post_22.05.26_2 Helton Azevedo, arte-educador .

A arte de não fazer nada

Publicado em Acontece

Enquanto o país discute o a redução da jornada de trabalho de 6 x 1 e a importância de um dia a mais de folga para os trabalhadores terem um tempo para a família, o lazer e o descanso, no Parque da Cidade acontece uma oficina aberta e gratuita sobre a “Arte para não fazer nada.”
Procurei mais informações para divulgar o evento e conversei com o arte-educador que passará a tarde do dia 30, das 14 às 19h´, no Estacionamento 13, reunido com pessoas interessadas em aprender a fazer nada. Lá, os participantes serão provocados a fazer nada, e ao mesmo tempo, poderão produzir desenhos, pinturas, escritas e conversas entre eles.

A oficina faz parte do projeto Arte Pela Inquietude, que promove a arte, a criatividade, e a partilha de experiências como meio de cura, expressão e reconexão.

Helton Alves Azevedo, tem 43 anos, nasceu em Belém, mas se considera brasiliense, porque chegou na cidade ainda bebê de colo. Ele é o filho mais velho de mãe belenense e pai mato grossense e tem uma irmã mais nova. É formado em Artes e está terminando a graduação em Psicologia, curso que teve interesse após fazer uma pós-graduação em Psicanálise. Sempre trabalhou como professor autônomo, profissão que gosta muito de exercer, dá aulas de artes em espaços culturais, e de yoga e meditação no seu estúdio, no Sudoeste. Nessa conversa meio filosófica e prática, ele explicou, com seu jeito calmo, atencioso e claro, o que significa fazer nada no mundo atual, e a importância dessa arte para uma vida mais saudável.

Perguntas para Helton Azevedo:

P- Helton, você gosta de ser professor?

R- Eu adoro ser professor. Eu gosto mais de trazer temas que eu acho interessante e de colocar para os alunos e instigar ali alguma provocação, algum debate, algum pensamento. Eu gosto muito disso. Eu gosto de pesquisar coisas e aí eu acabo levando para as aulas. Para além do conteúdo normal das aulas. Isso me deixa mais dinâmico na aula, não só fazer a mesma coisa sempre.
Eu dou aula de aquarela e pintura também, dou aula de yoga desde 2004.

P- E qual é o estilo de yoga?

R- Hoje é misturado. Eu fui pesquisando, fui misturando, fui diversificando e vou trazendo… Por exemplo, eu trago temas da psicanálise, temas da psicologia. Trago temas da arte, do Ayurveda, que tem a ver com yoga. E vou trazendo esses temas que eu gosto de estudar. Sobre o social, sobre sofrimento, sobre meditação, saúde.

P- E como é sua aula? Ela tem uma parte física, uma parte teórica de yoga?

R- Na aula tem a parte física, que a gente faz as posições, e tem a parte da meditação.
Mas durante a aula, acontece uma conversa. Que é algo que às vezes não acontece em geral nas aulas de yoga. Em geral, as aulas de yoga são muito caladas, muita concentração.
E lá no estúdio eu mudo um pouco. Eu converso com as pessoas sobre ansiedade, sobre angústia, sobre insônia, depressão. E às vezes temas que tem a ver com yoga, como religiosidade, pessoas que trazem experiências das diferentes religiões que tem, que vivem. E como a meditação atua nas diferentes pessoas. Então eu tento conversar com as pessoas. Não é só fazer o exercício, meditar e ir pra casa.

P- Qual a importância da meditação?

R- Uma coisa que falam muito da meditação é porque tem muito estudo da meditação. Ela foi bem inserida na pesquisa científica. Mas a meditação tem uma coisa curiosa, porque era uma prática religiosa, mas ela foi inserida na pesquisa científica. Então ela fica entre esses dois mundos. Ela é cientificamente comprovada e, ao mesmo tempo, ela é uma prática religiosa. A meditação ocupa esse lugar de uma prática que, ao mesmo tempo, é espiritual, mas que pode não ser.

P- A pergunta é por que eu deveria meditar? Por que meditar?

R- A resposta que mais vem é para acalmar, dormir melhor, menos estresse, talvez mais felicidade, mais paz. Essa é a resposta que mais surge.

P- Psicologia, psicanálise, yoga, meditação, você está num campo muito humano e que cada vez mais lida com a questão da saúde mental. Você está fazendo uma mistura, um mix de conhecimentos. Então, qual é o seu projeto?

R-O meu projeto era ter o estúdio de yoga, que já tenho, que já acontece há muitos anos. E entrar para essa história da saúde mental cada vez mais. No sentido de que o meu sonho é expandir o estúdio, mais pessoas fazerem o yoga, e também colocar uma parte no estúdio que vai ter um ateliê. As pessoas vão fazer o yoga, vão meditar e vão produzir alguma coisa de desenho, pintura e tem um lugar ali também de conversa, de fala, como se fosse um atendimento particular, alguma coisa de meditação ou com a psicologia. Então, é um lugar que abarca tudo isso. Yoga, meditação, arte e a terapia, num lugar maior. Esse é meu sonho. E partindo desse lugar, eu escrevi junto com uma equipe que eu tenho para um projeto do FAC (Fundo de Apoio à Cultura), Arte Pela Inquietude, que é arte para os nossos sintomas angustiantes modernos, digamos assim.
Novas formas de existir. E a gente usa arte para isso. E esse projeto tem gravura, tem arte surreal, tem colagem e é oferecido em escolas, são diferentes professores, diferentes “oficineiros”.
E a minha oficina é arte para não fazer nada.

P- Interessante, como é isso?

R- O nosso não fazer, ele é muito direcionado, ou é para comprar, ou é para ter uma experiência incrível, que é paga. E a gente perdeu um jeito de lazer ou de ócio ,que a gente mesmo cria. Se a gente falar ‘qual é a nossa forma de lazer ou de diversão que é tradicional?’, a gente não sabe dizer. A gente tem a forma de lazer que alguém impôs. Viagem, ir para o shopping, fazer um esporte, que tem que comprar um tênis, tem que comprar uma roupa, uma bicicleta. Então tudo envolve um jeito de fazer que é imposto, um lazer imposto para a gente. E, tentando resgatar um diferente lazer, o ócio vem nesse momento de não fazer, para eu começar a me escutar como eu quero gastar o meu tempo livre.
O tempo livre foi limitado a fazer determinadas coisas. Inclusive, tem essa história: o tempo livre tem que ser útil. Tenho que escutar um podcast, tenho que estudar, tenho que fazer um esporte, cuidar do corpo. O tempo livre ficou útil. É engraçado. Era para ser livre, inútil, ocioso e ele acabou se tornando um dever, mais um dever.

Helton, usuário frequente do Parque / Foto CV maio 2026

P- Você vai ter aulas aqui no Parque, como é esse projeto com Parque?

R- O lugar do Parque é porque ele realmente seria o lugar ideal para ficar sem fazer nada. Tem que ser o Parque. São só dois encontros, mas poderiam ter mais. São dois encontros de quatro, cinco horas, para experimentar o ócio. Para experimentar o ócio, mas eu vou trazer lápis, tinta, caneta…Quem quiser não fazer nada, ótimo. Quem quiser conversar com as pessoas, tudo bem. E quem quiser escrever, pintar, desenhar, ou deitar, vou levar canga, almofada, cadeira. As pessoas experimentarem o momento.
É interessante porque a fala da arte para não fazer nada consegue atrair gente. Parece bom não fazer nada. Mostra que tem um desejo. Tem uma demanda do não fazer. Talvez porque tudo virou muito dever.
A gente tem o dever de trabalhar, tem o dever de se divertir, tem o dever de cuidar do corpo, tem o dever de aproveitar o tempo da melhor forma. Então, tem muitos deveres. O ócio não está nessa ordem do dever. Está numa ordem que é inutilidade, vazio, coisa sem sentido. As pessoas também chegam no yoga falando “ isso aqui é útil para quê?” “Se eu meditar vai ser útil?” É tudo muito nessa lógica da utilidade. E essa outra dimensão ficou para trás. Tem uma pressão social pela produtividade. E a pessoa que não faz nada, ela não está inserida no sistema, não está comprando, não é bom para o capitalista, não é bom para o mercado, não é bom para nada, o inútil. Aí o inútil é perseguido. Não cabe espaços de inutilidade. Só cabe espaços de utilidade. E aí, enquanto isso, a cabeça vai ficando como? Uma dos aspectos que eu acho é não dormir. A natureza do dormir é ser inútil, não fazer nada. Mas aí dormir se transforma em um descanso para trabalhar. Aí cria utilidade em cima do dormir. E fica tão avançado isso que a gente usa um relógio para ver o quanto que eu estou dormindo certo. Eu tive tantas horas de sono REM, tantas horas de sono profundo, eu tenho que melhorar, e até o sono é otimizado pelo relógio. O que ia ser uma parte totalmente inútil, ociosa, ‘realmente agora eu não tenho que fazer nada’ , vira um descanso para mais atividade. As coisas vão se transformando.
Então, na oficina pode chegar e não fazer nada. E conversar com as pessoas que estão também fazendo nada.

P- Mas isso é muito subversivo nesse mundo hoje, né?

R- Exatamente, é subversivo não fazer nada. Descansar. É contra tudo. É contra o hegemônico, subversivo.

P- E você acredita nisso como uma forma de aliviar as tensões ou de viver? Porque a pessoa também pode não fazer nada em alguns momentos.

R- Só que hoje ninguém faz nada em nenhum momento. Se, hoje, a palavra de ordem é utilidade e fazer, isso causa vários problemas de saúde, como o burnout. O burnout é nada mais que um cara que nunca para, tá sempre trabalhando. O trabalho, não necessariamente o trabalho do fazer, o trabalho que a gente conhece, as horas de trabalho. Mas quando a pessoa sai dali, ela continua trabalhando, ouvindo um podcast, continua trabalhando, postando no Instagram, continua trabalhando, cuidando dos filhos, cuidando da saúde, cuidando do sono, cuidando da alimentação; é o shake de cúrcuma, é o banho gelado, tudo é um trabalho que se tem. Não tem um momento de não trabalho. E aí o burnout, a pessoa pode ter burnout, mesmo sem trabalho. Porque ela nunca se deixa em paz. Ela tá sempre em atividade, é um trabalho constante. Não necessariamente ligado ao serviço ali.
Algumas pessoas falam que é gestão pessoal, como se você fosse uma empresa. E aí eu sou o chefe da minha empresa. E eu sou também o empregado da minha empresa. E aí não tem divisão. Eu sou o chefe e eu sou o empregado. Eu tô me cobrando 24 horas. Não tem como. Eu tô vivendo nesse corpo, que dentro dele tem o chefe e tem o empregado. O chefe tá sempre cobrando o empregado, o empregado tá sempre entregando. Sempre entregando, entregando, entregando, entregando, entregando, performando. Performando o tempo inteiro. Nunca desliga isso. Então, hoje, o desligar pode ser muito saudável.
Não fazer pode ser saudável. Dormir pode ser saudável.
Agora, o quanto equilibrar, o quanto trabalhar, o quanto não trabalhar, essa história foi permeando no sentido de o trabalho era muito fixo, acabava tal hora, não tinha mais trabalho. Hoje, a tal hora, só saiu do lugar, mas o trabalho continua.

P- Como é que você vê o mundo hoje, as pessoas e esse modo de viver. Você acha que é possível mudar?

R- Uma coisa que eu gosto de pensar é que o artista ou quem gosta de enxergar o mundo, pensar sobre o mundo, vai oferecer essas saídas, esses lugares como eu estou tentando oferecer o ócio, oferecer a arte. E são, de certa forma, pontos de tensão do meio padrão, do hegemônico.
Tenta tensionar um pouco. Então, uma saída pode ser arte. Pode ser meditação, pode ser leitura, no sentido de, não para estudar para concurso, mas uma leitura que te traga reflexões da vida. Poesia. Uma coisa que pode ser interessante é poder criticar o que acontece com a gente, Uma outra coisa da história desse lazer é que, quando as pessoas se juntavam em festividades populares, ou só para se encontrar mesmo, se juntavam, elas pensavam mais sobre o mundo.
Nessa reunião, as pessoas criticavam o mundo. E se o lazer, ele é direcionado para uma coisa, a gente para, essa crítica para de acontecer. Então, até essa direção do que fazer no ócio é um jeito de controlar para a gente pensar menos sobre o nosso meio, sobre saídas. Pode ser realmente essa, juntar com pessoas, conversar sobre os problemas, sobre como talvez atuar, como se juntar, como expressar o que angustia em outros termos, que não seja esporte, que não seja podcast, que não seja cuidar da saúde, que não seja performance, como eu posso expressar minhas ansiedades de outra maneira, pela comunidade.

P- Então, a arte é uma saída?
R- A arte é uma saída, que pode ser muito boa, porque arte é essa criação de algo que não está ali. A arte que pode ser escrever, pode ser dançar, pode ser falar, pode ser cantar, pintar, e não só essas. E não fazer isso para ganhar dinheiro e ficar famoso, fazer por forma de expressão.
Junto com pessoas. Junto com pessoas chegam angústias, ansiedades, histórias, e as histórias modificam um ao outro, e as coisas vão acontecendo. Nesse coletivo, traz soluções por si só.
Traz essas soluções, possíveis soluções. Agora, como o mundo vai? É uma pergunta difícil mesmo.

“O Parque é um ótimo lugar para fazer nada” /Foto CV maio 2026

P- A pergunta era como você vê o mundo, se você vê de forma positiva.

R- A gente vê quase que um senso comum que o mundo está mais complicado, que o mundo está mais negativo, que está tudo mais difícil. Exatamente por questões mentais. E essas outras questões de muito trabalho, pouco tempo e pouco reconhecimento, no sentido de trabalho, ou reconhecimento no sentido de dinheiro, ou reconhecimento de valorização. Essas coisas, eu acho que afligem muito as pessoas.

P- Como é a sua relação com o Parque? Você vem aqui desde quando? Você lembra vindo aqui criança?

R-Sim, criança, nos parquinhos, vinha muito, e muito adolescente. O Parque, quando eu era adolescente, era antes de 2000, não tinha ninguém, pouca gente usava o Parque. Teve essa fase de esvaziamento. Pouca gente usava. Eu gostava muito de vir aqui, andar de bicicleta, com os amigos, e sempre, sempre vim pro Parque. Hoje em dia, todo dia, quase meio-dia, uma hora, eu estou aqui. Sou frequente, venho muito.

P- Você vem fazer o quê?

R- Eu venho escrever coisas, trabalhar, venho só ficar à toa, dou uma caminhada, sento. Pedalo às vezes, não tanto quanto antes, mas pedalo. Ultimamente eu venho mais pra ficar fazendo nada. É uma boa utilidade no contrassenso, vir pro Parque pra fazer nada. Eu venho e faço nada. Às vezes faço exercício, mas o exercício que poderia durar 15 minutos, eu fico uma hora e meia aqui. Fico aqui, sentado, vejo coisas, olho o celular, fico. Eu uso muito assim. E faço uma caminhada, mas não é muito.

P- Você costuma ver pessoas sem fazer nada aqui?

R- Ah, sim, como eu, eu sento, as pessoas estão sentadas também. Não muda muito o que as pessoas fazem. Estão olhando o celular, tomando água de coco. Eu vejo pessoas usando desse jeito, como um escape. Tipo aqui, essa moça aqui. Está sentadinha, lendo o livro dela.
Eu considero isso meio que um fazer nada. Aliás, eu acho que aqui em Brasília o Parque é um dos poucos, é um único ou principal lugar que as pessoas fazem nada. E tem os que correm, os que brincam, mas tem muita gente sem fazer nada. Mas eu considero, mesmo lendo, fazendo nada, eu considero porque é um momento ali de você estar ali.

P- Eu queria saber, e é uma pergunta que eu sempre faço nas minhas entrevistas aqui, no que você acredita? O que te guia na vida para viver melhor?

R- Eu viso muito um tempo. E com o yoga eu consigo, dando aula de yoga, porque eu consigo ter um tempo para mim. Eu acho que eu não consegui me direcionar tanto para um trabalho muito fixo, porque eu acho que eu valorizo muito um tempo meu, para eu ficar com os meus pensamentos, com a minha doideira, e experimentar o mundo. Eu acho que um tempo meu é uma coisa muito importante. Outra coisa que me guia é a minha observação de mim, que tem a ver com a meditação. Eu lido com a arte, com a meditação, com os sonhos. Então acho que o que guia muito a minha vida é uma certa observação comigo mesmo.
Mas para além disso, saúde mental também guia muito. O dinheiro, que é uma coisa que, se a gente fica muito preocupado sem, e com também fica muito preocupado, é uma coisa que permeia e que é muito difícil de se desvencilhar. Mas eu tento fazer esses movimentos de como existir sem o dinheiro ser a coisa principal na vida. E tentar oferecer isso para as pessoas, como esse projeto do FAC. Porque se eu estou fazendo nada, eu estou deixando de ganhar dinheiro, né? É horrível isso, é horrível. Estou deixando de ganhar dinheiro, estou deixando de trabalhar e vira esse conflito entre o dinheiro, do trabalho e a existência, que pode ter outra maneira que não é o dinheiro. Então, o dinheiro perpassa sempre, né? E é difícil, é um desafio, é muito desafiante mesmo.

P- E qual seria o recado do Helton para as pessoas?

R- Eu acho que o recado é criar espaços. Criar espaços para além de toda a norma. Como eu crio um espaço além do trabalho, além de descanso para o trabalho? Criar um espaço diferente disso para me reorganizar. Se conectar.
Claro que, quanto mais a pessoa tem dificuldade social, menos tempo ela tem, né? E menos possibilidade ela tem de fazer isso. Porque tem que trabalhar, ônibus, distância, remuneração pouca, muita conta. Dupla carga, trabalho. Isso é muito difícil para a pessoa tendo jornadas duplas, três horas de ônibus. Não é bem uma escolha. E se você falar, não quero, tem mais cem esperando a tua vaga. Já que você não quer, tem mais cem. A gente não tem muita escolha, principalmente essa classe social mais baixa fica sem escolha, né? Sem como fazer. Uma possível saída pode ser resgatar movimentos tradicionais, como o canto, a dança, o samba. Assim as pessoas se encontram e falam sobre quem oprime, falam sobre como são oprimidas. Isso talvez fomente. De novo, a cultura é uma saída. Pode despertar organizações, né? Enquanto cada um por si, só no rala, fica difícil.

P- Então, a pessoa que não entende de meditação, mas que adoraria começar aos poucos, você, como um profissional da área que ajuda, que colabora com isso, o que você diria?

R- Eu acho que a resposta primeira é só respira que vai. É uma primeira resposta. Comece pelo tempo. Começar por 5 minutos, 10. Só respirando ou só parado. 5 minutos. É o tempo. O tempo é a coisa. Não a técnica. É o tempo.

Serviço:

Oficina a Arte de não fazer nada

Data: 30 de maio, das 14h às 19h, na Praça do Batukenjé, localizada no Parque da Cidade Sarah Kubitschek.

Localização e inscrições gratuitas no formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSewvplR_anVGTgSaWN5l5eigoh12Lb2xgEGQg2b9Pq9uTsCJA/viewform

Livre para todos os públicos

Mais informações pelo e-mail: escolasociocriativa@gmail.com.

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