de estudar num ambiente fora da sala de aula, espaço tradicionalmente adaptado.   Casos de sucesso Fato comum a todos os aprovados é que a maioria amargurou várias reprovações antes de obter êxito nos certames. E isso não foi diferente com o primeiro lugar no concurso dos Correios para a área de Economia, Thiago Mendes, de 23 anos.   Após três meses frequentando as salas de aula do cursinho, Thiago passou então a estudar em casa. “Desenvolvi meu método sozinho. No começo, eu era um pouco desorientado e estudava um dia sim e dois dias não. Também tinha dificuldade de me concentrar, mas depois de alguns meses passei a estudar todos os dias. A rotina é difícil. Ainda mais quando você não vê resultados”, desabafa.   Em 2010, Thiago encarou as seleções do Ministério Público da União (MPU), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Ministério da Justiça (MJ) e da Embratur. “Não passei em nenhum desses concursos. Mas acontece que eu tinha uma meta: ficar entre os 10% primeiros candidatos mais bem classificados. Depois a meta passou a ser de 5% e por fim, ficar entre 1% dos mais bem colocados. Nesse ritmo consegui aprovação no concurso dos Correios”, relata.   Thiago também diz que não abriu mão de atividades prazerosas para estudar. “Eu fazia as duas coisas. Nunca deixei de me divertir para estudar, exceto se estivesse na semana da prova. Encontrava meus amigos, ia para a balada e malhava na academia. O importante é você ser produtivo ao máximo e o tempo todo. Se você tem uma hora por dia para estudar, você tem que fazer aquela hora render. Não adianta nada se matar de estudar cansado de madrugada e ter um péssimo rendimento”, defende.   Já o bacharel em Relações Internacionais, Danilo Mendes, 31 anos, começou a estudar para seleções públicas em 2009 e fez cursinho por seis meses. “Orientei meus estudos a partir das dicas que os professores davam em sala de aula. No final de 2009 teve concurso da Receita Federal e meu desempenho foi péssimo. Foi só aí que percebi que as aulas dos cursos preparatórios apresentavam o conteúdo daquilo que era mais básico e frequente nas provas. Se quisesse ir além daquilo, precisaria buscar as respostas dentro dos livros”, conta.   Na época, Danilo trabalhava na iniciativa privada e decidiu pedir demissão do emprego para estudar em casa. “Peguei minhas reservas, trabalhei firme e em um ano consegui juntar R$ 50 mil. Então pedi minhas contas e passei somente a estudar”, conta. Danilo revela como era a rotina. “Estudava religiosamente de segunda a sexta. Acordava às sete horas e estudava entre sete e oito horas por dia, contadas no relógio, o que era algo extraordinário. Sábado estudava até o meio dia. Da tarde de sábado até domingo eu descansava. Não sacrifiquei minhas atividades de lazer, mas parei de beber e de viajar. Feriado para mim também era dia de estudo”, revela.   Danilo conta que no início estudava até esgotar todo o conteúdo da matéria. “Mas aí quando eu pegava a matéria seguinte eu esquecia muitos tópicos da disciplina anterior. O que funcionou comigo foi traçar uma grade horária para que eu pudesse estudar várias matérias e com freqüência”, relata. Outra dica dada pelo aprovado é a de não economizar em material de estudo. “Acredito que gastei cerca de R$ 10 mil com material de primeira linha. Não dá pra ficar estudando só pelas apostilas. É necessário investir em bons livros de base”.   Os sete hábitos altamente eficazes Ao analisarmos os estudantes que são aprovados nos primeiros lugares em concursos públicos, podemos verificar que eles possuem alguns hábitos em comum. Esses certamente são os grandes responsáveis pelo sucesso. O professor Alessandro Marques dá as dicas para quem quer chegar logo à aprovação:   Hábito 1: tenha foco O foco é o início do sucesso. Definir o foco significa responder a duas perguntas: 1.      Em qual instituição você quer passar? 2.      Qual cargo? O estudante de concursos precisa concentrar os esforços em um único objetivo, senão se prepara para todos e não é aprovado em nenhum.   Hábito 2: planejar e agir Um planejamento dos estudos lhe ajudará a organizar seu tempo, priorizar matérias mais importantes (ou que você tem menos conhecimento) e até mesmo saber quanto tempo você levará para estar preparado. E tão importante quanto planejar é seguir o plano.   Hábito 3: priorizar a qualidade em vez da quantidade A maioria dos alunos se preocupa em ler a maior quantidade de páginas ao invés de aprender o que está estudando. Por esse motivo, ao ler algumas questões no dia da prova, lembra-se que estudou o que está sendo cobrado, porém não sabe responder. Não passe para o tópico seguinte sem ter aprendido o que está estudando. Pode gastar mais tempo, mas se cair aquele assunto na prova certamente você acertará.   Hábito 4: trabalhar com resultados Faça o máximo de provas e exercícios que puder. O mesmo com provas de concursos já realizados. Isso o ajudará a se acostumar com o momento da prova e com a tensão. Avalie os resultados, analise e meça seu desempenho, estabeleça metas de pontuação e compare-se somente com você mesmo.   Hábito 5: aprender a aprender Busque se conhecer e saber a forma como você aprende melhor. Busque novas ferramentas, técnicas e metodologias de estudo e não descanse enquanto não atingir o seu melhor. Não existe matéria difícil, o que existe são matérias que você ainda não aprendeu a aprender.   Hábito 6: assumir a responsabilidade Duas frases para este hábito: 1.      Você é 100% responsável pelos seus resultados. 2.      A nota que você tira na prova é a nota que você mereceu tirar.   Hábito 7: ter confiança Sem saber, infelizmente a maioria dos estudantes se prepara para ser reprovado. Não há sucesso sem confiança. Nunca teremos a certeza absoluta de que vamos conquistar nosso objetivo, porém devemos sempre ter três pensamentos em mente: 1.      Eu sou capaz de ser aprovado no concurso… 2.      Eu mereço ser aprovado no concurso… 3.      Eu acredito que vou ser aprovado no concurso…   Os sete hábitos dos estudantes altamente eficazes não são uma receita! São orientações. Um norte para seguir em busca da sonhada e possível aprovação.