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Cultura dos concursos se consolida cada vez mais e fila pela aprovação aumenta
Larissa Domingues – Do CorreioWeb

João Vasconcelos/Divulgação
Dos anos 80 para cá, a cultura dos concursos vêm se consolidando firmemente no Brasil, especialmente em Brasília, capital do país e cidade que abriga as sedes dos órgãos e instituições do governo federal. Hoje, ser servidor significa muito mais do que possuir um emprego vitalício e não precisar mais se preocupar com a empregabilidade no futuro. O ingresso no cargo público denota ambição, progressão de carreira, grandes desafios e salários cada vez maiores. A visão de que o funcionário do estado fica sentado, sem fazer nada até o horário do expediente acabar, definitivamente não existe mais. Foi só com a Constituição Federal promulgada em 1988 que os certames começaram a ser vistos com seriedade em terras tupiniquins. “A exigência para realização de concursos públicos veio inicialmente com a CF de 1934, ainda muito tímida e restritiva. Como os princípios norteadores não acompanhavam os ideais necessários, muitos desvios aconteceram até que a Constituição de 88 alinhou estas expectativas, tornando os concursos um assunto sério”, explica Leonardo Pereira, diretor educacional de curso preparatório. Para Pereira, o serviço público hoje é visto de maneira diferente pela sociedade e isso influencia o aumento na demanda de candidatos na disputa pela aprovação. “As décadas de 80 e 90 foram nefastas para as carreiras públicas com o descaso dos governos, a manutenção de políticas de pouca valorização e retenção de grandes mentes atreladas ao trabalho, o que tornava o ingresso pouco atrativo”, esclarece Pereira. O diretor afirma ainda que as ações do governo no combate à corrupção, o crescimento econômico do país e um contracheque mais gordo que os da iniciativa privada são fatores que, inevitavelmente, chamam a atenção das pessoas. Wilson Granjeiro – empresário e professor de Direito Administrativo e Administração Pública – acredita que grandes vencimentos e benefícios, status, prestígio e a promessa de estabilidade são fatores que ajudaram a colocar os concursos em outro patamar social. “Aumentaram muito a remuneração inicial do servidor. Antes era um salário baixo, que só subia ao fim da carreira. Isso desestimulava. As pessoas entravam em cargos públicos e logo saíam, atraídos por carreiras privadas. Agora, aumentaram os salários, os benefícios e a chances de progredir na carreira. Deste modo, as pessoas estão fazendo do serviço público um fim. Você pode entrar como técnico judiciário, depois virar analista judiciário, e enfim, partir para a magistratura. São carreiras de médio e longo prazo”. Outro ponto relevante para Granjeiro é a questão de que o cargo público é capaz de abrir muitas portas hoje em dia – fato que não podia ser observado antigamente. “Os jovens sabem que a carreira pública oferece muitas oportunidades. Ainda que uma pessoa não fique rica como servidora, ela pode dar aulas e palestras, escrever sobre o tema, prestar consultorias. Ou seja, criar várias receitas extras em razão da aprovação. Outra coisa muito atraente é o fato de se poder entrar em um órgão sem nunca ter trabalhado na vida e começar ganhando R$ 24 mil. Para isso, basta que o candidato seja talentoso, inteligente, organizado e focado”, expõe. Para o docente, o conceito de ineficiência dentro das repartições públicas ficou para trás há tempos. A fusão de “velho funcionalismo” com os jovens talentos tem acrescentado valor à administração pública e tornado a imagem do servidorismo cada vez mais atraente. “Eu diria que temos criado, nos últimos 15 anos, verdadeiras ilhas de excelência. Com jovens talentosos, habilidosos, disciplinados. Muitos deles chegam até à presidência de órgãos durante a carreira, a posições muito estratégicas. São essas pessoas que estão chegando, da geração Y, que fazem a diferença. Assim há equilibro, pois é possível pegar a experiência de quem já está lá e unir com o sangue novo, novas ideias. A administração pública só ganha com isso. É uma mudança cultural violenta, não só estrutural. E isso é muito bom”. Amor pela profissão Há um mês, Isabela Mota, mineira de 25 anos, decidiu largar seu emprego no Ministério da Cultura (MinC) para entrar na disputa pelo cargo de oficial de chancelaria. Bacharel em Relações Internacionais, hoje ela se dedica apenas aos estudos. “Eu trabalhava como terceirizada em assessoria internacional. No serviço público, nessa área, não tem como crescer. Ou você já entra como concursado ou fica brigando por cargos comissionados, sempre instáveis, muito mal pagos em relação ao que os servidores recebem”, explica.
A alternativa encontrada pela estudante foi tentar entrar pela porta da frente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), não pelo fato de desejar ser funcionária pública, mas por acreditar que, em sua área, a melhor opção de crescimento e desenvolvimento profissional está no governo. “Os brasilienses querem uma vida boa e estável, ter o governo como patrão, ter horários flexíveis. Não acho que seja o meu caso querer ser apenas concursada. Eu realmente sou apaixonada por relações internacionais e para mim esta é a melhor opção, tanto aqui em Brasília como fora”. Tudo ou nada Roberto da Silva Ribeiro, 23 anos, acredita no cargo público como uma grande oportunidade de crescimento profissional e estabilidade financeira. Não é à toa que o carioca graduado em Biologia decidiu abandonar sua cadeira no Ministério da Justiça – como analista técnico administrativo concursado – para tentar a sorte na seleção pública do Senado Federal. “Exercia uma função de grande responsabilidade e que exigia muita dedicação, mas recebia cerca de R$ 3 mil como remuneração, o que é pouco para se viver em Brasília”, conta. Após tentar conciliar o trabalho no MJ com o cronograma para ingressar como consultor no Poder Legislativo, o concurseiro percebeu que precisaria de mais tempo para cumprir sua nova meta. Insatisfeito com a situação, pediu exoneração em 2011 para se dedicar integralmente aos estudos, mantendo-se com as economias feitas durante o tempo como servidor do Executivo. Os esforços não foram em vão. Roberto alcançou a 3ª colocação no posto consultor (especialidade de Direito Constitucional, Administrativo, Eleitoral e Processo Legislativo) e agora se prepara para a segunda etapa da seleção, marcada para acontecer em 29 de abril. Para o estudante, os moradores da capital do país carregam nas costas o estigma do concurso. “Acho que a vontade de ser servidor em Brasília é algo cultural. Aqui, isso é sinônimo de status e sucesso pessoal e profissional. Se você conversar com uma criança brasiliense, ela provavelmente dirá que quer ocupar algum cargo público quando crescer”, afirma. Entretanto, Roberto acredita que ser aprovado não é tarefa para qualquer um. “As pessoas devem ter consciência de que nem todos possuem ‘vocação’ para estudar para concursos, pois este é um caminho difícil e que exige uma dedicação muito grande. Além disso, existem outros trabalhos tão importantes e bem remunerados quanto os da administração pública e que podem ser uma opção mais atraente para muitas pessoas. Em contraponto, toda essa aura que envolve os cargos públicos acaba tendo um impacto positivo, pois as pessoas que moram em Brasília tendem a ser mais instruídas e informadas do que as de outras cidades, em razão do nível de exigência, que é cada vez maior”, finaliza.
Lorena Pacheco – Do CoreioWeb
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prorrogou para o mês de dezembro o prazo concedido ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) para a realização de novo concurso para conciliadores e juízes leigos. Segundo o ministro Cezar Peluso, presidente do CNJ, o tribunal precisa de tempo suficiente para elaboração do regulamento da seleção a fim de não prejudicar as atividades jurisdicionais de conciliação em todo o estado. Ainda segundo o tribunal, o edital de abertura da seleção pública está em fase de finalização, o documento deve ser lançado em no máximo seis meses. Atualmente, o TJRS está realizando concurso para contratação de 60 juízes substitutos. A remuneração do cargo é de R$ 17.581,75. Todos os candidatos serão submetidos à provas objetiva, escritas, discursiva, prática de sentença, investigação social e de vida pregressa, exames de sanidade física e mental, exame psicotécnico e entrevistas.
Lorena Pacheco – Do CorreioWeb Quem deseja lecionar na Universidade de São Paulo (USP) tem agora sua chance. Os deputados estaduais aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei 67/2012, que autoriza a criação de 2.655 novas oportunidades para docentes. Desse total, setecentas vagas serão para provimento imediato e 1.955 ficam reservadas para serem abertas de acordo com as vacâncias existentes nas universidades públicas do estado. O PL vai agora para sanção do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Da Agência Câmara O Plenário realiza sessão extraordinária nesta manhã e pode votar o Projeto de Lei 5/99, do ex-deputado Silas Brasileiro, que estabelece o domingo como dia de realização de provas de concursos públicos para ingresso na administração pública federal direta, indireta ou fundacional.
A proposta tramita apensada a outros 16 projetos, a maioria com o mesmo objetivo: impedir a realização de provas (inclusive de vestibulares) no sábado, que é considerado dia sagrado para diversos grupos religiosos, entre eles judeus e adventistas.
Larissa Domingues – Do CorreioWeb
Quem aguarda o concurso do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que deve formar cadastro reserva em cargos de níveis médio (técnico judiciário) e superior (analista judiciário), pode comemorar. De acordo com informações da assessoria de comunicação do órgão, o edital de abertura deve ser publicado ainda neste semestre. A Fundação Carlos Chagas (FCC) foi a empresa escolhida para organizar o certame.
Outras seleções O último concurso promovido pelo TST foi lançado em 2007 e ofereceu 312 vagas para contratação imediata, além de formação de cadastro reserva. A concorrência registrada pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), organizador do certame, foi de 356 candidatos por vaga. Cerca de 111.298 candidatos participaram das provas do certame.
Carolina Pompeu – Da Agência Câmara A Câmara aprovou o Projeto de Lei 1827/11, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que cria 19 cargos efetivos no quadro de pessoal da secretaria do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 21ª região, com sede em Natal (RN). São 16 cargos de analista judiciário e três de técnico judiciário, especializados em tecnologia da informação. Pela proposta, os recursos financeiros ficarão por conta das dotações orçamentárias do tribunal no Orçamento da União. A proposta foi aprovada há pouco pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, como tramita de forma conclusiva, segue para o Senado, a não ser que haja recurso para votação em Plenário. Na justificativa, o tribunal argumenta que a constatação do aumento das demandas trabalhistas exige providências no sentido de dotar o órgão com mão de obra especializada capaz de desenvolver as ferramentas tecnológicas necessárias ao funcionamento eficaz dos serviços judiciários. De acordo com o tribunal, a medida resultará em celeridade e qualidade da prestação dos serviços.
Lorena Pacheco – Do CorreioWeb Os pernambucanos têm muito que comemorar. O Tribunal de Justiça do estado (TJPE) aprovou por unanimidade Projeto de Lei que cria 1.019 novas oportunidades de níveis médio e superior. Serão 564 vagas para o cargo de analista judiciário, 387 vagas para técnicos judiciários e 68 vagas para oficiais de justiça. A previsão é que os novos servidores já sejam convocados para trabalhar no começo de 2013. O projeto ainda será enviado à Assembleia Legislativa para aprovação. Atualmente, o TJPE possui 3.222 servidores que trabalham lotados em 454 unidades judiciárias – isso sem contar os funcionários do próprio tribunal e da Corregedoria Geral de Justiça. Última seleção O último concurso promovido pelo tribunal aconteceu em outubro de 2011 e ofereceu 203 oportunidades e formação de cadastro reserva para cargos de níveis médio e superior. A seleção foi organizada pela Fundação Carlos Chagas (FCC) e composta apenas por provas objetivas. As remunerações oferecidas variaram de R$ 2.595,39 a R$ 3.452,45. Os cargos ofertados para quem tinha nível médio foram os de técnico judiciário, nas áreas judiciária e administrativa, de programador de computador, suporte técnico e técnico em enfermagem. Graduados puderam se inscrever ao posto de analista judiciário, nas especialidades judiciária e administrativa, de educador físico, assistente social, psicólogo, pedagogo, bibliotecário, fisioterapeuta, nutricionista, analista de sistemas, analista de suporte, odontólogo, médico, contador e oficial de justiça.
Concurso do Senado origina nove processos que podem virar inquéritos civis
Do Correio Braziliense O Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal vai investigar nove denúncias feitas por candidatos ao concurso do Senado. A lista divulgada pelo órgão inclui polêmicas antigas, como a inscrição de uma das servidoras do Senado, integrante da comissão organizadora do processo seletivo. As irregularidades têm o prazo de 90 dias — prorrogáveis por mais três meses — para serem investigadas. Após esse período, caso o processo não tenha sido concluído, pode ser convertido em inquérito público.
Em reportagem publicada no último dia 28, o Correio divulgou que 16 irregularidades relativas ao concurso estavam em apuração pelo MPF, que decidiria sobre o arquivamento ou a formalização das investigações. Após a reportagem, outras denúncias chegaram ao órgão. No total, 25 reclamações foram encaminhadas aos procuradores desde o início do processo seletivo, das quais nove ainda estão sendo analisadas, seis foram arquivadas e um procedimento originou uma ação pública. A reportagem completa você lê na edição impressa do Correio Braziliense de hoje.
Lorena Pacheco – Do CorreioWeb
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, por meio da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP/SP), autorizou a realização de concurso público com 1.938 oportunidades de nível médio e formação de cadastro reserva. O cargo oferecido é o de soldado de 2ª classe do quadro de praças da Polícia Militar. O salário oferecido é de R$ 2.234. Último concurso A última seleção promovida pela Polícia Militar de São Paulo aconteceu em fevereiro do ano passado e foi organizada pela Fundação Vunesp. Na ocasião, foram oferecidas 500 vagas também para o cargo de soldado. Os candidatos deveriam ser do sexo masculino, possuir ensino médio completo e medir, no mínimo, 1,65m de altura. O certame foi composto por provas objetivas de múltipla escolha, redação, teste de aptidão física, exame de saúde e avaliação psicológica.
Do Correio Braziliense
Mais uma denúncia de fraude ameaça o concurso do Senado. A violação de um malote de provas de uma das salas em que foram aplicados os testes para os cargos de enfermagem, analista de sistemas e analista de suporte de sistemas na tarde do último domingo coloca em risco o processo seletivo, que já foi adiado uma vez, há cerca de um mês, para as três áreas. O envelope rompido foi recolhido pela Polícia Federal (PF) e enviado ao Instituto Nacional de Criminalística. O resultado da perícia deve definir se haverá ou não abertura de um inquérito policial.
De acordo com a assessoria de imprensa da PF, o laudo será encaminhado ao Ministério Público e ao Senado, para que a casa tenha conhecimento da possível fraude. A Fundação Getulio Vargas (FGV), oganizadora do concurso, confirmou que o malote estava rompido, mas considera a possibilidade de que o rasgo tenha sido provocado pelo estouro de uma bolha de ar que se formou dentro do pacote, e não pela intervenção intencional de algum candidato ou do pessoal de apoio. De acordo com a FGV, assim que foi constatada a violação, a própria fundação acionou a Polícia Federal.
A reportagem completa você lê na edição de hoje do Correio Braziliense.

